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 A quinta filha de Manoel Henriques da Fonseca Júnior e de D. Joana do Rego, Josefa nasceu no ano de 1718 e adotou um segundo prenome Maria e por cognome dos Reis, prática comum nas mulheres da sua época, que via de regra não usavam sobrenome paterno e/ou materno. O comum era p. ex. Ana Rita de Jesus, filha de Antônio de Castro Viana e de Isabel Francisca Xavier, enfim era tradição os nomes femininos nada terem da genealogia familiar.

Quando usado tinham por norma seguir a alcunha da mãe, raro uma filha adotar o sobrenome paterno. Acontecia ainda de um filho, “filho-macho”, ser escolhido para dar continuidade ao apelido materno. Um exemplo bem conhecido: os gêmeos Cosme Ribeiro Bessa e Antônio de Holanda Cavalcante. Cosme, continuador da linhagem do seu pai Manoel Ribeiro Bessa, Antônio, da sua mãe, Ana de Holanda Cavalcante.

Já o Capitão Mor do Ceará, Francisco Xavier de Miranda Henriques, n. em Portugal, pai de, Antônio José Correia de Sá, (Correia de Sá, homenagem a sua avó paterna), pai de: Francisco Xavier de Miranda Henriques casado com Ana dos Mártires do Espírito Santo. Não havia regra rígida na adoção dos sobrenomes.

 Josefa Maria dos Reis casou-se (1) de idade 17 anos, a 22 de novembro de 1735, na Igreja Matriz de São José do Ribamar* da Fortaleza, com Antônio de Freitas Coutinho, n. Sergipe, alcaide, carcereiro, e tesoureiro do cofre dos órfãos, filho de Pedro de Freitas Falheiro e de Margarida de Brito Coutinho. Presentes, o Coadjutor da Freguesia da Capitania do Ceará Grande, Padre Luís Teixeira de Aguiar, os “padrinhos,” o Tenente Coronel José Correia Peralta, o Sargento Mor Manoel de Brito.

* São José do Ribamar segundo orago de Aquiraz, pertenceu ora a Fortaleza ora a Aquiraz, dentro da acirrada disputa acontecida entre as duas Vilas. Tal era a confusão que existem registros “Freguesia de São José do Ribamar de Nossa Senhora da Assunção”, por incapacidade eclesiástica de definir quem era quem.

Exige cuidado na leitura para separar os termos da Fortaleza dos de Aquiraz, mas o livro onde se encontra o termo de casamento de Josefa, diz tudo: Livro de Batismos, (Misto), São José da Catedral, Fortaleza, 1726 / 1770.

- Antônio de Freitas Coutinho, a 05 de agosto de 1761, na Igreja Matriz da Fortaleza, é testemunha, no casamento de Antônio da Cunha Pereira, filho de Pascoal Nunes Pereira Jr. e de Antônia da Cunha, com Maria dos Prazeres, filha de Sebastião da Cunha Saraiva e de Teresa de Jesus Maria.

 Sua mulher D. Josefa, é encontrada sendo madrinha cinco vezes, pesquisa rápida, não focada para o tema, nos Livros Eclesiais da Freguesia de São José da Catedral, Fortaleza:

- A 20 de julho de 1734, na Igreja Matriz do Forte, Fortaleza, é madrinha de Félix, filho de José e de Caetana, escravos do Sargento Mor Manoel de Brito. Padrinho, Luís Teixeira e o Vigário, Padre Antônio de Aguiar Pereira, ministrou o sacramento do batismo.

- A 27 de janeiro de 1772, na Igreja Matriz da Vila da Fortaleza, é madrinha de Maria, filha de Francisco de Matos Velho e de Luzia Quitéria de Oliveira. Padrinho, Cristóvão Nunes Vieira, solteiro.

- Madrinha a 18 de março de 1775, na Igreja Matriz de Fortaleza, de Feliciana, filha de Antônio de Castro Viana e de Isabel Francisca Xavier, moradores na Vila da Fortaleza. Padrinho, o Doutor Ouvidor João da Costa Carneiro e Sá, solteiro. A inocente Feliciana faleceu da vida presente no dia 26 do mês de julho de 1777, com a idade de dois anos.

