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      Por Francisco Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses Oito, Genealogia da Ribeira do Jaguaribe. Ed. Artes Digitais. Fortaleza, 2006. p. 101.  Francisco Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses Treze – Siará Grande - Uma Província Portuguesa no Nordeste Oriental do Brasil. Ed. Expressão Gráfica. Fortaleza. 2016. Vol. I p. 199. Vol. II. p. 783. Editado, 27 de fevereiro de 2019. 30º ano do lançamento do livro Famílias Cearenses Zero – Soares e Araújos no Vale do Acaraú, 1989. Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Francisco Gaspar de Oliveira nasceu no Distrito de Vila Real, filho de Antônio Gonçalves de Oliveira e de Isabel Rebelo Gaspar. Ver seu irmão Antônio Gaspar de Oliveira, batizado a 10 de janeiro de 1692.

   Termo de casamento dos pais de Francisco Gaspar de Oliveira.“Aos quinze dias do mês de agosto de 1688 anos dadas as denunciações na forma do Sagrado Concílio Tridentino, recebi (Padre André Teixeira Borges) em face da Igreja sem impendimento, a Antônio Gonçalves de Oliveira, com Isabel Gaspar, ambos de São Cristóvão – foram testemunhas, Gaspar Pires, Mateus Gonçalves e Antônio Abreu, todos desta Vila, e por ser verdade fiz e assinei este termo era ut supra.” Livro de Matrimônios Vila Real. Não informam os pais dos contraentes.

   O Capitão Francisco Gaspar de Oliveira casou-se com Lizarda Lopes Cabreira, Lizarda Alves da Fonseca nasceu em Aquiraz, Ceará, filha de Francisco Lopes Cabreira, morador no Cambeba, Messejana. Francisco Lopes Cabreira a 25 de março de 1727, na Capela da Missão da Paopina, Paupina, atual Messejana, é padrinho de ANA, filha de José Pinto e de Maria de Mendonça. O Padre Fernando Bezerra administrou o sacramento do batismo e não teve madrinha. Francisco Gaspar de Oliveira e D. Lizarda, pais dos filhos anotados 1.-5.

  1. Antônio Gaspar de Oliveira
  2. Ana
  3. Francisco Álvares Ferreira
  4. Isabel Gaspar de Oliveira
  5. Manoel Gaspar de Oliveira

      1º Filho por Francisco Gaspar de Oliveira e Lizarda Lopes Cabreira.

  1. Antônio Gaspar de Oliveira, batizado a 1º de janeiro de 1743, na Igreja Matriz da Vila de Aquiraz. Termo de batismo.“Em o primeiro de janeiro de 1743, nesta Matriz da Vila de Achirâs (Aquiraz) batizei a Antônio filho do Capitão Francisco Gaspar de Oliveira e de sua mulher Lizarda da Fonseca e lhe pus os Santos Óleos; foram padrinhos o Doutor Ouvidor Geral do Ceará Tomás da Silva Pereira e sua mulher Dona Joana Gomes de Melo todos desta Freguesia. O Vigário Coadjutor do Ceará, Luís Teixeira de Aguiar.” Cf. Livro de Batismos, Aquiraz. Antônio casou-se com Teresa Maria de Jesus. Pais de 1.1.

1.1. Maria nasceu a 31 de janeiro de 1791, e batizada a 17 de fevereiro do dito ano, na Freguesia de São José de Aquiraz. Termo de batismo.Maria filha legítima de Antônio Gaspar de Oliveira e de Teresa Maria de Jesus, nasceu aos trinta e um de janeiro de 1791 e foi batizada com os Santos Óleos aos dezessete de fevereiro do dito ano, pelo Padre Frei José de Santa Clara. Foram padrinhos, Carlos José Bezerra e Isabel Gaspar de Oliveira. Para constar fiz este assento que assino.  O Vigário José Pereira de Castro. Cf. Livro de Batismo, Aquiraz. 

    Filho por Antônio Gaspar de Oliveira e Mariana da Costa.

1.2. Teresa. Termo de batismo.Teresa, filha legítima de Antônio Gaspar de Oliveira e de Mariana da Costa sua mulher, moradores nesta Freguesia, nasceu a quinze de novembro de 1797 e foi batizada por mim em casa em perigo e recebeu os Santos Óleos aos vinte e dois de dezembro do dito ano; foram padrinhos, Joaquim Gaspar de Oliveira e Ana da Costa desta mesma Freguesia. Para constar mandei fazer este assento que assino. O Vigário José Pereira de Castro.” Cf. Livro de Batismos, Aquiraz. 

