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Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho 

Chico Anysio

Francisco "Chico" Anysio de Oliveira Paula Filho nasceu a 12 de abril de 1931, em Maranguape, Ceará, filho de Francisco Anysio de Oliveira Paula, homem abastado, e de sua primeira mulher, Dona Haideé Barbosa Viana, Haideé Viana d’Oliveira. O grande humorista Francisco Anysio Filho faleceu na cidade do Rio de Janeiro a 23 de março de 2012.  
   
FRANCISCO ANYSIO FILHO foi solenemente batizado na Igreja Matriz de N. Senhora da Penha de Maranguape, no mesmo dia em que nasceu, pelo Monsenhor Vicente Salazar da Cunha. Padrinhos, Luís Gervásio Viana Colares e sua mulher Edith de Oliveira Paula Colares, tia paterna do batizando. (Luís Gervásio casou-se a 18 de maio de 1929, na Igreja Matriz de Maranguape com Edith de Oliveira Paula. Testemunhas, Francisco Anysio de Oliveira Paula e Francisco Colares.)
À margem do termo de batismo: 2ª via, 21.05.1951; 20.08.1954 e 05.09.1994. Obs. No termo de batismo e no de casamento dos pais de Chico Anísio, não consta o PAULA, deve ter ocorrido omissão do Padre, pois os termos são mal elaborados, nada informam sobre naturalidade e pais dos nubentes.
 
A 11 de setembro de 1937, em Parangaba, ocorre gigantesco incêndio na Empresa de ônibus São José de propriedade de Francisco Anysio Sênior, fato determinante para a mudança da família para a cidade do Rio de Janeiro, no ano de 1938.
 
Termo de casamento dos pais de Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho.
“A 25 de março de 1922, na Igreja Matriz de N. Senhora da Penha de Maranguape, compareceram em minha Presença, Francisco  Anysio de Oliveira, e  Haideé Barbosa Viana, em tudo habilitados segundo o direito e dispensados do impedimento do tempo quaresmal, se receberam como marido e mulher”. Presentes, o Vigário, Padre Joaquim Rosa, as testemunhas, Doutor João Augusto Bezerra, Sinfrônio do Nascimento, (casado a 30 de dezembro de 1905, com Julieta Viana, irmã germana de D. Haideé).
   
Francisco Anysio de Oliveira Sênior  nasceu a 23 de fevereiro de 1895, em Maranguape, filho de Anísio Augusto de Oliveira, n. em 21 de setembro de 1869, em Sousa, Paraíba, falecido a 21 de setembro de 1900, em Maranguape, e de Ana de Paula Cavalcante Oliveira, n. 13 de fevereiro de 1871, casados a 17 de junho de 1893, na cidade de Maranguape. Neto paterno de  Manoel Joaquim de Oliveira e de Vicência Maria de Oliveira. Neto materno de Miguel José Cavalcante, casado a 02 de dezembro de 1865, na Fazenda Trapiá, Maranguape, com Francisca Paulino da Costa. Miguel José Cavalcante faleceu a 30 de janeiro de 1889, na  Fazenda Trapiá.
 
D. Haideé Barbosa Viana, n. a 17 de setembro de 1900, em Maranguape, filha de Pedro Barbosa Viana, n. a 03 de maio de 1850, Icó, e faleceu a 30 de junho de 1910, em Maranguape, e de Lupcínia  Magalhães, n. 03 de fevereiro 1859, em Aracati, e faleceu a 26 de novembro de 1918.
Francisco Anysio de Oliveira Sênior  foi casado três vezes. “O Chico foi filho do primeiro casamento; ele e mais quatro irmãos. Depois o Sênior teve outros quatro filhos de um segundo casamento e sete no terceiro que são os que moram  em São Luís, Maranhão." Informação do irmão do terceiro matrimônio do pai do Chico Anysio, o Juiz de Bacabal, Carlos Roberto Gomes de Oliveira Paula. 
Jornal o O Povo, 11.09.1937, incêndio empresa de ônibus.
O Estacionamento dos ônibus de Porangaba.
Gigantesco incêndio na Empresa São José, de propriedade do Sr. Francisco Anysio de Oliveira Paula.
Cf. Livro de Batismos, N. Senhora da Penha, Maranguape. Cf. Livros de Matrimônios, N. Senhora da Penha, Maranguape. Pesquisa Fco. Augusto de Araújo Lima.
Cf. Alfredo Marques. Maranguape, Sua Gente, Sua História. Ed. Expressão Gráfica, Fortaleza. 2006. 337 p.