- No dia 14 de maio de 1777, na Igreja Matriz de N. Senhora da Assunção da Vila da Fortaleza, é madrinha de Ana, filha de Antônio Pereira Pacheco, da Freguesia de Paus dos Ferros, Rio Grande do Norte, e de Cipriana Pereira, de igual naturalidade do marido, moradores no Porangabussu, atual Bairro de Rodolfo Teófilo, Fortaleza.

-  A 26 de maio de 1778, na Igreja Matriz da Vila da Fortaleza, é madrinha de Feliciana, filha de Antônio de Castro Viana e de Isabel Francisca Xavier. Padrinho, José da Costa Dias e Barros, Doutor Ouvidor da Comarca do Ceará. Irmão da Confraria  do Santíssimo Sacramento da Vila do Aracati, a 30 de março de 1782. Cf. Arquivo Público do Ceará. Pesquisa: Ronald Tavares.

Tais registros, somados ao fato de haver Josefa Maria dos Reis se casado as duas vezes, batizado Joaquim exposto a porta da sua casa, o óbito e sepultamento do segundo marido, e ter sido sepultada, todos eventos na Igreja Matriz da Fortaleza, sempre anotada como moradora na Vila da Fortaleza, demonstram que Josefa Maria dos Reis frequentava a Igreja e residiu na Vila da Fortaleza, e não como foi divulgado, por engano, na Vila de Aquiraz.

Josefa casou-se (2) de idade 46 anos, a 09 de julho de 1764, na Igreja Matriz do Forte, Fortaleza, com Jacinto Coelho Frazão nasceu na Paraíba, morou em Baturité, Sobral, Parangaba, onde foi Juiz Ordinário, (Arronches, 1762), Sítio da Lagoa do Enchu, Ribeira do Banabuiú, e Fortaleza, viúvo, segundo marido que foi de Maria Lopes Leitão.

Maria Lopes Leitão* falecida a 22 de abril de 1764, de idade 50 anos, pouco mais ou menos, sepultada na Igreja Matriz da Caiçara, Sobral, das grades para cima.

Presentes a cerimônia de casamento, o Cura do Ceará, Fortaleza, Padre Vicente Correia Leal, as testemunhas, João Carneiro de Souza, Paulo José Teixeira da Cunha, (residente na Vila da Fortaleza, Capitão Mor).

Jacinto faleceu a 23 de agosto de 1771, então morador na Vila da Fortaleza, de idade que representava ter 50 anos, pouco mais ou menos, com os sacramentos da Penitência e da Extrema-unção, sem testamento, sepultado a 24 de agosto, na Igreja Matriz de N. Senhora da Assunção da Fortaleza, das grades para cima, e era filho de Cosme Frazão de Figueiroa, n. Paraíba, e de Maria Coelho de Vasconcelos, falecida na Fazenda Sapó, Freguesia de Sobral, a 10 de maio de 1779. Neto materno do Coronel Luís de Oliveira Camacho** e de Maria de Abreu Bezerra.

*Maria Lopes Leitão, falecida a 22 de abril de 1764, e sepultada na Igreja Matriz da Caiçara, Sobral, casou-se (1) com José Leitão Arnoso, n. em Pernambuco, filho de João Leitão Arnoso, n. Pernambuco, Sesmeiro no Rio Grande do Norte, e de Laura de Melo. Neto paterno do Capitão Bento da Costa Brito, n. Portugal e de Maria da Costa Leitão, n. em Pernambuco.

  Do 1º matrimônio de Maria Lopes Leitão com José Leitão Arnoso, pais de:

- Antônia Maria Lopes Leitão que se casou a 02 de setembro de 1747, na Igreja Matriz da Caiçara, Sobral, com José Mendes Machado, n. na Paraíba, dono da Fazenda Caiçara, Sobral, falecido a 26 de dezembro de 1771, filho de Cosme Frazão de Figueiroa, n. na Paraíba, e de Maria Coelho de Vasconcelos.

