Blue Flower

Seja benvindo(a)!

Digite o termo na pesquisa conforme o Sumário atual da terceira etapa. Aperte o enter e aguarde o melhor resultado. Após entrar no tema da publicação, busque a palavra do seu interesse usando as teclas Ctrl + f. surgirá uma barra superior onde se deve digitar a palavra chave, p. ex. "Dummar", logo aparecerá ressaltada, com o número de vezes que se acha no texto. 

 

                                    

   Time do DAMASCO Esporte Clube. 1954. Da esquerda para direita. Em Pé. Peba, Edvaldo, Paulo da Garroncha, Luís, Nilsinho, Leudo (Calouros do Ar) e William (Ceará) e Bertoldo. Agachados: José Augusto, (Gentilândia), Mirosca, Edmilson, Paulô,  Baião e José Marques. Fonte: Acervo José Augusto de Araújo Lima.    

 

 

Jornal A Razão. Ceará, 07.08.1936. Festival de Caridade. Domingo, 09 de agosto de 1936, terá lugar no campo oficial do Damasco, um animadíssimo festival de caridade em benefício das crianças pobres do Asilo de Alienados, sugestão apresentada pela Excelentíssima Senhora do Dr. Manoel Sátiro, (Dona Zindoca), que tem envidado todos os esforços para maior brilho desta tarde desportiva, é de esperar-se que Fortaleza em peso se transportará para o agradável subúrbio das Damas, onde está localizado o campo damasquino. A partida inicial entre os primeiros quadros Damasco x Ferroviário, às 14 horas; em seguida às 15 horas os ‘teams’ infantis Maguari x Gentilândia; o terceiro e último jogo às 16 horas, Damasco x Marajá, será a nota principal da tarde. É digno de nota  mencionar nomes de fama mundial, alguns campeões, Clóvis Gaspar, Carlos Brito Bezerra, Forguinho, Cheiroso, Paredão, Alvino, Rocildo, contratados pelo Damasco. Seu Luís, Castro e Silva, Paula, Paulo, Hermínio Paula Lima, Daroy, etc. por conta do Marajá.

Jornal A Razão. Ceará, 17.09.1936. Domingo 13 de setembro de 1936, nada de anormal no match entre o Damasco Esporte Clube e o Madureira Foot-ball Club. O acidente havido com os jogadores do time visitante, Madureira, foi após o jogo, e fora do campo.

Jornal A Razão. Ceará, 27.09.1936. Campo das Damas. O Dia de hoje é de grande animação nos arraiais do Damasco, em consequência do torneio a ser promovido pelo Oriente F. Club, em disputa de linda taça oferta do promotor do festival. Os quadros que preliarão são de conceito firmado e já bastante conhecidos, pois são os seguintes: Joaquim Távora - Copacabana - Damasco - Oriente- Mangueira. Será um torneio muito disputado pois a Taça será entregue em campo ao vencedor.

Jornal A Razão. Ceará, 29.09.1936. O Damasco levantou o Torneio e a Taça oferecida pelo Oriente.

Jornal A Razão. Ceará, 18.10.1936. Animado festival esportivo hoje em Mondubim, em benefício do Leprosário. Participarão as equipes veteranas dos Clubes Marajá, Frota Gentil, Damasco e Mondubim Atlético. O primeiro encontro terá início às 14 horas entre os quadros Marajá x Frota Gentil. O Damasco perdeu para o Mondubim por um “corner”. Os melhores do Damasco foram: Mahir, Oliveirinha, Dr. Ubirajara, Didi, Iôiô e Valdomiro.

Jornal A Razão. Ceará, 30.10.1936. Grandioso torneio domingo no campo do Damasco, nas Damas, um grandioso e animado Torneio Pebolístico entre os clubes abaixo relacionados. Damasco, Mangueira, Remo, Penarol, Ferro - Viário, Orion e Ideal. O Torneio terá início às 13 horas. O Damasco ganhou o torneio e levou a Taça Dr. Ubirajara Negreiros.

Excursão do time do Damasco.

Jornal A Razão. 21.10.1936.  João Carlos Maciel, Presidente do Sport Club Damasco, (Damasco Esporte Clube), comandou a excursão do time de foot – ball a cidade de Arraial, Uruburetama, onde jogou às 15 horas contra o time local Arraial Futebol Clube. Recebidos em Uruburetama pelo Presidente do Arraial F. C., Dr. Ubirajara Negreiros, pelo Sr. José Policarpo Filho e pelo Prefeito Municipal de Arraial, Juvêncio Bastos Sales, com direito a banho, café da manhã, almoço, jantar e baile noturno. Os damasquinos, na pessoa do Sr. João Carlos Maciel, agradeceram a carinhosa acolhida. O visitante Damasco venceu por 3x1, com ‘pontos’ feitos por Eliezer, Russo e Brega. Apitou o jogo o Tenente Lucas Advincula. O quadro damasquino atuou com: Ozires, Gambetá e Lira; Paixão, Carinha e Pisto; Eliezer, Jura, Russo, Pirão e Brega.