JoséLinhares
“Aos vinte e sete de fevereiro de 1866, na Matriz desta Freguesia, (Conceição, Guaramiranga), batizei a José, filho legítimo de Francisco Alves Linhares, fazendeiro, e Josepha Letícia (Caracas) Linhares, nascei a vinte e oito de janeiro último, sendo padrinhos, o Doutor José Pacífico Linhares e Maria Amália Vieira Linhares, do que fez-se este assento, que assino. O Vigário Padre José Leorne Menescal.”
Cf. Livro de Batismos, Guaramiranga. 1875\1886. 87
 

Antônio Renato Lins Aragão                                                                    

Didi Mocó

Renato Aragão nasceu a treze de FEVEREIRO de 1935, filho de Paulo Aragão, jornalista e poeta, e de sua mulher Dinorah Gondim Lins, casados a 27 de janeiro de 1924. Neto paterno de José Rufino Aragão e de Ana Maria Ximenes. Neto materno de Jesuíno Figueira de Albuquerque Lins e de sua segunda esposa Maria Nazaré Gondim.
 
Termo de batismo de Renato Aragão.
“Antônio, filho legítimo de Paulo Aragão e de Dinorah Gondim Lins, nascido a treze de FEVEREIRO de 1935, foi por mim solenemente batizado na Igreja da Catedral, (Sobral), a 31 de março de 1935. Foram padrinhos: Antônio Irapuan Mendes e Iracema Modesto Mendes. Para constar lavrou-se este termo que assino. O Vigário, Padre Domingos Araújo.” OBS.: A data de nascimento divulgada é 13 de janeiro de 1935, mas no termo de batismo consta 13 de fevereiro de 1935.
Cf. Livro de Batismos, Sobral.1934/1936. 60. Francisco Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses Zero - Soares e Araújos no Vale do Acaraú, 2ª Ed. Ed. Expressão Gráfica, Fortaleza. 2011. 286 p.

Última atualização ( Ter, 25 de Abril de 2017 14:33 )

 

Antônio Barbosa de Freitas

O Poeta jovem de Jardim, Ceará.
Barbosa de Freitas nasceu no dia vinte e um de março de 1860, no no sítio Cotovelo município de Jardim, Ceará, filho de Maria Barbosa da Silva, solteira, e de Antônio Nogueira de Carvalho, Advogado rábula. Neto materno de José Barbosa de Freitas e de Joana Barbosa de Freitas, todos moradores no sítio Lameirão.
Termo de batismo de Antônio Barbosa de Freitas.
“Antônio filho natural de Maria Barbosa da Silva, nasceu a vinte e um de março de 1860, e foi batizado solenemente com Santos Óleos, por mim, nesta Matriz (de Jardim), a vinte e dois de abril do mesmo ano; foram padrinhos, Gonçalo José de Figueiredo e Nossa Senhora. E para constar mandei fazer este termo em que me assino. Padre Joaquim de Sá Barreto, Pároco.” Obs.: Por engano a data de nascimento divulgada é vinte e dois de janeiro de 1860. Necessário corrigir.
Esclarecendo: Antônio Nogueira de Carvalho, Advogado rábula, que nasceu em Jardim, Ceará, faleceu assassinado, vítima de uma punhalada desferida por Liberato José de Maria e Silva, em pleno Mercado Público da referida cidade de Jardim.
Antônio Nogueira de Carvalho casou-se a primeira vez com Cordolina Gonçalves Dantas, filha de Manoel Gonçalves Dantas e de Josefa de Melo. Sem filhos. O segundo casamento de Antônio Nogueira de Carvalho foi com Maria Gonçalves Dantas, nasceu em Jardim, Ceará, filha de Domingos João Dantas Rothéia, Capitão - Mor, nasceu no ano de 1790, em Pombal, Paraíba, e morou em Jardim, Ceará, e de Mariana Gonçalves Dantas, que nasceu na Freguesia de N. Senhora dos Remédios do Jardim do Rio do Peixe, Sousa, Paraíba.
Do segundo casamento de Antônio Nogueira Carvalho com Maria Gonçalves Dantas, pais de:
 
1. Joaquina Nogueira de Carvalho. Inupta?
2. Joaquim Nogueira de Carvalho nasceu em maio de 1876 agricultor no seu sítio Descida. Casou-se primeiro com Francisca Filomena Barros (25 filhos) e a segunda vez com Anita Galvão, (10 filhos).
 