Um Vitorino José Mendes Machado, solteiro e Dona Inácia Maria mulher de Francisco Rodrigues da Cruz, foram padrinhos de Joana f. de João Lopes e de Helena de Sá, batizada a 10.05.1781. na Igreja Matriz de Sobral, pelo Padre João Ribeiro Pessoa. Cf. Livro de Batismo, Sobral.  1777/1783. familysearch.org. 237.

- Cosme Leitão Arnoso casou-se com Ana Maria de Jesus, falecida a 1º de janeiro de 1765, sepultada na Igreja Matriz da Caiçara, filha de Caetano Gomes da Silva e de Francisca Maria de Vasconcelos, casados a 15 de janeiro de 1742.

Caetano Gomes da Silva, n. Tracunhaém, e Francisca Maria de Vasconcelos, Albuquerque, n. PB pais ainda de:

- Mariana Gomes de Albuquerque n. Freg. Sobral, c.c. José de Faria e Souza, n. Cabo, PE, f. de Apolinário Cardoso e de Josefa Maria, naturais do Cabo, PE. Mariana e José pais de LOURENÇA n. 08.01.1780, e foi batizada a 19.04 do dito ano, na Igreja Matriz de Sobral, pelo Padre Antônio Jácome Bezerra. Padrinhos, o Ajudante Manoel Carneiro da Costa, casado,  PP apresentada por Pedro Enes da Rocha Moreira, solteiro, moradores na Freguesia de Sobral, tantum. Cf. Livro de Batismo, Sobral.  

**Luís de Oliveira Camacho, n. na Freguesia da Sé de Olinda, Pernambuco, morador no Caraú, Freguesia de Itamaracá, filho do Coronel João Oliveira Camacho e de Inácia Pereira de Azevedo, casou-se a 03 de março de 1710, na Capela do Engenho Caraú, N. Senhora do Bom Sucesso, da Igreja Matriz de N. Senhora da Conceição, Vila Itamaracá, Pernambuco, com Maria de Abreu Bezerra, n. Engenho Caraú, filha de Francisco de Brito Pereira e de Joana da Costa Leitão.

O Capitão Cosme Frazão de Figueiroa faleceu a 18 de março de 1762, na Fazenda Sapó, Freguesia de Sobral, “de doença que Deus lhe deu”, de idade de 70 anos pouco mais ou menos, com todos os sacramentos, homem branco, freguês deste Curato. Fez solene testamento no qual deixa por testamenteiros a seu filho José Mendes Machado, a José de Xerez Furna Uchoa e a Gonçalo Ferreira da Ponte. Deixa que seu corpo seja sepultado nesta Matriz, (Nossa Senhora da Conceição da Caiçara, Sobral,) na porta da Igreja principal, da parte de dentro, e envolto em hábito franciscano; que acompanhem dois sacerdotes, sendo primeiro depositado em uma casa para ser acompanhado ao enterramento com os Irmãos do Orago e das Almas. Item deixa que acompanhem o seu corpo dois Sacerdotes. Item deixa duas capelas e meia de missas, uma capela ao Anjo da Guarda, outra ao santo do seu nome, outra capela a Nossa Senhora da Conceição e meia capela pelas almas de seus pais, com esmolas de duzentos e quarenta, e mais duas missas de corpo presente com esmola de trezentos e vinte. Foi sepultado na Matriz aonde pede no seu testamento, envolto em hábito franciscano e encomendado por mim de que fiz este termo. Manoel da Fonseca Jaime, Cura do Acaracu.

Josefa Maria dos Reis, não teve filhos do 1º matrimônio. No início do mês de março de 1741, foi exposto a porta de sua casa, Joaquim, batizado a 11 de março do dito ano de 1741, na Igreja Matriz da Fortaleza, pelo Padre José Gomes Barreto. Padrinhos, Luís Ribeiro Monção, casado, e Francisca da Fonseca, casada. Do segundo matrimônio sem geração.

