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   Memória Real e Afetiva de Mauriti. Por Francisco Augusto de Araújo Lima. Fortaleza, 16.11.2019. genealogia@familiascearenses.com.br

                                             

                                                       

                                         Almirante Joaquim Antônio Cordovil Maurity.

 

    A história que eu vou contar é real, pois verdadeira, documentada a partir de termos coligidos nos livros eclesiais da Igreja Católica Apostólica Romana e em jornais da época, - Províncias do Ceará, Paraíba, Pernambuco e da Corte. Afetiva, por ter como importantes atores, meus bisavós paternos, Miguel Gonçalves Dantas de Quental e sua mulher Ana Cordulina do Couto Cartaxo e Antônio Augusto de Araújo Lima e sua esposa Argina Furtado Leite de (Martins) Moraes. Além dos tios – bisavós Leopoldina Dantas de Quental e seu marido Bacharel Antônio Joaquim do Couto Cartaxo. Moradores em um lindo lugar à margem de uma lagoa, que os nativos chamavam de Moriti. Havia árvores, quixaba, caraíba, maçaranduba, pau d’arco, angico e palmeiras muitas palmeiras, - Mauritia vinifera, Mauritia flexuosa, Buriti, -  abundância de flores com predominância da cor amarela, aves e pássaros. Bem próximo a bela lagoa Moriti corre majestoso sulcando e serpenteando o solo fértil o Riacho dos Porcos. Injusto chamá-lo de Riacho quando na verdade é Rio, e generoso deu fama ao Rio Salgado.  

 

 Cf. Francisco Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses Um. Editora Premius, Fortaleza, 2001 p. 385,386. 

        

 

   O cenário é belo. Uma grande lagoa (Moriti, Buriti) próxima ao leito do (Riacho) Rio dos Porcos que nasce nas fraldas da Chapada do Araripe e desce drenando as águas que caem da referida Chapada. Necessário conhecer a geografia para poder entender as razões da disputa histórica. No caso de Mauriti a geografia foi determinante na sua formação demográfica e política. Situado equidistante das capitais nordestinas, Salvador à Teresina, e fazendo limite com dois estados. Paraíba e Pernambuco. A geografia possibilitando a criação de lendas, sobre tráfico de escravos, coito de bandidos. No Ceará somente dois municípios fazem fronteira com dois estados, Salitre com o Piauí e Pernambuco e Mauriti com a Paraíba e Pernambuco. 

   Coité (Crescentia cujete) versus Buriti. Quebrando o silêncio de um século e um quarto. A morte do Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental, acontecida repentinamente, envolta em tom de mistério, virou um tabu no seio da família dos meus avós paternos. O Monsenhor Raimundo Augusto de Araújo Lima nunca escreveu sobre o assunto e pouco, pouquíssimo falou sobre o tema, com o seu sobrinho Francisco Augusto, a quem batizou e era padrinho de Crisma. O Tio Padre tinha por norma realçar as virtudes e esquecer as falhas, os imbróglios. Uma neta do Capitão Miguelzinho, Auristela Augusto de Araújo Lima, que nasceu, e viveu toda a sua vida no Mauriti, é que nos idos de 1996, relatou a tragédia que envolvia a nossa família por sermos descendentes da vítima e também descendentes da família acusada de ser a mandante. Durante esses vinte e três últimos anos, permaneci calado, tentando compreender e documentar os fatos que terminaram em morte e quase meio século de atraso a Mauriti. Segui as trilhas falsas da tradição oral, e repito após vinte e três anos de buscas, encontrei o termo de óbito do Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental, ocorrido quando do retorno de uma viagem a Fortaleza, pelo trem da R.V.C. Desceu na Estação de Quixadá e já com “febre gástrica”, seguiu com criados, escravos e seguranças, rumo a Lavras da Mangabeira, onde foi faleceu e foi sepultado. O ano era o de 1892, o mês, maio, e o dia oito.   

   Clareando a situação: uma filha do Capitão Miguel - Maria Carolina Dantas de Quental Cartaxo, (minha avó e madrinha de batismo), casou-se com o Coronel Augusto (Furtado) Leite de Araújo Lima, filho do Bacharel Antônio Augusto de Araújo Lima e de Argina Juscelina (Furtado) Leite (Martins) de Moraes, uma Furtado Leite legítima como se demonstrará. A bisavó Argina filha de pais geneticamente irmãos, primos carnais. O seu avô paterno era irmão do seu avô materno a sua avó paterna era irmã da sua avó materna, daí a sua bizarra genealogia, onde a partir dos bisavós p. ex. são iguais tantos para os paternos como para os maternos.

   A tão comum resistência as mudanças,  explica a postura da elite de Coité ante a emancipação política de Mauriti. Impossível o Distrito do Coité permanecer milagrense já que estava ao nascente de Mauriti. A outra opção, - inexequível - ir para o Estado da Paraíba de quem era confinante. Se Coité fosse ao poente da sede do Buriti, Mauriti, nunca haveria acontecido problema. Apenas o novo município de Mauriti seria um pouco menor em função da perda territorial equivalente ao Distrito do Coité. Ocorreu a cisão: Furtado Leite + Martins de Moraes contra Dantas de Quental + Couto Cartaxo, Araújo Lima. Como não existe mais com provar o ocorrido (segundo a tradição oral), o melhor é silenciar e seguir os conselhos dos mais velhos, e unidos, olhar para frente. 

 

                    A Questão Escravagista em Milagres, CearáPor Francisco Augusto de Araújo Lima, Famílias Cearenses - Um. Editora Premius, Fortaleza, 2001. p. 273.

   A história do Ceará tida e havida como muito bem pesquisada e divulgada, tem ainda muitos pontos obscuros e polêmicos e à medida que se escreve surgem mais controvérsias. O movimento abolicionista é um exemplo. 

   A partir do revisionismo do estadunidense Bill Chandler, da Universidade da Flórida, E.U.A. - tese de pronto acolhida pelo Médico e General Carlos Studart Filho, (por objeções ao trabalho de Raimundo Girão) passou-se a acusar o Município de Milagres de haver retardado a emancipação dos cativos e agora mais diretamente ao Município de Mauriti, com a sinistra denominação de “A mancha negra” na abolição da escravatura cearense. Ora Mauriti pertencia à época a Milagres, sendo um de seus Distritos. Os atores principais deste episódio, a liderança formal era domiciliada em Milagres, como agora imputar a Mauriti, a responsabilidade pelos entraves a libertação? 

   Ocorreu que o movimento abolicionista cearense, teve as suas motivações assentadas em razões tais como: 

  • repetidas secas (no período que antecede a emancipação), com graves danos na economia da Província, e profundas repercussões na vida dos proprietários rurais;
  • o valor da peça, escravo/a, foi valorizado, pelo intenso interesse das províncias do Sudeste, produtoras de café e ávidas por mão-de-obra escrava;
  • o sentimentalismo que veio a ocorrer entre as famílias cearenses que haviam perdido bens materiais e entes queridos, mortos na esteira das trágicas conseqüências que acompanham o já por si estranho fenômeno físico das secas. 
  • o senso de oportunismo da classe média, situada no vácuo, perdida e desorientada, fez com que abraçasse com todas as suas energias a causa da Emancipação dos cativos. 

   Importante frisar que embora intenso e envolvendo outros segmentos da sociedade, o Movimento Abolicionista, teve como epicentro à cidade da Fortaleza e como satélites as cidades dispostas ao longo da via férrea de Baturité e outras mais próximas da capital da Província. 

   Os chefes do movimento esqueceram ou não conseguiram apresentar o seu projeto nos municípios mais distantes. É o caso dos existentes na região do Cariri. Historicamente, se cita somente o de Missão Velha, como tendo aderido a causa, e de modo discreto. Ora se o movimento em prol da liberdade dos escravos não foi até aquelas cidades, como esperar que elas entendessem e se aliassem?

   Os vínculos de Milagres com Fortaleza eram mínimos, para não escrever que eram somente de ordem administrativa, enquanto com Recife havia uma estreita ligação comercial e política, de onde recebia influência. 

   Acresce lembrar que o Cariri cearense, nele inserido Milagres, era rico em recursos naturais: solo fértil e profundo, abundante em água de superfície e subterrânea, estrategicamente distribuída, sofrendo conseqüentemente, muito menos os rigores da seca, que as áreas do sertão. A sua agricultura e pecuária era enriquecida em períodos de crise climática. A escassez em outras regiões determinava a alta dos preços dos produtos agropecuários. (Século XIX). 

   Assim não só necessitavam de seus escravos, como não pensavam em vendê-los por encontrarem-se em situação econômico-financeira, estável e promissora.

Este fato histórico, escravismo, envolve figuras da nossa família, entre outros, Antônio Joaquim do Couto Cartaxo, Bacharel e Juiz, e o Capitão João Leite de Morais,  Pai Leite. Conforme assentamentos do Livro de Escrituras do Cartório de Milagres, para os anos de 1878/1884, folhas 17, 18 e seguintes, Documento depositado no Arquivo Público do Estado do Ceará,¹ acha-se escrito: 

“diante do tabelião público Dionízio Eleutherio Bezerra de Menezes² com João Leite de Morais e João Martins de Morais, de um lado, como vendedores, e do outro Bernardino Manoel de Morais como comprador. Todos são moradores do termo de Milagres, conhecidos do cartorário. O cativo a ser negociado chama-se Serânio, preto de 30 anos, solteiro, natural do lugar (Milagres). A venda efetua-se por quinhentos mil réis, autorizada pelo Juiz de Órfãos, pelo que o comprador logo entrou na posse do referido escravo para gozar e o possuir em virtude deste título, que acham em juízo e fora dele, para seus efeitos legais, aceitando as partes contratantes o presente instrumento assinado com as testemunhas seguintes: João Clímaco de Araújo Lima, Antônio José Pereira,” aos 17.02.1883. 

   Para melhor analisar a venda do escravo Serânio (que Deus o tenha) esclareça-se que os vendedores João Leite de Morais é neto materno de João Martins de Morais (2º vendedor) e que o comprador Bernardino Manoel de Morais é primo -carnal e cunhado do 1º vendedor e neto materno do 2º vendedor. A testemunha, João Clímaco de Araújo Lima é irmão do genro do 1º vendedor. Caracteriza-se uma operação meramente familiar, envolvendo transação de compra e venda de terras de herdeiros, entrando na operação um escravo como forma de pagamento e não “negreiros que compareceram ao cartório para negociarem peças mantidas em cativeiro” ¹. Todos, neto, avô e primo-carnal, são grandes proprietários rurais com atividades agropecuárias - definidas e renomados na região. Existe uma grande diferença entre o negreiro que tem como principal atividade econômica, a compra e venda de cativos, e aqueles que os tendo dentro do rigor da Lei, e por uma contingência econômica ou financeira esporadicamente resolvem vender um escravo. 

   A 19 de outubro de 1873 foi instituída a Lei Provincial de nº 2.034 que criou o imposto 100$000 (cem mil réis) sobre cada escravo. Tal providência inviabilizou a saída dos cativos pelos portos cearenses para as outras Províncias. 

   A Lei nº 2.034 não funcionou em Milagres, por ser então limítrofe da Paraíba e de Pernambuco, aonde se realizava operação de escambo e se efetuava a saída de escravos com extrema facilidade.

  Aos milagrenses cabe a acusação de sonegadores desse imposto. Outra acusação não, pois eles estavam amparados pela Lei maior vigente no país inteiro, e que lhes dava total direito a manterem os seus escravos, fato só modificado, com a Lei Áurea de 13 de maio de 1888.

1. Eduardo Campos - Revelações da Condição de Vida dos Cativos do Ceará. Secretaria de Cultura e Desportos. Ed. I.O.C.E. Fortaleza. 1984. Página 72.

2Casado com Teresa de Jesus Correia Arnaud. Cf. Fco. Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses, Um. Ed Premius, Fortaleza. 2001.p. 273.

   Os geólogos explicam que as lagoas são formadas pela represa de um fluxo de água superficial. Noutras palavras, basta acontecer um fecho num fluxo (como o de um rio), que a água passa a acumular-se em determinado local. Este fenômeno é consequência de eventos geológicos ou tectônicos, como um terramoto. Os técnicos destas ciências acrescentam que, para continuarem a existir, as lagoas devem ser alimentadas de alguma forma, tendo inclusive, algumas receberem o desaguar de rios. Limnologia ciência que estudas os lagos interiores. O correto é usar o limnônimo Buriti Grande, derivado da lagoa Muriti, Buriti.

 

                   

   Mauriti municípios e Estados limítrofes: ao Norte, Barro e Estado da Paraíba, ao Sul, Brejo Santo, Estado da Paraíba e Estado de Pernambuco. Ao Leste Estado da Paraíba e a Oeste, Brejo Santos e Milagres. Explicado fica a razão do Distrito do Coité ter de permanecer mauritiense, pois situado a nascente da sede não poderia pertencer a Milagres e menos a Paraíba.

    

                  As Origens de Mauriti. Monsenhor Raimundo Augusto de Araújo Lima.

   O assunto em tela requer se façam as seguintes distinções:

1ª - A origem do sítio Buriti Grande ou Muriti que nucleou a vila e evoluiu para o município de Mauriti;

2ª - A origem do topônimo (limnônimo) Buriti aplicado ao sítio;

3ª - A origem da vila que se fundou neste sítio e passou a ser a progressista cidade de Mauriti.

4ª - A origem do topônimo dado à vila por ocasião de ser criado o município.
1 - O que deu origem ao sítio Muriti ou Buritizinho, na linguagem travada dos tapuias, foi a Data da Sesmaria da Lagoa de "Quichesi", requerida em 23-06-1706, como se vê em Eusébio de Sousa - Tomo 1 - Ao I dos anais do Arquivo Público do Estado do Ceará, vols 01 a 14.

"Lagoa do Quichesi - Data e Sesmaria de Rodrigo do Lago e o Coronel João de Barros Braga e seus companheiros, de três léguas de comprimento e uma de largura para cada banda, nos sertões do Cariri, principalmente em uma lagoa chamada Quichesi que fica no Rio Salgado, para a parte do Sul, concedida pelo Capitão - Mor Gabriel da Silva do Lago, em 23.06.1706. (nº105, vol 2º - Pág. 71)".

Em nota, Eusébio de Sousa esclarece que os companheiros de João de Barros Braga, nesta sesmaria foram: - "o Capitão Antonio Pereira da Cunha (o grifo é nosso), Coronel Leonardo de Sá, Cosme Pereira Façanha, Capitão Pedro de Sousa, Gaspar de Sousa, Maria Pereira da Silva, Gregório de Figueiredo, Simão Ferreira, o reverendo Frei Manuel de São Gonçalo, Serafim Dias, Antonio José da Cunha e o Padre Crisóstomo de Jesus Maria". Obs. {FAAL}: João de Barros Braga, Capitão da Cavalaria de Ordenança da Ribeira do Jaguaribe, confirmado por Carta Patente de 1699. Sesmeiro nas Ribeiras dos Porcos, Quixeramobim, Acaraú, Palhano, Jaguaribe, do Sangue. Reedificou a Fortaleza de N. Senhora da Assunção. Levantou o Arraial da Ribeira do Jaguaribe. Doou os terrenos necessários para a ereção do Hospício dos Jesuítas em Aquiraz. Faleceu no final do ano de 1742, ou princípio de 1743. Capitão Mor do Rio Grande do Norte por mercê de 15 de maio de 1730, com posse a 16 de julho. João de Barros Braga casou-se com Serafina Fernandes (Pereira Façanha), de Cascavel, Ceará. Serafim Dias e Bulhões nasceu Lisboa, Portugal. Residiu na sua fazenda na Ribeira do Banabuiú. Casou-se com Inácia Pereira da Silva, filha de Maria Pereira, fundadora de Mombaça, Ceará. Gaspar de Souza Barbalho, n. no Rio de São Francisco e falecido a 1º de julho de 1711, sepultado na Capela de São João do Jaguaribe, Ceará, c.c. Leonor de Montes Pereira, Vitória Leonor de Montes, n. Penedo, Alagoas. Capitão Mor Gregório de Figueiredo Barbalho, falecido a 02 de agosto de 1746  e sepultado na Capela de São João Batista, São João do Jaguaribe (LR2-65), foi casado com Leonor de Brito, naturais do Rio de São Francisco. Simão Ferreira Guerra, Sesmeiro, n. circa de 1695, em Sergipe del Rey e faleceu antes de agosto de 1754, Foi c.c. Maria Maciel de Passos, n. 1700, na Freguesia do Cabo, Pernambuco, filha de Maria Maciel de Carvalho e Luciano Cardoso de Vargas. Pedro de Souza Barbalho  nasceu no ano de 1697, na Freguesia de Jesus Maria José, Siriri, Sergipe, filho de Simão Ribeiro de Figueiredo e de Cristina de Andrade. Criador de gados,  morador “na Ribeira da Mombaça”, Ceará. Faleceu a 30 de maio de 1778, com a idade de 81 anos, já viúvo, e foi sepultado na Igreja Matriz de Santo Antônio do Quixeramobim. Casou-se com Maria Teresa de Souza, filha de Maria Pereira, fundadora de Mombaça, Ceará. Cf. Francisco Augusto de Araújo Lima, Siará Grande - Uma Província Portuguesa no Nordeste Oriental do Brasil. Editora Expressão Gráfica, Fortaleza. 2016. Volume IV. p. 2177.

Este volume dos Anais do Arquivo Público do Estado do Ceará de onde extraí o registro da Sesmaria de Quichesi faz parte da seleta e opulenta Biblioteca do impenitente pesquisador Padre Antônio Gomes de Araújo e lhe foi oferecido pelo não menos pertinaz investigador Mons. Francisco Couto, já tendo passado por mãos de outros estudiosos do assunto. Um destes argutos faiscadores deixou escrito, à mão, na margem deste registro, o seguinte: - Lagoa de Mauriti.

Daí se conclui que João de Barros Braga, como grande açambarcador de terras que era, para depois revendê-la, tenha adquirido os direitos dos outros companheiros de requisição da Data e revendeu o sítio aos Mendes Lobato como consta em uma escritura original em poder do Dr. Teodorico Fernandes Teles Cartaxo, na qual se lê o seguinte:

"O Capitão João Mendes Lobato e Lira, herdeiro do Capitão Antonio Mendes Lobato, vende a Bartolomeu Pereira Dantas os sítios Muritizinho e Muriti Grande, os quais, por sua vez foram havidos por compra ao Capitão João de Barros Braga".
Irineu Pinheiro registra resumidamente o feito em Efemérides do Cariri à página 38:
"1734 - 20 de outubro - O Coronel João Mendes Lobato e Lira, por si, seus irmãos e cunhados, vende os sítios Muritizinho e Muriti Grande a Bartolomeu Pereira Dantas, português. Esses dois sítios compreendiam quase todo o território do atual município de Mauriti e parte do de Milagres (não é tanto assim, dizemos nós). Processou-se a operação de compra e venda à sombra de um rancho em Missão Nova do Cariri, "Ribeira do Jaguaribe, termo da Vila de S. José do Ribamar do Aquirás, Capitania do Ceará Grande". Presentes ao ato o comprador, o vendedor, o tabelião José Gomes de Melo e as testemunhas Manuel Nogueira de Lucena e Cipriano Dias Soeiro. Manuel Nogueira de Lucena c.c. Firmiana Maria dos Prazeres (Ribeiro de Souza Calado do Rego), moradores no Cariri, Aquiraz, Aracati e Mossoró. Cipriano Dias Soeiro c.c. Luíza Bezerra, naturais de Pernambuco, e residentes na Freguesia das Russas.