Da união de Antônio Nogueira Carvalho com Maria Barbosa da Silva, houve:  
3. Antônio Barbosa de Freitas, poeta, repetindo nasceu a vinte e um de março de 1860 e não a 22.01.1860, no Sítio Cotovelo, Jardim, Ceará e falecido a 24 de janeiro de 1883, em Fortaleza, Ceará. Sabe-se, através de uma nota biográfica, inserida no “Eu e Minhas Poesias” que Antônio Barbosa de Freitas, teve na pessoa do Juiz Municipal de Jardim, Bacharel Antônio Augusto de Araújo Lima um tutor e mestre – escola. Adianta mais a citada nota, que o magistrado ao descobrir o talento poético do pequeno discípulo prestou o incentivo devido no curso da aprendizagem e o recomendou ao Juiz de Direito de Jardim e Milagres, por decreto de 29 de setembro de 1859, Doutor Américo Militão de Freitas Guimarães, que o conduziu a cidade da Fortaleza, aonde obteve a glória dos gênios, embora fugaz, por a morte o haver colhido aos 23 anos de idade. A Lenda do Sol, D. Juan Cacique, Poema Biográfico ou a Epopéia do Famoso João dos Santos; Helvecíadas. A maior parte da produção poética de Barbosa de Freitas foi publicada post mort do poeta, por gentileza de amigos.             
 
Cf. Itaytera: 1958, p.56. 1969, p.23.1976, p.113. RIC.1983, p.84. Cf. Francisco Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses 1- Fortaleza, Ed. Premius. 2010. p.121. Cf. Livro de Batismos, Santo Antônio, Jardim. Pesquisa Faal.

Última atualização ( Qua, 26 de Abril de 2017 11:18 )

 

Monte & Montes

Por Francisco Augusto de Araújo Lima.
Tupancy, Eusébio, Ceará, 29.09.1998. Carta enviada a amigos, Atualizada, em 21.02.2000. Re-atualizada 15.07.2002. Em 1º.11.2006. Abril, 2017.
Por iniciativa do jornalista João Brígido dos Santos, e do grande pesquisador, Raimundo Girão, o médico Helvécio da Silva Monte escreveu uma carta onde diz da genealogia da sua família e faz a ligação entre as famílias de Montes, do Icó e do Monte, de Sobral.
A CARTA passou a ser a única referência, a verdade absoluta sobre o assunto. O Autor, Fco. Augusto - pertence às duas famílias, e cumpre a obrigação de fazer a correção. Por via materna me ligo à família do Monte (Sobral) por Maria da Conceição do Monte e Silva e via paterna descendo dos de Montes, (Icó), por Isabel Pereira de Montes, bisneta de Jorge de Montes Bocarro. Sinto-me a vontade para escrever sobre o tema, na intenção de esclarecer e nunca de polemizar e/ou criticar o querido médico Helvécio. Embora necessário repetir: essa carta não traduz a verdade dos fatos e há muito deveria ter se socorrido o ilustre missivista, recompondo a genealogia do Monte e de Montes, na pureza da fonte primária.
 
Dr. Helvécio Monte dá consultas  medicas das 12 á 1h da tarde na botica do Sr. Carlos de Miranda, á Praça do Ferreira, nº 6. Pode ser procurado na caza de sua residência nas outras horas do dia.
 
Consulta grátis aos pobres.  Jornal O Estado do Ceará. ANO I Nº 09 – 22.07.1890.
“Nunca fui desacatado por estudantes do  Lyceo, e alumnos da Escola Militar. As assuadas, que  houverão  nas calçadas  do  Lyceo,  e que  merecerão  as penalidades  impostas pelo  respectivo  Director  á  alguns Srs.  estudantes, forão dirigidas a diversos transeuntes, que passarão pela frente  do  estabelecimento,  e  entro  os quaes  não  me achei.
Nunca propuz suspensão de exames.  Tendo o governo federal  determinado para  alguns  Estados que  as  inscripções para exames  do preparatório ... O que determinou o meo pedido do demissão do cargo do delegado especial foi ter  sido minha nomeação feita interinamente ...”   Dr. Helvécio Monte. Cf. Jornal O Estado do Ceará. ANO I Nº 42 – 11.09.1890.   
 