    2º Filho por Francisco Gaspar de Oliveira e Lizarda Lopes Cabreira.

  1. Ana, batizada a 05 de outubro de 1744, na Igreja Matriz da Vila de Aquiraz. Termo de batismo.“Aos cinco do mês de outubro de 1744, na Igreja Matriz da Vila de Achirâs batizei a Ana filha legítima do Capitão Francisco Gaspar de Oliveira e de Lizarda Alves da Fonseca e lhe pus os Santos Óleos; foram padrinhos o Licenciado Manoel Ribeiro do Vale, casado, e Antônia De Niz Penha, também casada: todos desta Freguesia. Padre Luís Teixeira de Aguiar, Coadjutor." Cf. Livro de Batismos de Aquiraz.

      3º Filho por Francisco Gaspar de Oliveira e Lizarda Lopes Cabreira.

  1. Francisco Álvares Ferreira, Ajudante, natural da Freguesia do Aquiraz. Casou-se com Francisca Teresa de Jesus, também natural da Freguesia do Aquiraz, filha de Antônio Álvares da Silva e de Antônia Diniz Penha, (De Niz), pais de cinco filhos batizados, 1738/1746. Filho por Francisco Álvares e Francisca Teresa, 3.1.

3.1. João nasceu a 15 de janeiro de 1776, e foi batizado a 10 de fevereiro do mesmo ano, na Igreja Matriz de São José do Aquiraz. Termo de batismo.João, filho legítimo do Ajudante Francisco Álvares Ferreira e de sua mulher Francisca Teresa de Jesus naturais desta Freguesia; neto pela paterna de Francisco Gaspar de Oliveira, natural de Portugal e de Lizarda Lopes Cabreira, natural desta Freguesia e nela moradores, e pela materna de Antônio Álvares da Silva e de Antônia De Niz, nasceu aos quinze de janeiro de 1776 e foi batizado a dez de fevereiro do mesmo ano, por mim abaixo assinado, nesta Matriz de São José com os Santos Óleos; foram padrinhos o Ajudante Manoel Félix de Azevedo, por procuração que apresentou João Nunes de Bulhões, e Luzia de Jesus, casada, aquele solteiro, de que para constar mandei lançar aqui este assento no mesmo dia e era e lugar. O Vigário, Padre Joaquim Gomes Pessoa.” Cf. Livro de Batismos, Aquiraz. 

  1. Isabel Gaspar de Oliveira, falecida no mês de setembro de 1816, sepultada na Igreja Matriz de Aquiraz. Casada que foi com José Pires Cardoso. Pais de 4.1.

4.1. Bernardo Cardoso casou-se a 05 de maio de 1811, na Igreja Matriz de N. Senhora da Conceição da Messejana, com Isabel Francisca Maria, filha de José Luís de Albuquerque e de Joana de Paiva da Assunção. Presentes o Padre Custódio, Coadjutor desta Freguesia, as testemunhas, José Félix da Silva e Lourenço Cavalcante de Albuquerque. Cf. Livro de Matrimônios Messejana.  Leitura prejudicada.

  1. Manoel Gaspar de Oliveira, n. Aquiraz. Ajudante. Casou-se com Luíza Maria de Jesus nasceu na Freguesia de N. Senhora da Assunção de Fortaleza, filha de Manoel da Rocha Tristão, natural da Achada da Rocha,Freguesia de Gaula, Concelho de Santa Cruz, Ilha da Madeira, e de Josefa de Morais, n. Aquiraz, casados a 24.02.1729, na Igreja Matriz de São José do Ribamar de Fortaleza.

Manoel e Dona Luíza moradores nas Guaribas e pais dos filhos anotados 5.1.-5.7.

5.1. Maria

5.2. Pedro Gaspar de Oliveira

5.3. José

5.4. Leonarda Lopes Cabreira

5.5. Antônio

5.6. Manoel Gaspar de Oliveira

5.7. Luíza Gaspar de Oliveira

1º Filho por Luíza Maria de Jesus e Manoel Gaspar de Oliveira.

