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    Famílias Cearenses & Francisco Augusto de Araújo Lima.  

 

  

 Atualizado, 28.02.2020. Atualizado, 08.10.2022. Francisco Augusto de Araújo Lima

 

 

Aurora Patrocínio dos Santos, natural de São Bento da Amontada, Ceará, 24 anos de idade, viúva de João Evangelista da Silveira, casou-se (2) aos 02 de agosto de 1920, na Capela do Sagrado Coração de Jesus, Asilo de Alienados da Parangaba, com Francisco Lopes de Almeida, natural de Canindé, Ceará, 25 anos de idade, residente nas Damas, Parangaba, filho de José Francisco de Almeida e de Maria Lopes da Conceição. Testemunhas presentes: Melquíades Viana e Antônio Hermeto de Barros. Cf. Livro de Matrimônios, Ceará, familysearch.org.

 

    Da Rua Romeu Martins, antigo Beco da Itaoca, até a Rua Irmã Bazet, Beco do Waldomiro Abreu Albuquerque, Valdomiro, são 307 metros.

   

   O Dr. Romeu Martins nasceu a 22 de julho de 1895, em Canindé, Ceará, filho de Antônio Martins Júnior e de Alexandrina Emília da Silva, segunda esposa,  casada a 16.05.1890, dispensada no parentesco, na Capela das Dores, filial da Igreja Matriz de Canindé. O nubente 45 anos de idade e a noiva 32, ambos naturais e batizados na Freguesia de Canindé. A primeira esposa do Sr. Antônio Martins Júnior foi Josefa Maria. Romeu foi batizado a 17 de agosto de 1895, na Igreja Paroquial de Canindé, pelo Padre Manoel Cordeiro da Cruz, sendo seus padrinhos, o Doutor Pompílio Cordeiro da Cruz e Maria Eulina Cordeiro.

   Romeu Martins, Bacharel em Direito, Ceará, 08.12.1917, Magistrado, Auditor da Justiça Militar, Prefeito Municipal de Fortaleza, 1946, Chefe de Polícia. Ensaísta, sociólogo, jornalista, sócio da A.C.I. Publicou: Ceará - República Velha e República Nova, 1933, A Realidade Brasileira, 1937, Democracia e Força, 1943. O antigo Beco da Itaoca, foi nominado Rua Romeu Martins onde também existiu um Clube de famosas noitadas às quartas feiras, quando muitos moradores das Damas, diziam para as esposas, namoradas e/ou noivas, que iam ao jogo de futebol, campeonato cearense, Estádio Presidente Vargas, e na verdade optavam pelo forró elitizado no Clube Romeu Martins.

  O Doutor Romeu Martins casou-se com Raimunda da Costa, pais de Maria José Martins nasceu em Araioses, Maranhão, 23 anos e casou-se a 16 de dezembro de 1946, às 16 h, em casa particular, Parangaba, com Jéferson Nóbrega Araújo, n. Campina Grande, Paraíba, 26 anos de idade, filho de João Araújo e de Clotilde Nóbrega.  O Dr. Romeu faleceu em Fortaleza a 11 de novembro de 1949, com 54 anos de idade. Fonte: Hugo Victor Guimarães e Silva. Chefes de Polícia do Ceará. Tipografia Minerva, Fortaleza. 1943. 184 p. Revista do Instituto do Ceará. 1963, 2010. Cf. Livro de Matrimônios, Canindé e Parangaba. familysearch.org. 

                    Termo de batismo do Dr. Romeu Martins.        

                     

                      Cf.  Livro de Batismos Canindé. familysearch. Pesquisa FAAL.

 

   Seguindo pelo lado sol, na esquina sudoeste da citada Rua Irmã Bazet / Av. João Pessoa, havia a bodega do Sr. Waldomiro Abreu Albuquerque, sucedido por vários comerciantes. O Sítio do Sr. Horácio Bezerra, o Sítio do Sr. Xara Barroso ... Pelo lado da sombra  a casa do Sr. José Amora Sá, sucedido por Gerardo Pessoa de Araújo, do Sr. Raul Ribeiro de Souza, com uma entrada para o poente, permitindo o acesso a casa do Sr. Antônio Benício Neto. Posto de combustível outrora do José Saboia Bezerra. Casa de residência de: Oscar Bezerra de Araújo, Gotardo Augusto de Morais e João Teófilo.