Os Lobatos adquiriram estas terras do Coronel João de Barros Braga. O preço porque Bartolomeu Pereira Dantas comprou os sítios atingiu a quantia de novecentos mil réis. Em 23 de agosto de 1754, vendeu ele por seiscentos mil réis a seu sobrinho Antonio Pereira da Cunha a metade do sítio Muriti Grande, "Ribeira do Riacho dos Porcos nos Cariris Novos, termo da Vila do Icó, Capitania do Ceará Grande". As testemunhas foram o Capitão Mor Francisco Pinto da Cruz e o tenente Jacinto da Silveira de Carvalho, ambos moradores no mesmo Riacho dos Porcos. O escrivão foi Nicolau de Sousa Gusmão". Através desta efeméride verifica-se que, no espaço de 20 anos, se valorizaram muito os terrenos do Cariri".
Os originais destas escrituras estão em poder do Dr. Teodorico Fernandes Teles Cartaxo, como já se disse, e foram transcritos na Revista "Região" do Crato-número 11 - Ano VI - 17 de julho de 1977.
Além dessas escrituras,o Dr. Fernandes possui vários outros documentos de compra e venda de terras dos sítios Muritizinho e Muriti Grande nos seus primórdios e em nenhum deles se faz menção do topônimo "Podimirim" nem referência alguma a João Dantas Aranha e Caetano Dantas Passos. Isto porque tais senhores foram requerentes de terras na Data de sesmaria que deu origem à vila do Rosário que demora uma légua abaixo de Milagres e que foi chamada de "Podimirim" pelo IBGE quando processou a reorganização da toponímia dos municípios e distritos na divisão administrativa do Ceará, por ter reconhecido que ali estão realmente a Lagoa e o Riacho dos Porcos.
Segundo o notável tupinólogo Dr. Tomaz Pompeu Sobrinho, no seu trabalho "Topônimos Indígenas dos Séculos 16 e 17 na Costa Cearense", na Revista do Instituo do Ceará - Tomo LIX - ano de 1945, é permitido interpretar "podi" como porco e "mirim" pequeno; podimirim era o nosso caetetu. Lagoa ou Riacho Podimirim era Lagoa dos Porcos, formação
linguística tupi que substituiu o termo tapuia "Quichesi", nome primitivo que tinha aquele curso d'água. Afirma ele que os descobridores traziam consigo, como guias, índios tupis domesticados que iam trocando por expressões da sua língua as denominações já existentes no idioma dos índios que habitavam à região.
A tese é comprovada pelos termos das Datas de sesmaria requeridas pelos mesmos, João Dantas Aranha requereu primeiro uma Data em conjunto com o Capitão Bento Correia de Lima cujas terras se localizavam no trecho que fica abaixo do Rosário, hoje Podimirim. Depois o Aranha e o Caetano requereram outra na Lagoa e Riacho dos Porcos.
Esses termos de Datas de sesmaria se encontram em Joaquim Alves - "O Vale do Cariri" - Revista do Instituto do Ceará - Tomo LIX - Ano LX (1945) e em Eusébio de Sousa - Anais do Arquivo Público do Estado do Ceará - Tomo I - ano I (1933). Preferimos, porém, tirá-los de Efemérides do Cariri de Irineu Pinheiro que os registra assim:
Página 19 - "Se lermos a carta de sesmaria concedida em março de 1703 a Bento Correia de Lima e João Dantas Aranha vemos que os dois declararam ali terem eles sido os descobridores do Riacho dos Porcos, importante curso de água caririense, afluente do Rio Salgado".
Página 35 - "1703 - 21 de março. Concedeu o Capitão-mor Jorge de Barros Leite aos capitães Bento Correia de Lima e João Dantas Aranha três léguas de terras de comprido e uma de largo para cada banda do dito Riacho dos Porcos, pelo dito acima, tudo em rumo direito, principiando na barra dele".
O Riacho dos Porcos, acrescentamos, faz barra com o Rio Carás pouco abaixo de Missão Velha já perto da Ingazeiras.Daí para cima começa a Data requerida pelos dois.
Página 38 - "1723 - 25 de agosto. Doou o Capitão Mor Manuel Francês a Bento Correia de Lima "duas léguas de terra no riacho dos Porcos do Cariri a sul, por ele acima, começando no sítio que se chama Poço Comprido etc". Continua Irineu:- "Este Poco Comprido, é hoje uma localidade chamada Rosário (atualmente Podimirim), uma légua abaixo de Milagres. Bento Correia de Lima, em 1735, erigiu a igreja de N.S. dos Milagres.
Eusébio de Sousa, em Anais do Arquivo Público do Estado do Ceará, registra a Data de sesmaria de João Dantas Aranha e Caetano Dantas Passos, assim:
"Lagoa Podimirim - data e sesmaria do Capitão João Dantas Aranha e Caetano Dantas Passos de três léguas de terra no riacho e lagoa chamada Podimirim, hoje dos Porcos, concedida pelo Capitão Mor Jorge de Barros Leite, em 25.01.1704. (Nº 89 - vol. 2º - Pág. 35).

Esta data é no riacho do Porcos, e Mauriti, ou o sítio Buriti, não fica no riacho dos Porcos: É situado na ribeira do riacho dos Porcos, mas em afluente daquele riacho, como se sabe, o riacho do São Miguel.

São muitos os documentos referentes aos primórdios do sítio Buriti constantes do dossiê do Dr. Fernandes Cartaxo organizado habilmente pelo seu avô Dr. Cartaxo, e em nenhum deles se fala em Podimirim.

Irineu Pinheiro em Efemérides do Cariri, página 166, registra a criação do Município de Mauriti: - "1890, 27 de agosto. Criado o município de Mauriti pelo Decreto nº 51, inaugurado a 21 de outubro do mesmo ano". Refere as várias fases por que passou o novo município: - extinção, restauração, e conclui afirmando: - "Primitivamente chamou-se Buriti".

Ele chega a esta conclusão porque, em todos os documento primitivos do sítio, só deparamos com este topônimo.

Esta que é a realidade e não era desconhecida do nosso povo mais antigo, especialmente dos que tinham alguns conhecimentos. Antonio Miguel Sampaio de Lacerda, por exemplo, proprietário da fazenda Vaca Brava, cidadão inteligente,esclarecido e bem versado, deu o seguinte testemunho ao Dr. Fernandes Cartaxo que o recolheu em seu documentário: - "A lagoa de Mauriti era chamada antigamente "Quichesi" e não "Podimirim" como dizem alguns historiadores. Referindo-se à Data da Taboca de que faz parte a sua propriedade, concedida em 1738 ao Capitão Mor Francisco Pinto da Cruz, informa que esta Data tem como limites os sítios Mority Grande e Morytizinho (fonética ainda hoje vigorando entre o nosso povo simples).

Não há dúvida, portanto, de que o sítio Buriti teve origem na Data da Lagoa do Quichesi.

II - A origem do topônimo BURITI.
Buriti é um termo de origem indígena - mbirity - nome de uma palmeira que o célebre botânico Von Martius classificou "Mauritia vinífera" da qual, os índios extraíram um delicioso licor. Mas a denominação do sítio em apreço com este topônimo não é devida à presença da formosa palmeira ali naquele local. Ao que estou informado, não me consta que tenha havido naquele vale nenhuma espécimen da bela palmeira que autorizasse a aplicação do topônimo ao sítio. Como li alhures, quem deu nome ao sítio foi uma tribo de índios da nação tapuia e da família Cariry que o ocupou e lá viveu até o advento dos primeiros colonizadores: - a tribo dos buritys.

III - A origem da Vila que se fundou neste sítio e evoluiu para a cidade de Mauriti.

O povoado que se desenvolveu para a Vila de Mauriti, chamou-se Buriti Grande como é fácil ver nos livros de registros paroquiais de Milagres a que pertencia, a partir da sua fundação até a sua elevação a município autônomo em 1890. Encontram-se ali inúmeros registros de batizados e casamentos-feitos na Capela do Burity Grande.

A vila nasceu à sombra da Capela de Nossa Senhora da Conceição construída pelo Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental, de 1870 a 1875. Seguiu o mesmo caminho na formação que tiveram comumente todas as vilas e cidades do Brasil.
O "Ceará" de Antonio Martins Filho e Raimundo Girão - 3ª edição - 1966, falando a respeito da formação eclesiástica de Mauriti, assim se expressa: - "A Padroeira de sua Igreja é N. S. da Conceição. Este templo foi construído por Miguel Dantas, em virtude de um voto feito à Imaculada Conceição, para livrar-se da cólera morbus".
Está arquivada na Cúria Diocesana de Crato a escritura de doação do terreno para a construção da Capela do Burity Grande adiante transcrita. E no livro de registro dos patrimônios das paróquias que faz parte do arquivo da mesma Cúria, quando se refere a Milagres, lê-se o que se segue:

       a) Capela de Mauriti - Paróquia de Milagres, 50 braças em quadro de terra,no Sítio Buriti Grande, do Distrito do Coité - Milagres.Escritura de doação por Miguel Gonçalves Dantas de Quental e sua mulher Ana Cordulina Cartaxo Dantas, de 06 de setembro de 1870. Tabelião Dionízo Eleutério B. de Menezes, depositada no cofre da Cúria com o nº 07.

  1. b) Escritura complementar. Uma quadra de terra de 225 braças na povoação de Mauriti, patrimônio da Padroeira e da Capela pelos Senhores Miguel Gonçalves Dantas, José Estrela Cabral, João Martins de Morais, suas mulheres, e Da. Joaquina Tavares. Escrituras particulares legalizadas e depositadas no arquivo paroquial - Milagres.
  2. c) Explicação - O terreno previsto para a ereção da igreja era vizinho à residência do doador, no sítio Dantas, numa faixa de terra comprida entre o brejal e uma serrota pedregosa postada em frente. 

O Padre Ibiapina aos 17 anos de idade perde a sua mãe, aos 19 o pai, aos 26 a noiva e aos 47 anos, inicia sua obra missionária, percorrendo o Nordeste em missões evangelizadoras. Em regime de mutirão, ergue inúmeras Casas de Caridade, Igrejas, Capelas, Cemitérios, cacimbas, açudes. O Padre Mestre, homem culto, ensina técnicas agrícolas aos sertanejos. Por onde passa orienta, ajuda: no ano de 1862, na companhia do Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental, escolhe o local onde deve ser erigida   a cidade de Maurití, Ceará. Obs. Faal.

O Padre Ibiapina, vindo ali a convite, discordou do local julgando-o impróprio para uma futura cidade. O venerando Missionário e o Capitão Miguelzinho adentrando-se na mata fronteiriça, depararam com uma bonita planura que ele aprovou para a localização do templo. Posteriormente verificou-se que aquelas terras ainda estavam em comum. Eis a razão da escritura complementar com as assinaturas dos diversos detentores de direitos do sítio.
Transcrição da Escritura fundamental da doação da Capela do Burity Grande (Mauriti): - Doadores - Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental e sua mulher Da. Ana Cordulina Cartaxo Dantas. Área - 50 braças em quadro; valor - quinhentos mil réis (500$000); data - 06 de setembro de 1870.

  1. "Escritura de Doação que fazem em suas terras o Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental e sua mulher D. Ana Cordulina Cartaxo Dantas de um terreno com cincoenta braças em quadro, neste sítio Burity Grande, termo de Milagres, no valor de quinhentos mil réis para Patrimônio de uma Capela que vão edificar para Nossa Senhora da Conceição tudo como abaixo se declara:
  2. Saibam quantos este público instrumento de Doação virem que sendo no ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e setenta aos 06 dias do mês de setembro no dito sítio Burity Grande, Distrito do Coité, Termo de Milagres, Comarca de Jardim, Província do Ceará, em casa de morada do Capitão Miguel Gonçalves de Quental e sua mulher Da. Ana Cordulina Cartaxo Dantas, onde eu Tabelião, a seus chamados vim, aí por eles me foi dito perante as testemunhas presentes, que eram senhores e possuidores de um terreno com cincoenta braças em quadro, neste sítio Burity Grande do distrito do Coité, Termo de Milagres, o qual, doavam, nas suas terras no valor de quinhentos mil réis para Patrimônio de uma Capela que vão edificar para Nossa Senhora da Conceição e como de fato doado têm e que fazem de suas livres e espontâneas vontades sem constrangimento algum e desde já cediam, doavam e trespassavam à doada todo poder, usufruto, domínio, direito, ação e posse e renunciavam qualquer indulto ou privilégio que por ventura as leis lhes deem e pedirem à Justiça deste Império os não admitissem a alegar ou provar qualquer direito contra esta sua doação. E neste ato por eles Doadores me foi dito entregue o bilhete do selo proporcional que o seu teor é o seguinte: numero um, réis, quinhentos réis, pagou de selo proporcional quinhentos réis pela Doação do Patrimônio pelo Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental e sua mulher D. Ana Cordulina Cartaxo Dantas de uma parte de terra no sítio Burity Grande, no valor de quinhentos mil réis.Coletor interino Bezerra de Menezes. Depois de escrita esta, toda lhes foi lida e por eles outorgada e por mim Tabelião em nome da donatária, assinaram os Doadores, como testemunhas o Doutor Antonio Joaquim do Couto Cartaxo, José Guedes Tavares de Maria. Eu Dionísio Eleutério Bezerra de Menezes, Tabelião público a escrevi. - Miguel Gonçalves Dantas de Quental, Ana Cordulina Dantas, Antonio Joaquim do Couto Cartaxo, José Guedes Tavares de Maria - Está conforme ao original ao qual me reporto em Cartório e dou fé.
    Milagres, 30 de outubro de 1919. O Escrivão Marcelino Leite de Araújo Lima. (Ortografia adaptada ao sistema ortográfico atual).
       A construção da igreja durou de 1870 a 1875 e foi benta e inaugurada a 27 de maio deste ano, dia em que foi batizada a filha do doador - Maria Carolina - e mais 06 crianças dos sítios circunvizinhos. Daí em diante a capela ficou aberta ao público e funcionando regularmente, como se observa nos livros da escrituração paroquial de Milagres. Tornou-se certa a vinda mensal do Vigário para celebrar a santa missa, exercer outros atos religiosos, administrar o santo batismo a numerosas crianças e assistir a muitos casamentos. Não se verificaria isto se a igreja ainda não estivesse benta, pois esta é a norma do direito canônico.
    Em 08.12.1875, dia da Padroeira, celebrou-se pomposa festa com a bênção da bonita imagem de Nossa Senhora da Conceição, trazida de Fortaleza pelo Capitão Miguel Dantas. Estas informações, foram confirmadas pelos meus prestimosos amigos José Quintino, Epitácio e Epifânio Leite, mauritienses autênticos que sempre mantiveram viva a chama do ardente amor por seu torrão natal.

IV - Como foi dado à Vila o nome de Mauriti.

   Etimologicamente o termo é derivado de elegante palmeira que Von Martius classificou Mauritia vinífera. Mas a sua formação é anterior à existência da Vila.
O Decreto nº 51, de 27 de agosto de 1890 criou o município e deu à Vila o nome de Mauriti, numa homenagem justa e merecida que o Dr. Cartaxo, então Deputado Imperial, quis prestar ao seu particular amigo, o eminente político e herói da Guerra do Paraguai, Almirante Joaquim Antonio Cordovil Mauriti, que contribuiu de maneira plena para a vitória do seu projeto que pleiteava a autonomia política da povoação criada por seu cunhado Capitão Miguel Dantas. Detalhe este que não é desconhecido de muitos mauritienses.

   Estão aí, as origens de Mauriti. A sua história será escrita por seus filhos da ala moça que estão ajudando a construí-la. Já são muitos os que têm condições de fazê-lo.
Por oportuno, relembro aqui o que deixei escrito no exórdio de um artigo por mim publicado na revista "REGIÃO", do Crato - nº 11 -ano VI - 17 de julho de 1977:

   Quando Mauriti houver atingido o clímax do seu desenvolvimento social, político, econômico e religioso; quando a instrução aí tiver despertado o progresso em todos os quadrantes das suas atividades humanas, e o seu povo, unido e forte, alcançar um nível de politização que o coloque em destaque ao lado das demais comunas irmãs; quando este progresso for realidade tangível e firme na área do ensino, da urbanização, das comunicações, da saúde, e se fizer sentir acentuadamente na indústria, no comércio, na pecuária e agricultura, ele será o seu historiador.
Este, então, escreverá a sua história feita pelos seus filhos, monumento sólido construído com amor e união, com trabalho e perseverança,verdadeira epopeia tecida de heroísmo e arrancadas cheias de bravura. História de um povo inteligente e culto que, no cumprimento do dever e para o triunfo do ideal de vencer, saberá colocar acima dos seus interesses particulares o bem comum da terra e de sua gente; história de um povo dotado de espírito lúcido e de sentimentos altruísticos que vai marchar de mãos dadas, a fim de conquistar um brilhante porvir para a sua terra-mãe.
Os jovens de hoje se preparem, na escola do saber e do civismo, para construir esta História luminosa e bela do futuro; construir a escrevê-la. Registrem, nos seus diários, nos cadernos de apontamentos, as realizações louváveis e marcantes que mereçam perpetuidade; gravem as efemérides gloriosas que exaltarão mais tarde esse torrão querido, cantem as suas belezas e os seus valores, e deixem registrados nos seus fastos tudo que valia tiver para enfeixar na sua futura história.
O seu historiador também celebrará o seu passado de heroísmo e de glória. Por minha vez trago aqui a minha colaboração. Ofereço as pistas que o levarão no caminho da ciência de Heródoto. Minha tarefa é apresentar-lhe o fruto de algumas pesquisas sobre o passado a partir das origens do sítio Burity Grande. Crato, abril de 1985. Monsenhor Raimundo Augusto de Araújo Lima.  "As origens de Mauriti". Publicado na Revista Itaytera, n° 30. 1986. p. 137/144.

 

O Visionário Capitão Miguelzinho.                                     

                                                                                 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

         

Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental.

 

Miguel Gonçalves Dantas de Quental  nasceu no ano de 1842 no Sítio Dantas, Mauriti, Ceará, filho de André Gonçalves Dantas Rothéia, e de Ana Pereira Tavares de Quental.   