O Médico Helvécio da Silva Monte, já idoso, atendendo a um pedido, escreveu uma carta publicada, no jornal Unitário, e em vários livros e revistas, inclusive, a RIC, 1965, p. 89. Por inúmeras circunstâncias negativas, aconteceu dessa carta não traduzir a veracidade dos fatos. Segundo as fontes disponíveis, Livros Eclesiais, Borges da Fonseca, Mons. Vicente Martins, Fco. Augusto de Araújo Lima, Soares e Araújos no Vale do Acaraú, Ed. Expressão, 2011 e Famílias Cearenses, Ed. Premius, Fortaleza, 2001. p. 277, onde se faz o estudo dos de Montes do Icó. Trabalhos do Monsenhor Francisco Sadoc de Araújo, além de anotações várias que se possui, demonstram que o ilustre e boníssimo homem, Dr. Helvécio da Silva Monte, enganou-se. Talvez na fidalga postura de homem educado, se sentiu na obrigação de responder de modo rápido as indagações e na defesa da sua família, de ocultar a dupla bastardia, para não ser crucificado por seus parentes. Admite - se ainda, que não teve condições de consultar as fontes primárias e involuntariamente contribuiu para que durante décadas fosse aceita essa tese inválida. Tal missiva partindo de um homem probo foi transcrita, copiada e re-copiada. As repetidas divulgações lhe deram ainda mais, cunho de credibilidade. Assim se fez história e genealogia no Ceará. E essa carta cheia de enganos, passou a ser a verdade suprema, ora por falta de contestação, ora por ser de interesse a determinados linhagistas, ora por ser mais fácil copiar e não pesquisar.
 
Explico detalhando:
1. Gonçalo Ferreira da Ponte casou-se (2º casamento), com Maria da Conceição do Monte e Silva. Ela da Ilha da Madeira, [Provávelmente neta de Manuel de Souza Monte que n. em 1635 e foi batizado a 09.11.1635 em São Roque, Rosto de Cão, Ilha de São Miguel, Ponta Delgada, Açores,  f. de Inácio da Costa e Magdalena de Souza. Manuel de Souza Monte, casou-se a 29.06.1658 na Igreja de São Roque, com  Maria da Costa, batizada a 24. 01. 1634].  e foram pais de:
2. Capitão Mor Manoel José do Monte, casou-se 1º a 20.11.1755, com Luiza da Costa Maciel, pais de:
3. Antônio Manoel da Conceição casou-se com Francisca da Costa Araújo, (2º casamento) pais de:
4. Manoel José do Monte Araújo casou-se com sua prima Ana Francisca Ferreira da Costa e viveu com Isabel Maria da Conceição, a Isabel Onça. Manoel José do Monte Araújo e  Isabel Onça, pais de:
5. João José do Monte c.c. Rosa da Silva Travassos, de Penedo, Alagoas. Pais de:
6. Helvécio da Silva Monte.
  O número 1. Gonçalo Ferreira da Ponte, (o Cachaço) nasceu em Recife, Pernambuco, no ano de 1679, filho de Cosme de Freitas Ferreira e de sua segunda mulher Joana de Barros Coutinho. Borges da Fonseca. Nobiliarquia Pernambucana. Vol° 1°, Bib. Nacional, R. J. 1935, p. 96, 343. Faleceu na Ribeira do Acaraú, no dia 23 de junho de 1762, com 83 anos, e foi sepultado na Igreja Matriz de Sobral, "das grades para cima".
Gonçalo Ferreira da Ponte casou-se três vezes: (o 3º casamento sem sucessão).
O primeiro casamento, realizado a 20 de abril de 1697, em Natal, Rio Grande do Norte, com Maria de Barros Coutinho, filha de Manoel da Silva Vieira e de Gracia de Barros Rego (Catanho). Pais três filhos conhecidos:
 