    Esquina sudeste Av. João Pessoa / Rua Irmã Bazet.

   Sr. Waldomiro Abreu Albuquerque  proprietário de imóvel, ponto comercial, jogador no Damasco Futebol Clube, falecido precocemente. Era casado com Dona Camélia, Carmélia Rodrigues. Pais de:

1. Francisco Rodrigues de Abreu, Chicão, funcionário do INSS, casado com geração.

2. José Maria Rodrigues de Abreu, Cabo do Exército, Paulo, casado.

3. Paulo Rodrigues de Abreu, Paulô, atleta do Damasco F. Clube e funcionário de Geraldo Bastos.

4. Teresinha, MariaTeresa Rodrigues de Abreu, casada com geração.

5. Ângela Rodrigues de Abreu residente na casa paterna na Rua São Gonçalo do Amarante, Vila Miguel Gonçalves, Damas. Funcionária aposentada da SILCAR. Mãe do Militar do Corpo de Bombeiros do Ceará, Bruno Rafael Abreu Martins.

6.  Angelzinda Rodrigues de AbreuTermo de batismo, Angelzinda. “Aos vinte e nove dias do mês de fevereiro de 1940, foi solenemente batizada na Casa de Saúde César Cals, pelo Reverendo Padre João Saraiva Leão, a párvula Angelzinda, filha legítima de Waldemiro Abreu de Albuquerque e de Carmélia Rodrigues, sendo padrinhos, Eldair dos Santos Sátiro e Clarisse Nogueira Sipião. O Vigário (em branco).” Cf. Livro de Batismos, Fortaleza. familysearch.org.

7. João Bosco Rodrigues de Abreu, solteiro, falecido. Informações da amiga Anjinha, Ângela Rodrigues de Abreu.

 

  

    Do Beco do Waldomiro Abreu Albuquerque até o Beco da Itaoca são 307 m. O Sr. Joaquim Liberato Barroso casado com Antônia Barroso, pais de: José Liberato Barroso nasceu em Fortaleza, a 31 de março de 1859. Casou-se com Maria José Cruz Barroso. José Liberato Barroso = Xara Barroso, n. 1915. A 22 de setembro de 2008, tinha 93 anos de idade, e 66 anos de casado, residiu nas Damas, Av. João Pessoa. Casou-se aos 22 de setembro de 1942, Igreja do Patrocínio, Fortaleza, com D. Maria da Paz Rocha Gomes. O Sr. Xara Barroso, faleceu a 29 de junho de 2011, com geração. https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/editorias/opiniao/a-um-idoso-jovem-1.361049

   Vizinho ao José Liberato Barroso a residência do Sr. Horácio Bezerra de Menezes n. 1903, proprietário da Fazenda Urucu, Quixadá, filho do Coronel Benigno Bezerra de Menezes (Intendente da Vila do Riacho do Sangue, 1904, Coletor Estadual em Quixadá, 1931), e de Cantinilia Pinto de Menezes. Horácio casou-se com a idade de 26 anos, aos 06 de dezembro de 1929, Fortaleza, com Maria Antonieta Sales Lopes, n. 1912, dezessete anos, filha de Isaías Lopes e de Inês Sales.  Presentes, o Padre Luís de Carvalho Rocha, as testemunhas, Emigdio Barbosa e Luís Carvalho. Cf. Jornal A Razão, Fortaleza, 19.12.1929. Cf. Livro de Matrimônios, Ceará. familysearch.org. O Sr.  Horácio e Dona Antonieta pais de entre outros de 1.-5.

  1. Aírton Lopes Bezerra de Menezes, Ayrton nasceu a oito de dezembro de 1930, Quixadá, e foi batizado na Igreja Paroquial, a treze de abril de 1931, pelo Padre Frei Leopoldo Plass. Padrinhos, seus avós paternos, o Coronel Benigno Bezerra de Menezes e sua mulher Cantinilia Pinto de Menezes. Eng°. Agr°, 1954, U.F.C. Superintendente do INCRA, Ceará. Casado com sucessão. Cf. Livro de Batismos, Ceará. familysearch.org. 
  2. Horácio Bezerra de Menezes Jr. nasceu a 20 de agosto de 1945, Fortaleza, proprietário de uma Locadora de Automóveis, casado com D. Sandra Bezerra de Menezes. Horácio Jr. faleceu a 18 de junho de 2018. Informação da Senhora Sandra Bezerra de Menezes.
  3. Francisco Bezerra de Menezes.
  4. Núbia.
  5. Zélia.