5.1. Maria nasceu a 10 de novembro de 1775, e batizada a 21 do mesmo mês e ano, na Igreja Matriz de São José do Aquiraz. Termo de batismo.Maria filha legítima de Manoel Gaspar de Oliveira natural desta Freguesia e de sua mulher Luíza Maria de Jesus natural e moradora no Acaracu (sic) neta pela paterna de Francisco Gaspar de Oliveira natural de Portugal e de sua mulher Lizarda Lopes Cabreira natural desta (Aquiraz) e moradora na mesma e ignoram os avós maternos; nasceu a dez de novembro de 1775 e foi batizada por mim Pároco desta Igreja aos vinte e um do mesmo mês e ano; foram padrinhos, Francisco Xavier de Medeiros, e sua mãe Januária Lopes Cabreira do que para constar mandei fazer este assento em que me assinei. O Vigário, Joaquim Gomes Pessoa.” Cf. Livro de Batismos de Aquiraz.  

    2º Filho por Luíza Maria de Jesus e Manoel Gaspar de Oliveira.

5.2. Pedro Gaspar de Oliveira nasceu a 29 de junho de 1777, e batizado na Igreja Matriz de Soure, Caucaia, a 14 de setembro do mesmo ano, pelo Padre José Moreira de Souza. Termo de batismo.Pedro filho legítimo de Manoel Gaspar de Oliveira, natural de Akirás e de Luíza Maria de Jesus natural da Freguesia de Nossa Senhora da Assunção da Vila da Fortaleza, e nela moradores; neto pela paterna de Francisco Gaspar de Oliveira, natural de Portugal, e de sua mulher Lizarda Lopes, natural do dito Akirás; pela materna neta de Manoel da Rocha Tristão, já defunto, natural de Portugal e de sua mulher Josefa de Morais, natural desta dita Freguesia, nasceu a vinte e nove de junho de 1777 e no dia quatorze de setembro do dito ano, foi batizado solenemente com os Santos Óleos pelo Padre José Moreira de Souza, Vigário da Vila de Soure (Caucaia) na (Igreja) Matriz da dita Vila: foram padrinhos, o Capitão José Bernardo Uchoa, casado, morador na dita Vila de Soure, e Joana Maria da Assunção, casada e moradora na sobredita Freguesia da Vila da Fortaleza; e para clareza fiz logo este assento extraído do próprio que me mandou o dito Padre, e nele me assinei. Na Vila da Fortaleza em quinze de setembro de 1777. Manoel Gouveia Souza, Cura na Vila da Fortaleza.” Cf. Livro de Batismos Fortaleza

   Pedro Gaspar de Oliveira casou-se a 08 de janeiro de 1810, na Capela do Siupé, com Delfina Maria de Jesus nasceu a 26 de outubro de 1795, em Soure, Caucaia, filha do Capitão Comandante Luís Barbosa de Amorim nasceu a 19.08.1754, no Distrito de Viana do Castelo, e de  Inácia Maria de Jesus, natural do Recife, Pernambuco. Neta paterna de José Barbosa de Amorim e de Maria Rodrigues da Costa, Maria Rodrigues Gonçalves. Neta materna de Geraldo Marques da Costa e de Jacinta de Oliveira, casados a 14.10.1752, no lugar Muritiapuã, Freguesia de São José do Ribamar e N. Senhora da Assunção da Fortaleza, Ceará.

     3º Filho por Luíza Maria de Jesus e Manoel Gaspar de Oliveira.

5.3. José nasceu a 15 de dezembro de 1788.

     4º Filho por Luíza Maria de Jesus e Manoel Gaspar de Oliveira.

5.4. Leonarda Lopes Cabreira casou-se a 08 de novembro de 1810, na Capela do Siupé, São Gonçalo do Amarante com o viúvo de Gerarda Francisca Barbosa, Manoel de Jesus do Nascimento, filho do Capitão Mor Raimundo de Jesus do Nascimento e de Inácia Ferreira da Cunha. Geralda Francisca Barbosa nasceu a 28 de fevereiro de 1774, e foi batizada na Igreja Matriz da Amontada, a 03 de maio do mesmo ano, pelo Padre José Rodrigues Pereira. Padrinho, Virgínio Francisco Braga, tantum. Filha de Inocêncio Francisco Braga, e de Juliana Maria Falconi, naturais da Freguesia do Forte, Fortaleza. Geralda casou-se a 11 de fevereiro de 1791, com Manoel de Jesus do Nascimento Cf. José Pedro Soares Bulcão. Anastácio Braga. Notas Genealógicas. Typ. Minerva. Ceará - Fortaleza, 1928. p. 62.  

     Filho por Gerarda Francisca Barbosa e Manoel de Jesus do Nascimento.

5.4.1. Maria nasceu a 09 de junho de 1795, e batizada a 10 do mesmo mês e ano, na Freguesia da Amontada.

     5º Filho por Luíza Maria de Jesus e Manoel Gaspar de Oliveira.