      

Jornal A Razão, Fortaleza. 30.10.1936. O Damasco ganhou o Torneio. 

                                  

   Time 1º Quadro da Cruzada Infantil, Colégio Cearense. Goleiro, Cláudio, Eugênio e Guilherme, Almir, Ari e Luciano. Ismar, Valmir, Fernando Sátiro, Mendonça e Dequinha. 1950. Ganharam de 3x1 dos Internos Menores. Fonte: Acervo José Augusto de Araújo Lima.

     

   Observar que a Rua Álvaro Fernandes para o nascente mede <1.000 m> (até a Estrada do Gado, Av. Gomes de Matos), e para o poente, finda no trilho do trem (metrô, atual), com extensão de 295 metros. Ainda: Avenida João Pessoa / Rua Álvaro Fernandes até fundos do palacete do Doutor Álvaro Otacílio Nogueira Fernandes, são 90 m e a Rua João Melo sem saída nos fundos mede 160 m. Até a antiga casa do Sr. Eduardo Brígido Monteiro esquina com a Rua Matos Vasconcelos, são 160 m. Ver nesta página Famílias Cearenses, Eduardo Brígido Monteiro.

   A Estrada como era chamada a Rua Álvaro Fernandes constituía o meio de comunicação com a Pirocaia - do Tupi: “Aldeia dos Pele Queimada”. Pira, pele; Oka, casa; Caia, queimada. Será? Piracaia, pira-kaîa, peixe queimado. Pirocaia, peixe do mar, família dos Cianídeos.

   Necessário e difícil encontrar o topônimo primitivo não corrompido e sua delimitação, área física que era grande, isolada e com comunicação diferente e única com Parangaba e Fortaleza. Havia flora e fauna, preservada, vazios demográficos, campos de futebol, Fluminense, Campinho, Damasco, [por ser esdrúxulo Clube de Futebol das Damas] e os times Batman e Robin. Sítios do Fonseca, dos Sátiros. Ao norte e ao sul do campo do Fluminense, havia um arruado, e o resto era mata ou capoeira.     

   Álvaro Gurgel de Alencar, - Dicionário, Geográfico Histórico e Descritivo do Estado do Ceará, Typ. Moderna, Fortaleza, 1903, 381 p. - não faz referência a Pirocaia. Na 2ª Edição, 1939, Tip. Minerva, 416 p. diz: Sítio Pirocaia, “localizado a leste ½ km da Estrada de Ferro, pertencente ao Distrito da Parangaba. Suas terras divididas em lotes tem sido adquiridas e estão com casas novas formando um povoado já bem crescido”.  Loteamento Parque Coqueirinho, do Boris Frère & Cia, Manoel Sátiro e outros.

     ITAOCA só existia o Beco, atual Rua Romeu Martins. Nos idos de 1940/1949, no dito Beco da Itaoca, comentava-se a existência de uma morada mal assombrada, casa do cão da família de um Major, onde o demo, Cão da Itaoca, aparecia e provocava estranhos barulhos e ainda se ouvia a música, (diziam), “O Passo do Canguru”, composição de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira:

Eu nesse passo vou até Honolulu

Ô, ô, ô

Ô, ô, ô, devagar

Lá no meu clube só se dança o canguru

Ô, ô, ô

Das dez às três sem parar

   A PIROCAIA dividida caiu em desuso, o topônimo sumiu. Por qual razão? Alguma conotação pejorativa? Vigorou Itaoca, que de Beco passou a nominar o Bairro. Damas, Itaoca, não tinham ligação alguma, econômica ou sociológica, com a distante Estrada do Gado, Barro Preto, Sítio Tauape, na sequência Bairro do Matadouro, 1926, Montese, 1950, que descaracterizou a área, invadindo as comunidades vizinhas em todos os sentidos. Fenômeno igual e anterior aconteceu com o topônimo Aldeota, que passou a ser quase que sinônimo de Fortaleza, até Aldeota Sul existiu... Cf. Francisco Augusto de Araújo Lima, Famílias Cearenses Zero - Soares e Araújos no Vale do Acaraú, 2ª Edição. Ed. Expressão Gráfica, Fortaleza. 2011. p. 272.     

        

Rua Álvaro Fernandes ao nascente da Avenida João Pessoa até a Rua São Gonçalo do Amarante.