       

   Da Rua Romeu Martins, Beco da Itaoca, para o Beco da Nab, Beco do Pan - Americano, atual Rua Ceará, a distância é de 73 metros. Na esquina Noroeste, havia a Padaria Confiança, do Manoel Guimarães de Oliveira

  Na esquina Sudoeste havia um ‘campo - de - pouso’ da N.A.B., Navegação Aérea Brasileira, depois um posto de combustível do Gualter Fernandes Filho, natural do Rio Grande do Norte. Diário do Nordeste. Geraldo Duarte, 04.02.2019. 

 A N.A.Bpossuía instalações no antigo Aeroporto Pinto Martins e ainda ocupava quadra de terreno no Bairro Damas (área do hoje Pan-Americano), na então artéria denominada Beco da N.A.B., atual Rua Ceará, esquina com a Avenida João Pessoa. Ali, existiam depósitos de materiais para os serviços gerais de manutenção das aeronaves, oficinas de veículos e de consertos de equipamentos utilizados em embarques e desembarques de passageiros e de cargas e descargas aéreas. Também incorporava o escritório de apoio administrativo terrestre e demais setores afins. Muitos dos empregados residiam nas adjacências e, nos deslocamentos de casa ao trabalho e retornos, eram vistos trajando uniformes funcionais.

  Popó Vieira da Silva, pernambucano, famoso craque do Ceará Sporting Club, residiu com sua esposa em casa-mercearia, na Rua Ceará, junto trilho do trem RVC / RFFSA. Pais de Alaete Vieira da Silva, Eng.ª Agr.ª, EAUFC, 1964.

     

                      

 Bar Avião, defronte a Capela Asilo de Alienados de São Vicente de Paulo da Parangaba. Fonte foto, Nirez de Azevedo.

        O prédio do Bar Avião, na Avenida João Pessoa, entrada da Rua 15 de Novembro, foi construído na década de 1940 / 1949, por Antônio de Paula Lemos, seu primeiro proprietário, que faleceu em 1958, ficando seu filho José Odacir Natalense Lemos à frente dos negócios. Fonte: https://tuliomonteiroblog.wordpress.com/2020/05/15/o-bar-aviao-de-parangaba-patrimonio-de-fortaleza/ 
      Antônio de Paula Lemos 1º dono do Bar Avião – torcedor e membro da Diretoria do Ferroviário Esporte Clube. Casado com Cléa Natalense Lemos, pais de José Odacir Natalense Lemos.
Antônio de Paula Lemos nasceu no ano de 1909, em Canindé, Ceará, filho de José de Paula Lima e de Raimunda Amélia Lemos. Casou-se a 04 de fevereiro de 1932, nesta Igreja, com Cléa Sampaio Natalense nasceu no ano de 1915, em Parangaba, filha de José Pedra Natalense e de Maria Sampaio Natalense. Presentes a cerimônia religiosa de casamento, o Padre Rodolfo Ferreira da Cunha, as testemunhas, o Dr. José Ribeiro da Frota e o Dr. Eduardo Monteiro Gondim”. Cf. Livro de Matrimônios, Ceará, familysearch.org. José de Paula Lima, José Paulo Lima casou-se a 21 de junho de 1904, nesta Igreja, dispensado no parentesco, com Raimunda Amélia Lemos. Presentes, o Frei Matias de Ponteraniga, OFM, as testemunhas, João Pinto Damasceno e Manoel Sancho Campelo. Cf. Livro de Matrimônios, Ceará, familysearch.org. 

