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                  Bairro das Damas      

   

      Por Francisco Augusto de Araújo Lima. Sítio Bom Sucesso, Guaramiranga, Serra de Baturité. Editado a 17 de maio de 2019. genealogia@familiascearenses.com.br faal.ww@gmail.com  Atualizado, Fortaleza, 23.07.2020, com a colaboração do primo Miguel Macedo (Miguel Augusto Macedo de Araújo Lima).

   

 Damas:  Arrabalde da Capital, já no município de Porangaba; tem uma cadeira mixta. Cf. Álvaro Gurgel de Alencar. Dicionário Geográfico Histórico Descritivo. Estado do Ceará. Ceará. Louis Cholowiecki. Tipographia Moderna a Vapor. Atelie rs Louis. 71 Rua Formoza, 71. 1ª Edição. 1903. p. 121.

   Damas:  Arrabalde da Capital, mui próximo de Porangaba; tem uma cadeira mixta. Cf. Álvaro Gurgel de Alencar. Dicionário Geográfico Histórico e Descritivo. Tipografia Minerva. Assis Bezerra. Fortaleza - Ceará. 2ª Edição, 1939. p. 140.

    Segundo o escritor Eduardo Campos, o nome Damas, vem do bloco de terra que, em trabalhos de terraplenagem manual, se deixa verticalmente intato no local do corte, como testemunho da altura original do terreno, para facilitar a posterior cubagem do material escavado.”Uma árvore encima “a escultura” e como a base é mais larga e o alto mais estreito, lembra uma DAMA de saia rodada. Damas, assim chamavam os trabalhadores á testemunha que ficava por bom tempo como prova do ‘corte’ executado. Existiam muitas “damas” na estrada da Parangaba, na altura do nº 5521, notadamente no lado da sombra bem mais alto que ficou que o lado do sol. Versão aceita. Cf. Eduardo Campos, Diário do Nordeste, domingo - 1987.

   Outras versões explicativas da origem do topônimo DAMAS.

...Dama da Noite, Cestrum Nocturnum, trepadeira com flor muito cheirosa. Outra suposição para a origem de Damas.  Damasco Futebol Clube. Parque Damasco ao nascente da residência do Dr. Manoel Sátiro.

Mulher Dama, o mesmo que prostituta. A Lagoa pode ser a origem do nome Damas? Lagoa das Damas.

   Damas, antigo Sítio da família Almeida e Castro, vendido aos Façanha, que ia da Estrada da Parangaba a Estrada do Gado, (Av. 14 de Julho, atual Av. Gomes de Matos, a partir de 09.07.1968). E para o poente da citada Estrada da Parangaba, até o limite do Barro Vermelho, (Bairro de Antônio Bezerra), confinando ao norte com o Sítio Coqueirinho, atual Bairro da Parquelândia. O Sítio Damas na sua maior parte comprado pelo investidor Manoel Sátiro, dono de mais de 500 ha de terra nobre, em estratégicos lugares na cidade de Fortaleza. Estrada do Gado a segunda com esta denominação em Fortaleza. O Dr. César Cals de Oliveira, proprietário do Matadouro Modelo, desapropriado pelo Dr. Fernandes Távora. O matadouro antigo era no São Sebastião (Otávio Bonfim), e para lá rumava à primeira estrada do gado.

 

        

Acima, a primitiva Estação Ferroviária do Km 8 - Couto Fernandes (01.08.1940), semelhante a do Álvaro Weyne (à direita). Ao nascente da Estação do Km 8, o sobrado do Sr. Antônio Benício Neto. Ao poente, casa do Agente da Estação, Sr. Raimundo, pai de numerosos filhos, (entre outros, Maurício, Gotardo, Célia), seguida do Campo do Ferro-carril Futebol Clube e de Armazéns da R.V.C / R.F.F.S.A. Antes da existência da Estação Km 8, havia mais ao norte, uma Parada, do então chamado trem do Mondubim, para rápida descida e subida de passageiros das Damas. Diariamente saía trem de Fortaleza para Mondubim ás 11 h, 13.50 h, 17.30 h e às 21 h que pernoitava e no dia seguinte fazia o mesmo trecho - invertido = Mondubim / Fortaleza - às 6.00 h, 12 h, 16 h e 19 h.  Fonte foto. Estações Ferroviárias do Estado do Ceará.