   Josefa faleceu com a idade real de 71 anos, “de mais de 80 anos, para o termo de óbito”, aos 12 dias do mês de novembro de 1789, moradora na Vila da Fortaleza, recebeu todos os Sacramentos, e deixou testamento.

Testamenteiros: o Capitão Mor Antônio de Castro Viana, compadre duas vezes da falecida e morador na Vila da Fortaleza, Felipe Lourenço e Gregório Álvares Pontes, Juiz Ordinário de Fortaleza, 1796, Vereador, Juiz de Órfãos, Capitão Mor da Vila da Fortaleza, 1802.

No testamento ordena:

“que seu corpo fosse envolto em hábito de São Francisco, e mais, deixou uma Capela de Missas para a Santa de seu nome, outra para São Francisco, outra Capela de Missas, ao Anjo da sua Guarda, outra a São Francisco, outra as Onze Mil Virgens, Capela de Missas a N. Senhora das Dores, mais Capela a N. Senhora do Rosário, mais uma Capela a N. Senhora da Conceição, mais uma Capela de Missas pela alma de seus pais, mais uma Capela de Missas pela alma de seus dois maridos e de sua escrava Luzia, uma pelas Almas, uma Capela pelo Santíssimo Sacramento, uma esmola em intenção dos dízimos a quem tinha pago o décimo, uma Capela de Missas a Santo Antônio, com todos os serviços satisfeitos com a esmola de ‘duzentos e quatrocentos’, uma de mil réis para a Irmandade do Santíssimo Sacramento, dez a Irmandade de São José, Orago da Matriz, dez a Irmandade das Almas, da mesma Matriz. Assina o termo o Padre Félix Saraiva Leão, Pároco de N. Senhora da Assunção da Vila da Fortaleza. Foi  sepultada das grades para cima, na Igreja Matriz de N. Senhora da Assunção da Vila da Fortaleza, acompanhada pelo Pároco, por todas as Confrarias e por todos os Sacerdotes que puderam ser alcançados, e o mesmo Reverendo Pároco e mais Sacerdotes que assistiram ao seu funeral e rezaram missa de corpo presente”.

    Josefa Maria dos Reis, na crônica histórica é citada com ênfase como perseguida por ser cristã nova, “refugiada em Aquiraz”. Nunca residiu em Aquiraz e sim em Fortaleza.

Não há documentos que comprovem a perseguição, ao contrário, anota-se a marcante presença de D. Josefa, mesmo depois de viúva, nos livros eclesiais da Igreja Católica da Vila da Fortaleza.

O termo de óbito de D. Josefa, rico em informações, evidencia a incoerência de haver sido perseguida. Estranho tanta devoção na hora da morte para uma cristã nova forçada, notadamente sem filhos, sem preocupação de uma atitude sua anti-cristã, nos últimos momentos de sua vida, viessem a prejudicar alguém, o marido já era falecido.

Admite-se que se tenha convertido por convicção ou nunca tenha praticado o judaísmo. Além do conhecimento de que não havia “padrinho forte” que protegesse alguém do Tribunal do Santo Ofício. O elevado gasto despendido no seu funeral equivale ao valor de uma fazenda rural bem estruturada.

Obs. Capela de Missa: significa a quantidade de cinquenta missas celebradas do primeiro  dia do falecimento ao quinquagésimo dia do sepultamento.  

Filhos por Josefa Maria dos Reis e Jacinto Coelho Frazão. Sem geração.

Filhos por Jacinto Coelho Frazão e Maria Lopes Leitão.

1.1.5.1. Antônio Coelho Frazão, batizado a 05 de maio de 1748, em desobriga, na Freguesia das Russas, sem indicar o local, pelo Padre Frei Luís da Apresentação. Padrinhos, o Tenente Francisco de Brito Pereira e Teresa Maria de Jesus.

Casou-se a 23 de agosto de 1768, na Igreja Matriz de Fortaleza, com Paula Maria do Rosário, n. na Caiçara, Sobral, filha de José Lobo da Silva nasceu na Freguesia de São Pedro Mártir, Olinda, Pernambuco, e de sua segunda mulher Maria José Tavares, n. na Freguesia do Forte, Fortaleza, filha de Daniel de Caldas Peralta e de Custódia Tavares Cabral.