5.5. Antônio nasceu a 22 de maio de 1795, e batizado na Fazenda da Malhada Vermelha, a 18 de junho do mesmo ano. Padrinhos, o Capitão Domingos Rodrigues da Cunha, casado, e Ana Brígida, solteira.

     6º Filho por Luíza Maria de Jesus e Manoel Gaspar de Oliveira.

5.6. Manoel Gaspar de Oliveira, natural da Vila da Fortaleza. Casou-se a 14 de novembro de 1807, “pelas sete horas da noite,” na Capela de N. Senhora dos Prazeres, Freguesia do Aracati, com Joana Maria da Conceição, n. Aracati, filha de Mécia Maria da Conceição, solteira. Termo de casamento.“Aos quatorze dias do mês de novembro de 1807, nesta Capela de Nossa Senhora dos Prazeres, pelas sete horas da noite em minha presença e das testemunhas Teodósio Félix Barroso de Melo e Francisco Antônio Pereira, corridos os banhos de suas naturalidades e domicílios na conformidade do Concílio Tridentino sem impedimento Civil ou Canônico, confessados e examinados de Doutrina Cristã, contraíram matrimônio por palavras de presente Manoel Gaspar de Oliveira filho legítimo de Manoel Gaspar de Oliveira e de Luíza Maria de Jesus, natural da Vila da Fortaleza do Searâ com Joana Maria da Conceição natural de filha de Mécia Maria da Conceição, já defunta, natural desta Freguesia de Nossa Senhora do Rosário da Matriz do Aracati, e logo lhes dei as bênçãos nupciais juxt Rito Romano do que para constar mandei fazer este assento em que me assinei. O Vigário, Padre Félix Antônio de Gusmão e Melo.”  Aracati CD1 L4 Cas. 07.

    Obs. Teodósio Fidélis Barroso e Melo casado com Angélica Joaquina de Jesus, residiram na Vila do Crato, onde batizam a filha FRANCISCA nasceu a 26 de abril de 1820, e batizada na Igreja Matriz de N. Senhora da Penha da Vila do Crato, a 1º de maio do dito ano, pelo Padre  Francisco Gonçalves Martins. Padrinhos, Francisco Antônio Pereira, casado, e Francisca Xavier do Espírito Santo, moradores na Vila do Aracati, PP apresentada por José Manoel Álvares de Quental e Maria Sabina do Amor Divino. Cf. Livro de Dispensas Matrimoniais, Crato. 

   A oralidade - aceita por alguns Autores - informava que o pai de Dona Luíza Gaspar de Oliveira era Antônio Gaspar de Oliveira nasceu no mês de janeiro do ano de 1692 e batizado a dez de janeiro de 1692, na Igreja de São Cristóvão, Distrito de Vila Real, irmão de Francisco Gaspar de Oliveira, avô paterno de Dona Luíza. Antônio Gaspar de Oliveira casou-se com Simoa Correia, n. Inhamuns, Ceará, provável filha de Simão Correia de Lima e de Maria da Silva Soares, ligados aos Feitosas, Inhamuns, segundo a tradição oral, brancos, moradores na Freguesia de Arneiroz, com filhos casando na década de 1785/1794.

     7º Filho por Luíza Maria de Jesus e Manoel Gaspar de Oliveira.

5.7. Luíza Gaspar de Oliveira casou-se a 02 de abril de 1816, na Igreja Matriz de N. Senhora da Assunção da Fortaleza, com Ângelo Beviláqua, natural da Província de Trieste ou Ancana, Itália, filho de José Beviláqua e de Maria Beviláqua. Ver Fco. Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses Oito. Genealogia da Ribeira do Jaguaribe. Ed. Artes Digitais. Fortaleza, 2006. p. 101. Resenha do termo de casamento.“Aos dois de abril de 1816, feitas as denunciações do estilo nesta Matriz onde são moradores os nubentes sem impedimento como revelam os banhos que ficam eu meu poder de licença minha em presença do Padre Luís Félix de Vasconcelos e das testemunhas, Manoel José e José dos Santos, depois de examinados na Doutrina Cristã e confessados conforme o Sagrado Concílio Tridentino por palavras de presente se receberam em matrimônio Ângelo Beviláqua natural de Trieste, filho legítimo de José Beviláqua e de Maria Beviláqua e Luíza Gaspar de Oliveira, filha legítima de Manoel Gaspar de Oliveira e de Luíza Maria de Jesus, receberam as bênçãos nupciais e para constar mandei fazer este assento que assinei. O Vigário Antônio José Moreira.” Cf. Livro de Matrimônios, Fortaleza.