  A família Magalhães Cordeiro, residiu na Rua Álvaro Fernandes, pouco mais ou menos 70 metros a leste da Av. João Pessoa. Maria Celeste viveu ali a sua adolescência. Jornalista Maria Celeste Magalhães Cordeiro, O Povo. Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Pará (1976). Mestrado em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (1989). Doutorado em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (1997). Professora titular da Universidade Estadual do Ceará.

 

             

            Cf. Jornal A Ordem, Sobral. 24.06.1931.     

  Residência do Sr. José Albuquerque Craveiro e de Ana Aragão Craveiro. Ele nasceu a 25 de junho de <1915>, em Sobral, Ceará, filho do jornalista Antônio Craveiro Filho e de Julieta Albuquerque, casados a 25.09. 1909. Neto paterno de Antônio Newton Ferraz e de Linérica Livínia Craveiro. Neto materno de Antônio Lopes de Albuquerque e de Maria de Nazaré de Albuquerque. Cf. Jornal A Ordem, Sobral. 21.06.1930.

     José Albuquerque Craveiro e Dona Ana Aragão, pais de 1.-4.

1. Gladys Craveiro Barreira, graduada em Ciências Jurídicas e Sociais, Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará, 1967, Procuradora do Município de Fortaleza, casada com o Dr. Wagner Barreira Filho.

2. Douglas Aragão Craveiro nasceu em Redenção, a 11 de novembro de 1937. Engenheiro Civil e Agrônomo, 1963, U.F.C., com especialização em Hidrologia e Engenharia de Irrigação. Trabalhos executados nos campos de irrigação e sistemas públicos de abastecimento de água.

3. Uma moça.

4. Um rapaz. Cf. Livro de Batismos. Redenção. familysearch.org.

    

    Boate da Gaguinha. Rua Álvaro Fernandes, Leste - distante 370 metros da Av. João Pessoa. 

   O General Manoel Cordeiro Neto* foi Chefe de Polícia, Secretário de Polícia e Segurança Pública, e Prefeito Municipal de Fortaleza. Cordeiro Neto determinou a retirada dos cabarés, pensões alegres, do CENTRO da capital cearense. Surgiram então as boates nos bairros e na orla marítima. 

  *Manoel Cordeiro Neto nasceu em São Bernardo das Russas, a 31 de dezembro de 1901, 25 anos, filho de João Lopes de Souza Lima e de Maria Lopes Cordeiro. Casou-se a 19 de julho de 1926, com Maria Adelzira de Holanda nasceu no ano de 1903, Pará, 23 anos de idade, filha de Solon de Holanda e de Maria Clara Alves de Holanda. Presentes, o Padre Geminiano Bezerra de Menezes, as testemunhas, o Dr. Francisco de Menezes Pimentel e Assis Lima. Cf. Livro de Matrimônios, Ceará, familysearch.org.

   A Boate da Dona Irinete Alves Cabral, a Gaguinha, na Rua Álvaro Fernandes, Parque Damasco, Vila Damasco, na década 1950/1959 foi projetada e construída para ser Boate. O local ermo escolhido, terreno entre campos de futebol, sem uma residência vizinha, distante quatro quadras da Av. João Pessoa. Zero reclamação de confinantes e dando privacidade aos clientes - Senhores casados, em sua maioria. O Parque ou Vila Damasco como é registrado nos livros eclesiais da Igreja Católica, nome dado pelo empreendedor e dono dos terrenos, Dr. Manoel Sátiro, inclusive para usar um apelido másculo nominando o time de futebol: Damasco Futebol Clube. Estranho para a época seria Damas Futebol Clube.

   Dona Irinete Alves Cabral, a Gaguinha, foi proprietária da aprazível mansão que pertenceu a família Ribeiro, na Rua Viriato Ribeiro, próximo a Cervejaria Antártica, Bela Vista, Parangaba e da ex - residência do Médico Dr. José Pontes Neto, Estrada Parangaba / Maraponga, Mondubim, château vendido a mineira de prenome Leila, conhecido como Boate da Leila. Cf. Jornal Diário do Nordeste.  17.11.2007.