Presentes, o Cura da Vila da Fortaleza, Padre José da Silva Monteiro, as testemunhas, o Capitão Domingos Francisco Braga, José Mendes Xavier, e outros.

José Lobo da Silva casou-se (2) a 02 de setembro de 1739, em casa do Sargento Mor Pedro Barroso Valente, “por inconvenientes graves de poderem vir a Igreja Matriz”. Neta paterna do Capitão João Lobo de Macedo que faleceu a 05 de fevereiro de 1741, e foi sepultado na Capela de N. Senhora do Rosário dos Pretos, da Vila da Fortaleza, e de Vicência da Silva.

1.1.5.2. Francisco de Brito, batizado a 18 de julho de 1749, no Sítio da Lagoa das Pedras, Ribeira do Banabuiú, então Freguesia das Russas, pelo Padre João Pereira de Lima, Cura.

Padrinhos, o Capitão Antônio de Carvalho Albuquerque e sua mulher Teresa Maria Leitão.

1.1.5.3. Vicente nasceu na Freguesia das Russas.

O Capitão Cosme Frazão de Figueiroa e sua mulher Maria Coelho de Vasconcelos, pais de:

  1. Jacinto Coelho Frazão, supra.
  2. José Mendes Machado nasceu na Paraíba, residiu na sua Fazenda Caiçara, onde hoje situa-se a cidade de Sobral, e faleceu a 26 de dezembro de 1771.

Casou-se a 02 de setembro de 1747, na Igreja de N. Senhora da Conceição da Caiçara, Sobral, com uma enteada de seu irmão Jacinto Coelho Frazão, Antônia Maria Lopes Leitão, n. na Freguesia de Itamaracá, Pernambuco, filha de Maria Lopes Leitão e de seu primeiro marido José Leitão Arnoso, naturais de Pernambuco. Pais de:

B.1. Inácia Maria de Jesus casou-se a 11 de abril de 1765, na Igreja Matriz da Caiçara, Sobral, com Francisco Rodrigues da Cruz, filho de Domingos Rodrigues Mercador e de Josefa Rodrigues.

B.2. Paula Josefa Machado casou-se a a 11 de abril de 1774, com Antônio José da Silva, viúvo de Felipa da Luz.

B.3. Antônio José da Costa Machado nasceu em Sobral.

Casou-se a 13 de junho de 1784, na Igreja Matriz de  N. Senhora do Rosário das Russas, com Inácia Ferreira, batizada a 12 de março de 1757, Igreja Matriz de  N. Senhora do Rosário das Russas, por padrinhos, Alexandre Simoens (Alexandre Ferreira de Souza) e sua mãe Isabel Ferreira de Coito mulher de Manoel Simoens Homem.

Inácia Ferreira, filha de Miguel Ferreira Simoens e de Teresa de Jesus Souza. Neta paterna de Manoel Simoens Homem e de Isabel Ferreira de Coito. Neta materna de Plácido Pereira de Freitas e de Maria Manoela de Souza, naturais de Pernambuco.

B.4. Matias Mendes de Oliveira, herdeiro da parte central da Fazenda Caiçara, onde hoje se encontra a cidade de Sobral.

B.5. José Vitorino da Costa nasceu na Vila do Sobral. Casou-se a 30 de agosto de 1786, na Igreja Matriz de Russas, com Maria Manoela do Carmo, batizada a 10 de setembro de 1767, na Fazenda do Canto, Freguesia das Russas, filha de Alexandre Ferreira de Souza, batizado a 23 de outubro de 1746, na Igreja Matriz de Russas, e de Inácia Maria de Jesus, batizada na Igreja Matriz de Russas.  Padrinho, Manoel Simoens Homem, tantum. JUSTIFICAÇÃO de 02 de agosto de 1772, informa o local do batismo, os pais, padrinhos, etc. mas não a data. Neta paterna de Manoel Simoens Homem, n. Ipojuca, Pernambuco, e de Isabel Ferreira do Couto, n. na Freguesia das Russas. Neta materna de Plácido Pereira de Freitas, n. Olinda, e de Maria Manoela de Souza, n. Recife, Pernambuco.