                                                               

 Dr.  Henrique Eduardo Couto Fernandes. Fonte foto. Jornal A Luta, Fortaleza.1917.

 

   A Estação Ferroviária do Km 8, inaugurada a 1º de agosto de 1940, foi depois denominada Estação Couto Fernandes, (Henrique Eduardo Couto Fernandes), Engº Chefe da R.V.C. '1915/1921'. O Km 8 na verdade é o Km 7, - 7.166 m da Estação Central, João Felipe, marco zero da linha Sul da R.V.C.     

   Dona Antônia Couto Fernandes nasceu a 20 de novembro 1856, no Maranhão, filha de José Moreira de Souza e de Fausta Maria da Silva Couto, Fausta Maria de Couto Souza. Antônia casou-se no ano de 1870, em São Luís, MA, com Francisco Fernandes Júnior, empregado no comércio, empregado na repartição de melhoramento do porto (MA), Fiscal do Imposto de Consumo. O Sr. Francisco  nasceu aos 18 de abril de 1848, em Portugal, e faleceu às 22 horas do dia 25 de maio de 1930, em Petrópolis, RJ. Morou com sua esposa e filhos, em São Luís, na Rua Grande, n° 22, na Rua do Sol, n° 26. Rua dos Craveiros, n° 20, Rua dos Remédios, n° 02, Rua Nova, n° 13. Foi residir no Rio de Janeiro, aos 28 de julho 1904, viajando com familiares, no Vapor Alagoas. Dona Antônia da Silva do Couto Fernandes, Diretora do Colégio Nossa Senhora da Vitória, Rua do Sol, n° 54, São Luís, falecida em Petrópolis, aos 13 de março de 1941.

Irmãos de Antônia Couto de Souza Fernandes:

1. Dona Maria Raimunda Couto de Souza que se casou a 19.09.1903, com Bernardino R. de Paiva.

2. Dona Eliza Couto de Souza.

3. Dona Maria das neves Couto de Souza, falecida no mês de julho de 1932, em São Luís, MA.

4. Ana Júlia Couto de Souza c.c. José da Silva Couto.

5. José Couto de Souza Almoxarife da Empresa de Bondes, Nina, casado a 06.06.1903, com Luíza Ferreira Rabelo, filha de Luíza Faria Rabelo e de Joaquim Ferreira Rabelo, falecido no mês de abril de 1911.

6. Fausta Couto de Souza c.c. Antônio da Costa Lopes Júnior, ela falecida no mês de dezembro de 1912.

7. Manoel Sebastião Couto de Souza casou-se com Rosa Teixeira Balga, filha de Antônio de Castro Balga, aos 23 de setembro de 1922, São Luís, MA. Cf. Jornal Pacotilha, Maranhão, 19.09. 1903 e outros jornais maranhenses. Cf. Livro de Matrimônios, Maranhão. familysrearch.org. 

     O Sr. Francisco Fernandes Júnior e D. Antônia, pais de 1.-9.