1. Francisco Ferreira da Ponte e Silva, n. 1697, no Rio Grande do Norte, batizado a 18 de outubro de 1697, na Freguesia de N. Senhora da Apresentação, por padrinhos, Damázio Saraiva e D. Gracia [de Barros] Rego, avó materna do batizando. Casado e com sucessão, de quem o Autor descende.
2. Josefa de Barros Coutinho, n. 1699 e foi batizada a 24 de maio de 1699, na Igreja Paroquial de N. Senhora da Apresentação, Natal, Rio Grande do Norte, por padrinhos, o Capitão Mayor José Barbosa Leal e D. Gracia de Barros Rego. D. Josefa casou-se com Sebastião de Arruda Coelho, residentes em Pernambuco.
3. Joana, n. 1703, e batizada a 02 de julho de 1703, na Igreja Paroquial de N. Senhora Apresentação, Natal, Rio Grande do Norte, por padrinhos, o Sargento Mayor Manoel da Silva Vieira e D. Joana de Barros Coutinho. Livro RN DSC03180 Livro RN p. 13, 15,19.
  O segundo casamento de Gonçalo Ferreira da Ponte foi com Maria da Conceição do Monte e Silva, natural da Ilha da Madeira, Portugal, ‘provável’ filha de Manuel de Souza Monte, n. 1635, batizado a 09.11. 1635, em  São Roque, Rosto de Cão, Ilha de São Miguel, Ponta Delgada, Açores e filho de Inácio da Costa e de Magdalena de Souza. Manuel de SOUZA Monte, casou-se a 29.06.1658  São Roque, Rosto de Cão, com Maria da Costa, batizada a 24.01.1634, e foram pais de Manuel de Souza Monte, que nasceu a 28.12.1665.
[Provavelmente neta de Manuel de Souza Monte que n. em 1635 e foi batizado a 09.11.1635 em São Roque, Rosto de Cão, Ilha de São Miguel, Ponta Delgada, Açores, f. de Inácio da Costa e Magdalena de Souza. Manuel de Souza Monte, casou-se a 29.06.1658 na Igreja de São Roque, com  Maria da Costa, batizada a 24. 01.1634].
Gonçalo Ferreira da Ponte e Maria da Conceição do Monte e Silva, pais de:
4. Padre José Ferreira da Costa, Cura e Vigário da Vara dos Cariris Novos, Missão Velha, vizinha e ligada ao Icó. Nasceu no ano de 1723 em Recife e faleceu no Cariri cearense a 24 de novembro de 1769.
5. Capitão – Mor Manoel José do Monte, 6º avô do Autor, estudado a frente.
6. Maria do Livramento casada com Manoel Carneiro Rios, sem sucessão.
Observar que os do Monte do Vale do Acaraú descendem do 2º casamento de GONÇALO FERREIRA da PONTE com Maria da Conceição do MONTE e SILVA, da Ilha da Madeira e não da Espanha como os cinco irmãos espanhóis, fugidos da Inquisição como afirma o Dr. Helvécio da Silva Monte. As datas de nascimento e casamento do Gonçalo Ferreira da Ponte, marido da Maria da Conceição do Monte e Silva, indicam que não houve aproximação entre estes e os Montes icoenses, tomaram rumos diferentes.
MONTES com origens distintas:
Matute, Logroño, La Rioja,Espanha  à de MONTES Icó, Ceará.
Ilha da Madeira  à do MONTE Sobral, Ceará.
 
Mesmo o Padre, Cura e Vigário da Vara dos Cariris Novos, José Ferreira da Costa, que morou em Missão Velha, vizinho ao Icó, não consta que os tenha procurado, apesar de Sacerdote influente e de elevado conceito no sul cearense, sendo inevitável o seu envolvimento na “Guerra das Famílias” se parente realmente fosse. O estudo realizado com os de MONTES, nada, tipo o Padre José realizando casamento, batizando ou sendo testemunha ou padrinho, dos de Montes, - normal e revelador acontecer entre parentes. Absolutamente nada se encontrou da aproximação entre o Padre José Ferreira da Costa e algum membro da família de Montes. E muito menos, dos outros familiares de Montes que demoraram em suas ricas propriedades na Freguesia de Russas, portanto mais próximos da capital da Província e dos do Monte, sobralenses. As sondagens sobre as origens remotas também não levaram a uma evidência. A própria grafia do Monte e de Montes, já é por si, de relevante significação. No ano de 2001, pesquisando na lista telefônica portuguesa, encontrou-se:
Monte, Montes, Montês e Montêz como famílias distintas. Na origem, existe possibilidade de serem famílias próximas, uma única família? Difícil.
 
Descendência do Capitão - Mor Manoel José do Monte, que nasceu no ano de 1725 em Boa Vista, Pernambuco, faleceu a 26 de abril de 1778 em Sobral e que se casou duas vezes:
 - 1º casamento do Capitão - Mor Manoel José do Monte foi com Luíza da Costa Maciel, na Igreja Matriz de Sobral, a 20 de novembro de 1755, ela filha de Timóteo da Rocha e de Eugenia Medeiros.
 