   O Capitão Miguelzinho, fundador de Mauriti casou-se a 19 de outubro de 1869, no Sitio Cachoeira, Cajazeiras, Paraíba, com Ana Cordulina do Couto Cartaxo, filha de Joaquim Antônio do Couto Cartaxo, n. Cartaxo, Santarém, e de Ana Josefa de Jesus, n. Cajazeiras, Paraíba. Pais de doze filhos. Dona Ana Cordulina faleceu próximo ao dia 18 de abril de 1889, no quarto dia de resguardo.   

   Termo de Casamento Miguel Gonçalves Dantas de Quental e Ana Cordulina do Couto Cartaxo.

“Aos dezenove dias de outubro de 1869, pelas quatro horas da tarde na Fazenda da Caxoeira, Freguesia de Nossa Senhora da Piedade, Cajazeiras, Paraíba, feitas as denunciações na forma do Sagrado Concilio Trid. na Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Milagres, Bispado do Ceará, onde o contraente he morador e natural, e naquela Igreja onde a contraente eh natural, e moradora, sem descobrir impedimento, na presença do Padre Serafim Gomes de Albuquerque, de minha licença, e sendo presentes por testemunhas o Doutor Antonio Joaquim do Couto Cartaxo e José Cazuza de Tal, pessoas conhecidas, se casarão solennemente por palavras em face do altar para tal por mim preparado, o Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quintal, branco, edade vinte e dous annos, filho legitimo de André Gonçalves Dantas e Anna Joaquina de Jesus, com Anna Cordulina do Couto Cartaxo, branca, edade vinte e três annos, filha legitima de Joaquim Antonio do Couto Cartaxo, falecido, e Anna Josefa de Jesus, sendo primeiro dispensados no quarto grau simples de consanguinidade, em que estão ligados, tanto pelo Bispado do Ceará, donde he o contraente, como pelo Bispado de Pernambuco, morada da contraente, e logo lhes dei as bençans conforme os ritos, e cerimônias da Santa Igreja, do que tudo fiz este assento, que por verdade assignei. Eu Vigário Henrique Leeopoldino da Cunha”.

   Obs. O Padre Serafim Gomes de Albuquerque, que presidiu a cerimônia religiosa do casamento, é tio materno da nubente. O impedimento havia por conta do casamento de Maria Leopoldina Dantas de Quental com Antonio Joaquim do Couto Cartaxo. Estranho o motivo do Doutor Antonio Joaquim, haver escolhido a irmã mais velha Ana Cordulina, para casar com o jovem Capitão Miguelzinho, ao invés da Rita Leopoldina, mais nova, que se casou com o Domingos, o mais velho dos quatro nubentes. Usos e costumes da época. Ver termo abaixo. Cf. Livro Matrimônios, Nossa Senhora da Piedade, Cajazeiras, Paraíba. familysearch.org.     

   O Capitão Miguelzinho casou-se (2) com sua prima Clarinha, Clara Tavares Muniz de Quental, filha do Comandante Superior Francisco Tavares de Quental e de Maria Tavares Muniz. Pais de um filho, André Dantas de Quental.

Termo de óbito do Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental. “Aos oito dias do mês de maio de 1892, pelas cinco horas da tarde faleceu de indigestão nesta cidade de Lavras, Bispado do Ceará, por onde passava de viagem natural e morador na Freguesia de Milagres, Miguel Gonçalves Dantas de Quental (Quintal), de idade de quarenta e oito anos, (sic), casado com Clara Maria de Quental. O cadáver amortalhado com hábito preto e depois solenemente encomendado por mim foi sepultado no Cemitério desta cidade. E para constar lavrei este termo e assino. O Vigário Miceno Clodoaldo Linhares.” O Capitão Miguelzinho faleceu com a idade de 46 anos. Cf. Livro de Óbitos, Lavras da Mangabeira. familysearch.org.     

  1. Jornal o Cearense, querela do Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental com Manoel de Jesus da Conceição Cunha sobre a recente eleição ocorrida na Vila do Buriti Grande. O Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental com uma boa parte dos Conservadores dissidentes manifestou-se em oposição franca e decidida ao Tenente Coronel Manoel de Jesus da Conceição Cunha. O Tenente Coronel Manoel de Jesus da Conceição Cunha, dono do Sítio Brejinho, ingressa na Irmandade do SS. Sacramento a 22.12.1839. Cavaleiro da Rosa, outubro de 1867. No ano de 1850, comandou a chacina na Fazenda Nascença, Brejo dos Santos, Brejo Santo, quando a maioria dos filhos de Gonçalinho, morreu. Gonçalo de Oliveira da Rocha Júnior, GONÇALINHO, filho do segundo casamento do seu pai com Joana Martins de Moraes, n. Cariri Novo, foi assassinado no ano de 1824, no Sítio Cantagalo, Missão Velha. Casou-se com Joana Pereira Filgueiras, Barbalha, filha de Inácio dos Santos de Oliveira Brito e de Francisca Teodora Pereira Filgueiras. Manoel de Jesus descendente de Antônio José Leite Ribeiro nasceu aos dois dias do mês de abril de 1740, na Rua da Praça, do lugar e Freguesia de São Paio de Fão, Esposende, Braga, filho de Manoel Domingues Praça e de Ana Maria Rosa. Neto paterno de Manoel Domingues e de Jerônima Leite, da Freguesia de Fão. Neto materno de José Pereira e de Perpétua Ribeiro, naturais da cidade do Porto. Fica explicado o sobrenome PRAÇA, empréstimo do lugar onde moravam,  Rua da Praça. Termo de batismo de Antônio José Leite Ribeiro. Antônio José, filho de Manoel Domingues Praça e de sua mulher Ana Maria, moradores na Rua da Praça, nasceu aos dois dias do mês de abril de 1740, e batizei solenemente aos dez dias do dito mês e ano; foram padrinhos João Leite de Morais e Josefa Teresa, (tia materna), filha de José Pereira, ambos da cidade do Porto; foram testemunhas o reverendo Padre Cura Manoel Gonçalves e José Leite e para constar fiz este assento dia mês era ut supra O Reitor Padre Simão Gomes Varela.” Manoel de Jesus da Conceição Cunha era casado com uma irmã do Comandante Superior Francisco Tavares de Quental, portanto, tia materna do Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental, Dona Maria Tavares de Quental, filha de Francisco Alves de Quental e de Antônia Maria de Jesus Tavares Muniz. Neta paterna de José Dias Alves de Quental e de Ana Joaquina de Jesus. Neta materna de João Tavares Muniz e c de Francisca Maria de Jesus. Conceição Cunha e D. Maria pais de Manoel de Jesus da Conceição Cunha Filho e de Ana Rita de Jesus Leite da Cunha. Cf. Fco. Augusto de Araújo Lima, Famílias Cearenses Um, Ed. Premius, Fortaleza, 2001. p. 360. Cf. RIC. 1901. Paulino Nogueira. Relação dos Cearenses Titulares e Condecorados. Jornal O Cearense.

19.09.1872. Cearense. Milagres. Escrevem-nos dali a 23 de agosto passado: O Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental com uma boa parte dos Conservadores dissidentes em oposição decidida ao Tenente Coronel Manoel de Jesus da Conceição Cunha.

17.03.1873. Almanak da Província do Ceará. Câmara Municipal da Vila de Milagres. Presidente: João Leite de Moraes. Vereador. Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental (Quintal), Capitão Domingos João Dantas Rotheia, Capitão Antônio Leite Furtado, Tenente Antônio Furtado de Figueiredo, Tenente Francisco Alves de Matos, Tenente José Leite Furtado. Suplentes 1ª Turma. Júlio Máximo de Medeiros, Alferes Joaquim Bezerra Monteiro, Antônio Luís de Figueiredo, Alferes Manoel Belém de Figueiredo, Joaquim Leite Furtado, Alferes João de Deus Dantas e João Pedro de Figueiredo.

  1. Jornal O Cearense. O Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental é exonerado do cargo de 1° Suplente de Delegado do Coité, Milagres,
  2. Jornal O Cearense. O Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental é nomeado 1° suplente de Delegado do Coité.

22.07.1882. Gazeta do Norte. Ofício ao Senhor Presidente da Assembléia Provincial do Ceará, do Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental e de João Martins de Moraes, residentes na Povoação de Burity, pedindo a criação de uma freguesia que tenha por Matriz a Capela de Nossa Senhora da Conceição ereta na Povoação de Burity. A Comissão de Estatística.

03.05.1884. O Cearense. Publicações Solicitadas. Milagres, 13 de março de 1884. Ao Público. Protestamos e nem podemos deixar de protestar, contra a publicação anônima do jornal Constituição, n° 19 de 17 do mês próximo findo, sob a epígrafe “Dr. Cartaxo”, na qual seu autor, quem quer que seja, manejou com espírito de satanás a arma da maledicência e da calúnia contra o ilustre Sr, Dr. Antônio Joaquim do Couto Cartaxo.

A reputação do homem de bem é um patrimônio, que deve ser zelado e protegido por seus conterrâneos; por isso, uníssonos e sem distinção de política, corremos à imprensa para esmagar sob as nossas plantas, o vil caluniador, que ousou ferir o Sr. Dr. Cartaxo, e faz realçar por meio de um documento público a estima geral, de que ele goza merecidamente, e é credor por muitos títulos.

Como particular, o Sr. Dr. Cartaxo, é atencioso, sincero e prestativo, e trás sua vida regulada de tal sorte, que nada compra a crédito, e se escusa de ocupar os amigos, até mesmo em coisas mínimas. Político, possui um elevado grau de tolerância, qualidade inestimável para o homem público, pelo que todos, correligionários e adversários, confiam inteiramente em sua palavra. Quando advogado, o que sucedeu por poucas vezes, por ser excessivamente escrupuloso, na escolha de causa, exercitou essa nobre profissão, com inteligência, probidade e interesse para seus constituintes. E ultimamente Juiz, ao lado da imparcialidade, que presidiu invariavelmente a todos os seus atos desenvolveu máxima e bem entendida severidade na repressão do crime, como urgiam, as circunstâncias anômalas que acabava de passar essa Comarca, que fora assaltada durante os três anos de seca por diversos grupos de assassinos e salteadores, para cuja captura e dispersão, muito concorreu, primeiramente, como particular, e, depois como Juiz.

E tem sido precisamente por seu honroso comportamento entre nós, há 17 anos, que ninguém lembrou-se de fazer pela imprensa ao Sr. Dr. Cartaxo a mais leve censura.

Estava, pois, reservado ao miserável pasquineiro, ao qual opomos o nosso insuspeito juízo, invectivar sobre o anônimo, à semelhança do assassino assalariado, que só mata de emboscada, o ilustrado Sr. Dr. Antônio Joaquim do Couto Cartaxo, com epítetos injuriosos de tratante perverso e bandido os quais somente cabem ao infame delator. Assinam, José Estrela Cabral Júnior, eleitor e Vereador, José Lopes de Araújo e Silva, eleitor. Antônio Martins de Moraes, eleitor, João Furtado da Costa, eleitor, Faustino Evangelista do Nascimento, eleitor, Joaquim Antônio Furtado, eleitor, Galdino Gonçalves de Moraes, eleitor, Francisco Furtado Rosado, eleitor, Izidro Antônio de Carvalho, eleitor, Martinho José de Santa Ana, eleitor, Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental (Quintal), eleitor e 1º Juiz de Paz; Antônio Pereira Nunes, eleitor, Salviano de Souza Leite, eleitor; Pedro Xavier de Lacerda, eleitor; José Furtado de Figueiredo, eleitor; Francisco Cavalcante de Lacerda Pontanegra, eleitor; Manoel Furtado Maranhão, eleitor. Dionísio Furtado Leite, eleitor, e Sub Delegado do Coité; Antônio de Figueiredo Furtado, eleitor; José Antônio de Souza Cazé, eleitor; Joaquim Leite Furtado, eleitor; Antônio Miguel Pereira, eleitor; José Luís Vila Nova, eleitor; Manoel José dos Anjos, eleitor; José Pereira da Cunha, eleitor; Manoel Fortunato de Souza, eleitor; Francelino José de Souza, eleitor; Andrelino José de Souza, eleitor e 4° Juiz de Paz; Nazário Furtado de Maria Lacerda, eleitor; Brasilino Furtado Rosado, eleitor; José Calixto de Melo, eleitor; Capitão Joaquim Gonçalves Dantas de Quental, eleitor; Félix José Pereira, eleitor; Capitão Domingos João Dantas Rothéia, eleitor; Antônio Gonçalves Dantas de Quental, eleitor; Alferes Belarmino Ferreira Lins e Melo,eleitor e 1º Substituto do Juiz Municipal; João Leite de Moraes, eleitor e 2° Juiz de Paz; João Clímaco de Araújo Lima, eleitor e Vereador; Padre Joaquim Manoel Sampaio, eleitor; José Antônio de Carvalho, eleitor, e 3° Suplente de juiz de paz; João Luís de Figueiredo, eleitor; Manoel Gonçalves Dantas Rothéia, eleitor; Paulino José de Lima, eleitor; Manoel Vicente Ferreira Lins, eleitor; Capitão Antônio Leite Rabelo da Cunha, eleitor; Domingos Leite Furtado, eleitor; Antônio Gomes de Lacerda, eleitor; João Martins de Morares, eleitor e 3° Suplente de Juiz de Paz; Manoel Gomes da Silva, eleitor; Antônio José Pereira, eleitor, e Suplente de Delegado; Dionísio Eleutério Bezerra de Menezes, eleitor; Joaquim Bezerra Monteiro, eleitor; Antônio Francisco Maciel, eleitor; Antônio Gonçalves Impé. Eleitor; José Belém de Figueiredo, eleitor; José Bento de Figueiredo, eleitor; José Antônio Maria de Andrade, eleitor e empregado público; Manoel de Jesus da Conceição Cunha, eleitor; Manoel Furtado de Figueiredo, eleitor; Vicente Leite da Cunha, eleitor; Alferes Joaquim Manoel de Souza, eleitor; Antônio Muniz de Castro Filgueiras, eleitor e empregado público; Bernardino José Pereira, eleitor e Vereador; Manoel do Nascimento Figueiredo, eleitor; Corsino Amâncio de Moraes, eleitor; José Antônio Batista Dedé, eleitor; Antônio Leite de Medeiros, eleitor; Alferes Manoel Leite Rabelo da Cunha, eleitor; Alferes Vicente Pereira de Vasconcelos, eleitor; Pedro Benjamin de Maria, eleitor; Manoel Inácio de Figueiredo, eleitor; Tenente Manoel Luís de Figueiredo, eleitor; José Inácio de Oliveira Rocha, eleitor; Antônio Luís de Figueiredo, eleitor; Benvenuto Furtado de Figueiredo, eleitor; Pedro Furtado de Figueiredo, eleitor; José Pedro de Figueiredo eleitor; Luís Inácio de Oliveira, eleitor; Antônio Vicente Pereira, eleitor; Tenente Antônio Furtado de Figueiredo, eleitor; José Tomás de Aquino, eleitor; Joaquim Antônio dos Santos, eleitor; Antônio Belém de Figueiredo, eleitor; Bernardino José Soares, eleitor; Alferes Manoel Belém de Figueiredo, eleitor; Manoel Antônio de Araújo Lima, eleitor; Manoel Alves Viana, eleitor; Joaquim Alves Viana, eleitor; Francisco Antônio Pereira, eleitor; Amâncio Leite de Medeiros, eleitor; José Antunes Sampaio, eleitor; Manoel Antunes Sampaio, eleitor; Tenente Francisco Álvares de Oliveira Cabral, eleitor; Raimundo Ferreira Lustosa, eleitor; Francisco Leite Rabelo da Cunha, eleitor.

14.02.1885. Jornal Gazeta do Norte, Fortaleza. Protesto. Nós abaixo assinados, mesários e eleitores da Paróquia de Milagres, tendo o jornal O Cearense de 21 de dezembro último dado como eleito por este Distrito, o Dr. Leandro de Chaves de Melo Ratisbona, Advogado, residente na Paraíba do Sul ... Milagres, 13 de janeiro de 1885. Assinam em - primeiro lugar, Miguel Gonçalves Dantas de Quental, muitos outros, inclusive o Domingos João Dantas Rothéa,  Manoel Gonçalves Dantas Rothéa.

02.02.1889. Jornal a Constituição. Exmo. Sr. Dr. Antônio Caio da Silva Prado. Os abaixo assinados, eleitores desta Paróquia de Milagres, e adeptos sinceros do grande e verdadeiro Partido Conservador da Província que apóia a generosa, prudente e sábia administração de V. Excia.  .... Vila de Milagres, 14 de dezembro de 1888. Miguel Gonçalves Dantas de Quental, Domingos Leite Furtado, Manoel Belém de Figueiredo, Manoel Gonçalves Dantas, Amâncio de Moraes, Antônio Vicente Araruna, Manoel de Jesus da Conceição Cunha, Manoel Furtado Maranhão, João Gonçalves Dantas, Dionísio Furtado Leite, João Furtado Maranhão, Joaquim Gonçalves Dantas Rothéa e outros. Joaquim Gonçalves Dantas Rothéa pai de Domingos, seis anos, faleceu a 15.06.1882. Cf. Livro de Óbitos, Milagres, 1868/1889. 124. 

27.09.1985. O Cearense. Demanda entre o Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental e ... Araúna e seu filho José Maria Araúna.

04.12.1885. Gazeta do Norte. Órgão Liberal. Ineditoriais. Longa defesa que fazem do Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental e do Alferes Pedro Monteiro, em função de uma publicação anônima no jornal o Cearense, de 27 de setembro de 1885, “onde o missivista anônimo depois de noticiar o pouco inverno que tivemos nesta zona da Província. Atirou-se sem pejo, injuriando e caluniando a distintos funcionários, começando pelo Dr. Antônio Lopes da Silva Barros. Juiz de Direito da Comarca, envolvendo no seu aranzel o nome do honrado Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental e apontando como seu criado grave o distinto Delegado de Polícia deste termo, Alferes Pedro Monteiro”. 

02.02.1887. O Cearense. Publicações Solicitadas. Burity, 18 de Janeiro de 1887. Rogo a ilustre redação do Cearense, que se digne de mandar publicar a informação que, como fundador e administrador da Capela de Nossa Senhora da Conceição, ereta nesta Povoação do Burity, prestei ao muito Referendo Padre Manoel Rodrigues de Lima, digno Vigário desta Freguesia de Nossa Senhora de Milagres. Miguel Gonçalves Dantas de Quental (Quintal).

Ilmo. Reverendo Sr. Manoel Rodrigues de Lima.

Em satisfação do que V. Rvdo. Requisita-me tenho a informar a V. Rvdo. que na Capela de Nossa Senhora da Conceição do Burity, há quatro ornamentos, três brancos e encarnados, e um roxo e verde, um turíbulo e naveta galvanizados de prata, duas campas, uma grande galvanizada de prata, e outra pequena de metal, um sino de tamanho regular, três altares com os competentes nichos e com imagens, toalhas e castiçais, tudo preparado com asseio,  duas mesas, uma maior com duas gavetas, que servem para guarda-se os ornamentos pertencentes a dita Capela, e outra menor, que serve para lavatório, um confessionário, um púlpito oleado, duas pias, uma grande para o batismo e outra menor para água benta.