   As meninas da Dona Gaguinha desciam das ‘camionetes da Parangaba’, na Av. João Pessoa, esquina do nº 5520. Percorriam o trajeto de 370 metros até a Boate da Gaguinha, em rua sem meio-fio, sem calçada, com piso de areia solta. Inviável usar os sapatos salto-alto. Iam descalças os sapatos (quinaipes) ostensivamente pendurados nos dedos da mão. Desfilavam rua-abaixo sem perder o rebolado. Bem vestidas, em ambos os sentidos, cobrir o corpo e na moda. Não apresentavam imagem de mulher-dama, decaídas, aparência normal - meninas indo trabalhar. O contraste profissão versus aparência se fazia, sem constrangimento, sem vergonha do ofício. Havia um certo glamour. As meninas aparentavam viço, vontade de viver aquela realidade. Prevalecia a alegria, forjada ou real.  Todas com uma história triste a contar, começando por indicar quem foi O AUTOR da perda da virgindade. A expulsão da casa paterna, por não ser mais MOÇA, a falta de emprego descente, o convite da cafetina, a opção por vender o corpo. A esperança de logo, logo parar aquela vida e o tempo correndo... e ela perdendo o encanto da juventude.

 

   Versos e Reversos – Padre Antônio Tomás.


Essa mulher, de face escaveirada,

Que vês tremendo em ânsias de fadiga

Estendendo a quem lhe passa a mão mirrada

Foi meretriz antes de ser mendiga

   Fugiu-lhe breve, desta vida airada,

   A mocidade, a doce e quadra amiga,

   E chegou a ser velha e desgraçada

   Antes do tempo, a quanto o vício obriga.

Ontem, de gozo e de volúpia ardente

Fosse a quem fosse dava a qualquer hora

O seio branco e o lábio sorridente

Hoje triste sina, embalde chora

Pedindo esmola àquela mesma gente

Que de seus beijos se fartara outrora. 

 

   A passagem das meninas interrompia a concentração / estudo dos alunos da Agronomia, corriola das Damas* / Parangaba, que no alpendre da chácara- Vila São José, voltado para a então Rua morta Álvaro Fernandes sendo o parapeito o limite com a Rua citada. Inevitável não observar a ida e vinda das meninas. Admirar o desfile e questionar a razão de haverem assumido aquela ‘vida fácil’. * Corriola das Damas: Amintas Eugênio de Souza, Eng. Civil, Francisco de Paula Fortaleza, Medicina, a seguir, todos, Agronomia Elói Bezerra, Maria Elódia Bezerra Pinheiro, Coracy Machado Augusto, José Augusto de Araújo Lima, Omar Jesus Pereira, Francisco Humberto de Queiroz Pinto, João Bosco de Oliveira,  Roberto Sílvio Frota Holanda, Cláudio Régis de Lima Quixadá e FAAL.

  No início a necessidade justifica a adesão das jovens a prostituição. E depois, curte a boemia? Gostar do ato sexual, anônimo, pago, é complicado de entender. Indagações de jovens. Por qual motivo há clientela numerosa, para ato tão mecânico? Beber por obrigação, para dar lucro a ‘madame’. Ser usada e abusada. Os jovens ‘filósofos’ suburbanos tentavam compreender o atrativo jogo do sexo, que movia grana, trazia rapidíssimos momentos de prazer, euforia e longos períodos de ressaca moral, para quem tinha um mínimo de dignidade. O chef Ernesto administrava a cozinha, bar e a tabacaria, e esnobava fumando e oferecendo cigarros Colúmbia, da Souza Cruz, que era o mais caro, suave e chic. O tabagismo começava muito cedo entre os meninos.

   Dona Irinete Alves Cabral faleceu após ter amputada perna e longe da filha. Nos fundos da Boate da Gaguinha rumo norte, Sítio do Fonseca, surgiu outra Boate de menor porte.

 

   

   

 Rua João Melo, João da Costa Melo, comerciante e banqueiro cearense. Rua paralela a Avenida João Pessoa, e ao poente,  fundos do sobrado do Dr.  Álvaro Otacílio Nogueira Fernandes.

  Na Rua João Melo moraram os irmãos da família Pinheiro,  de Solonópole, Ceará:

1. Elisiomar Pinheiro,  casou-se com Cleonice Barroso, ele falecido precocemente, com sucessão.

2. Antônio Eudson B. Pinheiro, Oficial de Justiça Estado do Ceará, casado com geração.

3. Dra. Maria Eunice Pinheiro, Advogada, casada com o Dr. Francisco Flósculo Barreto, Advogado, nasceu a 29 de julho de 1933, em Jaguaretama, Ceará, assassinado, pais de:

3.1. Arquiteto Frederico Flósculo Pinheiro Barreto.

3.2. Dra. Hilda Leopoldina Pinheiro Barreto Furtado casada que foi com Francisco Ivo Pereira, assassinado no mesmo dia do Dr. Flósculo, ambos homicídios ocorridos a 15 de outubro de 1981,na Rua Raimundo Victor, Bairro de São Gerardo, Fortaleza.

