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Alexandre Leite de Oliveira nasceu aos dez dias do mês de setembro de 1747, no lugar Rezende, Freguesia de São Pedro de Raimonda, Concelho de Paços de Ferreira, Distrito do Porto, nono filho de Francisco Leite de Oliveira e de Senhorinha da  Costa Couceiro, naturais da Freguesia de Raimonda. Neto paterno de Manoel Vaz de Oliveira, Manoel da Silva Vaz, n. Raimonda, lavrador, e de Catarina Leite Oliveira, n. no lugar de Eiriz, São Miguel de Serzedo, Guimarães, Braga. Neto materno de Manoel Couceiro e de Maria da Costa e Cruz, lavradores, naturais do lugar Cachopadre, Freguesia de São Salvador de Freamunde, Paços de Ferreira, Porto.

Termo de batismo de Alexandre Leite de Oliveira.

Alexandre, filho de Francisco Leite de Oliveira e de sua mulher Senhorinha da  Costa, do lugar Rezende, Freguesia de São Pedro de Raimonda; nasceu aos dez dias do mês de setembro de 1747: eu Padre Manoel Dias Neto, Coadjutor da mesma Freguesia o batizei solenemente e pus os Santos Óleos, a quatorze do sobredito mês e ano: foram padrinhos, João Martins Coelho, filho de Manoel Martins Coelho, do lugar Rezende, desta mesma Freguesia. e Brites do Espírito Santo, filha do Capitão Antônio da Costa Cruz, do lugar de Bande, Freguesia de (São Tiago) de Carvalhosa, (Paços de Ferreira, Porto): testemunhas, o mesmo padrinho (João Martins Coelho) e o Capitão Antônio da Costa Cruz, que comigo assinaram era ut supra. O Padre Manoel Dias Neto.” 

Alexandre Leite de Oliveira, por engano, citado como Padre Jesuíta e nascido no ano de 1745, na não existente Paróquia de São Raimundo, cidade de Lisboa. Quem nasceu em 1745, a 06 de julho, na Freguesia de Raimonda, foi o seu irmão Henrique.

 Alexandre, a 18 de janeiro de 1805, solicita Inquirição de Génere, ao Provisor de Braga, Doutor, Desembargador Francisco José de Souza Lima, Vigário Geral no Espiritual, e Temporal, e Juiz das Justificações, na Corte e Arcebispado de Braga, e ao Senhor Arcebispo Primaz de Braga, Dom Caetano Brandão, onde:

“diz ser morador nos Estados do Brasil e que para negócio de sua utilidade necessita mostrar autenticamente a sua ascendência e qualidade de seus progenitores, e como só pode fazer por inquirição de génere fazendo-lhe V. Exmo. Reverendíssimo a graça de lhe mandar tirar”. 

O depósito necessário no valor de $278 réis, foi realizado. No dia 09 de maio de 1805, o Padre Francisco José da Fonseca e Freitas emite o parecer de Habilitação de Génere, nomeando os pais e avós paternos e maternos do Justificante. O Processo encerrado a 28 de maio de 1805, quando Alexandre pagou a quantia de $476 réis (quatrocentos e setenta e seis réis).

Por qual razão Alexandre aos 57 anos e três meses de idade, resolveu pedir Inquirição de Génere, com custo elevado, - $754 réis, - burocracia complicada, é vaga, quanto ao “negócio de sua utilidade”, onde nada indica qual seria o “negócio”.

Admite-se que tal solicitação, Inquirição de Génere, tenha gerado a confusão de ele ser  Padre jesuíta, pois para ser Padre era exigido a inquirição de génere, afim de “provar a limpeza de sangue”, pelo conhecimento dos seus pais, avós paternos e maternos.

Mas qualquer pessoa podia requerer, para exercer um cargo religioso, por exemplo, em uma Irmandade, no Santo Ofício, etc.

O resultado divulgado por interesse do próprio Alexandre, ao longo do tempo teve o seu real objetivo corrompido pela tradição oral, e/ou por algum pesquisador que leu não a íntegra, e sim parte da cópia do Processo, por ventura já estragada, de leitura difícil, não arquivada na forma devida. O original é esclarecedor, resgatando a verdade, desfazendo a versão existente na crônica genealógica, que era Padre jesuíta, difundida por vários autores, por mero equívoco, sem má fé.

Alexandre Leite de Oliveira residiu nos seus Sítios Correntinho, limítrofe com o Cabreiros, comprado no ano de 1785, ao Coronel Joaquim Ferreira Lima, e o Engenho do Rosário, Crato, Cariri cearense, onde faleceu no ano de 1827, com 80 anos de idade, vinte e dois anos após haver requerido inquirição de génere.

Casou-se com Teresa de Jesus Maria José, n. no sul cearense, filha de João Gonçalves Diniz, n. na Freguesia de Póvoa, Arcebispado de Braga, e de Desidéria de Andrade Pereira, n. em Sergipe.

Fonte: Francisco Augusto de Araújo Lima. Siará Grande - Uma Província Portuguesa no Nordeste Oriental do Brasil. Editora Expressão Gráfica. Fortaleza, 2016. Vol. I, p. 36.