O seu patrimônio é do modo constante do respectivo livro, aberto, numerado e rubricado pelo Dr. Juiz de Capelas, cujos atos neles lançados são do teor seguinte: -

“Couto Cartaxo, Servirá este livro para a administração do patrimônio da Capela de Nossa Senhora da Conceição, da Freguesia de Milagres, ereta pelo Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental (Quintal), em o ano de 1871, na Povoação do Burity, do Bispado e Província do Ceará, o qual vai por mim aberto, numerado, rubricado com a rubrica - Couto Cartaxo – e encerrado, Vila de Milagres, 17 de fevereiro de 1883. O Juiz Municipal de Capelas Antônio Joaquim do Couto Cartaxo - Pública Forma.

Saibam quanto este público instrumento virem, que sendo no ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, de 1883, aos 17 dias do mês de fevereiro do dito ano, nesta Vila de Milagres, da Província do Ceará, em meu Cartório compareceu o Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental (Quintal), e apresentara  me para que tivesse pública forma, petição e documentos do teor seguinte: -

Ilmo. Sr. Dr. Juiz Municipal e de Capelas. Diz o Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental (Quintal), que havendo erigido uma Capela a Nossa Senhora da Conceição, em o Sítio Burity, hoje Povoação, filial da Matriz de Nossa Senhora dos Milagres, deste Bispado do Ceará, a qual tem um patrimônio de duzentas braças de terra quadradas, requer a V. S. que se digne legalizar o livro para administração do dito patrimônio, que com esta apresenta, nomear administrador dele, designar o quantum de foro deverá pagar cada um de casas edificadas nele, ou de terreno aforados, e mandar lançar em dito livro esta petição, escrituras de doação juntas; nestes termo - Pede a V. S. deferimento. E. R. Mcê. Miguel Gonçalves Dantas de Quental (Quintal). Número um. Pagou duzentos réis de selo. O Coletor Filgueiras. Lance-se no livro a presente petição e escrituras juntas, e depois me sejam elas conclusas Couto Cartaxo. Milagres 17 de fevereiro de 1883.

Escritura de doação de doação que fazem em suas terras o Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental (Quintal), e sua mulher Dona Ana Cordulina Cartaxo Dantas, de um terreno de 50 braças em quadro deste Sítio Burity, termo da Vila de Milagres no valor de quinhentos mil réis para patrimônio de uma Capela que vão edificar para Nossa Senhora da Conceição, tudo como abaixo se declara.

Saibam quanto este público instrumento de doação virem, que no ano de Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, aos 06 dias do mês de setembro do dito ano, neste Sítio Burity, Distrito do Coité, termo da Vila de Milagres, Comarca de Jardim, Província do Ceará, em casa de morada do Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental (Quintal), e sua mulher Dona Ana Cordulina Cartaxo Dantas, aonde eu Tabelião a seus chamados vim aí me foi dito perante as testemunhas presentes, que era, senhores e possuidores de um terreno neste Sítio Burity, Distrito de Coité, termo da Vila de Milagres, o qual doavam nas suas terças no valor de quinhentos mil réis, para patrimônio de uma Capela que vão edificar para Nossa Senhora da Conceição, como de fato doado têm, e que fazem de suas mui livres e espontâneas vontades sem constrangimento de alguém e desde jaó cediam, dava e traspassavam, a Doada, todo poder uso e frutos, domínio, direito ação e posse e renunciavam  qualquer indulto ou privilégio que porventura as leis o dessem, e pediam a justiça deste Império os não admitissem a alegar, ou provar qualquer direito contra esta doação. E neste ato por eles doadores me foi entregue o bilhete do selo proporcional, que  seu teor é o seguinte: N. 1. Reis quinhentos réis, pagou de selo proporcional quinhentos réis, pela doação de patrimônio feita pelo Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental (Quintal), e sua mulher Dona Ana Cordulina Cartaxo Dantas, de uma parte do terreno Sítio Burity; no valor de quinhentos mil réis. Coletoria de Milagres 06 de setembro de 1870. O Coletor Interino Bezerra de Menezes. Depois de escrita esta, toda lhe foi lida e por eles outorgados e por mim Tabelião em nome da Donatária assinaram os doadores com as testemunhas Dr. Antônio Joaquim do Couto Cartaxo, João Guedes Tavares de Maria. Eu, Dionísio Eleutério Bezerra de Menezes, Tabelião Público o escrevi. Miguel Gonçalves Dantas de Quental (Quintal), Ana Cordulina Cartaxo Dantas, Antônio Joaquim do Couto Cartaxo, João Guedes Tavares de Maria. Continua.

04.02.1887. O Cearense. Publicações Solicitadas. Burity, 18 de janeiro de 1887.  (Conclusão).

Eu abaixo assinado, que entre os mais bens que possuímos de mansa e pacífica posse livre de embargos, bem assim uma parte de terra seca e de brejo neste lugar denominado Mumbaça, deste termo da Vila de Milagres, da Comarca de Jardim, da Província do Ceará, cuja parte de terra houve por compra a meu mano Gonçalo Tavares Muniz, peço preço de duzentos e cinquenta mil réis, e assim possuindo faço doação de vinte e cinco braças de terra seca a Nossa Senhora da Conceição, para que neste lugar o meu sobrinho Sr. Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental (Quintal), faça uma Igreja de promessa que fez a Nossa Senhora da Conceição, trazendo a nós Católicos um bem considerável, tanto assim que ainda mais terra daria se a necessidade exigisse, transferindo desde já toda posse e domínio que em ditas terras tinha, e para sua inteira validade, ainda que para isso lhe falte alguma clausula, ou clausulas, e tudo para constar mandei o Sr, Antônio Vicente Araúna este por mim passasse e assinasse em presença das testemunhas abaixo assinadas, depois do que entrego este papel de doação ao mesmo meu sobrinho o Sr. Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental (Quintal), para fazer uso que melhor sirva a Nossa Senhora da Conceição, Burity, 03 de julho de 1871. A rogo da doadora D. Antônia Joaquina Tavares, Antônio Vicente Araúna (representando o doador), Como testemunhas, Joaquim José de Brito Maria, Flaviano Alves Quinderé, Bernardino Antônio de Luna.

09.02.1887. O Cearense. Publicações Solicitadas. Burity, 02 de janeiro de 1887. Festividade Religiosa. Foi festejado com pompa o dia da circuncisão do Senhor neste florescente Povoado do Burity, para onde a população da Freguesia de Milagres, em cujo território ele está encravado, e das Freguesias vizinhas, Conceição (Paraíba), Misericórdia e São José de Piranhas, do Bispado de Pernambuco, incitada pelas aprestas da festividade, afluiu.

   A missa foi cantada pelo virtuoso Padre Irineu Pinheiro Lobo Bezerra de Menezes, que apesar do precário estado de sua preciosa saúde, fez-se, todavia, ouvir agradavelmente, sendo auxiliado pelo Sr. Vicente Leite da Cunha, outrora hábil mestre de música, que deixara alguns dias seu sítio, e exercitara alguns músicos, que o tinham escutado proveitosamente com o ilustre Professor primário Joaquim Antônio Firmino de Souza, que por tricas políticas foi removido para o Saco da Orelha, com o que muito perdera a instrução nesta desprotegida localidade. {No ano de 1876, na Capela do Coité, da cidade de Milagres, Bispado do Ceará, o Reverendo Antônio Bezerra de Menezes batizou solenemente o párvulo José, nascido no dia 23 de maio de 1876, filho de Irineu Pinheiro Lobo de Menezes e Joaquina Maria de Figueiredo. Padrinhos Dionísio Eleutério Bezerra de Menezes e Silvana Maria dos Santos. Cf. Livro de Batismos. Milagres. 1848/1904. 28.

   Durante o sacrifício da Missa, girândolas de foguetes fenderam constantemente o ar.

À tarde percorreram as ruas, precedida a respectiva licença, três andores ricamente ornamentados, isto é, da Santíssima Virgem da Conceição, do Glorioso São José e do Arcanjo São Miguel, ao som harmonioso da orquestra misturado com a voz do levita do Senhor, e ao estampido de inúmeros fogos do ar, passando por debaixo de arcos de folhas verdes de coqueiro, colocadas de distância em distância, e dos quais pendiam fitas de todas as cores e larguras, alcatifada a terra de folhas verdes e de flores.

Moças e meninas, vestidas de branco, empunhando bandeirolas, caminhavam em ordem ao lado dos andores. Todas as ruas e becos, inclusive corredores, alpendres e quadro do importante comércio, estava, varridos e asseados.

   Foi, com efeito, uma festa religiosa em que do mesmo modo que se festeja anualmente a Nossa Senhora da Conceição, nada faltou para a sua maior magnificência e esplendor graças eminentemente religioso deste bom povo, que tem por diretores os honrados proprietários Capitães Miguel Gonçalves Dantas de Quental, o fundador da Capela, que é um edifício importante pela beleza de sua arquitetura e ornamentação, e José Estrela Cabral Júnior, os quais tudo empenharam para tornar o ato suntuoso.

   Para dar fervor (afervorar) cada vez mais o espírito religioso, falta-nos um Sacerdote, ou como Capelão, ou como Coadjutor, que aqui resida, porque é materialmente impossível, que o Reverendo Vigário desta Freguesia de Nossa Senhora de Milagres, que é talvez a mais extensa do Bispado, ainda mesmo às carreiras como anda, a cure.

   A Povoação do Burity descansa, pelo lado do nascente, à margem da famosa lagoa deste nome, conhecida até ao fim do século passado, não só em papeis particulares como públicos pelo (nome) de Murity. Não se sabe porque motivo mudou-se o nome Murity para Burity, quando aquele soa melhor, além de que traz-nos hoje à memória de um de nossos heróis de Riachuelo.

   A lagoa de cujo leito borbulha diversos olhos d’água, tem de extensão 700 braças e de largura 250, e é de uma fertilidade prodigiosa, de sorte que produz em breve tempo todos os cereais, mormente nos invernos escassos, nos quais recebe poucas águas pluviais, e melhor ainda se não receber nenhuma, como sucedeu nos três anos de seca. Desde muito que seus proprietários têm a ideia de abrir até o Riacho dos Porcos, um sangradouro, por onde escoem as águas pluviais, o que inda não empreenderam em face da grande despesa, que será preciso fazer.

   Não se tem pedido neste sentido auxílio ao Governo, porque ou não o presta, ou quando queira prestá-lo, o faz por intermédio de um Engenheiro que no estudo e orçamento da obra ganhará a soma que seria suficiente a um particular industrioso para concluí-la. Feito este serviço, aliás pouco dispendioso, seria necessário, que os engenhos de ferro e de pau, que hoje há ao redor da lagoa, se quadruplicassem para moer a cana que ela produziria. Velmond.

Sessão de Consultas. Resposta a C. S. funcionário postal que deseja saber a origem do nome Maurity.

“... Mauriti é o antigo Povoado de Buriti, da então Comarca de Milagres, deste Estado. Elevado á categoria de Vila pelo Decreto n.° 51 de 22 de agosto de 1890, voltando a sua primeira condição, isto é, suprimido, pelo Decreto n.° 257, de 20 de 1895, e novamente anexado ao território do foro de Milagres. A sua inauguração teve lugar a 21 de outubro do mesmo ano (1890). O mais interessante, porém, foi que essa supressão se deu em virtude de representação da respectiva Câmara Municipal! Desconheço, quais, os motivos que atuaram no espírito dos edis mauritienses para interpor tão impatriótica medida, se é que, um lustro após de vida administrativa, reconheceram eles a falta de critério da administração estadual que o elevou aquela categoria, por não possuir os requisitos indispensáveis para essa elevação. A coisa está me cheirando mais a política de campanário. {Disputa Coité x Burity, = famílias Furtado Leite + Martins de Moraes x Dantas de Quental + Couto Cartaxo. 1890/1938. Aconteceu a morte do Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental e quarenta e seis anos se passaram até a intriga ser superada e Mauriti conseguir sua emancipação política.}

Maurity, portanto, foi Município; deixou de ser (Decreto n.° 257 citado) para mais tarde ser novamente restaurado Lei n.° 211, de 28 de outubro de 1924, e por último, perder a categoria de Vila, em virtude da Lei n.º 2.634, de 6 de outubro de 1928, conservando-se até agora como simples Povoado. O acatado Professor Dias da Rocha é de opinião que Maurity seja uma modificação ou corruptela do nome científico Buriti ou Meriti, (palmeira brasileira) que é mauritia vinifera, segundo Martius – de moro – nutrir e ti fruto. Também o Desembargador Paulino Nogueira, em seu Vocabulário Indígena, citando Martius, diz que Buriti, por sua vez, é corruptela de imbiriti, árvore que emite líquido, e que o verdadeiro nome da palmeira é murity, mas nos campos chama-se buriti.

   No antigo Povoado, abundavam tais palmeiras (buritis), sendo curial que, se elevando o mesmo á categoria superior de Vila, se procurasse um nome mais aproximado de sua significação científica. Ademais se perdurasse a denominação anterior do Povoado, ter-se-ia uma duplicata de vilas na nomenclatura da geografia do Brasil, pois, não muito longe, em um Estado limítrofe (Piauí) ao tempo de sua elevação. Já que existia uma outra com idêntico nome, se bem que acrescida de uma apelido – Buriti dos Lopes, por que é conhecida a pertencente ao território cearense. Ainda em Mato Grosso e Minas Gerais existem povoações com essa denominação. {NO próprio Cariri cearense havia a época um lugar Buriti, no Crato.} Cf. Eusébio Neri Alves de Sousa. Anais do Arquivo Público do Estado do Ceará. Tomo I – Ano I. Índice Geral Alfabético e Remissivo – Das – Datas de Sesmarias do Estado do Ceará. Oficinas Gráficas da Cadeia Pública, Fortaleza, 1933. p. 388/390. NO próprio Cariri cearense havia a época um lugar Buriti, no Crato. A luta para a autonomia municipal foi intensa, e somente foi terminar pelo Dec. N.º 448, de 20 de dezembro de 1938. Oficialmente, porquanto, na prática, os habitantes do Distrito do Coité, relutaram em aceitar, e apesar da situação geográfica, que não permitia outra opção aos coiteenses, por situarem-se a leste da sede. Ainda em 1951, em trabalho para a Revista do Instituto do Ceará, um seu ilustre filho, o Dr. José Leite Maranhão, teimava em se considerar milagrense. Mas, entra no caso um outro ingrediente: a mui antiga cisão familiar que durou um século... Coisas de antigamente. Cf. Fco. Augusto de Araújo Lima, Famílias Cearenses, Um. Editora Premius, Fortaleza, 2001 e Siará Grande - Uma Província Portuguesa no Nordeste Oriental do Brasil. Editora Expressão Gráfica, Fortaleza, 2016. Quatro Volumes, 2300 páginas.

 17.03.1888. O Cearense. Comunicado. Milagres. Ao Deputado Dr. Álvaro Caminha da Silva Tavares. O Engasgado. Querela sobre as eleições de 01.12.1884 e de 1888, em que o Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental é citado pelo Autor do Comunicado, Dr. Antônio Joaquim do Couto Cartaxo. O Dr. Couto Cartaxo faz sérias denúncias sobre a eleição.

18.04.1889. Constituição. Órgão Conservador. Noticiário. Faleceu ultimamente na Freguesia de Milagres a esposa do nosso bom amigo Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental (Quintal).

   Sobre este lamentável acontecimento escrevem-no um amigo o seguinte:

“Acaba de falecer (no final mês de fevereiro / mês de março de 1889) na Povoação do Burity, desta Paróquia, quase repentinamente, estando no quarto dia de resguardo d’um parto, Dona Ana Cordulina do Couto Cartaxo, virtuosa consorte do nosso prezado amigo e correligionário Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental (Quintal). Bem moça ainda (43 anos de idade) e quando a vida lhe era mais necessária. Para atender às necessidades da numerosa família que deixa carpindo o doloroso cálice da dor, a morte ceifou sua preciosa existência!

   Dotada de fisionomia singular, a finada tinha a fama da mais formosa entidade do seu sexo, nesta vasta Freguesia; e a esta qualidade associavam todas as outras que revelam os corações castos, sendo tida como modelo de virtudes cívicas e cristãs. 

   Pertencia a uma ilustre família de Cajazeiras, na Paraíba do Norte, a família do Couto Cartaxo, sendo portanto irmã do Sr. Dr. Antônio Joaquim do Couto Cartaxo.

  Aceitem pois, seu digno esposo e o Sr. Dr.  Cartaxo, nossos sentidos pêsames por tão fatal golpe que lhes sobreveio, enchendo o seu interior de dor e o exterior de luto.    À finada paz lá junto a Deus que recompensará sem dúvida, suas virtudes”.

 Dona Ana Cordulina deixou 14 filhos na orfandade, com a idade, o mais velho, 19 anos, a maioria de menor idade, o mais novo recém nascido. Três anos depois, 1892, morreria o Capitão Miguelzinho, ficando os órfãos a mercê da bondade da madrasta Clara Tavares Muniz de Quental e dos tios  paterno / materno, o Dr. Antônio Joaquim do Couto Cartaxo (irmão  de Ana Cordulina) e sua mulher Leopoldina Dantas de Quental (irmã do Capitão Miguelzinho).  

Termo de batismos de João Dantas de Quental Cartaxo. Aos dezoito dias do mês de março de 1889 anos, na Capela do Burity, desta Freguesia de Milagres, Bispado do Ceará, o Padre Manoel Furtado de Figueiredo batizou o párvulo João branco nascido a seis do mesmo mês e ano filho legítimo de Miguel Gonçalves Dantas de Quental (Quintal) e de Ana Cordulina Cartaxo Dantas naturais e batizados, ele nesta Freguesia e ela na Freguesia de Cajazeiras, Bispado de Pernambuco. Foram padrinhos o Padre Manoel Furtado de Figueiredo que batizou e Nossa Senhora. E para constar lavrei este assento que assino. O Vigário Manoel Rodrigues Lima.” Cf. Livro de Batismos, Ceará. familysearch.org.

  O Termo de óbito não foi encontrado, então a notícia do jornal Constituição - 18.04.1889. - é relevante pois nada se sabia da data da morte de Ana Cordulina, mas há de ser corrigida. A Senhora citada não faleceu no quarto dia depois do parto como fica demonstrado no termo de batismo do seu filho João. Ana Cordulina estava viva quando da realização do batismo, assim anotou o Padre Manoel Furtado de Figueiredo. O óbito aconteceu depois do 12° dia após o parto - dezoito de fevereiro. Pela dificuldade de comunicação a época fica justificado o engano e estabelecido como verdadeiro o seu falecimento entre o citado 18 de fevereiro e meados de março de 1889. 