   Ascendência do Dr. Francisco Flósculo Barreto. Quariguazil Jefferson Barreto nasceu a 10. 01.1856, em Pereiro, Ceará, filho de Miguel Antônio de Melo Barreto e de Mariana Augusta de Vasconcelos Barreto. Quariguazil Jefferson Barreto casou-se a 1º de janeiro de 1885, com Maria da Graça Páscoa Loreto. Quariguazil faleceu a 18.12.1904, na cidade de Sobral. Cf. Desvendando as Minhas Raízes.http://desvendandominhasraizes.blogspot.com/2011/12/artigo-publicado-por-ocasiao-do.html Cf. Arquivo Nirez, Miguel Ângelo de Azevedo. Cronologia de Fortaleza.http:// arquivonirez. com. br / cronologia-de-fortaleza/   

      Flósculo Barreto c.c. Luíza da Cunha Mendes Barreto, pais de:

1. Zenon da Cunha Mendes Barreto, Artista visual e pintor, n. 31 de dezembro de 1917, Paróquia do Carmo, Fortaleza. Casou-se a 13 de setembro de 1945, pelas 16 horas, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, Fortaleza, com Maria Helena Faria de Melo, n. Sobral, 27 anos, filha de Narciso Picanço de Melo e de Erecina Faria de Melo. Cf. Livro de Batismos e Matrimônios, Fortaleza

2. Adayse nasceu a 26 de janeiro de 1919. cf. Livro de Batismos, Fortaleza. familysearch.org. 

3. Ayrtes nasceu a a 16 de dezembro de 1925. Livro de Batismos, Fortaleza. familysearch.org.

   Vizinho a Elisiomar e Antônio Eudson B. Pinheiro residiu à família de Maria do Carmo, aluna do Colégio da Imaculada Conceição. Casou-se com um português, moradora em Recife, PE, pais de três filhas. 1986: Ano sabático, residiu na Avenida Pontes Vieira, Dionísio Torres, com as três filhas. Retornou ao Recife no ano seguinte.

O Doutor João Jorge de Pontes Vieira n. Maranguape, idade 25 anos, f. de Manoel Jorge Vieira e de Cândida de Pontes Vieira. Casou-se a 31.03.1919, em casa particular, Boulevard Visconde do Rio Branco, Fortaleza, com Guiomar Porto Costa Lima, n. Aracati, 21 anos de idade, filha do Coronel Pompeu Ferreira da Costa Lima e de Lourença Porto da Costa Lima. Presentes, o Monsenhor Liberato Dionísio da Costa, as testemunhas, o Coronel Abelardo Costa Lima, Odilon Porto, o Doutor Adolfo Costa Lima e Luís Vieira. Cf. Livro de Matrimônios, famililysearch.org. Dr. João Jorge e Dona Guiomar, pais dos filhos anotados:

1. Regina, n. 03.02.1923.

2. João n. 15.07.1926. 

3. Vicente n. 14.10.1921. Casou-se a 15.11.1948.       

  Rua Álvaro Fernandes ao poente da Av. João Pessoa.

Francisco José Martins Holanda, Chico Holanda.Engº. Agrº. U.F.C., 1966. Professor da Universidade Federal do Ceará. co - proprietário da Cerâmica Santa Terezinha. Casou-se com a Desembargadora Maria Iracema do Vale Holanda, filha de Francisco Ferreira do Vale, advogado militante e político cearense, e de Iracema Martins do Vale.

 

    Continuação da Rua Álvaro Fernandes / poente da Avenida João Pessoa.

 

            

   Rua Álvaro Fernandes / Matos Vasconcelos. Residência do Sr. Alberto Gaspar de Oliveira. Fonte foto: Google, 2012.

Rua Álvaro Fernandes / Rua Matos Vasconcelos, distando 160 m para a Avenida João Pessoa.  Rua Matos Vasconcelos, Rua Dr. José de Matos Vasconcelos nasceu em Baturité, a 12 de fevereiro de 1889. Livro de Batismos Baturité. Nihil.

  Na Rua Rua Álvaro Fernandes esquina sudoeste com Rua Matos Vasconcelos, residência do Sr. Alberto Gaspar de Oliveira nasceu a 1º de maio de 1902, funcionário da R.V.C. / RFFESA, filho de Aristeu Gaspar de Oliveira e de Maria Batista de Lima Mendonça. Neto paterno de Francisco Cândido Gaspar de Oliveira {muito ajudou a Rodolfo Teófilo na publicação dos seus primeiros livros} e de Laurinda Maria Sarmento, sobrinha do marido. Alberto casou-se com Maria Eunice Bezerra.

        Pais de 1.-12.