       José Pedra Natalense, José Pedro Natalalense nasceu em Baturité, filho de Raimundo Natalense e de Francisca Maria da Conceição. Casou-se a 06 de janeiro de 1912, nesta Igreja, com Maria de Nazareh Sampaio, nasceu na Parangaba, filha de Maria Thomazia, solteira. Presentes, o Padre Rodolfo Ferreira da Cunha, as testemunhas, Francisco Ferreira Braga e Virgílio Ribeiro. Cf. Livro de Matrimônios, Ceará, familysearch.org. José Pedra Natalense, comerciante, proprietário da Padaria Natalense, Rua - sentido nascente /poente - do lado Norte da Praça da Parangaba, onde produzia as afamadas “rosquinhas” do Zé Pedra, diziam que fabricadas usando água da Lagoa da Parangaba. Na citada Rua do lado Norte da Igreja Matriz de Bom Jesus dos Aflitos da Parangaba, existiu o Cine Marabá, que exibia sucessos nacionais, como O Ébrio, lançamento, 1946. Diretora, Gilda Abreu, autor, Vicente Celestino. No lado oposto - Sul da referida Praça - demorava o prédio do Grupo Escolar Estadual da Parangaba, dirigido pela competente Professora Adélia Brasil Feijó, e sendo Orientador Pedagógico da Saúde Bucal, o Cirurgião Dentista Dr. Antônio Augusto de Araújo Lima. O Grupo Escolar, depois transferido para prédio edificado para ser Escola, em Rua bem mais ao Norte. Ainda: Ao nascente da Igreja Matriz a Estação Ferroviária da RVC, -1873 - que deu 'status' a Povoação da Parangaba, por  ser ligada a Fortaleza, por trens horários, já descrito na 1ª parte deste Um Bairro Chamado Damas.

    O Senhor José Pedra Natalense e Dona Maria de Nazaré Sampaio Natalense, pais de treze filhos:
1. Cléa Sampaio Natalense casada com Antônio de Paula Lemos , supra.
2. Maria. 3. Euricléa. 4. Luci. 5. Eurinice. 6. Magela. 7. Zélia. 8. Maria de Jesus. 9. Mirian. 10. José. 11. Jeová. 12. Iran e:

13. Maria José Sampaio Natalense n. em Parangaba, filha de José Pedra Natalense e de Maria Sampaio Natalense. Casou-se com o viúvo de Eulália Coelho de Figueiredo, Waldemar Rodrigues de Figueiredo a 08 de dezembro de 1937, nesta Igreja. Presentes, o Padre José Hortêncio de Medeiros, as testemunhas, José Guedes Martins e Casemiro Ribeiro Brasil Montenegro. Waldemar Rodrigues Figueiredo nasceu a 12 de abril de 1898, Quixeramobim e foi batizado a 18 de maio do dito ano, pelo Padre Salviano Pinto Brandão, sendo seus padrinhos, Manoel José de Oliveira Figueiredo* e Ana Maria de Jesus. Residiu no Bairro Barro Vermelho, atual Antônio Bezerra, Fortaleza. E era filho de Jorge Henrique de Oliveira Figueiredo e de Ana Maria Rodrigues Figueiredo. Neto paterno de André de Oliveira Figueiredo súdito português, e de Joaquina Maria Teles de Figueiredo, maranhense. *Manoel José de Oliveira Figueiredo proprietário do Sítio Bom Sucesso, Guaramiranga, Serra de Baturité. Ver Guaramiranga nesta Página, Famílias Cearenses. 

     Jorge Henrique de Oliveira Figueiredo, aluno do Colégio Franco - Brasileiro, 05.11.1889. Auxiliar de Veterinária, Ministério da Agricultura. 23.05.1913 e 28.03.1922. Proprietário e residente na Fazenda Várzea Queimada, "com magnifica casa de morada", casa de morador, açude, currais, cercada, em Uruquê, Quixeramobim, distante uma légua da Estação Ferroviária, RVC de Cangati, atual Caio Prado, Distrito de Itapiúna, Ceará. Cf. Livro de Batismos Ceará, familysearch.org. 