27.08.1890. Jornal O Libertador. Com a denominação de Maurity, foi elevada a categoria de Vila a Povoação de Buriti do termo de Milagres. RIC, 1896. O Decreto Estadual de n° 51 de 27.08.1890, elevou à categoria de Vila a Povoação de Buriti, do termo de Milagres, com a denominação de Maurity. A Lei Estadual n° 257 de 20 de setembro de 1895, suprimiu o Município de Maurity anexando o seu território ao Município de Milagres. A supressão do município importa a supressão das novas categorias e denominação da nova localidade, que assim voltou ao seu primitivo estado de Povoação do Buriti. É um dia atrás do outro e anoite no meio...   

   Donativo Miguel Gonçalves Dantas de Quental

                                   

 

   O capitão Miguel  G.  Dantas de  Quintal, do  Burity  Grande em Milagres,  ofereceu  á  Igreja de N das Dores do Joazeiro um bonito instrumental de musica; pelo qual enjeitou mais d'uma vez,  o devido valor do custo. Jornal O Estado do Ceará. ANO I  Nº 254 – 19.06.1891. 

10.10.1891. O Estado do Ceará. Coletorias. Foram nomeados: O cidadão Nazário Furtado de Lacerda para o cargo de Coletor de Rendas do Estado no Município de Maurity e o cidadão Joaquim Gonçalves Dantas de Quintal, para o cargo de Escrivão da Coletoria do mesmo município.

11.03.1892. Libertador. Intendências Municipais. Foram nomeados para comporem o Conselho de Intendência Municipal de Maurity, Raimundo Dantas do Couto Cartaxo, Miguel Gonçalves Dantas de Quental, Joaquim Félix Pereira, Malaquias Leite de Araújo Lima e Antônio Luciano Pereira.

23.04.1892. Jornal A República (fusão do Libertador e Estado do Ceará).  De Maurity onde são verdadeiras influências republicanas, acham-se entre nós, (Fortaleza), os nossos distintos amigos Miguel Gonçalves Dantas de Quental (Quintal), Joaquim Gonçalves Dantas de Quental e Joaquim Henrique Nogueira, aos quais abraçamos.

27.04.1892. Jornal A República (fusão do Libertador e Estado do Ceará). Miguel Gonçalves Dantas de Quental nomeado primeiro suplente do Juiz Substituto do termo de Maurity, Comarca de Jardim. Para segundo suplente foi nomeado José Martins de Moraes, e para terceiro Joaquim Antônio Furtado.

20.05.1892. Jornal A República (fusão do Libertador e Estado do Ceará).  Atos: Demitidos os cidadãos Raimundo Dantas do Couto Cartaxo, Miguel Gonçalves Dantas de Quental, (Quintal), Joaquim Félix Pereira, Malaquias Leite de Araújo e Antônio Luciano Pereira de Intendentes do Município de Maurity.

21.05.1892. Jornal A República (fusão do Libertador e Estado do Ceará). De viagem para Maurity onde residia, faleceu em Lavras (da Mangabeira) no dia oito do corrente (08.05.1892), em consequência de uma febre gástrica o nosso distinto amigo Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental. Era um cidadão estimável e um bom pai de família. Paz a sua alma e pêsames à seus parentes. 

10.07.1892. Foram declaradas sem efeito as nomeações de Antônio Gonçalves Dantas de Quental e Joaquim Henrique Nogueira  para Coletor e Escrivão do Município de Maurity, visto não terem solicitado respectivos títulos, sendo nomeados para substituir ao 1° Joaquim Gonçalves Dantas de Quental e ao 2° Manoel Furtado de Lacerda.

22.07.1892. Jornal A República (fusão do Libertador e Estado do Ceará). Secretaria da Fazenda. Expediente de 13 de julho de 1892. Portarias. Declarando ao cidadão Joaquim Gonçalves Dantas de Quental que, por Ato do corrente ele foi nomeado para o cargo de Coletor das Rendas estaduais do Município de Maurity, cumprindo-lhe, portanto solicitar o respectivo título... O mesmo para o cidadão Manoel Furtado de Lacerda, nomeado para o cargo de Escrivão da Coletoria das Rendas do Município de Maurity.

10.08.1892. Jornal A República (fusão do Libertador e Estado do Ceará). Foi considerada sem efeito a nomeação de Joaquim Gonçalves Dantas de Quental para o lugar de Coletor Estadual de Maurity, visto não haver aceitado, sendo nomeado para substituí-lo Luís Furtado de Maria Lacerda Filho.

16.01.1894. Jornal A República (fusão do Libertador e Estado do Ceará). Nomeação do cidadão Joaquim Gonçalves Dantas de Quental (Rothéia) para o cargo de carcereiro da cadeia pública da Vila de Maurity.

22.02.1895. Jornal A República (fusão do Libertador e Estado do Ceará). Demissão do cidadão Joaquim Gonçalves Dantas de Quental (Rothéia) do cargo de carcereiro da cadeia pública da Vila de Maurity, e nomeando para igual cargo Antônio Pereira Nunes.

                                                

Anta, Dólmens simples abertos.

   Ascendência de Miguel Gonçalves Dantas de Quental.

    ETIMOLOGIA DA PALAVRA ANTA.

- Anta, Dólmens simples fechados: possuem a câmara dolmênica fechada, não tendo à partida nenhuma abertura, sendo necessária a remoção da tampa a quando de cada novo enterramento.

- Anta, Dólmens simples abertos: possuem a câmara dolmênica aberta na parte lateral da câmara, por uma abertura que pode assumir várias formas;

- Anta, Dólmens de corredor: possuem um corredor ou galeria de acesso à câmara formado por diversos esteios verticais, normalmente cobertos por lajes menores designadas por tampas. Alguns corredores apresentam um pequeno átrio no lado oposto à câmara. O corredor pode ter variadíssimos tamanhos; conhecem-se em Portugal antas com corredor de dezesseis metros de comprimento. “Acerca da origem da palavra anta, há diversas opiniões; uns querem que seja hebréia, outros da antiga fenícia, grega, latina, etc. As antas parecem que se edificaram antes da invasão dos árabes, porque o termo não é arábico, nem se lhe pôde atribuir uso algum profano ou religioso, porque os maometanos não têm altar, nem a sua lei lhes permite o uso dos sacrifícios, pois unicamente conservou o rito, que se executa na vila de Muna, junto a Meca, e o sacrifício, a que chamam Corban, no fim do grande Bairão, que executam, não em altares, mas em covas; também parece que não foram edificadas pelos godos, alanos e suevos, que tanto dominaram esta parte da Espanha, porque, quando entraram estes povos, já tinham conhecimento de Cristo, e não adoravam a idolatria, nem esta depois dos romanos foi dominante em Espanha. Todos confessam que as antas não são obra de romanos”. Fonte: http://www.arqnet.pt/dicionario/anta.html

De Antas, D’Antas, Dantas. Tapirus terrestris, nome vulgar, anta, do árabe lamt, anta - brasileira, anta – gameleira, tapir, tapira, (tupi) e anta – comum,  é um mamífero  da família Tapiridae e gênero Tapirus. Ocorre desde o sul da Venezuela até o norte da Argentina, em áreas abertas ou florestas próximas a cursos d'água.  Cf. http://pt.wikipedia.org. 

Rothéa, Rothéia, de rotear, governar o navio. Aquele que governa, comanda o navio. O radical Roth, de origem saxônica é comum a várias famílias. Rothéa tende a desaparecer como sobrenome no sul cearense. Cf. Fco. Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses, Um. Ed Premius, Fortaleza. 2001.p. 119. RIC. Carta do Dr. Theberge. Por J. Brígido dos Santos. Oferecido ao Instituto do Ceará. Crato, Novembro de 1859. p. 114/190. José Dantas Rhotéa e Gabriel José de Figueiredo, ambos de Milagres. 30.06.1832. Combate de São João do Rio do Peixe. Derrota de José Dantas Rothéa pelo Alferes Canuto José de Aguiar.      

       Os seis Dantas do Cariri cearense e da Paraíba.

       O Primeiro Dantas.

   Bartolomeu Pereira Dantas, Bartolomeu Dantas Pereira, nasceu no mês de agosto do ano de 1681, na Freguesia de São Pedro de Rubiães, Paredes de Coura, Viana do Castelo. Como consta no seu óbito. Filho de Domingos Pereira e de sua mulher Maria Fernandes Pereira, moradores em São Pedro de Rubiães, Paredes de Coura. O Dantas pioneiro no Cariri. Gostou e chamou o sobrinho.

Termo de batismo de Bartolomeu Pereira Dantas. “Aos vinte e cinco dias do mês de agosto do ano de 1681 eu Padre Domingos da Cunha Cura nesta Igreja de São Pedro de Rubiães batizei a Bartolomeu filho de Domingos Pereira e de sua mulher Maria Fernandes; foram padrinhos Baltazar Fernandes e .?. mulher de .?. Gonçalves e para constar fiz este assento que assinei era ut supra. Padre Domingos da Cunha.” Cf. Livro de Batismos, S. Pedro Rubiães. 

Bartolomeu faleceu a 02 de setembro de 1762, de idade 90 anos, pouco mais ou menos, (idade real 81 anos), solteiro, natural da Freguesia de Coura, (São Pedro de Rubiães), Paredes de Coura, Viana do Castelo, morador no Muritizinho do Riacho dos Porcos, Buritizinho, Buriti Grande, Mauriti, e foi sepultado na Capela de N. Senhora dos Milagres, da Freguesia de São José dos Cariris Novos, encomendado pelo Padre Antônio de Araújo Lima.

“Aos sete dias do mês de setembro de 1762, faleceu da vida presente Bartolomeu Pereira Dantas solteiro, morador no Muritizinho do Riacho dos Porcos natural de Coura do Reino de Portugal de idade de noventa anos pouco mais ou menos com todos os Sacramentos fez testamento porém foi aos ausentes por não declarar herdeiro; amortalhado em pano branco foi sepultado na Capela de Nossa Senhora dos Milagres do Riacho dos Porcos desta Freguesia de São José (dos Cariris Novos) encomendado pelo Padre Antônio de Araújo Lima de licença minha do que eu José Ferreira da Costa Cura dos Caririrs Novos fiz este termo aos seis dias do mês de setembro 1762 anos para constar. Padre José Ferreira da Costa.” Cf. Livro de Matrimônios e Óbitos. Missão Velha. 

   Bartolomeu no ano de 1734 comprou a Data e Sesmaria do Quichesi, Muriti Grande, Muritizinho, Buriti Grande, (confundida por muitos com a Data de Podimirim), concedida a 23 de junho de 1706, a quinze pessoas. Dos quinze hereos o Capitão Mor João de Barros Braga, n. Igarassu, Pernambuco, e que morou na Freguesia das Russas foi o único a tentar colonizá-la. Não alcançando o objetivo a passou ao sergipano, Coronel João Mendes Lobato e Lira, que por si, seus irmãos e cunhados vendem a 20 de outubro de 1734, a Bartolomeu Pereira Dantas. Presentes: o Tabelião José Gomes de Melo e as testemunhas Manoel Nogueira de Lucena e Cipriano Dias Soeiro.

   Bartolomeu Pereira Dantas, Sesmeiro também na Paraíba, no lugar Riacho de São Francisco, depois Riacho do Bartolomeu, Sítio chamado Bom Sucesso, sertão do Rio do Peixe “pagando renda a Casa da Torre, da Bahia,” após litígio com Francisco de Oliveira Ledo, consegue Sesmaria, a 11 de fevereiro de 1760. Morou no Riacho dos Porcos, Cariri cearense. Em 1754, vinte anos após a compra, vendeu metade do Buriti Grande, terra onde hoje se situa parte do município de Mauriti, Ceará, ao seu sobrinho paterno, o Capitão Antônio Pereira da Cunha, de igual naturalidade do tio, filho de Brás Pereira Dantas e de Ventura da Cunha, e casado com a baiana Inês Platena de Sá, filha o Capitão Antônio de Sá e Araújo e de Joana Maria de Carvalho. Ascendentes de muitos caririenses, através de sucessivos casamentos nas famílias Gonçalves Dantas Rothéia e Tavares de Quental. Cf. Livro de Batismos, São José do Ribamar, Aquiraz. 1773/1778. 64.  1777/1810. 93. Cf. LR3-15,17v. Cf. Livro de Matrimônios e Óbitos. Missão Velha. 1748/1832. 18. Cf. Livro de Óbitos, Nossa Senhora da Conceição, Sobral. 1774/1798. familysearch.org. 131. Cf. Livro de Batismos, Matrimônios e Óbitos, São Pedro de Rubiães, Paredes de Coura. 1611/1760. Cf. Livro de Batismos, Matrimônios e Óbitos, São Martinho de Coura, Paredes de Coura. 1557/1729. Cf. Livro de Batismos de São Martinho, Dume, Braga. 1693/1783. familysearch.org. Cf. João de Lyra Tavares. Apontamentos para a História Territorial da Parahyba. Ed. Fac-similar, Coleção Mossoroense. Ed. do Senado Federal, 1982. p. 281. Cf. Francisco Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses, Um. Ed Premius, Fortaleza. 2001. p. 387.

 

   O segundo Dantas no Mauriti, Cariri. Veio da Fonte d’Olho para o Cariri a convite de seu tio paterno (como foi demonstrado e documentado) Bartolomeu Pereira Dantas.

 Antônio Pereira da Cunha (Dantas) nasceu aos quatro dias do mês de julho de 1720, no lugar da Fonte do Olho, Fonte d’Olho, Freguesia de São Martinho de Coura, Paredes de Coura, Viana do Castelo, quarto filho de Brás Pereira Dantas e de Ventura da Cunha, naturais de São Martinho. Neto paterno de Domingos Pereira (Dantas) e de Maria Pereira. Neto materno do Padre Domingos da Cunha e de incógnita, provável ser Rufina Fernandes, solteira.

   Termo de batismo de Antônio Pereira da Cunha. Batizado com o duplo prenome Antônio José que não fez uso.  “Aos onze dias do mês de julho do ano de 1720 anos, de minha licença o Reverendo Padre Pedro Fernandes Prego batizou e pôs os Santos Óleos a Antônio José, filho de Brás Pereira e de sua mulher Ventura da Cunha, do lugar da Fonte do Olho; foram padrinhos, o Padre Gaspar de Araújo e Teodoria, Teodora, solteira, filha de Pedro Mendes, todos desta Freguesia, e nasceu aos quatro dias do dito mês de julho; os padrinhos aqui se assinaram era ut supra. O Vigário Padre Pedro Esteves Lovarinhas.”

   Termo de casamento dos pais de Antônio Pereira da Cunha.

Aos onze dias do mês de janeiro de 1710 anos em minha presença (Padre Pedro Esteves Lovarinhas) feitas as denunciações na forma do Sagrado Concílio Tridentino e Constituições deste Arcebispado se receberam Brás Pereira, filho de Domingos Pereira e de Maria Pereira, já defunta, moradores na Freguesia de São Pedro de Rubiães, Paredes de Coura, Viana do Castelo, com Ventura da Cunha, filha do Padre Domingos da Cunha, do lugar da Fonte do Olho, Coura, Paredes de Coura; (e não informa a mãe da contraente), se receberam sem impedimento algum; assistindo-lhes eu, Padre Pedro Esteves Lovarinhas, e por testemunhas; Luís da Cunha; Francisco da Cunha e João Gonçalves de Faria todos desta Freguesia, e Belchior Carvalho e Apolinário Barbosa ambos do lugar do Crasto (Crasto), Freguesia de Rubiães  era ut supra.”

   Termo de batismo de Brás. “Aos onze de agosto de 1688, o Padre Manoel Mendes Cura da Igreja de São Pedro de Rubiães, batizou a Brás filho de Domingos Pereira e de sua mulher Maria Fernandes. Foram padrinhos Gaspar Gonçalves e sua filha Mariana, todos desta Freguesia.”  Cf. Livro de Batismos, S. Pedro Rubiães. 

   Irmãos anotados de Antônio Pereira da Cunha.

  1. Luíza nasceu a 12 de novembro de 1712, no lugar da Fonte do Olho, e batizada a 20 do dito mês e ano, na Igreja de São Martinho de Coura, pelo Padre PedroEsteves Lovarinhas, Vigário. Padrinho, o Reverendo Padre Pedro Gomes Cura da Freguesia de Mentrestido, Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo, e madrinha, Luíza, solteira, filha de Pedro Afonso, do lugar Corredouros, da mesma Freguesia de Mentrestido.
  2. João nasceu a 25 de junho de 1716, no lugar da Fonte do Olho, e batizado a 02 de julho seguinte, na Igreja de São Martinho de Coura, pelo Padre Pedro Esteves Lovarinhas, Vigário. Padrinho, o Padre Domingos da Cunha, avô materno do batizando, e madrinha, Teodósia de Brito e Magalhães, do lugar da Fonte do Olho.
  3. Matias nasceu a 24 de fevereiro de 1719, no lugar da Fonte do Olho, e batizado a 1° de março seguinte, na Igreja de São Martinho de Coura, pelo Padre Pedro Esteves Lovarinhas, Vigário. Padrinho, Antônio, solteiro, filho de Francisco da Cunha, e madrinha, Rufina Fernandes, solteira, ama do Padre Domingos da Cunha, avô materno do batizando, todos do  lugar da Fonte do Olho, São Martinho de Coura. Será a D. Rufina Fernandes a avó paterna?
  4. Antônio Pereira da Cunha nasceu aos quatro de julho de 1720, supra.
  5. Luzia Maria nasceu a 13 de dezembro de 1723, no lugar da Fonte do Olho, e batizada a 19 do mesmo mês e ano, na Igreja de São Martinho de Coura, pelo Padre Pedro Esteves Lovarinhas, Vigário. Padrinhos, Francisco da Cunha e Rufina Fernandes, todos do lugar da Fonte do Olho, Coura, Paredes de Coura. Luzia Maria, filha de Brás Pereira e de Ventura da Cunha.
  6. Pedro nasceu a 07 de março de 1725, no lugar da Fonte do Olho, e batizado a 11 do dito mês e ano, na Igreja de São Martinho de Coura, pelo Padre Pedro Esteves Lovarinhas, Vigário. Padrinhos, o Padre PedroEsteves Lovarinhas e Micaela da Costa, do lugar da Giranda, Freguesia de São Paio de Água Longa, Concelho de Santo Tirso, Distrito do Porto.
  7. Maria nasceu a 25 de dezembro de 1728, no lugar da Fonte do Olho, e batizada a 02 de maio seguinte, na Igreja de São Martinho de Coura, pelo Padre Pedro Esteves Lovarinhas, Vigário. Padrinho, o Padre Manoel de Caldas Prego, Cura da Igreja de São Martinho, e madrinha, Maria Luíza, solteira, filha de Luís da Cunha, viúvo, do lugar da Fonte do Olho, Coura, Paredes de Coura.