   Ângelo Beviláqua a sua vinda para o Ceará, ainda é envolta em mistério, não se sabendo ao certo a motivação da partida da sua pátria e nem as suas origens. Chegou por meados para o final do século XVIII, aportado náufrago às praias do Cauípe, Caucaia, Ceará, fixando residência na cidade da Fortaleza. Beviláqua, sobrenome italiano = beba a água, bebe água, para outros: sedento, aquele que bebe água. Filhos: 5.7.1.-5.7.11.

5.7.1. Maria da Penha Beviláqua                          5.7.6. Clotilde Beviláqua

5.7.2. José Beviláqua, Padre.                               5.7.7. Thiago

5.7.3. Luís                                                             5.7.8. Firmino    

5.7.4. Antônio                                                        5.7.9. Alexandre

5.7.5. Manoel                                                         5.7.10. Joviniano   

                              5.7.11. João Beviláqua.                          

 

5.7.1. Maria da Penha Beviláqua casou-se a 15 de novembro de 1829, dispensada no impedimento de 3º grau de consanguinidade, na Igreja Matriz de N. Senhora da Assunção da Fortaleza, com Antônio José Moreira, Tenente de 1ª Linha, filho do Capitão Mor Antônio José Moreira nasceu aos sete dias do mês de outubro de 1752, no Distrito de Braga e de Josefa Caetana de Freitas, solteira. Netto paterno de Luís Antônio Moreira e de sua primeira mulher, Serafina Gomes Termo de casamento.“Aos quinze de novembro de 1829, pelas oito horas da manhã nesta Matriz desta Freguesia (de São José da Fortaleza) depois de dispensados no impedimento no terceiro grau de sanguinidade que estavam ligados em minha presença e das testemunhas José Maria Eustáquio Vieira e Joaquim Francisco de Paula, se receberam em matrimônio por palavras de presente o Tenente de Primeira Linha, Antônio José Moreira filho natural do Capitão Mor Antônio José Moreira, já falecido, e de Josefa Caetana de Freitas, com Maria da Penha Beviláqua, filha legítima de Ângelo Beviláqua Luíza Beviláqua meus paroquianos, e logo receberam as bênçãos de costume e para constar mandei fazer este assento que assino. O Vigário Interino Antônio Pinto de Mendonça.” Cf. Livro de Matrimônios, Fortaleza

5.7.2. José Beviláqua nasceu em Fortaleza a 05 de setembro de 1818 e faleceu a 25 de agosto de 1905, sendo sepultado ‘aos pés do Altar de São Miguel’ na Igreja Matriz de N. Senhora da Assunção, em Viçosa do Ceará. Estudou no Seminário de Olinda, Pernambuco, Ordenado Padre a 19 de novembro de 1842. José Beviláqua além de Padre exerceu o comércio tornando-se um homem rico. Vigário Encomendado de Viçosa do Ceará, por longo período. Já aos 40 anos de idade, ligou-se a uma jovem maranhense, Martiniana Maria de Jesus, 15 anos, n. 1843 e falecida em 27 de junho de 1879, em Granja, Ceará, vítima de febre amarela. Filha de José Aires da Rocha, assassinado em uma emboscada no Piauí e de Maria da Costa Ferreira, piauiense.

   A viúva Maria da Costa Ferreira e sua filha Martiniana fugiram do lugar da ocorrência, indo para Viçosa do Ceará. Em Viçosa, Planalto da Ibiapaba Martiniana Maria de Jesus, casou-se com Antônio Severiano da Silveira, dizem que a mando do Padre José Beviláqua. Após realizar o merecido pagamento ao nubente, fez este desaparecer da cidade, permitindo assim o Padre, a sua livre união com a recém casada e emancipada - relacionamento afetivo conhecido por toda a cidade e que gerou os filhos não legitimados, pelo duplo impedimento: por ser ele Padre e a jovem mãe ser casada, mas socialmente aceitos, sem falso moralismo.

     Filhos por Martiniana Maria de Jesus, casada, de marido ausente e o Padre José Beviláqua. 5.7.2.1.-5.7.2.6.

5.7.2.1. Angelino Beviláqua  

5.7.2.2. José Beviláqua

5.7.2.3. Clóvis Beviláqua

5.7.2.4. Euclides Beviláqua

5.7.2.5. Ildetrudes Beviláqua

5.7.2.6. Clotilde Beviláqua

     1º Filho por Martiniana Maria de Jesus, casada, de marido ausente e o Padre José Beviláqua.

