Blue Flower

Seja benvindo(a)!

Digite o termo na pesquisa conforme o Sumário atual da terceira etapa. Aperte o enter e aguarde o melhor resultado. Após entrar no tema da publicação, busque a palavra do seu interesse usando as teclas Ctrl + f. surgirá uma barra superior onde se deve digitar a palavra chave, p. ex. "Dummar", logo aparecerá ressaltada, com o número de vezes que se acha no texto. 

 

   

          

                          Liceu do Ceará. Praça Gustavo Barroso, Jacarecanga, Fortaleza. 

 

   Os Professores do Liceu do Ceará, Boanerges Cisne de Farias Saboia e Otávio Terceiro de Farias, eram parentes com liame familiar a seguir demonstrado. Residiram na Av. João Pessoa, lado da sombra, casas vizinhas e próximas a Rua Pedro II, nominada pelo vulgo, sem cerimônia, de Beco do Segundo. Exerceram elevadas funções como educadores.

  Otávio Terceiro de Farias nasceu a 24 de julho de 1899, em Santa Quitéria, Ceará. Filho de José Ribeiro de Farias e de Maria Francisca Terceiro de Farias.

   O Professor Otávio foi casado duas vezes, com geração de ambos os casamentos. Do primeiro casamento houve dois filhos homens e filhas mulheres, educadas, simpáticas e bonitas.

   O filho mais velho faleceu precocemente em Minas Gerais. O mais novo dos filhos, primeiro matrimônio, foi o Francisco Ernani de Holanda Farias, colega de Liceu do Autor e amigo de intermináveis conversas, juntamente com o Antônio Idalmir Carvalho Feitosa, em uma ‘casa de estudo’ no quintal da residência paterna. O Chico Farias, namorou uma filha (nome de ROSA) do Professor Boanerges, e na crença que a endogamia não era boa prática, ambas famílias rejeitaram tal envolvimento, bem ao contrário dos amigos que torciam e passavam por cupido.  O rosa 'love' feneceu rápido.

   No ano de 1964, Chico Farias, havia se refugiado na cidade do Rio de Janeiro, em função da perseguição política desencadeada no pais pelo Movimento Militar. Sem algum planejamento, puro acaso, nos encontramos em uma noite alegre no Amarelinho, Cinelândia, consulado boêmio dos cearenses exilados de sua pátria, na cidade do Rio de Janeiro. Muita emoção, cuidado em não se expor e perguntas sobre os amigos, familiares. Já madrugada, depois de mil acertos, revelações e recomendações, nos despedimos, marcando para a noite seguinte um novo encontro no Tabuleiro da Baiana. (Havia um quê de adeus pois um novo encontro seria complicado para o Chico Farias, fugiria as normas de segurança. E na verdade não aconteceu o segundo encontro).  Em Fortaleza, visitei o Professor Otávio Farias, onde mantive uma emotiva conversa tentando repassar a boa nova do seu filho - Chico Farias - e tudo mais que havia conversado com ele, o seu astral, saúde, enfim que vivia e bem. A timidez do jovem a consolar a aflição do pai e a angústia de uma de suas filhas, que atenta tudo escutava. O triste era não existir endereço. Por segurança nada de endereço, inviável correspondência, comunicação telefônica, a notícia era essa, assim errática, casual, carregada de sentimento e na esperança de que tudo passa...

   Termo de batismo de Otávio Terceiro de Farias Aos dezoito dias do mês de dezembro de 1899, batizei solenemente na (Igreja) Matriz desta Freguesia (de Santa Quitéria) o párvulo Otávio, nascido a vinte e quatro de julho do mesmo ano e filho legítimo de José Ribeiro de Farias e de Maria Francisca Terceiro de Farias. Foram padrinhos, João Rodrigues Pinto e Manoela de Souza Terceiro. E para constar mandei lavrar este termo que assino. O Padre Antônio Tabosa Braga.”  Cf. Livro de Batismos, Santa Quitéria.

                  

     Boanerges Cisne Farias de Saboia, nasceu a 28 de outubro de 1913, Crateús, filho de José Carlos Cavalcante de Saboia e de Francisca Pereira de Farias. Neto paterno de Domingos Carlos de Saboia e de Maria Carlota Cavalcante. Boanerges, Bacharel em Direito, 1938. Casou-se a 28 de novembro de 1937, com Edith Serra Saboia. Deste casamento nasceram vários filhos. Destaque para Carlos Frederico Serra Saboia e José Eurico Serra Saboia. Eurico simples, simpático, excelente profissional, falecido na Av. 13 de Maio, Fortaleza, vítima de infarto.   

      Termo de batismo de Boanerges Cisne de Farias Saboia   Aos quatorze de novembro de 1913, na Igreja Matriz desta Freguesia de Caratheús, o Padre Joaquim Rosa, batizou solenemente a Boanerges, nascido a 28 de outubro do mesmo ano, filho legítimo de José Carlos Cavalcante de Saboia e de Francisca Pereira de Farias. Padrinhos, João Terceiro de Farias e Maria Terceiro de Farias. E para constar fiz este termo. O Vigário Manoel da Silva Porto.” Cf. Livro de Batismos, Crateús. Pesquisa:  Francisco Augusto de Araújo Lima genealogia@familiascearenses.com.br  e  faal.ww@gmail.com Fortaleza, 26 de novembro de 2018.