                            

 

     O Sr. Waldemar casou-se (1) de idade 26 anos, a 13 de maio de 1924, nesta Igreja, com Eulália, Ervlândia Guimarães Coelho, n. Sobral, 22 anos, residente no Barro Vermelho, Paróquia da Parangaba, filha de Antônio Coelho e Maria Hardy Guimarães. Cf. Livro de Matrimônios, Ceará, familysearch.org. Waldemar Rodrigues Figueiredo e Eulália, Envládia, Euvládia Coelho de Figueiredo, pais de Eridan, n. 05 de abril de 1925, Fortaleza. Cf. Livro de Batismos, Ceará, familysearch.org. 
  Waldemar Rodrigues Figueiredo, Juiz de Paz em Parangaba, e Maria José Natalense, pais de Walmiran Natalense Figueiredo, Xexéu. “Walmiran nasceu a 12 de setembro de 1938, e foi batizado a doze de setembro do dito ano de 1938, na Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus dos Aflitos da Parangaba, pelo Padre Belarmino Krause, SDS, sendo padrinhos José Pedra Natalense e Maria Sampaio Natalense”. Cf. Livro de Batismos, Ceará, familysearch.org.

                         

   Distância da Rua Romeu Martins, antes Beco da Itaoca, para a passagem do trilho do trem ao lado da Capela do Sagrado (Santíssimo) Coração de Jesus, Asilo de Alienados da Parangaba, são 490 metros. Em ambos os lados sombra e sol existiam simpáticos bangalôs e constituía um trecho densamente povoado. 

 

                  

  Capela do Sagrado Coração de Jesus do Asilo de Alienados da Parangaba. Foto: Mapa Cultural do Ceará.

 

    Rua Romeu Martins/ Trilho do Trem RVC, lado do sol, a última residência, chamada “Casa das BAIANAS”, do Sr.  Vicente Nepomuceno casado com D. Hercília dos Santos, filha de Agapito Jorge dos Santos. Ver 6ª parte -Damas - a ascendência de Dona Hercília dos Santos Nepomuceno. 

             Vicente Nepomuceno, filho de João Nepomuceno da Silva Filho e de Maria Eugênia Caracas Nepomuceno,  casados aos 16 de outubro de 1880, na Capela da Pendência, Pacoti, Serra de Baturité. Neto paterno do Sargento Mor do 1º Batalhão, Província do Ceará, João Nepomuceno da Silva expositor de café da Serra de Baturité em Chicago, EUA. 19.02.1894. Promovido a Coronel da Guarda Nacional, 29.05.1881. Oficial da Ordem da Rosa. 29.08.1888, e de Maria Bazilia da Silva. Neto materno de José Pacífico da Costa Caracas e de Francisca Eugênia Caracas. Presentes a cerimônia religiosa de casamento de João Nepomuceno da Silva Filho e Maria Eugênia Caracas, O Padre Manoel Rodrigues Campos, as testemunhas, Luís Nepomuceno da Silva e Eugênia Maria do Nascimento. Cf. Livros de Matrimônios, Ceará, Igreja Católica Apostólica Romana. 

     João Nepomuceno da Silva Filho e Maria Eugênia Caracas Nepomuceno, pais ainda do acadêmico de Medicina, Bahia, 1º ano, Francisco de Assis Nepomuceno. 14.06.1902. Francisco de Assis Nepomuceno recebeu o grau de Doutor em Medicina a 28 de dezembro 1911, pela Faculdade de Medicina do RJ. Casou-se de idade 26 anos, dia 03 de julho de 1909, na cidade do Rio de Janeiro, com Florinda Polly, filha de Alfredo Polly e de Adelina de Oliveira Polly. O Dr. Francisco de Assis Nepomuceno faleceu aos 16 de maio de 1968, RJ. Residiu à Rua Silveira Martins, nº 70, Flamengo, RJ. Nomeado Prefeito de Pederneira, SP, 03.12.1930.  Florinda Polly nasceu no ano de 1890 e faleceu de idade 72 anos, em 1º de abril de 1962, SP. Cf. Livro de Matrimônios, Rio de Janeiro. Igreja Católica Apostólica Romana. Cf. Hemeroteca Digital, Biblioteca Nacional, RJ.

   Termo de casamento. Hercília e Vicente. “Aos sete dias do mês de fevereiro de 1934, na Capela do Asilo, Paróquia da Parangaba, Arcebispado de Fortaleza, em minha presença e das testemunhas, Manoel Sátiro e José Nepomuceno receberam-se em matrimônio Vicente Nepomuceno e Hercília dos Santos. Houve dispensa de banhos. E logo receberam as bênçãos nupciais. Em testemunho da verdade assina o Vigário Padre Nelson Terceiro de Farias.” (O Padre Nelson, irmão do Professor Otávio Terceiro de Farias). Cf. Livro de Matrimônios, Bom Jesus dos Aflitos, Parangaba. familysearch.org.