5.7.2.1. Angelino Beviláqua nasceu a 31 de janeiro de 1871, em Viçosa do Ceará e faleceu a 04 de outubro de 1940, em Manaus. Agrimensor e Engenheiro Agrônomo, residente no Amazonas. Formado com mais dois colegas, Agrimensor a 1º de janeiro de 1912, primeira Turma, pela Faculdade de Engenharia de Manaus. Empresta o seu nome a um Parque de Exposições Agropecuárias de Manaus, Amazonas.

2º Filho por Martiniana Maria de Jesus, casada, de marido ausente e o Padre José Beviláqua.

5.7.2.2. José Beviláqua nasceu a 18 de março de 1863, e faleceu no Rio de Janeiro a 21 de julho de 1930. Deputado, Marechal, Engenheiro Militar, Bacharel em Ciências Matemáticas e em Ciências Físicas e Naturais.

   José Beviláqua casou-se a 16 de novembro de 1891, Rio de Janeiro, com Alcida Constant Beviláqua nasceu a 15 de fevereiro de 1869, na cidade do Rio de Janeiro, filha de Benjamin Constant Botelho de Magalhães n. 18.10.1836, em Niterói, e faleceu a 22.01.1891, no Rio de Janeiro, e de Maria Joaquina Botelho de Magalhães. Neta paterna do português Leopoldo Henrique Botelho e da gaúcha Bernardina Joaquina da Silva Guimarães. Neta materna do Médico Cláudio Luís da Costa natural de Santa Catarina.  D. Alcida faleceu a 13 de julho de 1957.

   Filhos: 5.7.2.2.1.-5.7.2.2.10.

5.7.2.2.1. Peri Constant Beviláqua nasceu a 09 de junho de 1899, na cidade do Rio de Janeiro. e faleceu a 27 de abril de 1990. General, grande jurista da área militar. Casou-se com Naída de Escobar Beviláqua, com quem teve cinco filhos.  

5.7.2.2.2. José Constant Beviláqua - General, chegou ao posto de Marechal. Nasceu a 14 de julho de 1904, e casou-se a 26 de dezembro de 1929, Rio de Janeiro, com Teresa Constant Serejo.  

5.7.2.2.3. João José Constant Beviláqua nasceu a 18 de março de 1909, e faleceu a 14 de fevereiro de 1930.  

5.7..2.2.4. Marina, Mariana Constant Beviláqua nasceu a 29 de janeiro de 1901, e faleceu a 21 de janeiro de 1927, Rio de Janeiro.

5.7.2.2.5. Benjamin Constant Beviláqua Capitão reformado do Exército Brasileiro. Faleceu a 27 de abril de 1940, e foi sepultado no Cemitério de São João Batista, RJ. Cf. O Imparcial, 20.04.1940, edição 01512, página onze.

5.7.2.2.6. Araci Constant Beviáqua casada com Walter Carlos de Magalhães Fraenkel.

5.7.2.2.7. / 5.7.2.2.10. Alcidinha nasceu a 1º de novembro de 1893, Beatriz, Ceci e Diva Beviláqua                                           

     3º Filho por Martiniana Maria de Jesus, casada, de marido ausente e o Padre José Beviláqua.            

5.7.2.3. Clóvis Beviláqua nasceu em Viçosa do Ceará, a 04 de outubro de 1859, e foi batizado a 17 de novembro seguinte, na Igreja Matriz de N. Senhora da Assunção, Viçosa, sendo padrinhos, João Beviláqua, Tenente da Guarda Nacional e sua mulher Mariana Beviláqua, Professora, que residiram em Santana do Acaraú.

   O Mestre Clóvis Beviláqua faleceu no Rio de Janeiro, a 26 de junho de 1944, jurista, magistrado, filósofo, escritor, jornalista, professor, historiador, crítico e político. Elaborou com genialidade o Código Civil brasileiro, que gerou controvérsia e inveja, contando a seu favor com a arrasadora tréplica, A Redação do Projeto do Código Civil e a Réplica do Dr. Rui Barbosa, de Ernesto Carneiro Ribeiro, publicada a 26 de outubro de 1904, no Diário do Congresso, em resposta a Réplica do Dr. Rui Barbosa, publicada no mesmo Diário do Congresso, a 27 de julho de 1904.