O Coronel Antônio Pereira da Cunha aos 23 de agosto de 1754, com a idade de 33 anos e onze meses, comprou a metade do Sítio Buriti Grande, do seu tio paterno Bartolomeu Pereira Dantas, falecido a 02 de setembro de 1762, solteiro, não constando no seu testamento benefício algum ao seu sobrinho Coronel Antônio. Os seus bens foram “aos ausentes por não declarar herdeiro”, conforme consta no termo de óbitos.

Antônio Pereira da Cunha pai com a idade de 27 anos e meses casou-se jovem, em data incerta, com Inês Platena de Sá nasceu em Pambu, Bom Conselho, Bahia, filha do Capitão Antônio de Sá e Araújo, e de Joana Maria de Carvalho, ambos naturais da Bahia.

Filhos por Inês Platena de Sá  e Antônio Pereira da Cunha. Sete filhos anotados. 1.-7.

  1. Rosa Pereira da Cunha, batizada a 07 de março de 1748, no Sítio do Buritizinho, Mauriti, Ceará, pelo Cura de Santo Antônio dos Cariris Novos, Padre Cristóvão de Faria da Fonseca. Padrinhos, Bartolomeu Pereira Dantas, solteiro, e Rosa Maria Barbosa, mulher do Capitão Maior Francisco Pinto Cruz.
  2. Rosa casou-se com o Tenente Coronel Francisco Tavares Muniz nasceu em Goiana, Pernambuco, Irmão do Santíssimo Sacramento, Missão Velha, Ceará, a 23 de abril de 1791.

Pais de 1.1.-1.2.

1.1. João Tavares Muniz nasceu em Patos, Paraíba, Capitão, Irmão do Santíssimo, Missão Velha, a 20 de abril de 1794. Residiu na Fazenda Tapera, Missão Nova, Missão Velha, onde se casou com Francisca Maria de Jesus, (Teixeira), n. no Buriti Grande, Mauriti, Ceará.

Pais de 1.1.1.-1.1.4.

1.1.1. Antônia Maria de Jesus Tavares Muniz nasceu no Crato, Ceará. Casou-se com Francisco Alves de Quental, n. Goiana, Pernambuco, Capitão, pintista, proprietário do Santa Rosa, Bodó, Goianinha, Jamacaru, Missão Velha, filho do português José Dias Alves de Quental, José Dias Almeida de Quental, e de Ana Joaquina de Jesus. Ascendentes dos Araújo Lima, da Quixabinha, Mauriti, Ceará. Ver seus filhos, no título José Dias Alves de Quental. Cf. Fco. Augusto. Famílias Cearenses Um. 2001, p.359. Op. cic. Além dos filhos anotados, Francisco Alves de Quental e Bartolomeu Joaquim Alves de Quental, acrescentar: 

Mariana Joaquina da Trindade, natural do Recife, casou-se aos 21 de abril de 1804, pelas oito horas da noite, na Igreja de São Pedro da Vila de Santo Antônio do Recife, com José Antunes de Oliveira, n. Recife, filho de Francisco de Oliveira Antunes e de Úrsula Maria das Virgens. Presentes, o Padre José Elói da Silva, as testemunhas, Luciano José Tavares e Domingos da Silva Pereira de Mendonça. Cf. Livro de Registros de Casamentos, Vila de Santo Antônio, Recife. DSCF7187193.

1.1.2. Rita de Jesus Francisca Tavares casou-se com o paraibano Antônio Luís Alves Pequeno, residentes na Vila do Icó, Ceará. Pais de 1.1.2.1.-1.1.2.5.

1.1.2.1. Antônio Luís Alves Pequeno Jr. nasceu na Vila do Icó, Comerciante, membro da Guarda Nacional, Político, faleceu a 17 de novembro de 1884, na Vila do Crato.

Casou-se a 29 de julho de 1852, na Vila do Icó, com Maria Pinto Nogueira, n. Icó, filha de Vitorino Pinto Nogueira nasceu a 27 de fevereiro de 1806, no lugar Torrão, Freguesia de São Miguel de Silvares, Lousada, Porto, e de Ana Pinto Nogueira, filho de Antônio José Nogueira e de Maria Pinto (Ribeiro). Neto paterno de Antônio Nogueira e de Brízida Nunes, do lugar da Fonte, da mesma Freguesia de Silvares. Neto materno de Manoel Ribeiro e de Josefa Maria, da Freguesia de S. André de Cristelos, Lousada. Testemunhas na cerimônia religiosa de casamento, Joaquim Pinto Nogueira e Manoel Teixeira Pequeno.

Pais de 1.1.2.1.1.- 1.1.2.1.2.

1.1.2.1.1. Antônio Luís Alves Pequeno nasceu a 16 de dezembro de 1863, Crato, Ceará, onde falecu a 13 de agosto de 1942. Coronel, Comerciante e Político.

Casou-se às seis horas da tarde do dia 03 de outubro de 1908, na Igreja Paroquial (de N. Senhora da Penha) da cidade do Crato, Bispado do Ceará, presente o Padre Juvenal Caldas Maia, de licença do Vigário, com Mariêta Teixeira Mendes. O contraente de 45 anos de idade e a nubente sua sobrinha, 25 anos, filha do Coronel Alfredo Teixeira Mendes. No termo nada consta sobre naturalidade, dispensa de consanguinidade e ascendentes. Testemunhas, Júlio Alves Pequeno e Antônio Nogueira Pinheiro. Um Alfredo Teixeira Mendes, Bacharel em Direito, 1924, Fortaleza. Cf. Ademar Mendes Bezerra. Magistrados Cearenses no Império e na República. TJCE,1999, Fortaleza. p. 115.

1.1.2.1.2. Irinéa Pinto Nogueira nasceu no Crato, Ceará. Casou-se com Manoel Rodrigues Nogueira Pinheiro, Bacharel em Direito. Pais de:

1.1.2.1.2.1. Irineu Nogueira Pinheiro nasceu a 06 de janeiro de 1881, Crato Ceará, onde faleceu a 21 de maio de 1954, solteiro. Médico, Rio de Janeiro, 05.07.1910, historiador do Cariri cearense.

1.1.2.2. Manoel Teixeira Pequeno casou-se a 23 de julho de 1839, na Freguesia do Icó, com Sabina Nobre, filha de Francisco Teixeira Pequeno e de Córdula Nobre.

Pais de 1.1.2.2.1.- 1.1.2.2.2.

1.1.2.2.1. Rita Teixeira Pequeno casou-se a 15 de agosto de 1868, na Igreja Matriz de N. Senhora da Expectação do Icó, com Antônio Cosme de Albuquerque, n. na Freguesia do Icó, filho de Antônio Cosme de Albuquerque e de sua segunda mulher Cândida Pinto, filha do Tenente Coronel José Pinto Nogueira, n. Silvares, Lousada, Porto, e de Antônia Pinto Moreira Coelho, n. Icó. D. Cândida Pinto, irmã de Antônio Pinto Nogueira Accioly, o oligarca.

1.1.2.2.2. Antônio Teixeira Pequeno nasceu na Freguesia do Icó onde se casou a 18 de setembro de 1869, com Maria Ferreira Antero, n. Icó, filha de Antônio Herrera Antello, Antônio Ferreira Antero nasceu na Freguesia da Pena, Penha, Arcebispado de Santiago de Compostela, Espanha, e de Ana Joaquina do Espírito Santo, casados a 19 de setembro de 1850, na Vila do Icó. Neta paterna de Francisco Forgam e de Maria de Antello. Neta materna de João Evangelista do Espírito Santo e de Romana Luíza de Carvalho.

à 3ª,4ª e 5ª filha por João Tavares Muniz e Francisca Maria de Jesus, (Teixeira). 

1.1.2.3. Rita Carolina de Jesus nasceu na Vila do Icó, onde se casou a 31 de julho de 1852, com Joaquim Fiúza Lima Júnior, n. Icó, filho de Joaquim Fiúza Lima e de Maria Demétria do Coração de Jesus. Testemunhas, Antônio Luís Alves Pequeno (Jr.) e Luís Gonçalves Viana.

1.1.2.4. Maria Rita casou-se a 02 de fevereiro de 1843, na Igreja Matriz de N. Senhora da Expectação do Icó, dispensada no 2º grau de consanguinidade, com Manoel Joaquim Teixeira, filho de Antônio Teixeira Lopes e de Antônia Joaquina de Jesus, Antônia Teixeira Mendes. Neta materna de João André Teixeira Mendes Jr. e de Raquel Delfina da Encarnação, casados a 27 de abril de 1829, na Igreja Matriz do Icó.

Testemunhas na cerimônia religiosa do casamento realizado a 02.02.1843, Joaquim Pinto Noqueira e José Francisco Teixeira.

1.1.2.5. Joana Florinda de Jesus, Joana Luíza do Rosário filha de Antônio Luís Alves Pequeno e Dona Rita de Jesus Tavares  casou-se a 30 de outubro de 1843, no Sítio do Capim Pubo, Freguesia do Icó, com Manoel Moreira Pinheiro, filho de Manoel Moreira Maia e de Ana Felícia de Jesus. Testemunhas, o dono da CASA [Capim Pubo] Simião Pinheiro da Silva e Domingos e Alves Ferreira Cavalcante.

“Aos trinta dias do mês de outubro de 1843, no Sítio do Capim Pubo, em casa de Simião Pinheiro da Silva, não havendo impedimento algum Canônico ou Civil na facie de Christo presente sobre o altar portátil, em minha presença e das Testemunhas, o mesmo dono da casa o dito Simião Pinheiro da Silva e Domingos Alves Ferreira Cavalcante, se receberam em matrimônio Manoel Moreira Pinheiro, filho legítimo de Manoel Moreira Maia e Dona Ana Felícia de Jesus, com Joana Florinda de Jesus, filha legítima de Antônio Luís Alves Pequeno e Dona Rita de Jesus Tavares, já falecida, e logo lhes dei as bênçãos na forma do Ritual da Santa Igreja Romana e costume deste Bispado: de que para constar fiz este Termo em que me assino. O Vigário Miguel Joaquim Barbosa.” Cf. Livro de Matrimônios, Icó. 1840/1857. L46-108.

Luzia Francisca Maia casou-se a 08 de julho de 1834, na Igreja Matriz do Icó, com Antônio Alves de Alcântara Landim, f. de Domingos Alves Ferreira Cavalcante e de Maria Joana do Espírito Santo. Cf. Li19-203v ou Li32-408.

Maria Felícia de Jesus casou-se a 08.07.1834, na Igreja Matriz do Icó, com Domingos Alves Ferreira Cavalcante Júnior, f. de Domingos Alves Ferreira Cavalcante e de Maria Joana do Espírito Santo. O

à 3º e 4º filhos por João Tavares Muniz e Francisca Maria de Jesus (Teixeira).

1.1.3. Manoel Tavares Muniz nasceu no Crato, Ceará. Alferes. Casou-se com sua prima D. Bila, Isabel da Cruz Neves, filha do Tenente Antônio da Cruz Neves, n. Bahia e de Maria Vieira de Jesus, n. Jardim, Ceará.

1.1.4. João Tavares Muniz Filho, Irmão do Santíssimo, Missão Velha, Ceará, a 09 de abril de 1803.

Casou-se com Joana Maria do Espírito Santo. Pais de:

1.1.4.1. Maria da Luz de Jesus casou-se a 15 de janeiro de 1801, no Sítio Santa Rosa, Freguesia de Missão Velha, Ceará, com Luís Furtado Leite (Neto), n. Coité, Mauriti, Ceará, filho de Manoel Furtado Leite e de Joana Correia Platena, ambos de Cabrobó, Pernambuco.

Maria da Luz e seu marido residiram no Sítio do Olho d'Água Comprido, Missão Velha.

--> Segundo filho por Francisco Tavares Muniz e Rosa Pereira da Cunha.

1.2. Pedro Tavares Muniz nasceu em Jardim, Ceará. Capitão Mor, co-proprietário Buriti Grande, Mauriti, no ano de 1802.

--> Segundo / sétimo filhos por Inês Platena de Sá e Antônio Pereira da Cunha.

  1. José Pereira da Cunha nasceu no ano de <1739>, na Freguesia de N. Senhora do Bom Sucesso, Piancó, Paraíba, morador no lugar Buriti Grande, Mauriti, Ceará, propriedade de seus pais. Capitão. Casou-se a 28 de julho de 1766, “pela manhã,” na Fazenda de Santo Antônio, Freguesia de São José dos Cariris Novos, em presença do Cura Padre José Ferreira da Costa, e das testemunhas, José Maciel da Silva e Antônio Cardozo Noya Câzal Mayor, com Quitéria Maria de Oliveira, n. Cariri cearense, filha do Capitão Antônio (Bento) de Oliveira Rocha, e de Jerônima Fróes de Figueiredo, naturais da Freguesia de N. Senhora do Rosário, Penedo, Alagoas. Neta paterna de Bento de Oliveira Rocha, da Freguesia de ‘Queimada’, Arcebispado de Braga, (provável ser a Freguesia de Queimada, Armamar, Viseu) e de Joana da Rocha, Vila Nova, Sergipe Del Rey. Neta materna de Francisco Ferreira Fróes, Vila do Penedo, Alagoas, e de Francisca Ribeiro de Figueiredo, n. Vila Nova, Sergipe.
  2. Manoel Pereira de Sá nasceu no Buriti Grande, Mauriti e batizado a 24 de maio de 1750, na Capela de N. Senhora dos Milagres, Milagres Ceará, pelo Padre Cristóvão de Faria da Fonseca. Padrinhos, o Capitão Mor Francisco Pinto da Cruz e sua mulher Rosa Maria Barbosa.

   Manoel Pereira de Sá desaparecido no ano de 1820. Casou-se com Teresa Maria de Jesus, natural de Sousa, Paraíba.

  1. Francisco Pereira da Cunha nasceu no Buriti Grande, Mauriti, Ceará. Batizado a 05 de dezembro de 1752, no “Riacho dos Milagres,” Milagres, Ceará, Freguesia de N. Senhora da Luz dos Cariris Novos, pelo Padre Alexandre da Fonseca. Padrinhos, o Capitão Mor Francisco Pinto da Cruz e Francisca Josefa mulher do Coronel Manoel de Carvalho.
  2. Antônio Pereira da Cunha.
  3. Félix Pereira da Cunha.
  4. João Pereira da Cunha casou-se com Dona Inácia Maria de Jesus. A 09 de novembro de 1813, vende a Francisco Alves de Quental, parte, do Buriti Grande, Mauriti.

- Item 1. José Maciel da Silva, testemunha na cerimônia religiosa de casamento, era natural de Monte-Mor-o-Novo da América, Baturité, Ceará, filho de José Ribeiro dos Santos, PE, e de Maria de Brito, n. Baturité, solteira. Casou-se a 26.11.1766, na Igreja Matriz de São José dos Cariris Novos, Missão Velha, com Teresa de Jesus Maria, n. Cariri cearense, filha de Antônio de Souza Bernardes e de Rosa Maria do Espírito Santo.

Cf. Livro de Batismos, Missão Velha. 1748/1764. 06,13,19. Cf. Livro de Batismos, (e Matrimônios), Missão Velha. 1765/1770. 09v,12,17. Cas. 1790/1800. 97. Cf. Livro Missão Velha, Irmandade SS. 1791/1863. Nº 030. Cf. Li25-39v,53v,155,157 - Li34-245v. Cf. Livro de Matrimônios, Nossa Senhora da Penha, Crato. 1905/1909. 108. familysearch.org. Cf. Livro de Batismos, Matrimônios e Óbitos, São Martinho de Coura. 1557/1729. 330,339,351,363,369,387. Cf. Livro de Batismos, Matrimônios e Óbitos, São Martinho de Coura. 1723/1803. familysearch.org. 08,13,24. Cf. Livro de Batismos, Matrimônios e Óbitos. São Pedro de Rubiães. 1686/1770. 299. Cf. Irineu Pinheiro. Efemérides do Cariri. 1963. p. 149. Cf. Álbum do Seminário do Crato. 1925. p. 64,72. Cf. José de Figueiredo Brito. Revista Itaytera. 1959. p. 54. Duarte Júnior. Itaytera. 1955. p. 64. Abelardo F. Montenegro. Itaytera. 1982. p.139. Cf. Barão de Studart. Dicionário Bio - Bibliográfico Cearense. Typo-Litografia, Fortaleza. 1910. Vol. I. p. 384. Cf. Monsenhor Raimundo Augusto de Araújo Lima. As Famílias Furtado Leite e Martins de Morais. Revista do Instituto de Genealogia do Cariri. 1981. p. 42/85. Cf. Fco. Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses 1. Ed. Premius. Fortaleza. 2001. p. 393/396.

                                                            

   O terceiro, o quarto e o quinto Dantas no Mauriti, Cariri. De Antas, d’Antas, Dantas: Gonçalves Dantas, Gonçalves Rua, Dantas Rothéa. Cariri cearense e São João do Rio do Peixe, Paraíba. Os três irmãos vieram da Aldeia de Antas a convite do tio Antônio Pereira da Cunha (Dantas).

   Terceiro Dantas. O Capitão Antônio Gonçalves Dantas, filho de Manoel Gonçalves Rua e sua mulher Maria Gonçalves Dantas.

  Antônio Gonçalves Dantas nasceu no dia cinco de outubro de 1731, no lugar da Rua, Aldeia de Antas, Freguesia de São Pedro de Rubiães, Concelho de Paredes de Coura, Distrito de Viana do Castelo, norte de Portugal. Filho de Manoel Gonçalves Rua e de Maria Gonçalves Dantas. Batizado a onze do dito mês e ano, na Igreja de São Pedro, pelo Abade, Padre Luís Calisto da Costa Faria. Padrinho, o Reverendo Padre João Afonso e madrinha, Maria, solteira, filha de Matias Gonçalves e de sua mulher Ana Pereira, da Freguesia de São Miguel de Sapardos, Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo. Testemunhas, o Padre Domingos Pereira, da mesma Freguesia de Sapardos, e João Fernandes Roteia, do lugar de Antas, Rubiães. Neto paterno de Lourenço Gonçalves e de Maria Lourença, da Freguesia de de São Miguel de Sapardos, Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo. Neto materno de Domingos Fernandes e de Mariana Gonçalves, da Freguesia de São Pedro de Rubiães. Ver seus irmãos João Dantas Rothéa e Manoel Gonçalves Dantas. Cf. Livro de Batismos, Matrimônios, e Óbitos, São Pedro de Rubiães. Cf. Livro de Batismos, Matrimônios, e Óbitos, São Miguel de Sapardos. Cf. Livro de Batismos, São Pedro de Rubiães. Cf. Livro de Batismos, São Pedro de Rubiães. familysearch.org.  

       Irmãos anotados de Antônio Gonçalves Dantas.

