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  Gonçalo Ferreira da Ponte Sênior, por alcunha 'o Cachaço', natural da Freguesia da Boa Vista, Recife, Pernambuco, sapateiro, fabricante de sola vermelha em seu Curtume chamado de São Gonçalo.

   Gonçalo Sênior filho de Francisco Ferreira {da Ponte}, sapateiro, batizado a 26 de maio de 1639, em Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, e de Isabel Nunes, n. Ipojuca, Pernambuco. Francisco Ferreira {da Ponte} casou-se a 19.12.1666, com D. Isabel Nunes, moradores na Ponte, nas Cinco Pontes, Rua da Senhora da Penha de França, Recife. 

--> Neto paterno de Felipe Fernandes, sapateiro, filho de um tosador, {Sebastião Fernandes c.c. Maria Jorge}, e de Apolônia Ferreira, filha de um serralheiro, {Domingos Ferreira c.c. Maria Rodrigues}. Felipe e Apolônia, casados a 04.06.1628.

--> Neto materno de Mateus Esteves, português. e de Ana Nunes, índia.

                            Irmãos anotados de Francisco Ferreira da Ponte.

  1. Joana, batizada a 08 de março de 1630. Padrinhos, Amaro Lopes e Bárbara Gonçalves, mulher de Belchior Fernandes. 
  2. Maria batizada a 29 de agosto de 1632. Padrinhos, Custódio Vieira Bocarro e Isabel Coelho, mulher de Manoel André.  
  3. Antônio, batizado a 11 de novembro de 1633, filho de Felipe Fernandes, sapateiro e de Apolônia Ferreira. Padrinhos, Diogo Muniz, o Moço, e Maria de Almeida, mulher de Manoel Fernandes. Obs.: Diogo Muniz, o Moço, Fidalgo da Casa de Sua Majestade, c.c. Dona Ana Margarida. 
  4. Vitória batizada a 1º de novembro de 1635, filha de Phelipe Fernandes, sapateiro e de Apolônia Ferreira. Padrinhos, Henrique N.?. e D. Francisca Francisco, mulher de Amaro Fernandes. 
  5. Domingos, batizado a 12 de julho de 1637, filho de Phelipe Fernandes e de Apolônia Ferreira. Padrinhos, Francisco de P.?. desta Freg. e Josefa Francisca. 
  6. Francisco Ferreira da Ponte, batizado a 26 de maio de 1639, filho de Phelippe Fernandes e de Apolônia Ferreira. Padrinhos: Pedro Francisco Fernandes e Maria Jo.?.? mulher de Sebastião Fernandes. Cf. Livro de Batismos, Angra do Heroísmo. Etombo. 

   O Coronel Gonçalo Ferreira da Ponte  casou-se  duas vezes. A primeira a 20 de abril de 1697, com Maria de Barros Coutinho, Maria de Barros Catanho nasceu em Recife, Pernambuco, filha do Sargento Mor Manoel da Silva Vieira e de Gracia de Barros Rego, Gracia de Barros Catanho, n. na cidade de Olinda, Pernambuco.

   Gonçalo Sênior casou-se segundo a 25 de setembro de 1711, na Capela de São Gonçalo da Boa Vista, Recife, com Maria da Conceição {do Monte e Silva}, natural da Ilha da Madeira, batizada a 13 de dezembro de 1697, filha de Mateus Rodrigues da Costa (batizado a 09 de abril de 1674), e de sua mulher Maria Lopes de Abreu, moradores na Boa Vista do Recife, Pernambuco, casados a 21 de abril de 1692. Neta paterna de Antônio Gonçalves Correia e de Águeda Rodrigues. Neta materna de Pedro Lopes e de Maria Esteves. 

--> Aos 25 de setembro de 1711, com minha licença, recebeu Reverendo Padre Antônio da Costa Carneiro, na forma do Sagrado Concílio Tridentino, em São Gonçalo da Boa Vista, a Gonçalo Ferreira da Ponte, viúvo que ficou de dona Maria de Barros Coutinho, com Maria da Conceição, filha do Capitão Mateus Rodrigues (da Costa) e de sua mulher Maria Lopes (Abreu), moradores nesta freguesia,foram testemunhas Dámaso Saraiva de Araújo. Jerônimo Álvares Saldanha. Francisco da Fonseca Rego. Cf. Livro 1º dos Recebimentos, Recife 1654/1715. folhas 138.

   O Capitão Gonçalo Ferreira da Ponte Neto filho de Joana de Barros Coutinho, batizada a 02.07.1703, na Igreja Paroquial de N. Senhora da Apresentação, Natal, Rio Grande do Norte.  D. Joana foi a segunda esposa de Cosme de Freitas Pereira, n. Recife, Pernambuco. Neto paterno de Rodrigo da Costa Pereira e de Marusa de Freitas, ambos naturais de Recife, Pernambuco. Neto materno do Coronel Gonçalo Ferreira da Ponte e de Maria de Barros Coutinho, Maria de Barros Catanho nasceu em Recife, Pernambuco, (casados a 20.04.1697).