   O Doutor Clóvis casou-se a 05 de maio de 1883, na cidade de São Luís do Maranhão, com a filha do então Governador da Província do Maranhão, a escritora Amélia Carolina de Freitas que nasceu a 07 de agosto de 1860, na residência de seus avós maternos, Fazenda Formosa, Jerumenha, Piauí, e faleceu no ano 1946. Filha de José Manoel de Freitas, Desembargador, Presidente das Províncias do Piauí, Maranhão, 07.03.1882 / 06.06.1883, e Pernambuco, 1883/1884, pelo Partido Liberal, e de Tereza Carolina da Silva. Neta materna do Major Luís Matias da Silva e de Maria de Castro Matos. Neta paterna de Gonçalo José de Freitas e de Ana Maria de Souza. Amélia Carolina com quarenta dias de nascida, seus pais a levaram a cavalo para a Vila de Nossa Senhora do Livramento de Paranaguá, que passando a município, foi rebatizado como Parnaguá, Piauí. Cf. Noêmia Paes Barreto Brandão, Clóvis Beviláqua, na Intimidade, Rio de Janeiro, 1989, p. 43. Termo de casamento.“Aos cinco dias do mês de maio de 1883, nesta cidade de São Luís do Maranhão, na Igreja de Santo Antônio, pelas onze horas do dia, em presença do Reverendíssimo Padre Doutor Doroteu Dias de Freitas de licença do Reverendíssimo Senhor Governador do Bispado, sendo ali presente o Cônego Doutor João Tolentino Gadelha Mourão e as testemunhas, Doutor Manoel Bernardino da Costa Rodrigues e Fábio Augusto Bayma e achando-se dispensados de todas as habilitações pelo mesmo Reverendíssimo Senhor Governador do Bispado pelo documento que fica em poder do Reverendo Cônego Cura da Freguesia de Nossa Senhora da Vitória, desta cidade, sem descobrir impedimento algum, se receberam em matrimônio solenemente por palavras de presente na forma do Sagrado Concílio Tridentino e constituição diocesana o Doutor Clóvis Beviláqua e Amélia Carolina de Freitas, filhos legítimos, (sic) ele de José Beviláqua e Dona Martiniana Maria de Jesus, natural da Vila Viçosa do Ceará, paroquiano na Freguesia de São Mateus de Alcântara desta Província e Bispado e ela do Doutor José Manoel de Freitas e de Tereza Carolina da Silva de Freitas, natural da Freguesia de Santo Antônio de Jerumenha do Piauí e paroquiana da de Nossa Senhora da Vitória da Catedral desta cidade e logo lhes foram dadas as bênçãos nupciais e para constar fiz este assento em que me assino. O Encomendado da Freguesia, Padre Balduíno Pereira de Maya.” Cf. Livro de Matrimônios, São Luís, Maranhão. 

     Filhos: 5.7.2.3.1.-5.7.2.3.3.

5.7.2.3.1. Dóris Teresa nasceu no ano de 1888, em Recife, Pernambuco. Casou-se com o seu primo Humberto Beviláqua, n. Granja, Ceará, filho de João Benício Beviláqua e de Edeltrudes Beviláqua. Dóris Teresa faleceu no ano de 1970.  

        2ª Filha por Amélia Carolina de Freitas e Clóvis Beviláqua.

5.7.2.3.2. Floriza, n. 1896 em Recife, Pernambuco, e faleceu no ano de 1946. Casada e separada do marido, mãe de: Filhas: 5.7.2.3.2.1.- 5.7.2.3.2.2.

5.7.2.3.2.1. Teresa, n. na cidade do Rio de Janeiro, e faleceu com quatros meses de idade.  

5.7.2.3.2.2. Veleda, n. na cidade do Rio de Janeiro.

     3ª Filha por Amélia Carolina de Freitas e Clóvis Beviláqua.

5.7.2.3.3. Vitória Beviláqua, n. na cidade do Rio de Janeiro. Casou-se a 21 de maio de 1955, com José Henrique de Paiva, pais de 3.2.5.3.1.- 3.2.5.3.2. 

3.2.3.3.1. Maria Teresa, inupta.

3.2.3.3.2. Maria Cecília, inupta.

Obs. As netas Teresa, Veleda e Vitória foram perfilhadas pelo avô materno Clóvis Beviláqua e sua mulher, em um gesto de vanguarda para a época, amor, e compreensão.

 

     4º Filho por Amélia Carolina de Freitas e Clóvis Beviláqua.

5.7.2.3.4. Achilles Beviláqua, filho por adoção, e sobrinho, nasceu a 24 de outubro de 1883, em Granja, Ceará, filho de João Benício Beviláqua e de Edeltrudes Beviláqua. Ver item 5.7.2.5.1. a seguir.