Deste 1º casamento são filhos:
1. Antônio Manoel da Conceição estudado a frente.
2. Manoel Ferreira da Costa c.c. Inês Madeira de Vasconcelos, em 12 de setembro de 1780.
3. Ana Maria do Monte c.c. Domingos Ferreira Gomes Júnior, em 1776, ela nascida em 02 de maio de 1761, de onde provem o homem público Ciro Ferreira Gomes e seus irmãos, em linha direta.
 - 2º casamento do Capitão Mor Manoel José do Monte, foi com Ana América Uchoa, a 30 de novembro de 1769, ela filha de José de Xerez Furna Uchoa e de Rosa de Sá e Oliveira. Havendo quatro filhas e um filho, José Ferreira da Costa (Sob°), meu 5º avô materno. Ana América nasceu no ano de 1749, e foi batizada a 20 de setembro de 1749, na Igreja Matriz de Sobral e faleceu a 29 de outubro de 1825.
Descendência do 1º filho do Capitão Mor Manoel José do Monte - Antônio Manoel da Conceição, que se casou duas vezes:
- 1°. Casou-se com Francisca Xavier de Mendonça, irmã da sua madrasta, e filha de José de Xerez Furna Uchoa e de Rosa de Sá e Oliveira, casamento realizado a 21 de setembro de 1778. Deste casamento é que vem a historia do rapto da noiva, que o Dr. Helvécio da Silva Monte fantasiou, pois na realidade não houve. Casados viveram juntos até a morte da esposa 03 de julho de 1787, deixando três filhos, que não interessam no caso. Portanto o Dr. Helvécio da Silva Monte não descende do Capitão Mor José de Xerez Furna Uchoa, e sim de um seu ex-genro com a sua segunda esposa...
- 2°. Antônio Manoel da Conceição casou-se com Francisca da Costa Araújo, a 29 de setembro de 1789, filha de Custódio da Costa Araújo e de Cosma Damiana do Espírito Santo. Deste 2º casamento nasceram vários filhos, destacando-se: MANOEL JOSÉ do MONTE ARAÚJO, casado com a sua prima Ana Francisca Ferreira da Costa filha de José Ferreira da Costa e de Maria Quitéria Ferreira da Ponte, havendo cinco filhos. Mais uma vez o Dr. Helvécio deixa de descender de José de Xerez Furna Uchoa, bisavó materno de Ana Francisca Ferreira da Costa, pois seu pai nasceu da união de Manoel José do Monte Araújo, com Izabel Maria da Conceição, a Isabel Onça.
Da união de MANOEL JOSÉ MONTE ARAÚJO com Izabel Maria da Conceição, a Izabel Onça, que nasceu no ano de 1783, em Taipu, Rio Grande do Norte, filha natural de Manoel José Ferreira, n. na Freguesia e Concelho de Lamego, Viseu, e de Isabel Maria de Jesus, solteira, e falecida em 16 de maio de 1877, em Sobral. Cf. Monsenhor Francisco Sadoc, de Araújo, Cronologia Sobralenses, II° Vol., UVA, IU, Sobral, 1979, p. 22. Desta união, nasceram dois filhos:
 
1. Miguel Francisco do Monte nasceu em 1º de janeiro de 1812. Casou-se a 10 de fevereiro de 1839, com Ana Clara Sabóia, filha de Custódio José Correia da Silva e de Maria Carolina de Sabóia, havendo nove filhos, inclusive, Antônio Sabino do Monte, Doutor.
2. João José do Monte nasceu em maio de 1810, em Sobral, - casado com Rosa da Silva Travassos, natural de Penedo, Alagoas, pais de cinco filhos, entre eles o Dr. Helvécio da Silva Monte, médico, nascido em novembro de 1840, e casado com a sua prima Ernestina da Silva Monte, filha do seu tio paterno Miguel Francisco do Monte, supra. O Dr. Helvécio viveu mais de cem anos. Monsenhor Francisco Sadoc de Araújo, Cronologia Sobralense,  Vol. IV°. 1985, p. 166.
 
Obs. Izabel Maria da Conceição, a Izabel Onça, foi unida também com Joaquim José de Almeida,  parindo cinco filhos...sendo interessante notar que alguns desses cincos filhos, usaram o sobrenome Monte...... Joaquim José de Almeida, n. Pernambuco, Comerciante, filho de Joaquim José de Almeida e de Teresa Maria da Anunciação, Casou-se a 25 de outubro de 1803, na Igreja Matriz de Sobral, com Rita Furtado de Mendonça, filha de Antônio Pereira de Azevedo Bisneto e de Maria Furtado de Mendonça. Ver Francisco Augusto de Araújo Lima: Uma Família do Aracati - Ascendentes do Padre Ibiapina.
 