   Gonçalo Ferreira da Ponte Neto casou-se com Rosaura do Ó Mendonça n. em Goiana, Pernambuco, filha de Francisco Xerez Furna, n. Ipojuca, e de Inês de Vasconcelos Uchoa, da cidade de Olinda. O Capitão Gonçalo Ferreira da Ponte Neto faleceu no dia 23 de junho de 1762, no Sítio Santa Úrsula, Meruoca, Ceará, sendo sepultado na Igreja Matriz da Caiçara, Sobral, das Grades para Cima. Sem sucessão.   

  Aos vinte e três dias do mês de junho de mil setecentos e sessenta e dois, faleceu da vida presente de morte repentina, solenemente, com o sacramento da penitência por não dar lugar a mais, o Capitão Gonçalo Ferreira da Ponte, homem branco, freguês deste Curato, morador na Serra do [Cherneca], casado com dona Rosaura do Ó de Mendonça, por carta de ametade, fez seu solene testamento, em o qual deixa por seus testamenteiros o Capitão Manoel Carneiro Rios, Antônio Coelho de Albuquerque, o Reverendo Padre José Ignácio Gonçalves da Silva, todos fregueses deste Curato.
                      TESTAMENTO
  Disse que seu corpo seja sepultado nesta Igreja Matriz ou na Capela mais vizinha, não podendo eleger a Matriz; e quando oram em um estrado com uma cruz na cova; e que seus (...) de humano se trasladem em primeiro a sua Matriz.
Disse que seu corpo seja envolto em hábito franciscano ou outro qualquer, e, na falta, em mortalha branca, e acompanharam o corpo a sepultura os sacerdotes que estiverem presentes ao tempo do seu falecimento; e se lhes dar a esmola costumada.
Item - que se diga por sua alma vinte e cinco missas de corpo presente, com a esmola de trezentos e vinte réis cada uma; e que não havendo sacerdotes, que os digam no mesmo dia de seu falecimento ou se digam nos seguintes outros dias.
Item - manda que se digam, por sua alma, dez capelas de missas; ao santo do seu nome, uma capela; pela alma de seu pai, mãe e avós, duas capelas; a Nossa Senhora da Conceição, uma capela; pelas almas do purgatório, quatro capelas; as quais dezoito capelas de missas se pagaram dezesseis mil réis cada capela.    Item - que se faça um ofício de corpo presente fora da paroquial. Item - declara ser filho legítimo e de legítimo matrimônio de Cosme de Freitas Pereira de dona Joana de Barros Coutinho, já defuntos, e que como não tem herdeiros forçados, institui por sua herdeira a Nossa Senhora da Conceição desta Matriz; e ultimamente, deixa de esmola cem mil réis aos santos lugares.
Foi envolto em hábito Franciscano, sepultado nesta Matriz, das grades para cima, em que me assino. Manoel da Fonseca Jaime - Cura do Acaraú.  Cf. Livro de Óbitos da Igreja Matriz de Sobral.

   D. Rosaura faleceu a 20 de setembro de 1797. Viúva, havia casado (2) a 27 de novembro de 1762, “pelas oito horas da noite,” com André José Moreira da Costa Cavalcante, n. na Freguesia da Sé de Olinda, Pernambuco, Capitão, Escrivão da Câmara de Sobral, filho de João da Costa Moreira e de Brásia de Oliveira Cavalcante, ambos da Vila de Igarassu. Neto paterno de Pascoal Moreira da Costa e de Maria do Vale, naturais da Freguesia do Cabo de Santo Agostinho. Neto materno de Félix José de Oliveira e de Joana Úrsula Maria Cavalcante, naturais de Igarassu, Pernambuco. Sem geração. 

  Manoel Carneiro Rios batizado a 07.10.1726, na Igreja Matriz dos Santos Cosme e Damião. Genro do Gonçalo Ferreira da Ponte Sênior. Dono de curtume e sapateiro, em Recife. Sargento Mor, Escrivão da Vara Eclesiástica da Freguesia da Caiçara. Notícia a seguir.

  João Machado Portela. Notícia a seguir.

 Fonte: Fábio Arruda de Lima & Francisco Augusto de Araújo Lima. Habilitações do Santo Ofício. Etombo. FAL & FAAL.

A. J. V. Borges da Fonseca. Nobiliarchia Pernambucana. Ed. Biblioteca Nacional. RJ. 1935. Vol. I. p. 96, 343,352,392. Vol. II. p. 104,106.

Monsenhor Francisco Sadoc de Araújo. Cronologia Sobralense. Ed. Cearense. Fortaleza. 1974. Vol. I. p. 33,36,46,73,117,160,163,185,202,208,214,215,220,299. Vol. II. p. 72, 85,257.

Livro de Óbitos, Matriz, Sobral. 1752/1774. Imagem 41.  Livro de Matrimônios, Matriz, Sobral. 1741/1769. familysearch.org. Imagem 113.

Francisco Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses Zero - Soares e Araújos no Vale do Acaraú. 2ª Edição. Ed. Expressão Gráfica. Fortaleza. 2011. p. 125,175,178.

Francisco Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses Treze. Siará Grande - Uma Província Portuguesa no Nordeste Oriental do Brasil. Ed. Expressão Gráfica. Fortaleza. 2016. Vol. I p. 379. Vol. II. p. 621,661,704, 735, 976.  Vol. III. 1237.Vol. IV. p. 1767,1893,2066. Fco. Augusto, FAAL, 02 de setembro de 2018.  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.