4º Filho por Martiniana Maria de Jesus, casada, de marido ausente e o Padre José Beviláqua.

5.7.2.4. Euclides Beviláqua nasceu a 15 de outubro 1867 e faleceu no ano de 1928. No Estado do Paraná, foi Desembargador do Tribunal de Justiça. Nome de rua em Curitiba. Filho:

5.7.2.4.1. Childerico Beviláqua, Engenheiro Agrônomo. Diretor do Instituto de Fermentação do Ministério da Agricultura, anos de 1955/1969. Cf. Jprnal Correio da manhã. 19.04.1955.

            5º Filho por Martiniana Maria de Jesus, casada, de marido ausente e o Padre José Beviláqua.

5.7.2.5. Ildetrudes Beviláqua, álibi Edeltrudes Beviláqua nasceu no ano de 1857 e faleceu a 02 de outubro de 1941, em Viçosa do Ceará. Casou-se com João Benício Beviláqua, repentista e monarquista, morava na cidade de Granja, mas frequentava a de Viçosa do Ceará.      

     Filhos: 5.7.2.5.1.-5.7.2.5.2.  

5.7.2.5.1. Achilles Beviláqua nasceu a 24 de outubro de 1883, em Granja, Ceará, Deputado, Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, membro da Academia Amazonense de Letras, um dos fundadores da Universidade de Manaus.  

5.7.2.5.2. Antônio Beviláqua, n. 1870 e faleceu em 1956, Granja, Ceará. Casou-se no ano de 1894 com Joana Torres.

   Filho:

5.7.2.5.2.1. Antônio Beviláqua, n. 1894 e faleceu a 1968, em Granja, Ceará. Casou-se no ano de 1918 com Auta de Souza. Anotado: Antônio Beviláqua Filho c.c. Laura Porto, pais de Lauro Porto Beviláqua n. Granja, Ceará, 30 anos e casou-se a 07.01.1947, na Igreja Matriz da Parangaba, com Francisca das Chagas Mendes, n. Granja, 20 anos, filha de Eleutério Mendes de Mesquita e de Josefa Amélia Mendes. Livro de Matrimônios, Parangaba.

     6º Filho por Martiniana Maria de Jesus, casada, de marido ausente e o Padre José Beviláqua.

5.7.2.6. Clotilde Beviláqua casou-se com Francelino de Araújo, Farmacêutico.

                           

Fonte:  Cf. Livro de Batismos, São José da Catedral, Fortaleza. 1748/1795, 1770/1787 e Matrimônios, 1773/1812. 129,163,206,212. Cf. Livro de Batismos, São José do Ribamar, Aquiraz. 1737/1742. 49,62. Cf. Livro de Batismos, São José do Ribamar, Aquiraz. 1773/1778. 35,50,60,95. Cf. Livro de Batismos, São José do Ribamar, Aquiraz. 1787/1793. 56.  1773/1778. 35. Cf. Livro de Batismos, São José do Ribamar, Aquiraz. 1793/1804. 83. Cf. Livro de Batismos, São José da Catedral, Fortaleza. 1726/1770. 84. Cf. Livro de Matrimônios, São José da Catedral, Fortaleza. 1813/1828.  69. Cf. Livro de Matrimônios, São José da Catedral, Fortaleza. 1828/1835. familysearch.org. 31,166. Fonte: LSJR6-27.

Cf. Carlos Xavier Paes Barreto, Clóvis Beviláqua e Suas Atividades, Ed. Aurora, 1960, Rio de Janeiro, 223 p.

Cf. Noêmia Paes Barreto Brandão, Clóvis Beviláqua, na Intimidade, Rio de Janeiro, 1989, p. 116.

Cf. Macário Lemos Picanço, Clóvis Bevilacqua: sua vida e sua obra, Rio de Janeiro, Educadora, 1935.

Cf.  Barão de Studart. Diccionario Bio -Bibliographico Cearense, Vol. I, Fortaleza, Ed. Typo-Lithographia,1910,  p. 198.

Cf. Sílvio Meira. Clóvis Beviláqua Sua Vida. Sua Obra. Edições UFC: Fortaleza, 1990.

Cf. Luiz Barros, História de Viçosa do Ceará. Ed. Lourenço Filho, Fortaleza, 1980, p. 282,300.

Cf. Raimundo Girão, Famílias de Fortaleza, UFC, IU, Fortaleza, 1975, p. 195.

 Cf. Aureliano Diamantino Silveira, UNGIDOS do SENHOR, 2° vol. Fortaleza, 2004, Ed. Premius, p. 346.