  1. Francisca Luíza nasceu a 04 de fevereiro de 1723, no lugar da Rua, Aldeia Dantas, Freguesia de São Pedro de Rubiães, filha de Manoel Gonçalves e de Maria Gonçalves. Batizada a 09 seguinte, na Igreja de São Pedro, pelo Cura, Padre Manoel Fernandes. Padrinhos, o Padre Francisco da Rocha Pita, “desta Freguesia” e sua irmã Francisca Pereira de Castro, da Aldeia Dantas. Testemunhas, Domingos Fernandes, do lugar Barreiro, Aldeia Dantas e o Padre Francisco da Rocha Pita.
  2. João Dantas Rothéia nasceu a 04 de fevereiro de 1725, (mesmo dia e mês que sua irmã Francisca Luíza), no lugar da Rua, Aldeia Dantas, Freguesia de São Pedro de Rubiães, filho de Manoel Gonçalves e de Maria Gonçalves. Batizado a 14 seguinte, na Igreja de São Pedro, pelo Cura, Padre Manoel da Cunha. Padrinhos, João Fernandes Roteia e Francisca Gonçalves, solteira, filha de Domingos Fernandes, todos do lugar Dantas. Testemunhas, João Fernandes Roteia e Domingos Fernandes.
  3. Brizida nasceu a 06 de março de 1728, no lugar da Rua, Aldeia Dantas, Freguesia de São Pedro de Rubiães, filha de Manoel Gonçalves e de Maria Gonçalves. Batizada a 12 seguinte, na Igreja de São Pedro, pelo Cura, Padre Manoel da Cunha. Padrinho, o Padre Domingos Pereira, da Freguesia de São Miguel de Sapardos, Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo, e madrinha Teodora, solteira, filha de Matias Gonçalves e de sua mulher Ana Pereira, naturais da dita Freguesia de Sapardos.
  4. Maria Josefa nasceu a 07 de julho de 1734, no lugar da Rua, Aldeia Dantas, Freguesia de São Pedro de Rubiães, filha de Manoel Gonçalves e de Maria Gonçalves. Batizada a 14 seguinte, na Igreja de São Pedro, pelo Cura, Padre Manoel da Cunha. Padrinhos, Francisco Barbosa Dantas Bacelar e sua irmã Dona Maria Dantas Barbosa, do lugar Dantas. Testemunhas, Domingos Fernandes e João Fernandes Roteia.
  1. Manoel nasceu a 06 de agosto de 1737. Ver Manoel Gonçalves Dantas.

   Termo de casamento dos pais de Antônio Gonçalves Dantas.

“Aos dezessete dias do mês de maio de 1717 anos dadas as denunciações como consta do Sagrado Concílio e Constituições em minha presença Cura, Padre João Gracia Machado, se receberam Manoel Gonçalves (Rua), filho de Lourenço Gonçalves e de sua mulher Maria Lourença, já defuntos, da Freguesia de São Miguel de Sapardos, Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo, com Maria Gonçalves (Dantas, filha de Domingos Fernandes e de sua mulher Mariana Gonçalves, Maria Gonçalves, desta Freguesia de São Pedro de Rubiães, estando por testemunhas João Gonçalves Palhares e Veríssimo Gonçalves, ambos do lugar Dantas, “desta Freguesia” que aqui assinaram comigo era ut supra”.

   Termo de casamento dos avôs maternos de Antônio Gonçalves Dantas.

“Aos vinte e cinco dias do mês de setembro de 1686 anos se receberam em minha presença Abade Antônio Fernandes da Silva, Domingos Fernandes, filho de Gaspar Fernandes, já defunto e de sua mulher Páscoa Rodrigues, com Maria Gonçalves, filha Domingos Gonçalves e de sua mulher Sabina Gonçalves, todos da Freguesia de São Pedro de Rubiães, depois de dadas as denunciações na forma do Sagrado Concílio Tridentino e estando por testemunhas, João Gonçalves Larg.?. da Freguesia de Cossourado, Paredes de Coura, e Domingos Gonçalves Tinoco, da Freguesia de Rubiães de que fiz este assento que assinei era ut supra.”

O Capitão Antônio Gonçalves Dantas casou-se de idade 26 anos e seis meses, a 26 de junho de 1758, na Capela de N. Senhora dos Milagres, Milagres, Ceará, com Antônia Maria Barbosa, filha de Francisco Pinto da Cruz e de Rosa Maria Barbosa. Pais de:

  1. Antônia Benedita de São João Batista, que se casou a 10 de maio de 1798, na Capela do Sítio Nazaré, Milagres, com Antônio Furtado Leite, filho de Manoel Furtado Leite e de Joana Correia Platena. Neto paterno de Luís Furtado Leite e Almeida e de Beatriz de Sousa da Silveira. Neto materno de Domingos Dias da Costa e de Josefa Maria da Silveira.

Antônia Benedita de São João Batista e seu marido, Antônio Furtado Leite, pais de:

  • Antônio Furtado Leite Júnior.
  • Pedro Furtado Leite.
  • Rita Furtado Leite.
  • Um filho/a sem o registro.
  • Maria Furtado Leite, Pombinha.
  • Manoel Furtado Leite, estudados em Fco. Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses, Um. Ed Premius, Fortaleza. 2001.p. 145/201. Cf. Livro de Matrimônios. Missão Velha. familysearch.org. 1773/1810. 61. Cf. Livro de Batismos, Rubiães, Paredes de Coura, Viana do Castelo. 1711/1755. Não disponível. 

     Quarto Dantas no Cariri cearense e Paraíba.

 João Dantas Rothéa, Rotheia nasceu a 04 de fevereiro de 1725, (mesmo dia e mês que sua irmã Francisca Luíza), no lugar da Rua, Aldeia de Antas, Freguesia de São Pedro de Rubiães, Paredes de Coura, Viana do Castelo, e morreu em São João do Rio do Peixe, Paraíba, em data que não se pôde apurar.  Capitão Mor. Filho de Manoel Gonçalves Rua e de Maria Gonçalves Dantas. João foi batizado a 14 de fevereiro de 1725, na Igreja de São Pedro, pelo Cura, Padre Manoel da Cunha. Padrinhos, João Fernandes Roteia (sic) e Francisca Gonçalves, solteira, filha de Domingos Fernandes, todos do lugar Dantas. Testemunhas, João Fernandes Roteia e Domingos Fernandes. Neto paterno de Lourenço Gonçalves e de Maria Lourença, da Freguesia de São Miguel de Sapardos, Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo. Neto materno de Domingos Fernandes e de Mariana Gonçalves, da Freguesia de São Pedro de Rubiães. Ver seus irmãos Francisca, Brizida, Maria Josefa e Manoel Gonçalves Dantas, Antônio Gonçalves Dantas, e termo de casamento dos seus pais e avôs maternos. Cf. Livro de Batismos, São Pedro de Rubiães. . familysearch.org. 

   O Capitão Mor João Dantas Rothéia casou-se com Teresa de Jesus Maria da Silva, falecida a 07 de dezembro de 1812.  Desse consórcio nasceram os seguintes filhos:

  1. Teresa de Jesus.
  2. Ana de Jesus da Paz.
  3. José Dantas Rothea. Fundador da cidade de São João do Rio do Peixe. Cunhado de Joaquim Pinto Madeira.

José Dantas Rothea morreu a 18 de maio de 1862, aos 75 anos de idade, viúvo, em São João do Rio do Peixe, onde voltou a residir depois de ser beneficiado com um indulto de anistia, deixando os seguintes filhos: Raimundo Dantas Rothea,  Francisca  Dantas, Paulo  Joaquim Dantas,  Prudente Dantas Rothea, entre outros.

João Dantas Rothéia casou-se (2) com Ana de Jesus Dantas Pinheiro. Filhos:

  1. Maria Claudina de Jesus Dantas
  2. José Moreira Lima. Errado = Domingos João Dantas Rothéa.

Domingos João Dantas Rothéia, Capitão Mor. Nasceu no ano de 1790, Pombal, Paraíba. Irmão do Santíssimo. Missão Velha, 11 de abril de 1830. Residiu em Jardim, Ceará. Aos 30 de maio de 1869, seu escravo Sebastião, foi batizado na Igreja Matriz de Milagres, pelo Padre Cesário Claudiano de Oliveira Araújo. Cf. Livro de Batismos, Milagres. familysearch.org

Domingos João casou-se com Mariana Gonçalves Dantas, n. na Freguesia de N. Senhora dos Remédios do Jardim Rio do Peixe, PB, filha de Manoel Gonçalves Dantas e de Josefa de Melo Albuquerque. Pais de oito filhos, entre eles:

   Termo de batismo de André Gonçalves Dantas Rothéia. André, filho legítimo do Capitão Mor Domingos João Dantas Rothéia e de Dona Mariana Gonçalves Dantas, nasceu a 30 de novembro de 1815, e foi batizado no dia 10 de janeiro de 1816, pelo Padre Vicente José Pereira, nesta Vila de Santo Antônio do Jardim, (Cariri cearense), e foram seus padrinhos o Doutor João Damasceno Ferreira e Dona Antônia Moreira Barbosa, e para constar fiz este assento em que me assinei Padre Inácio da Cunha Cerqueira, Vigário Interino do Jardim.” Obs. O termo foi inserido no Livro de Batismos e Matrimônios, Jardim. 1835/1850.

   André Gonçalves Dantas Rothéia casou-se com Ana Pereira Tavares de Quental nasceu a 24 de fevereiro de 1813, filha de Francisco Alves de Quental, n. Goiana, Pernambuco, e de Antônia Maria de Jesus Tavares Muniz. D. Ana Pereira Tavares de Quental, foi batizada a 04 de março seguinte, na Vila do Crato, Ceará, pelo Coadjutor, Padre Pedro Ribeiro da Silva, sendo sua madrinha, a sua avó materna Francisca Maria de Jesus, mulher de João Tavares Muniz, tantum.

   Pais de Miguel Gonçalves Dantas de Quental e de Maria Leopoldina Dantas de Quental.

Cf. Livro de Batismos, São Pedro de Rubiães, Paredes de Coura. 1711/1755. Cf. Livro de Batismos e Matrimônios, Jardim. 1835/1850. Folha,37,38, imagem 43. Cf. Livro de Batismos, Crato. 1816/1819. Folha,24v, imagem 27. Cf. Livro da Imandade do SS, Missão Velha. 1791/1863. Nº181.

 

 

                                   

O Capitão Miguel e sua esposa Ana Cordulina do Couto Cartaxo.

 

        

O Capitão Miguelzinho e sua família.

 

 

             Miguel Gonçalves Dantas de Quental e Ana Cordulina do Couto Cartaxo, pais de: 

  • André Dantas de Quental Cartaxo
  • Ana Dantas de Quental Cartaxo
  • Joaquim Dantas de Quental Cartaxo
  • Idalina Dantas de Quental Cartaxo
  • Maria Carolina Dantas de Q. Cartaxo
  • José Dantas de Quental Cartaxo
  • Rosa Dantas de Quental Cartaxo
  • Josefina Dantas de Quental Cartaxo
  • André Dantas de Quental Cartaxo (2º)
  • Antônio Dantas de Quental Cartaxo
  • Emídio Dantas de Quental Cartaxo
  • Maria Dantas de Quental Cartaxo
  • Tomás Dantas de Quental Cartaxo
  • João Dantas de Quental Cartaxo, em consequência de problemas surgido no seu parto, faleceu sua mãe Ana Cordulina.

   

 Ana Dantas de Quental Cartaxo nasceu a 06 de junho de 1870 e foi batizada a 28 de setembro do mesmo ano, pelo Padre Martinho de Luna e Melo. Padrinhos, o Dr. Antônio Joaquim do Couto Cartaxo e Ana Josefa de Jesus. Um segundo termo para o mesmo batismo, informa que nasceu a 06 de junho de 1870 e foi batizada a 23 de outubro do mesmo ano, na Fazenda Descanso, Freguesia de Nossa Senhora da Piedade de Cajazeiras, Paraíba, sendo padrinhos Francisco Tavares de Quental e Ana Josefa de Jesus. Cf. Livro de Batismos. Milagres. 

Joaquim Dantas de Quental Cartaxo 19.07.1892. Jornal A República. Nomeado Coletor no Município de Mauriti. Diário Oficial do Ceará. 15.10.1914. Negócios da Justiça e Segurança. Atos. Exonerando Joaquim Dantas de Quental do cargo de 1° Suplente de Delegado de Polícia do termo de Milagres.

Idalina Dantas de Quental Cartaxo casou-se a 22 de outubro de 1894, às cinco horas tarde, na Capela do Mauriti, com José Amâncio (Furtado Leite) de Morais, presentes por testemunhas, Aristóteles leite Teixeira e João Leite de Morais. Cf. Livro de Matrimônios, Milagres. 

Pais de Amâncio Dantas Cartaxo de Morais, n. 02.03.1914, batizado a 22 de abril do mesmo ano, na Capela do Mauriti, filho de José Amâncio Furtado Leite de Morais e de Idalina Dantas de Quental Cartaxo. Cf. Famílias Cearenses 1, 2001, p. 42 Cf. L Bat Milagres. Casou em Fortaleza, no ano de 1937, escrito à margem.

Maria Carolina Dantas de Quental Cartaxo MARIA filha legitima do Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quintal e de Ana Cordulina Cartaxo Dantas nasceu a 06 de fevereiro de 1875 Batizada solenemente na Capela do Buriti Grande aos 27 de maio do mesmo ano pelo Vigário Joaquim Manoel de Sampaio foram Padrinhos o Capitão José Bezerra de Menezes e Ana Bezerra de Menezes Do que por verdade assino  O Vigário Joaquim Manoel de Sampaio”. A Margem: Maria B de branca. Obs. A tradição oral diz que Maria Carolina foi batizada na inauguração da Igreja do Mauriti e é verdade. Na mesma Igreja 27.05.1875, foram batizados: Pedro, f. de José Serafim Gonçalves e de Maria Francisca de Jesus. Maria, f. de Henrique Gomes e de Maria Antônia de Jesus. Joana, f. de João Luís da Silva e de Rita Maria da Conceição. A tradição oral dizia seis crianças batizadas no dia 27 de maio de 1875, na real foram Maria Carolina e mais as três crianças citadas, mas creio haver sido as primeiras a serem batizadas na Capela do Buriti Grande. Seguiram-se batizados a 1° de junho do dito ano de 1875. Lembrar que a Capela do Coité é anterior a do Buriti Grande. Cf. Livro de Batismos, Milagres. familysearch.org. 

José Dantas de Quental Cartaxo nasceu em Mauriti. Agropecuarista, casou-se a 28 de julho de 1902, na Capela de Mauriti, com Vicência de Paula Saraiva. Presentes o Padre Luís Furtado Maranhão, as testemunhas, Raimundo Dantas de Quental Cartaxo e Tobias de França Cartaxo. Cf. Livro de Matrimônios de Milagres. familysearch.org.

Rosa Dantas de Quental Cartaxo nasceu a 13 de julho de 1877 e foi batizada a 04 de outubro seguinte na Capela do Buriti, pelo Padre Serafim Gomes de Albuquerque. Padrinhos, Deodato Umbelino do Couto Cartaxo e Rosa Emília do Couto Cartaxo. Cf. L Batismos, Milagres. 1874/1877. Rosa Amélia termo de casamento. “Aos trinta de julho de 1895, nesta Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade de Cajazeiras, Tobias França Cartaxo, 23 anos, casou-se com Rosa Amélia Dantas Cartaxo, 18 anos, filha do Capitão Miguel Gonçalves Dantas de Quental. Dispensados no parentesco. Presentes, o Vigário Marcelino Vieira da Silva, as testemunhas, Sabino Gonçalves de Lima e Tiburtino Henrique do Couto Cartaxo. Tobias França Cartaxo nasceu a 16 de dezembro de 1872, em Cajazeiras, Paraíba, filho de Luís de França Bezerra e de Josefa Dina do Couto Cartaxo. Cf. Livro Matrimônios, Nossa Senhora da Piedade, Cajazeiras, Paraíba.  familysearch.org. 

Josefina Dantas de Quental Cartaxo nasceu a 06 de novembro de 1878 e foi batizada a 05 de janeiro de 1879, na Capela do Buriti, pelo Padre José Eugênio Malheiros Mota, de licença do Vigário Joaquim Manoel de Sampaio. Padrinhos, Joaquim Antônio do Couto Cartaxo e Dona Ana Joaquina de Jesus. Dona Josefina inupta e paralítica. Termo de Batismo: Josefina Dantas de Quental Cartaxo.  Josefina filha legítima do Capitão Miguel Dantas de Quintal e de Dona Ana Cordulina de Cartaxo Dantas nasceu a seis de novembro de 1878 e foi batizada na Capela do Buruty pelo Padre José Eugênio Malheiros Mota a cinco de janeiro de 1879; foram padrinhos, Joaquim Antônio do Couto Cartaxo e Caetana Joaquina de Jesus. Por verdade assinei. O Vigário Joaquim Manoel de Sampaio. Cf. Livro de Batismos, Milagres. familysearch.org.

André Dantas de Quental Cartaxo (2°)

Antônio Dantas de Quental Cartaxo nasceu a 20 de fevereiro de 1884 e foi batizado a 31 de março seguinte, pelo Padre Inácio de Souza Rolim. Padrinhos, João Martins de Moraes e sua mulher Maria Pereira de Moraes, pais da tia Lalômia Martins de Moraes, esposa de João Leite de Araújo Lima. Cf. Livro de Batismos, Milagres. familysearch.org.   

   Filho por Clara Tavares Muniz e Miguel Gonçalves Dantas de Quental.

   André Dantas de Quental.

Quinto Dantas no Cariri cearense.

  Manoel Gonçalves Dantas nasceu no dia seis de agosto do ano de 1737, no lugar Rua, Aldeia de Antas, Freguesia de São Pedro de Rubiães, Concelho de Paredes de Coura, Distrito de Viana do Castelo, Portugal. Filho de Manoel Gonçalves Rua e de Maria Gonçalves Dantas. Batizado aos onze dias do dito mês e ano, pelo Abade da Igreja de São Pedro, Padre Luís Calisto da Costa Faria. Padrinho, o Reverendo Padre Francisco Marinho da Silva, e madrinha, Jerônima Serpa de Barbosa, da dita Aldeia de Antas. Testemunha, João Gonçalves Tinoco, do lugar Rua, Aldeia de Antas, Freguesia de  Rubiães. Neto paterno de Lourenço Gonçalves e de Maria Lourença, da Freguesia de São Miguel de Sapardos, Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo. Neto materno de Domingos Fernandes e de Mariana Gonçalves, da Freguesia de São Pedro de Rubiães. Ver seus irmãos Francisca,  Brizida, Maria Josefa, João Dantas Rothéia, Antônio Gonçalves Dantas, e termo de casamento dos seus pais e avôs maternos.

Manoel Gonçalves Dantas casou-se com Josefa de Melo Albuquerque, n. na Freguesia de N. Senhora dos Remédios do Jardim Rio do Peixe, Paraíba. Pais de:

  1. Mariana Gonçalves Dantas, n. Sousa, Paraíba, casou-se com o seu primo Domingos João Dantas Rothéia, Pombal, Paraíba. Pais de oito filhos anotados.
  2. Luíza Gonçalves Dantas nasceu em Sousa, Paraíba. Casou-se com Francisco Antônio de Araújo Lima Júnior, n. na Freguesia de Missão Velha, filho de Francisco Antônio de Araújo Lima, n. na Freguesia de Refóios do Lima, Ponte de Lima, e de Edwiges Moreira de Sousa, n. na Freguesia de Missão Velha. Pais de oito filhos anotados.