1. Lisbella Couto Fernandes nasceu em São Luís, Maranhão, e casou-se a 12 de fevereiro de 1919, na Igreja Matriz de Fortaleza, com Hildeberto Valente Ramos, n. Fortaleza, filho de Francisco José de Freitas Ramos e de Adelaide Valente Ramos. Presentes, o Padre José Alves Quinderé, as testemunhas, o Coronel Jose Amaro Coelho, representado pelo Dr. Odilon Amorim Garcia,  o Dr. Justiniano Serpa, representado por João Silva, o Dr. Henrique Eduardo do Couto Fernandes e sua esposa Zuleide Abigail dos Santos Fernandes. Lisbella e Hildeberto, pais de:

1.1. Maria do Carmo nasceu a 19 de dezembro de 1922 e foi batizada aos seis de fevereiro, de 1923, pelo Padre Geminiano Bezerra de Menezes. Padrinhos, o Dr. Alberto Couto Fernandes e Dona Antônia Couto Fernandes. Extraído para casar a 23 de março de 1950.

  O Dr. Hildeberto Valente Ramos Secretário da R.V.C., funcionário dos Correios e Telégrafos, Fortaleza. Membro da diretoria da Associação Cearense de Imprensa, 1937. Oficial Administrativo do Tribunal de Contas (da União), Ceará, 1938. O Dr. Hildeberto era sobrinho do Sr. Francisco de Lima Valente, c.c. Minuza Jataí Pedreira, Sub Inspetor da Stand Oil, falecido a 10.02.1938, Rio de Janeiro; sobrinho ainda da Senhora Marieta Valente Quinderé c.c. João Quinderé; da Senhora Adelaide Valente Ramos e do Sr. Manoel Valente, funcionário da Prefeitura Municipal de Fortaleza. Cf. Jornal A Razão, Fortaleza, 16.02.1938.

       

       Cf. Jornal Correio Da Manhã, RJ. 21.01.1951.

 

2. Alberto Couto Fernandes nasceu a 23 de outubro de 1871, no Maranhão, e faleceu  21 de abril de 1943, RJ. Viajou para o Rio de Janeiro, aos 08 de fevereiro de 1889, para cursar a Escola Militar e Engenharia. Casou-se a 03 de março de 1895, com Lisbella Perdigão, filha do Sr. Francisco João Vellez Perdigão, aposentado da Estrada de Ferro Central do Brasil e falecido a 20.01.1917 e filho de Luzia A. Vellez Perdigão, falecida a 28 de abril de 1903, São Luís. Lisbella L. Perdigão, viúva do Eng. Alberto Couto Fernandes, faleceu a 31 de agosto de 1952, RJ. 

3. Francisco Couto Fernandes nasceu a 14 de fevereiro ou 20 de novembro de do ano de 1883, São Luís, MA,  e casou-se a 27 de janeiro de 1906, com Maria Dias, n. 1886, filha de Joaquim Francisco Ferreira Dias e de Cândida Rosa Machado Dias. Francisco, comerciante, telegrafista, graduado em Farmácia, Juiz de Fora, MG, 1919, Deputado Estadual, Maranhão.  Filhos 3.1.-3.7.

3.1. Yacira Dias Fernandes nasceu a 11 de março de 1911.

3.2. José Joaquim nasceu a 26 de setembro de 1913.

3.3. Lenir Dias Fernandes, 04 de março, Benedito n. 11 de julho.

3.4. José de Carvalho Fernandes n. 07 de setembro.

3.5. Maria de Lourdes, n. 20  de setembro.

3.6. Francisco Paulo, n. 02 de janeiro.

3.7. Vicente de Paulo de Carvalho Fernandes, 01 de janeiro. 

  Um  Francisco Couto Fernandes faleceu a 31 de outubro de 1944, em São Luís, MA. Era c.c. Raimunda de Carvalho Fernandes.

4. Carlos Couto Fernandes nasceu 02 de maio de 1896.

5. José Couto Fernandes nasceu  no ano de 1879, São Luís, MA, sócio da mercearia e padaria Miragem, Rua Santo Antônio, nº 37, São Luís, ano de 1903, Inspetor dos Telégrafos. Casou-se na Igreja de Santo Antônio, às 19 horas, de 22 de outubro de 1908, com Esmeralda Perdigão Ramos, n. 1886, filha do Coronel  Joaquim de Souza Ramos e de Francisca Luíza Perdigão Ramos.  Presentes, o Monsenhor Vicente Ferreira Galvão, as testemunhas, o Major Jose Ribeiro do Amaral e o Coronel Joaquim de Souza Ramos.