  1. Albenice Bezerra de Oliveira nasceu a 18 de março de 1930. Casou-se com João Bosco Bezerra Mendes, pais de seis filhos.
  2. Maria Eneida Bezerra de Oliveira nasceu a 30 de dezembro de 1931, e casou-se com João Alberto Viana Peixoto, pais de três filhos.
  3. Lenilce Bezerra Gaspar de Oliveira nasceu a 27 de março de 1934, e casou-se com Misael Hytzschky Fernandes Vieira, pais de um filho.
  4. Alberto Gaspar de Oliveira Filho nasceu a 15 de dezembro de 1935. Termo de batismo. “Aos doze dias de janeiro de 1936, foi solenemente batizado, na Igreja Matriz do Patrocínio pelo Reverendo Padre Jonas Lima Barros, o párvulo Alberto, nascido a dezessete de dezembro de 1935, filho legítimo de Alberto Gaspar de Oliveira e de Maria Eunice Bezerra Gaspar de Oliveira, sendo seus padrinhos, Alcides Petter dos Santos e Olga Petter. O Vigário (em branco).” Cf. Livro de Batismos, Fortaleza. familysearch.org. Obs. Alcides Petter Santos neto paterno de Agapito Jorge dos Santos.
  5. Maria de Jesus Gaspar de Oliveira c.c. Lívio Martins Medeiros, pais de quatro filhos.
  6. Euniberto Gaspar de Oliveira nasceu a 05 de abril de 1938. Termo de batismo. “Aos vinte e seis de maio de 1938, na Igreja Matriz do Patrocínio, batizou solenemente a Euniberto, o Padre Geminiano Bezerra de Menezes, nascido na Freguesia do patrocínio, a cinco de abril de 1938, filho legítimo de Alberto Gaspar de Oliveira e de Maria Eunice Bezerra Gaspar de Oliveira, moradores nesta Paróquia do Patrocínio. Foram padrinhos, Hamílcar Petter dos Santos e Miriam Petter dos Santos. O Vigário (em branco).”Cf. Livro de Batismos, Fortaleza. amilysearch.org. Casou-se com Rita Natália, pais de três filhas.
  7. Arisberto José Gaspar de Oliveira nasceu a 07 de maio de 1939, casou-se com Maria Ferreira, Brasília, DF. Pais de três filhos. Termo de batismo. “Aos vinte e cinco de fevereiro de 1940, foi solenemente batizado na Igreja Matriz do Patrocínio, pelo Reverendo Padre Lauro Fernandes, o párvulo Arisberto José, nascido a sete de maio de 1739, filho legítimo de Alberto Gaspar de Oliveira e de Maria Eunice Bezerra Gaspar de Oliveira, sendo seus padrinhos, João Batista Saraiva Leão e Fausta Bezerra Saraiva Leão. O Vigário Substituto, Lauro Fernandes.” Cf. Livro de Batismos, Fortaleza. familysearch.org.
  8. Joanice Gaspar de Oliveira nasceu a 16 de dezembro de 1941.
  9. Francisberto Tadeu Gaspar de Oliveira batizado a 01 de maio de 1943, pelo Padre Abelardo Ferreira Lima. Padrinhos, Francisco Moreira de Souza e Maria Augusta Moreira.  Cf. Livro de Batismos, Fortaleza, famililysearch.org. Casou-se com Maria de Fátima Teófilo.
  10. Berenice Maria Gaspar de Oliveira nasceu a 31 de março de 1950.
  11. Maria Eunice Gaspar de Oliveira nasceu a 27 de maio de 1952.
  12. Janiberto Gaspar de Oliveira nasceu a 27 de abril de 1954. Cf. Raimundo Girão. Famílias de Fortaleza. IU. UFC. Fortaleza. 1975. p. 212.

     

   Residência do Sr. Eduardo Brígido Monteiro, na Rua Álvaro Fernandes, esquina noroeste com a Rua Matos Vasconcelos, distando 160 m para a Av. João Pessoa. Ver nesta página Famílias Cearenses, o título Eduardo Brígido Monteiro. Cf. Maria Adelaide Fléxa Daltro Barreto. João Brígido e sua Descendência. Ed. ABC. Fortaleza. 2005. 236 p.

   Eduardo Brígido Monteiro, Dudu nasceu no dia cinco de julho de 1910, em Fortaleza, filho de Ana Brígido Monteiro, Nanoca e do Professor Armando Monteiro. Cursou a Faculdade de Farmácia e Odontologia não concluindo. Funcionário da Rede Viação Cearense, primeira rede ferroviária do Ceará onde seu avô materno João Brígido foi acionista e co-fundador. Funcionário dos Diários Associados. Primeiro presidente da Associação Cearense de Propaganda e dono da Dudu Publicidade. Na juventude, Dudu foi craque, jogando em vários clubes, particularmente, o Maguari Esporte Clube. No início da década de cinquenta construiu casa e passou a residir na Rua Álvaro Fernandes, ao poente da Av. João Pessoa, Bairro Damas, onde fez amigos e era muito estimado. Faleceu a 30 de outubro de 1973, sendo velado em sua própria residência, no estilo da época, e foi sepultado no dia seguinte, no Cemitério de São João Batista, Fortaleza, Ceará.