Cf. Livro de Batismos, São Pedro de Rubiães. 1737/1845. 08. Cf. Livro Missão Velha, Cas. 1752/1763. familysearch.org. 97. Cf. Maria Luisa Linhares. Revista Itaytera. 1976. p. 122. Otacílio Ancelmo Silva. Revista Itaytera. 1969. p. 23. Cf. Raimundo Girão. O Ceará. 2ª Ed. 1945. p.304. Cf. Monsenhor Raimundo Augusto de Araújo Lima. RIC. 1975. p.184. Cf. Livro Missão Velha, Ce. Cas. 1790/1800. Folha, 27v. Cf. Livro de Batismos, Missão Velha. 1748/1764. 06,13,19. Cf. Livro de Batismos, (e Matrimônios), Missão Velha. 1765/1770. 09v,12,17. Cas. 1790/1800. 97. Cf. Livro Missão Velha, Irmande SS. 1791/1863. Nº 030. Cf. Li25-39v,53v,155,157 - Li34-245v. Cf. Livro de Matrimônios, Nossa Senhora da Penha, Crato. 1905/1909. 108. familysearch.org. Cf. Irineu Pinheiro. Efemérides do Cariri. 1963. p. 149. Cf. Álbum do Seminário do Crato. 1925. p. 64,72. Cf. José de Figueiredo Brito. Revista Itaytera. 1959. p. 54. Duarte Júnior. Itaytera. 1955. p. 64. Abelardo F. Montenegro. Itaytera. 1982. p.139. Cf. Barão de Studart. Dicionário Bio - Bibliográfico Cearense. Typo-Litografia, Fortaleza. 1910. Vol. I. p. 384.     

                         Registro de um primo dos Dantas, Paraíba & Ceará.

   Sexto Dantas no Cariri cearense. Primo legítimo por via materna dos irmãos citados Antônio, João e Manoel Gonçalves Dantas.

   Manoel Antônio Dantas nasceu a 17 de fevereiro de 1756, no lugar da Rua, Aldeia de Antas, Freguesia de São Pedro de Rubiães, Paredes de Coura, Viana do Castelo. Batizado a 25 seguinte, na Igreja de São Pedro, pelo Padre Antônio Luís da Costa Taveira, Abade da Freguesia de Rubiães. Padrinhos, Manoel Pereira e sua irmã Teodora Pereira, da Freguesia de São Miguel de Sapardos, Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo.

   Manoel Antônio Dantas, segundo filho de Antônio Gonçalves Rua e de Maria Josefa Dantas. Neto paterno de Manoel Gonçalves de Cubella e de Rosa da Cunha sua mulher. Neto materno de materno de Manoel Gonçalves Rua e de Maria Gonçalves Dantas, fregueses do lugar de Antas. Ver seus primos, Francisca, Brizida, Maria Josefa, Antônio Gonçalves Dantas, João Dantas Rothéia e Manoel Gonçalves Dantas.

Termo de casamento dos pais de Manoel Antônio Dantas.

“Em os nove dias do mês de agosto de 1753, dadas as denunciações na forma do Sagrado Concílio Tridentino e Constituições deste Arcebispado de Braga Primaz em presença de mim Luís Calisto da Costa e Faria Abade desta Igreja de São Pedro de Rubiães recebeu a Antônio Gonçalves Rua, filho legítimo de Manoel Gonçalves de Cubella e de sua mulher Rosa da Cunha, do lugar de Antas, Rubiães, neto paterno de Pedro Gonçalves e de Madalena Pires, do lugar de Antas; neto materno de João da Cunha e de Brízida Fernandes, que foram do lugar da Costa, Rubiães, com Maria Josefa Dantas, filha legítima de Manoel Gonçalves Rua e de sua mulher Maria Gonçalves Dantas, neta paterna de João Gonçalves e de Maria Lourenço, do lugar do Cruzeiro, Freguesia de São Miguel de Sapardos, Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo; neta materna de Domingos Fernandes e de Mariana Gonçalves, do lugar de Antas, Rubiães. Foram testemunhas, Pedro José, solteiro, filho de Manoel Pereira e de sua mulher Mariana da Cunha, do lugar do Terno, Freguesia de São Tiago de Infesta, Celorico de Basto, Braga, Antônio Fernandes, solteiro, filho de Pedro Fernandes e de Maria Fernandes, do lugar da Costa, Rubiães, e José Luís Fernandes, filho de Manoel Fernandes e de Maria Rodrigues, do lugar do Crasto,(Crasto), Freguesia de Ponte da Barca, Viana do Castelo.”

   Manoel Antônio Dantas casou-se de idade 40 anos e um dia, a 18 de fevereiro de 1796, na Fazenda Vazantes, Freguesia dos Cariris Novos, com Maria Isabel de Brito, n. Cariri, filha de Antônio Pereira de Brito, n. Cabrobó, Pernambuco, e de Rita Francisca de Jesus, n. Missão Nova, Missão Velha. Neta materna de Gonçalo de Oliveira Rocha, Penedo, Alagoas, e de sua 1ª mulher Francisca de Jesus, n. Sergipe. Presentes, o Padre Luís Marreiros da Silva, e as testemunhas, Antônio Gonçalves Dantas e Domingos Alves.

 

   Os Dantas do Rio Grande do Norte e de Patos, Paraíba, conforme trabalho apresentado por Francisco Augusto de Araújo Lima, no I° Encontro Nordestino de Genealogia, João Pessoa, Paraíba, Fevereiro de 2014, são do Concelho de Barcelos, Distrito de Braga, e constitui uma família distinta dos Dantas, de Paredes de Coura, Viana do Castelo até aqui estudados.

José de Antas Correia, José Dantas Correia Sênior nasceu ano de 1652, na Rua Nova, Vila de Barcelos, Distrito de Braga. Por engano citado como nascido na Paraíba ou Minho, e ainda, a 14 de dezembro de 1652. 

Termo de batismo de José de Antas Correia, Sênior. “Aos vinte e quatro de fevereiro de 1652 anos batizou o Padre Mestre Francisco Gomes da Silva, a José, filho de Antônio Dantas e sua mulher Maria da Costa. Padrinho, Manoel de Aguiar, Abade de Panque, Barcelos, Braga, e madrinha Maria de Aguiar, sua avó, (materna). Fiz e assinei Padre Francisco Gonçalves.” Obs. Pesquisa realizada nos livros eclesiais de Santa Maria Maior, Barcelos, Braga, e São Tiago, Poiares, Ponte de Lima, Viana do Castelo, não se encontrou um segundo JOSÉ. O primeiro poderia ter falecido.

      Irmãos anotados de José de Antas Correia Sênior.

  1. Manoel, batizado a 21 de março de 1650, em casa, pelo “Clérigo de Missa” Jerônimo da Costa. Padrinhos, João Fernandes e João Lourenço, sobrinho do Gerra (sic). Manoel faleceu com poucos dias de vida.
  2. Domingos nasceu na Rua Nova, Vila de Barcelos, e foi batizado a 22 de fevereiro de 1653, na Igreja de Santa Maria Maior, pelo Padre Antônio de Faria. Padrinhos, Ambrósio Fernandes e Baltazar Dantas Correia. Obs. Sem mais filhos até o ano de 1658, imagem 305. Outro José: até imagem 345, ano 1665.
  3. Maria, batizada a 08 de março de 1662, na Igreja de São Tiago de Poiares, Ponte de Lima, pelo Padre Diogo de Aguiar. Padrinho, David Soares de Carvalho, Abade de Balugães, Barcelos, Braga. Maria, filha de Antônio Dantas Correia e de Maria da Costa. Maria, filha de Antônio Dantas Correia e de Maria da Costa.

- Antônio, batizado a 28 de setembro de 1665, na Igreja de São Tiago de Poiares, Ponte de Lima, pelo Padre Padre Diogo de Aguiar. Padrinho, Francisco Gonçalves Peixoto, Reitor de Vitorino das Donas, Ponte de Lima.

Obs. A mãe é anotada como Catarina da Costa, o pai outro Antônio Dantas.

   José de Antas Correia Sênior, filho de Antônio de Antas Correia, batizado a 26 de fevereiro de 1627, em Barcelos, Braga, faleceu a 16.12.1686, e de Maria da Costa de Aguiar, ambos de Poiares, casados a 20.06.1649, em Barcelos, Braga, e ela falecida a 13.06.1682. Neto paterno de Belchior de Antas Correia faleceu a 04.12.1654, Barcelos, e de Catarina de Santiago da Silveira. Neto materno de Manoel da Costa e de Maria de Aguiar, naturais de Barcelos, Braga, ele falecido a 07.09.1644, e ela falecida a 16.04.1652. Catarina de Santiago da Silveira, filha de Jerônima de Morais e cujo pai se não conseguiu ainda localizar.

   Termo de batismo de Antônio de Antas Correia, pai de José de Antas Correia Sênior.

“Aos vinte e seis de fevereiro de 1627 anos batizou o Cônego Francisco de Amorim a Antônio, filho de Belchior de Antas e de sua mulher (Catarina de Santiago da Silveira); foram padrinhos, Antônio Dantas e Briolanja, sobrinhos do dito Belchior de Antas.”

   Resenha do termo de casamento de Antônio de Antas Correia.

“Aos vinte de junho de 1649 anos recebi eu  Padre Francisco Gonçalves, Coadjutor dados os Banhos conforme o Sagrado Concílio Tridentino em três domingos e dias santos contínuos a estação da missa da prima aos fregueses Antônio de Antas Correia, filho de Belchior de Antas e de sua mulher Catarina de Santiago, já defunta, com Maria da Costa, filha de Manoel da Costa, já defunto, e de Maria de Aguiar, na Capela do Senhor, (Nosso Senhor dos Passos, Barcelos, Braga,) e não houve nenhum impedimento; testemunhas Francisco Gomes, sapateiro, e Tomé de Medela e Álvaro de Vilas Boas e outras muitas pessoas, e por verdade fiz este assento. Padre Francisco Gonçalves Coadjutor.” Obs. Álvaro de Vilas Boas c.c. Beatriz Fernandes.

   Irmãos anotados de Antônio de Antas Correia, tios paternos de José de Antas Correia Sênior.

- Baltazar Dantas Correia Sobº, filho de Belchior de Antas Correia e de Catarina de Santiago, casou-se a 10 de julho de 1652, na Capela do Senhor, (Nosso Senhor dos Passos, Barcelos, Braga,) com Maria do Ó de Azevedo, filha do Licenciado Manoel Saraiva, já defunto, e de sua mulher Ângela de Azevedo. Presentes, o Coadjutor, Padre Francisco Gonçalves, as testemunhas, Antônio Machado Carmona, o Padre Manoel Vaz, João Gonçalves e muito mais gente. 

Baltazar Dantas Correia Sobº e D. Maria do Ó de Azevedo, batizam o filho Antônio, a 20 de junho de 1654, na Igreja de Santa Maria Maior, por padrinhos, o Licenciado Francisco Saraiva, da cidade de Braga, e Isabel Sanches, mulher de Luís da Rocha.       

- Domingos Dantas, filho de Belchior de Antas Correia e de Catarina de Santiago, “recebeu-se em Braga, na Cadeia com fiança no mês de dezembro de 1652 com Maria Rodrigues, filha de Antônio Rodrigues e de Isabel Antônia, desta Vila de Barcelos e dei certidão no mês de fevereiro de 1653, para se descarregarem da fiança, fiz e assinei Padre Francisco Gonçalves”. Não se sabe qual crime Domingos Dantas cometeu. Tal fato teria sido determinante para a mudança da família para Poiares, Ponte de Lima, Viana do Castelo?

 

  Termo de óbito de Maria da Costa. Mãe de José de Antas Correia Sênior.

“Aos 13 de junho de 1682 anos se faleceu Maria da Costa, mulher de Antônio de Dantas Correia, recebeu os Sacramentos da Santa Madre Igreja ... enterrou-se dento da Igreja (de São Tiago, de Poiares, Ponte de Lima).

 Termo de óbito de Antônio de Dantas Correia. Pai de José de Antas Correia Sênior.

“Aos 16 de dezembro de 1686 anos se faleceu Antônio de Dantas Correia, recebeu o Sacramento da Unção, por morrer de repente ... enterrou-se dentro da Igreja (de São Tiago de Poiares, Ponte de Lima, Viana do Castelo.)

Constata-se assim que a família havia passado a residir desde o ano de 1662, na Freguesia de Poiares, Ponte de Lima, Viana do Castelo, onde existia uma concentração de Dantas, p. ex. João Dantas, casado com Maria Gonçalves. Outro Antônio de Dantas Correia, casado com Isabel Rodrigues.

   O avô paterno de José de Antas Correia Sênior, Belchior de Antas Correia, filho de Antônio de Antas e de Maria Correia.

--> Antônio de Antas e Maria Correia (bisavôs paternos de José de Antas Correia Sênior,) pais ainda de A.-E.   

A- Hierônima Dantas, casou-se a 22.09.1614, com João Pinheiro, filho de Gaspar Pinheiro e de Maria Pinheiro.

B- Antônia, batizada no mês de dezembro de 1571, na Igreja de Santa Maria Maior, Barcelos, Braga, pelo Padre Baltazar Lopes, foram padrinhos, Baltazar Maciel e Catarina Maciel, mulher de Antônio do Moreira (?).

C- Baltazar Dantas Correia, batizado a 25 de abril de 1574, na Igreja de Santa Maria Maior, Barcelos, Braga, pelo Padre Francisco Araújo, Cônego e Cura, foram padrinhos, Maurício da Costa ( c.c. Maria Manoel), e a mulher de Ambrósio Nunes.

D- Ana, batizada a 22 de junho de 1575, na Igreja de Santa Maria Maior, Barcelos, Braga, pelo Padre Francisco Araújo, Cônego e Cura, foram padrinhos, Gaspar Pereira e (Catarina Maciel), mulher de Diogo de Amorim, Diogo da Morim. Ana, filha de Antônio Dantas, Cam. ou Tam.

E- Diogo, batizado a 23 de agosto de 1580. Padrinho, ilegível.

    Termo de óbito de Belchior de Antas Correia, avô paterno de José de Antas Correia, Sênior.

“Aos quatro dias do mês de dezembro de 1654 anos faleceu Belchior de Antas Correia com todos os Sacramentos da Igreja, enterrou-se na mesma (Igreja de Santa Maria Maior, Barcelos, Braga,) deu oferta que levaram o Provedor e mais Irmãos, fizeram-lhe o presente ofício geral fiz e assinei, Padre Francisco Gonçalves.”

   A cinco de abril de 1630, faleceu um menino, filho de  Belchior de Antas. Sem mais informações. 

A avó paterna de José de Antas Correia Sênior, Catarina de Santiago, filha de Jerônima de Morais e de um Senhor ainda não identificado.

   Irmã anotada de Catarina de Santiago.

- Maria de Santiago, donzela, faleceu a 10 de janeiro de 1647, na Rua Direita, Barcelos, Braga, com todos os Sacramentos, filha de Jerônima de Morais, viúva; deu oferta de dois carneiros e dois alqueires de trigo e dois cântaros de vinho, a metade mandei para a casa de Dona Maria, filha do Reverendo Dom Prior, e a outra metade mandei para a casa do Reverendo Cura Gaspar Pinto Correia, o presente lhe fizeram ofício geral, enterrou-se na Igreja Matriz de Santa Maria Maior, junto a escada do Coro, fiz e assinei Padre Francisco Gonçalves.”

“D. Jerônima de Morais (bisavó paterna de José de Antas Correia Sênior) faleceu no dia  26 de março de 1647, já viúva, com todos os Sacramentos, não deu oferta, enterrou-se na Igreja Matriz de Santa Maria Maior, Barcelos, Braga, acompanhamento geral, fiz três ofícios gerais, fiz e assinei Padre Francisco Gonçalves.”

  Termo de óbito de Manoel da Costa e de Maria de Aguiar. Avôs maternos de José de Antas Correia, Sênior.

“Aos sete de setembro de 1644 anos se faleceu Manoel da Costa da Rua Nova, (Barcelos, Braga,) com todos os Sacramentos da Igreja foi no hábito de São Francisco, (sic) enterrou-se na Igreja Matriz (de Santa Maria Maior, Barcelos, Braga,) acompanhamento geral, deu oferta para os Cônegos e Prior, seis tostões de Carneiros, seis tostões de trigo, e três pichéis de vinho, que tudo se partiu e assinei Padre Francisco Gonçalves.”

Obs. Pichel: Vasilha para tirar vinho das pipas.

“Aos dezesseis dias do mês de abril de 1652 anos, faleceu Maria da Costa, junto a Cadeia, com todos os Sacramentos da Igreja, enterrou-se na Cruz, fiz e assinei, Padre Francisco Gonçalves.”  Obs. Por engano citada como falecida a 03 de fevereiro de 1644.

    A avó materna de José de Antas Correia Sênior, Dona Maria de Aguiar, filha de Baltazar Gomes e de Eugênia de Aguiar. Neta materna de Afonso Dias de Aguiar, (f. de João Fernandes e de Isabel Anes), e de Ana Francisca de Faria, (f. de Fernão de Faria e de Brízida Rodrigues), neta paterna de Pedro de Faria, (f. de Martim Rodrigues de Araújo e de Catarina Afonso de Faria),  e de Isabel Fernandes, (f. de Francisco Fernandes e de Clara Afonso).

Cf. Livro Batismos, Santa Maria Maior, Barcelos. 1570/1706. 48. D. Catarina Afonso de Faria, f. de Vasco Afonso de Faria e de Teresa Moreira, neta paterna de Afonso Anes Faria (filho de João Álvares de Faria e de Alda Martins Moreira)* e de Brites de Melo. *Continua. Cf. Livro de Batismos, Santa Maria Maior, Barcelos, Braga. familysearch.org. 1570/1706. 10,16,18,26,132,260, 268,275,283. Cf. Livro de Matrimônios, Santa Maria Maior, Barcelos, Braga. 1613/1635. 05. Cf. Livro de Matrimônios, Santa Maria Maior, Barcelos, Braga. familysearch.org. 1644/1752. 19,26,27. Cf. Livro de Óbitos, Santa Maria Maior, Barcelos, Braga. familysearch.org. 1574/1637. 44. Cf. Livro de Óbitos, Santa Maria Maior, Barcelos, Braga. familysearch.org. 1643/1723. 06,24,25,55,65. Cf. Livro de Batismos, Matrimônios e Óbitos, São Tiago, Poiares, Ponte de Lima. 1632/1844. 38,41,189,201.

Continua segunda parte. https://www.familiascearenses.com.br/index.php/2-uncategorised/135-memoria-real-e-afetiva-de-mauriti-segunda-parte