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      Franklin Távora. Fonte foto. Wikipédia.

 

         Por Francisco Augusto de Araújo Lima. 1ª Etapa, 2006. Editado, 05.05.2017. Re - editado, 29.10.2020. genealogia@familiascearenses.com.br Fonte: Cf. Maria José Távora Cobra, Contribuição à Genealogia e História dos Távoras no Brasil. Ed. Athalaia, Brasília, 2009. 159 p. Cf. Clóvis Beviláqua. Franklin Távora. Revista da Academia Brasileira de Letras. Julho de 1912. p. 19/52. Cf. Cf. Manoel Pinheiro Távora. Távora e Cunha. RIC. 1971. p. 85. Cf. Francisco Augusto de Araújo Lima. Siará Grande - Uma Província Portuguesa no Nordeste Oriental do Brasil. Ed Expressão Gráfica. Fortaleza, 2016. Quatro Volumes. 2.300 p. Cf. Vinícius Barros Leal, História de Baturité, Época Colonial, Sec. de Cultura, Fortaleza, 1981, p. 250. Cf. Vinícius Barros Leal, Francklin Távora – A Dimensão Nacional de um Regionalismo. Revista da Academia Cearense de Letras. Fortaleza. 1978. p. 121/147.

 

   João Franklin da Silveira Távora nasceu em Baturité13 de janeiro de 1842, e faleceu na cidade do  Rio de Janeiro, a 18 de agosto de 1888. Filho de Maria Roiz., Maria Rodrigues, solteira, e de Camilo Henrique da Silveira Távora.

   Com a idade de dois anos saiu da terra natal, e passou a viver em Goiana, Pernambuco, em companhia do seu tio paterno João Felizardo Borges Távora. Estudou Direito em Recife, formando-se em 1863, mas exerceu a profissão de advogado por pouco tempo. Veio a ser ainda jornalista e deputado, ocupando cargos de poder da administração pernambucana. Em 1870, engaja-se numa campanha em favor do romance regionalista e da literatura do norte do país, criticando ferozmente José de Alencar nas Cartas a Cincinato (1870), com o pseudônimo de Semprônio. Segundo ele, a obra O Gaúcho de José de Alencar carecia de um contato mais direto do autor com a região que pretendia descrever. Morando no Rio de Janeiro, fundou a Revista Brasileira, além de escrever suas melhores obras de cunho regional. Os Índios do Jaguaribe , 1862, A Casa de Palha, 1866, O Cabeleira, 1876, O Matuto, 1878, e Lourenço, 1881. 

  João Franklin da Silveira Távora nasceu no ano de 1842 no dia 13 de janeiro em Baturité, no Ceará. Seus pais eram Maria Rodrigues de Santana da Silveira e Camilo Henrique da Silveira Távora. Estudou em Fortaleza, em Recife e em Goiana, Pernambuco. Fez Faculdade de Direito pela qual iria formar-se advogado em 1863. Durante sua vida Franklin teve outras profissões além da advocacia. Trabalhou como romancista, jornalista e até mesmo político. Residiu no Rio de Janeiro, foi funcionário da Secretaria do Império. Redigiu como jornalista A verdade, e A consciência. Ele também fundou a Revista Brasileira. Contribuiu para a reconstrução do passado pernambucano através da sua imaginação, ficção e história. Foi político e foi contra as ideias de José De Alencar, porque o mesmo não compartilhava de opinião semelhante a sua a respeito do Romantismo. Apesar de encontrarmos muitas características do romantismo nas obras de Franklin, ele foi um dos autores que introduziram o Realismo e o Naturalismo no Brasil naquela época. Além disso, fez uso de pseudônimos, o que era muito comum. Seus pseudônimos eram ‘’Semprônio’’ e “Farisvest”, que utilizou para escrever cartas para ferir a imagem de José de Alencar, pois como citado a cima, José não concordava com a ideia romancista de João, e foi também dessa ‘’campanha’’ que se iniciou uma campanha a favor de uma literatura mais nacionalista, pois, nada mais brasileiro do que o brasileiro escrevendo sobre sua pátria, ou seja, um nacionalismo na literatura. Dessa forma, pode-se caracterizar sua obra de forma geral com regionalista e nacionalista. Também fundou a associação dos homens de letras, foi sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, e ainda foi patrono na cadeira 14 da Academia Brasileira de Letras. Por fim, Franklin faleceu no ano de 1888 no dia 18 de agosto, na cidade do Rio de Janeiro.

            Termo de batismo de Franklin Távora.

   “Frankim, filho natural de Maria Roiz., natural e moradora nesta Freguesia (Nossa Senhora da Palma de Baturité), de idade de oito meses, foi batizado solenemente por mim com os Santos Óleos, nesta Matriz (de Baturité) aos sete de agosto de 1842, e foram padrinhos Manoel Moreira da Luz e sua mulher Maria Francisca da Silva, moradores em Canindé, Por Procuração que apresentou José Vicente Ferreira, solteiro, e Florinda Maria de Jesus, solteira, todos desta Freguesia, de que para constar fiz este assento que assinei. O Vigário José Carlos de Medeiros.” Obs. No termo não diz se nasceu no Vale do Candeia e menos ainda o nome do sítio.   Cf. Livro de Batismos, N. Senhora da Palma, Baturité.

 

                 

                 Cf. Livro de Batismos Batismos, N. Senhora da Palma, Baturité.

 

   Um João Franklin Távora, n. 09.06.1853, Pernambuco, 60 anos de idade, morador no município de Montenegro, Arcebispado do Pará, filho de Felizardo da Silva Távora e de Ana Nunes Távora, casou-se a 12 de fevereiro de 1919, e casa particular, Paróquia do Carmo, com D. Henriqueta Garcia, 34 anos, n. Fortaleza, batizada na Igreja Carmo, Fortaleza, filha de Ludgero Bráulio Garcia e de Teresa Cristina Garcia. Cf. Livro de Matrimônios, Fortaleza.

 “Aos doze de fevereiro de 1919, em casa particular, território desta Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, cidade e Arcebispado de Fortaleza, procedendo-se a necessária licença e dispensa dos proclamas, compareceram na minha presença, em tudo habilitados segundo o direito e sem impedimento algum os contraentes João Franklin Távora e Dona Henriqueta Garcia, ele filho legítimo de Felizardo da Silveira Távora e Dona Ana Nunes Távora, e viúvo, de sessenta anos de idade, natural de Pernambuco, e morador no município de Montenegro, Arcebispado do Pará, e ela filha legítima de Ludgero Bráulio Garcia e de Teresa Cristina Garcia, de trinta e quatro anos de idade, natural desta cidade e moradora desta Paróquia; os quais contraentes se receberam por marido e mulher com palavras de presente e logo lhes dei a Bênção Nupcial, segundo rito da Santa Igreja Católica, sendo testemunhas, Ludgero Garcia e Gilberto Garcia. O que para constar lavrei este termo que assino. O Vigário Cônego Henrique Raulino Mourão.” Terceiro casamento de João Franklin Távora, f.  de João Felizardo da Silveira Borges Távora e de Ana Nunes da Fonseca. O primeiro matrimônio na Fazenda Cangati, Ceará, com Maria Angélica Vieira, viúva de Possidônio Deodato Colares, e filha e do Capitão Idelfonso Pereira de Góes e de Raquel Menelena Nogueira Colares. Casou-se segundo no Amapá, com Ester colares, sobrinha da primeira esposa e filha de Ernesto Colares e de Francisca Siqueira.