Termo de batismo: “Aos cinco dias do mês de julho de 1911, nesta Igreja Paroquial da Freguesia de São Luís Gonzaga, de licença minha, foi solenemente batizado pelo Padre José Barbosa de Jesus, o párvulo Eduardo,filho legítimo de Armando Monteiro e de Ana Brígido Monteiro nascido a cinco de julho de 1910, sendo seus padrinhos, o Doutor José de Castro Medeiros e Minerva Vóssio Brígido (Minerva Brígido dos Santos, terceira esposa do seu tio Raimundo Vóssio Brígido dos Santos). E para constar mandei fazer este termo que assino. O Vigário João Dantas Ferreira Lima.” Cf. Livro de Batismo, Fortaleza. familysearch.org.

   Eduardo Brígido Monteiro casou-se com Edna Jatobá Monteiro que nasceu a 29 de junho de 1915, e faleceu a 17 de março de 1998. Eduardo Dudu e Dona Edna, pais de 1.-3.

  1. Maria Eliana Jatobá Monteiro, Eliana Jatobá Monteiro nasceu no dia dezesseis de setembro de 1940.
  2. Eduardo Brígido Monteiro, Maninho Brígido nasceu a dez de janeiro de 1942.
  3. Estácio Brígido Monteiro nasceu no dia 27 de setembro de 1946, na cidade de Fortaleza. Ver nesta página Famílias Cearenses, título Eduardo Brígido Monteiro. 

     

    Residência pioneira na Rua Álvaro Fernandes, oeste da Av. João Pessoa, construída pelo casal Carlos Lima dos Santos e (Julita) Jovita Moreira Lima. Dona Maria Jovita Moreira Lima filha de Manoel Moreira da Paixão e de Maria Moura Lima. Dona Jovita casou-se a 28 de julho de 1936, na Igreja Matriz de Parangaba, com Carlos Lima dos Santos, filho de Antônio José dos Santos e de Júlia Olga dos Santos. Presentes, o Padre José Hortêncio de Medeiros, as testemunhas, Carlos Corlett Pereira e João Carlos Maciel. Jornal Diário Oficial do Ceará. 14.10.1913. Parangaba, 23. Telegrama. Reiteramos inteira solidariedade ao Governo de Vossa Excelência. Saudações. Dr. Álvaro Fernandes, Prefeito Municipal. Manoel Moreira da Paixão e outros. Jornal A Razão. 06.06.1929. O chauffeur Carlos Lima dos Santos foi quatro vezes multado, por não cumprir o mandado judicial que proíbe trafegar sobre os trilhos dos bondes da Ligth. Jornal A Razão. 17.07.1929. O Senhor João Carlos Maciel, auxiliar do comércio, residente nas Damas, às cinco horas da manhã do dia 27 de junho de 1929, atropelou com uma bicicleta que guiava a moça de nome Joana Gonçalves de Moura. Por tal acontecimento foi processado.

        Carlos e Jovita, pais de 1.-4.

  1. Olga Maria, n. 07 de junho 1937, batizada a 26 do dito mês e ano, na Igreja Matriz da Parangaba, pelo Padre José Hortêncio de Medeiros. Padrinhos, Antônio Álvaro Fernandes e sua mulher Ireuda Sátiro.
  2. José Aírton nasceu a 14 de maio de 1940, e batizado a 07 de junho seguinte, na Igreja Matriz da Parangaba, pelo Padre Belarmino Kause. Padrinhos, José Rodrigues Veras e Maria José dos Santos Veras. José Aírton órfão de pai, estudou no Colégio 7 de Setembro, apadrinhado pelo Médico José de Pontes Neto, ex - Deputado pelo PCB.
  3. Marisa Maria nasceu 20 de novembro de 1941, e foi batizada a treze de dezembro seguinte, na Igreja Matriz de Parangaba, pelo Padre Vigário Belarmino Kause. Padrinhos, São Francisco e Estelita Pereira Cruz.
  4. Fábio Paixão Lima dos Santos. Cf. Livro de Batismos, Bom Jesus dos Aflitos, Parangaba. familysearch.org. Cf. Livro de Matrimônios, os, Parangaba. familysearch.org. 