       Filhos por Hercília dos Santos e Vicente Nepomuceno. 1.-8.

1. Murilo dos Santos Nepomuceno. Casou-se a 12 de setembro de 1957, na Igreja Matriz de Parangaba, com Maria Necy Nunes Maia. Termo de batismo de Murilo dos Santos Nepomuceno. “Aos oito de dezembro de 1934, na Igreja do Asilo, foi solenemente batizado o párvulo Murilo por mim nascido na Freguesia da Parangaba a vinte e três de novembro de 1934, filho legítimo de Vicente Nepomuceno e de Hercília dos Santos Nepomuceno, moradores na Paróquia da Parangaba. Foram padrinhos Agapito Sátiro e Heloísa Diogo. E para constar lavrou-se este termo que assino. O Vigário Padre Nelson Terceiro de Farias.” Cf. Livro de Batismos, Bom Jesus dos Aflitos, Parangaba. familysearch.org.

2. Eliezer dos Santos Nepomuceno. Casou-se a 25 de dezembro de 1963, na Igreja Matriz da Parangaba, com Vânia Maria Leite Santiago. Termo de batismo de Eliezer dos Santos Nepomuceno. “Aos três de maio de 1936, na Igreja do Asilo, foi solenemente batizado o párvulo Eliezer, pelo Padre Nelson (Terceiro) de Farias nascido na Freguesia da Parangaba a seis de abril de 1936, filho legítimo de Vicente Nepomuceno e de Hercília Santos Nepomuceno moradores na Paróquia da Parangaba. Foram padrinhos Mahir dos Santos Sátiro e Mausristela Pinto Nogueira. E para constar, lavrou-se o presente termo que assino. O Vigário Padre José Hortêncio de Medeiros.” Cf. Livro de Batismos, Bom Jesus dos Aflitos, Parangaba. familysearch.org.

3. Liliana dos Santos Nepomuceno casada com geração. Termo de batismo Liliana. “Aos quinze dias do mês de agosto de 1937, na Capela do Asilo, foi solenemente batizada pelo Padre Nelson Terceiro de Farias a párvula Liliana nascida a dezessete de julho de 1937, filha legítima de Vicente Nepomuceno e de Hercília dos Santos Nepomuceno. Foram padrinhos, Rogério Prata e Ludzinda dos Santos Prata. E para constar lavrou-se este termo que assino. Padre José Hortêncio de Medeiros.” Cf. Livro de Batismos, Bom Jesus dos Aflitos, Parangaba. familysearch.org.  Liliana, funcionária aposentada da Superintendência Estadual do INSS no Ceará.

4. Glícia dos Santos Nepomuceno casou-se no ano de 1958, com Francisco Júlio Dias da Rocha, com geração. Termo de batismo Glycia. “Aos oito dias do mês de outubro de 1938, na Capela do Asilo, o Reverendo Padre Nelson (Terceiro) Farias, solenemente batizou a párvula Glycia nascida aos dezesseis dias de setembro de 1938, filha legítima de Vicente Nepomuceno e de Hercília dos Santos Nepomuceno. Foram padrinhos, Felipe de Lima Santhiago e Neosinda Sátiro Santhiago. E para constar lavrou-se este termo que assino. O Vigário Padre Belarmino Kause.” Cf. Livro de Batismos, Bom Jesus dos Aflitos, Parangaba. familysearch.org.

5. Maria Eugênia dos Santos Nepomuceno, a Baiana, casada com Mozart Gomes, * 1939 e + 07.09.2009. Mozart era filho do Coronel Mozart Gomes, dirigente tricolor do Pici, Fortaleza Esporte Clube, e de Dona Alzira de Araújo França. Termo de batismo de Maria Eugênia. “Aos oito de outubro de 1939, na Igreja de Parangaba, o Reverendo Padre Paulo Almeida, solenemente batizou a párvulo Maria (Eugênia) nascida na Freguesia da Parangaba a sete de julho de 1939, filha legítima de Vicente Nepomuceno e de Hercília dos Santos Nepomuceno, moradores na Freguesia da Parangaba. Foram padrinhos Roberto Nepomuceno e Maria Ceci Nepomuceno. E para constar, foi lavrado este termo que assino. O Vigário Padre Belarmino Kause.” Cf. Livro de Batismos, Bom Jesus dos Aflitos, Parangaba. familysearch.org.