Testemunhas, Manoel Jorge Viana e o Padre José Antônio de Souza Galvão.

B.6. Uma filha sem registro do nome. Batizada a 13 de dezembro de 1750, no Sítio da Lagoa do Enchu, na Ribeira do Banabuiú. Padrinhos, Jacinto Coelho Frazão e sua mulher Dona Maria Lopes Leitão. No local reservado para se apôr o nome da criança está em branco. Pode ser Paula Josefa Machado ou Inácia Maria de Jesus, citadas pelo Monsenhor  Francisco Sadoc de Araújo.

  1. Teresa de Jesus Vasconcelos que casou-se três vezes. A primeira com Domingos Ferreira Pinto, viúvo de Francisca da Fonseca, a 25 de novembro de 1733. A segunda com Manoel Teixeira Varela a 30 de agosto de 1739. Tendo falecido seu segundo esposo a 14 de abril de 1741, Teresa casou-se em terceiras núpcias com João Carneiro da Costa, filho de Diogo da Costa Calheiros e Joana Carneiro Brito. Deste terceiro matrimônio provém a família Carneiro numerosa na Ribeira do Acaraú.
  2. Francisca Maria de Vasconcelos casou-se a 15 de janeiro de 1742, na Fazenda Sapó, Santana do Acaraú, Ceará, com Caetano Gomes da Silva, filho do Capitão João de Albuquerque Cavalcante e de Maria de Almeida Silva. Pais de nove filhos.

 

A ascendência e a cronologia demonstram o inexistente liame familiar dos Henriques da Fonseca, acima estudados, com Misael Insneque Fungoca, Mizael Hisnerque de Fungoca, Miguel Henriques da Fonseca, Processo TSO Auto 43 Maço 10 nº 2, 513 folhas. Crime/Acusação: judaísmo, heresia e apostasia. Sentença: auto-da-fé de 10.05.1682. Excomunhão maior, confisco de bens, relaxado à justiça secular. Genealogia. 197.

Nasceu no ano de 1652, batizado na Igreja Matriz da Vila de Avis, Portalegre, pelo Padre Frei Francisco Neto, sendo seu padrinho Afonso Soeiro, da Freguesia de Albergaria-a-Velha, Aveiro. Crismado na Igreja de Santa Engrácia, Portalegre, sendo padrinho um clérigo que encontrava-se presente.

Advogado da Casa de Justificação, natural da Vila de Avis, Portalegre, morador em Lisboa.

Filho de Manuel de Lopes da Fonseca, n. da Vila de Avis, Portalegre, cristão-novo, advogado, e de Isabel Henriques, n. na Freguesia de Amieira do Tejo, Concelho de Nisa, Portalegre, moradora na Vila de Avis, cristãos novos.

Miguel Henriques da Fonseca casou-se com Maria do Salvador, n. no termo de Coimbra, cristã velha.

Pais de: Manoel, 05 anos de idade (1682) e Maria de um ano e meio de idade.

Misael Insneque Fungoca, Mizael Hisnerque de Fungoca, Miguel Henriques da Fonseca, neto paterno de Duarte Lopes, Advogado, e de Antônia Lopes, naturais e moradores na Vila de Avis. Neto materno de Manoel Álvares, médico, e de Brites Gomes, naturais e moradores na Freguesia de Amieira do Tejo, Concelho de Nisa, Portalegre. D. Brites Gomes casou-se (2) com Francisco Campos, Médico, não sabe a Freguesia.

Irmã: Maria da Piedade, Religiosa Professa no Convento de Santa Clara, Beja, pertencente à Ordem dos Frades Menores.