   Na antiga casa da Senhora Jovita Moreira Lima, vizinho a Alberto Gaspar de Oliveira, Rua Álvaro Fernandes, oeste da Av. João Pessoa, residiu o sobralense Miguel Frota Aguiar, filho de Francisco Emílio de Aguiar e de Angélica Frota Aguiar. Neto paterno de Miguel Arcanjo Cipriano de Aguiar e de Teresa Portela. Neto materno de Antônio da Frota Portela e de Maria Firmina da Frota. Miguel Frota Aguiar casado com D. Ivete Andrade de Aguiar. Miguel e D. Ivete, pais de 1.-13.

  1. Paulo Emílio, falecido.
  2. Paulo Emílio Andrade de Aguiar nasceu a 31 de janeiro de 1944, Sobral, Ceará. Professor da UECE.
  3. Paulo Anselmo Andrade de Aguiar, Engº Agrº. 1967. CCA. UFC. Técnico da EMBRAPA. Jornal Correio Braziliense. 17.12.1974. O Ministro da Agricultura Alysson Paulinelli autoriza o afastamento do país do servidor Eng. Agrônomo Paulo Anselmo Andrade de Aguiar. Jornal Diário de Pernambuco, Recife. 10.03.1980.  O Eng. Agrônomo Paulo Anselmo Andrade de Aguiar, participa do 1° Encontro Nordestino de Produção de Sementes de Mudas, Recife. O técnico da Embrapa, apresentou o trabalho “Problemática da Produção de Sementes de Hortaliças no Nordeste”. Jornal Diário de Pernambuco, Recife. 17.08.1982. O Eng. Agrônomo Paulo Anselmo Andrade de Aguiar, no 1° Simpósio Brasileiro do Trópico Semi - Árido, Recife, Pernambuco, relatou o seu trabalho “Armazenamento e Conservação de Grãos”.
  4. Paulereda Maria.
  5. Penha Angélica Andrade de Aguiar. Quitutéria Gourmet Comercio de Doces e Salgados Ltda. Fortaleza.
  6. Petrônia Andrade Aguiar. Empresa Gut Lar Industrial Eireli.
  7. Maria.
  8. Plácido Andrade de Aguiar.
  9. Paulo Régis.
  10. Pérsia Maria Andrade de Aguiar. Enfermeira, Ministério da Saúde.
  11. Pedro Sérgio.
  12. Pablito Miguel Andrade de Aguiar. Médico.
  13. Péricles Arnóbio Andrade de Aguiar. Empresário, construção civil. Cf. Padre José da Frota Gentil. OS FROTAS. Ed. Gráfica Barbero. RJ. 1967. p. 584.

       

   Fundos correspondentes com a casa do Sr. Miguel Frota Aguiar, residência do Sr. José Pereira Lima (Zeca), nasceu em Humaitá, atual Senador Pompeu, filho de Vicente Cosmo Lima. O Sr. Zeca casou-se com Dona Nair Feitosa Lima residiram na Rua José Bastos, nº 4769, quase esquina com a Álvaro Fernandes. Pais de 1.-2.

  1. Nailda Feitosa Lima moradora em Brasília, DF, divorciada, mãe de uma filha falecida.
  2. Francisco Nailton Feitosa Lima, Empresário, Rio Branco, Acre. Casou-se com Josely Cadaxo, filha de Édson Simão Cadaxo e de Luíza de Lima Cadaxo. Neta paterna de  Zeferino Sião Cadaxo e de Maria Exalta Cadaxo. Nailton e Jocely, pais de duas filhas, Alessandra Cadaxo Feitosa Lima, Aryanny Cadaxo Feitosa Lima, e de um filho, Josedson Cadaxo Feitosa Lima.

 

                  

Residência do Sr. José Pereira Lima. Vendida a família Moreira Magalhães, do Dr. Antônio Moreira Magalhães nasceu a 03.12.1935 e faleceu a  07.07.2011. Graduado em Medicina, U.F.C. Médico em Quixadá, Ceará. O Dr. Antônio Moreira Magalhães, residiu no Km 8, Couto Fernandes, e era filho de José Magalhães da Silva e de D. Matilde Moreira Magalhães. Foi batizado a 17 de janeiro de 1936, na Capela de São Sebastião do Jacu, Apuiarés, Ceará, pelo Padre Raimundo de Castro e Silva. Padrinhos de batismo: Lauriston Ferreira Gomes e Maria Elisa Gomes. O Dr. Antônio  casado com D. Maria Laura, pais de: Ciro, Gisele, Fabíola e Aída.  Fonte foto: Google, 2012. Cf. Livro de Batismos. Ceará. familysearch.org.

               

Continua 5ª parte.  http://www.familiascearenses.com.br/index.php/2-uncategorised/116-um-bairro-chamado-damas-genealogia-5-parte