Por que JOÃO JOSÉ do MONTE foi ter nas Alagoas? Ele aos 15 anos de idade namorava uma garota. Sua mãe Isabel Maria da Conceição, a Izabel Onça, proibiu o namoro com a tal Quitéria. Fez mais: valente, foi à casa da moça e na presença da mesma deu uma surra no filho. Este envergonhado e triste resolveu abandonar o convívio materno e retirou-se para Penedo, Alagoas, onde conheceu Rosa da Silva Travassos, com quem se casou. Esta é a historia que sempre correu em Sobral, para justificar a sua fuga. Mas teria sido a seca de 1825?
Deixando a tradição de lado e ignorando o motivo da fuga, o fato é que foi JOÃO JOSÉ do MONTE quem emigrou, do Ceará para Penedo, Alagoas. Portanto, foi um bisneto do Capitão Mor Manoel José do Monte, e não um filho homônimo do mesmo, que emigrou para a Província de Alagoas. E NUNCA HOUVE FILHO HOMÔNIMO.
Como se demonstrou os filhos varões do Capitão Mor Manoel José do Monte, (1º e 2º casamentos) foram:
 
Manoel Ferreira da Costa (1º casamento).
Antônio Manoel da Conceição (1º casamento).
José Ferreira da Costa, chefe Liberal, em Santana do Acaraú (2º casamento).
 
Assim, não existe filho homônimo e nenhum filho emigrou para Alagoas, todos permaneceram na Ribeira do Acaraú. Quem emigrou foi um bisneto torto, bastardo.
Como se verifica o Dr. Helvécio da Silva Monte, que Deus o tenha, escreveu para o jornalista João Brígido dos Santos e para o escritor Raimundo Girão, “um verdadeiro samba do crioulo doido”. Repito, não há ligação da família de MONTES e SILVA moradores no Icó com os do MONTE sobralenses. Será que o Dr. Helvécio desconhecia os fatos ou a avançada idade somada a falta de meios para pesquisar, e o desejo de esconder a bastardia do seu pai e da avó paterna o fez errar? O fato de realizar o trabalho longe da fonte primária e mais baseado na tradição oral prejudicou as suas conclusões.
 
Não devemos julgar ninguém, ainda mais a um morto, mas estranho os erros grosseiros cometidos, justificáveis, se o ilustre missivista se arrimou somente na tradição oral, sem tempo hábil e mesmo condições físicas, para a elucidativa consulta aos livros eclesiais da Igreja Católica.
Passo a desconfiar da historia, também dos cinco irmãos fugidos da Inquisição espanhola, o eu ainda não se pode contestar. Será verdade, o caso dos cinco irmãos de Montes que foram para o Icó? Difícil  acreditar... Torna-se impossível admitir a tradição oral, se fatos tão recentes de uma pessoa, como os relacionados ao seu pai e a sua avó paterna, são distorcidos, quanto mais de época remota, e ainda hoje nebulosos... Se fatos tão mais recentes saíram errados, quanto mais esses, distantes. Não é vero...
 

Padre Francisco Juvêncio de Andrade Filho

Epônimo do Bairro Padre Andrade, Fortaleza.
                          
Francisco Juvêncio de Andrade Filho nasceu no dia cinco de março de 1922, em Sobral, Ceará, filho do Doutor Francisco Juvêncio de Andrade que nasceu a 25 de março de 1881, em Santana do Acaraú, Cirurgião Dentista, formado na Europa, e de Ana Rodrigues de Andrade, Naninha. Neto paterno de Antônio Juvêncio de Andrade e de D. Francisca Laura de Menezes Andrade, casados a 23 de janeiro de 1862. Neto materno de José Gomes Rodrigues de Albuquerque e de Ana Frederica Rodrigues de Andrade, casados a 06 de maio de 1874.
Ordenado Sacerdote Lazarista a 07 de dezembro de 1947, o Padre Francisco Juvêncio de Andrade Filho, C.M., foi responsável por uma Capela que atendia aos fiéis católicos da comunidade  denominada Cachoeirinha.
 