Tios paternos: Padre Frei João; Joana Mendes, casada na Freguesia de Alvito, Beja, com Bartolomeu Pereira, cristão novo, pais de Luís Pereira, 21 anos de idade, (1682), Antônio, de 12 ou 13 anos, e Maria Pereira, casada na Vila de Avis, com João Rodrigues, cristão velho, Inês Pereira, mais de 30 anos, Ana Pereira, de 30 anos, Antônio Pereira de 25 anos de idade, solteiros.

Tio materno: João Campos, morador em Castela, filho do 2º casamento de sua avó.

O sogro de Manoel Henriques da Fonseca Jr., Gaspar Nunes Espinoza, lavrador de cana, ora sem ofício, e sua mulher Joana do Rego, pais de:

  1. Joana do Rego, cristã nova, nasceu no ano de 1688, na Paraíba. Casou-se com o citado Manoel Henriques da Fonseca Jr.
  2. João Nunes Tomás.
  3. Jorge Nunes Tomás.
  4. José Nunes.
  5. Luís da Fonseca Rego nasceu na Freguesia de São Gonçalo de Tapecima, Itapissuma, Pernambuco. Casou-se com Felícia, Felicitas Uchoa de Gusmão, filha do Doutor Bartolomeu Peres de Gusmão e de Antônia de Mendonça Uchoa, n. Recife, Pernambuco. (Viúva, D. Antônia de Mendonça Uchoa casou-se (2) com o Capitão Francisco Vaz Carrasco, filho de Francisco Vaz Carrasco e de Brites de Vasconcelos, pais também de Manoel Vaz Carrasco, n. Ipojuca, Pernambuco, e residiu na Ribeira do Acaraú, onde faleceu a 23 de novembro de 1753, na Fazenda da Lagoa Seca, Bela Cruz, Ceará).
  6. Felicitas neta paterna de João Peres Correia de Gusmão e de Leonarda da Costa, e neta materna de Francisco de Faria Uchoa e de Ana de Lira.

Filha de Luís de Valença e de Felipa da Fonseca. Residia no lugar Forno Velho, termo da cidade da Paraíba, João Pessoa.

Luís da Fonseca Rego, Sentença: Confisco de bens; abjuração em forma; cárcere e hábito

penitencial perpétuo; penitências espirituais.

Felicitas Uchoa de Gusmão, residia no lugar Forno Velho, termo da cidade da Paraíba, João Pessoa,  e seu marido Luís, pais de “parece que nasceu um” para A. J. V. Borges da Fonseca, para o Livro eclesial do Icó, não parece é, apesar de D. Felicitas declarar ter um único filho Domício, de onze anos, 1731.

5.1. Domício nasceu circa 1719.

5.2. José Ferreira da Fonseca nasceu Tracunhaém, Pernambuco. Casou-se com Águeda da Costa, nascida também em Tracunhaém. Pais de:

5.2.1. Manoel Ferreira da Costa nasceu em Taipu, Paraíba. Casou-se a 28 de fevereiro de 1764, na Igreja Matriz de N. Senhora da Expectação do Icó, “de tarde, pelas cinco horas,” com Ana Maria do Espírito Santo, batizada a 11 de maio de 1747, na Igreja Matriz de Russas, filha de Pedro da Costa Cabesuera, n. Minas Gerais, e de Ana Maria Correia, n. Russas. Neta paterna de Inácio Gonçalo da Costa, n. Bahia, e de Luíza Mendonça. Neta materna de Manoel dos Santos, n. Pernambuco, e de Luzia Mendes, n. Costa da Mina.

Presentes, o Padre João Saraiva da Silva, as testemunhas, Manoel José Eloy e Manoel Soares da Silva. Pais de:

5.2.1.1. Manoel, batizado a 08 de setembro de 1765, na Capela de N. Senhora da Conceição, Riacho Sangue.

Fonte: Francisco Augusto de Araújo Lima. Siará Grande - Uma Província Portuguesa no Nordeste Oriental do Brasil. Editora Expressão Gráfica, Fortaleza: 2016. Vol. IV. p. 1889-1898. 

   Genealogia sem plágio: em busca da verdade documentada. Faal. Fortaleza,30.07.2018