6. Afonso Henrique Couto Fernandes, graduado em Odontologia, RJ, 1911. Casou-se se a 19 de maio de 1900, São Luís, MA. com Francisca Augusta dos Santos, filha do Deputado Augusto Alves dos Santos (falecido a 08 de janeiro de 1927, na Bahia) e de D. Jesuína Rosa dos Santos, falecida às 06 horas da manhã, do dia 24 de fevereiro de 1904, na cidade de Belém. Padrinhos, por parte do noivo, o Sr. Francisco Fernandes Júnior e sua esposa, Custódio Gonçalves Belchior, Frederico Gonçalves Machado e por parte da noiva o Dr. Felicíssimo Rodrigues e sua esposa, Luís Alves dos Santos e Dona Julieta Fernandes dos Santos.

7. Maria José do Couto Fernandes casou-se a 28 de julho de 1894, de noite, na Capela dos Navegantes, Igreja de Santo Antônio, São Luís, com  Francisco Barros da Silva, em presença do Padre Fábio José da Costa, e das testemunhas, Alfredo Nicolau dos Santos, o Dr. Tarquínio Lopes. Francisco Barros da Silva, comerciante, faleceu a 07 de setembro de 1912, em Manaus, AM.

8. Adelaide do Couto Fernandes nasceu a 28 de janeiro. São Luís, MA, e casou-se com Francisco de Oliveira.

9. Eng. Henrique Eduardo Couto Fernandes, Engenheiro no ano de 1895, Rio de Janeiro. Presidente do Club dos Diários, Fortaleza. Primeiro Diretor da Escola de Agronomia do Ceará, 1918/1920.

 

 O Engenheiro Henrique Eduardo Couto Fernandes nasceu aos 28 de julho de  <1873>, em São Luís, Maranhão, filho de Francisco Fernandes Júnior e de Antônia do Couto Fernandes. O Dr. Henrique Eduardo casou-se a 23 de janeiro de 1897, na Capela de São José das Laranjeiras, São Luís, MA, com Zuleide Abigail dos Santos nasceu a 20 de julho, filha do Sr. Augusto Alves dos Santos e de D. Jesuína Rosa dos Santos. Presentes o Monsenhor Mourão e as testemunhas, José Maria de Freitas e Vasconcelos, e o Dr. José Rodrigues Fernandes. Aposentado a 03 de fevereiro de 1935, como Chefe do Distrito da Inspetoria Federal de Estradas. Aos 09 de junho de 1903, faleceu em São Luís, Clóvis, 18 meses, filho do Dr. Henrique Eduardo Couto Fernandes. O Eng. Couto Fernandes faleceu no dia 29 de dezembro de 1954, na cidade do Rio de Janeiro, deixando Dona Zuleide, viúva, uma nora, netos, e foi sepultado no cemitério de São João Batista. Cf. Livro de Matrimônios, Fortaleza.  Cf. Livro de Batismos, Fortaleza. familysearch.org.

    A Estação da R.V.C. Km 8, permitiu comodidade na ligação Damas / Fortaleza e Damas / Parangaba. Antes de 1940 com certeza havia uma parada do trem para descer / subir passageiros no Km 8. Estrada da Parangaba,  Av. Washington Luís, {25.06.1930} Avenida João Pessoa, a Avenida da Morte, { concretada a 21.10.1930} Av. Capistrano de Abreu {A 21.06.1975} ... Lagoa das Damas ... Avenida pavimentada, acostamento era de pedra bruta.  Caroças d’água da Pirocaia sem sinalização.

 

Jornal A Razão. Ceará, 13.06.1937. Com Vistas ao Senhor Diretor da R.V.C. Parada de Trem do Mondubim, nas Damas