O Padre Francisco Juvêncio Andrade Filho faleceu jovem, com a idade de 28 anos, afogado no açude Betsaida, Betizado, Aires de Souza, município de Forquilha, vizinho a Sobral, a 29 de julho de 1950. O Padre Andrade era tão querido, que os moradores da então Cachoeirinha, pediram à Câmara Municipal a mudança do nome do bairro. Por força da Lei nº 321, de 16.05.1951, foi fundado a 30 de maio de 1951, o novo bairro,  com aproximadamente 13.000 habitantes. Passou  de Cachoeirinha a ser chamado “Padre Andrade”, pertencendo a Secretaria Executiva Regional III de Fortaleza.
 
Termo de Batismo de Francisco Juvêncio de Andrade Filho.
“Francisco, filho legítimo de Francisco Juvêncio de Andrade e de Ana Rodrigues de Andrade, nascido aos cinco dias de março de 1922, foi pelo Reverendo Padre Leopoldo Fernandes (Pinheiro), solenemente batizado aos vinte e quatro de março de 1922. Foram padrinhos, Pedro José Juvêncio de Andrade e Amália Rodrigues de Albuquerque. E para constar lavrou-se este assento que assino. Padre Fortunato Alves Linhares.”
 
Termo de casamento dos pais de Francisco Juvêncio de Andrade Filho.
“Aos 09 (nove) de outubro de 1915, feitas as denunciações que dispõem o Concílio Tridentino, e obtida a licença dos impedimentos de consanguinidade em terceiro grau atingente ao segundo e de afinidade de cópula lícita em terceiro grau igual da linha lateral e não constando outro impedimento. Em presença do Reverendo Padre José Juvêncio de Andrade, de minha licença e das testemunhas, Coronel José Gomes Rodrigues de Albuquerque e Alexandre Soares, na Capela do Menino Deus, desta cidade (Sobral), se receberam em matrimônio com palavras de presente, o Dr. Francisco Juvêncio de Andrade e D. Ana Rodrigues de Albuquerque, ele filho legítimo de Antônio Juvêncio de Andrade e de D. Francisca Laura de Andrade, natural de Sant’Ana (do Acaraú), e ela, filha legítima de José Gomes Rodrigues de Albuquerque e de D. Ana Frederica Rodrigues de Albuquerque, natural do Acaraú: ambos moradores nesta Freguesia; o contraente viúvo por falecimento de sua primeira mulher, D. Teódora Judite (Gomes) de Andrade, sepultada no cemitério São José, desta cidade. E logo o dito Padre lhes deu as bênçãos nupciais. Para constar fiz este assento e assinei. O Vigário, Padre José Tupinambá da Frota.”
Irmãos anotados do Padre Francisco Juvêncio de Andrade Filho.
 
1. José Alberto faleceu criança.
2. Nílsiton Rodrigues de Andrade casou-se a 19 de dezembro de 1942, com Maria Carolina Cavalcante, filha de Silvestre Gomes Coelho e de Maria Laura Cavalcante Coelho.
3. Egberto Rodrigues de Andrade nasceu a 10 de novembro de 1920. Ordenado sacerdote a 07 de dezembro de 1947. Cônego.
4. Francisco Juvêncio de Andrade Filho, supra. Epônimo do Bairro Padre Andrade, Fortaleza. 
5. Luís Aurélio Rodrigues de Andrade nasceu a 13 de dezembro de 1927. Padre lazarista. Ordenou-se Sacerdote a 15 de julho de 1952. Secularizou-se no ano de 1972.
6. Paulo Rodrigues de Andrade casou-se a 04 de junho de 1954, com Elizária Pinheiro Maia, natural de Milhã, filha de Porfírio Elisário Pinheiro e de Rosa Maia.
7. Laurita Rodrigues de Andrade causou-se em Fortaleza, com Olavo Mendes Brasil.
8. Zilaís Rodrigues de Andrade casou-se a 24 de novembro de 1962, com José Menescal Machado Freire, viúvo de Maria do Socorro Oliveira, e filho de José Astolfo Andrade e de Leonília Machado.
9. Agaís, Irmã Margarida Maria, religiosa carmelita.
10. Zilmar Andrade. Religiosa, Filha da Caridade.
Cf. Livro de Matrimônios, Sobral. 1912/1918. 118.
Cf. Livro de Batismos, Sobral. 1921/1922. 75. Cf. Monsenhor Francisco Sadoc de Araújo. Cronologia Sobralense. Vol. IV. p. 79. e Vol. V. p. 60.
Cf. Referência ao Padre Andrade da Paróquia de São Francisco de Assis – Jacarecanga, Fortaleza.

Última atualização ( Qua, 26 de Abril de 2017 11:18 )

 

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