6. Célia dos Santos Nepomuceno nasceu no ano de <1941>. 

7. Ilda dos Santos Nepomuceno nasceu a 08 de julho de 1942, filha legítima de Vicente Nepomuceno e de Hercília dos Santos Nepomuceno; foi batizada na Capela do Asilo da Parangaba, no dia 17 de julho seguinte, pelo Padre Geraldo de Andrade. Padrinhos, João Batista Diogo de Siqueira e Rita Iolanda Teixeira. Cf. Livro Batismos, Fortaleza, Parangaba. familysearch.org.

8. João dos Santos Nepomuceno. Termo de batismo de João. “Aos onze de setembro de 1943, na Capela do Asilo, o Reverendo Padre Fridolin Mitnacht Kiliano batizou solenemente o párvulo João nascido nesta Freguesia de Parangaba a nove de setembro de 1943, filho legítimo de Vicente Nepomuceno e de Hercília dos Santos Nepomuceno, moradores nesta Paróquia de Parangaba. Foram padrinhos José Augusto de Araújo e Cecy Holanda de Araújo. E, para constar, foi lavrado este termo que assino. O Vigário (em branco).” Cf. Livro de Batismos, Ceará, Igreja Católica, Apostólica Romana. 

  1.                                        Irmãs Baianas {Falta a Ilda}                                     
  2.          Da esquerda para direita: 1. ?? 2. Glícia 3. Liliana. 4. Maria Eugênia e 5 Célia. Fonte foto: Gilda Cordeiro Sátiro. 

   

    Aos vinte e sete de outubro de 1924, na Capela do Sagrado Coração de Jesus do Asilo da Parangaba, Arcebispado de Fortaleza, assisti e abençoei ao casamento de Raimundo Vieira Lima e Antônia Carlos da Silva, em tudo habilitados segundo o direito. Ele, com vinte e oito anos, natural de Maranguape, residente nesta Paróquia (da Parangaba), noPecy. É filho legítimo de Joaquim Vieira dos Santos e Maria Moreira Lima. Ela, de 20 anos, natural do Bú, Paróquia de Maranguape, residente nesta Paróquia (da Parangaba), é filha legítima de Luís Carlos da Silva e Maria Custódia dos Anjos. Foram testemunhas, Antônio Vieira de Mesquita e Vicente Nepomuceno. E para constar mandei lavrar o presente termo que assino.  O Vigário Padre Rodolfo Ferreira da Cunha. Cf. Livro de Matrimônios, Bom Jesus dos Aflitos, Parangaba. familysearch.org. 

     

 

                 Fatos e Antigas Famílias Residentes nas Damas.

 

“No dia vinte e cinco de junho de 1907, em casa particular, no lugar denominado Damas, Freguesia do Senhor Bom Jesus dos Aflitos de Parangaba, Bispado do Ceará, em presença do Reverendo Padre José Alves Quinderé, Coadjutor da Freguesia de São Luís Gonzaga em Fortaleza, compareceram os nubentes, Joaquim Lopes da Cunha e Quitéria Maria de Souza em tudo habilitados segundo o Direito, e sem impedimento algum, solteiros, ele é filho legítimo de Pedro Lopes da Cunha e Francisca Romana do Nascimento, e ela filha legítima de José Francisco de Souza e Joana Maria de Souza, naturais, ele de Granja, residente no Xingu Estado do Pará, e ela de Soure, (Caucaia), e residente nesta Freguesia, os quis contraentes se receberam por marido e mulher com palavras de presente e logo lhes foram dadas as bênçãos nupciais. Foram testemunhas presentes Sindulpho Freire Chaves e Benjamin Grangeiro. E para constar lavrei este termo que assino. O Vigário Monsenhor João Dantas Ferreira Lima.” Cf. Livro de Matrimônios, Ceará, familysearch.org. 14° Quarteirão da Boa Vista. Pedro Lopes da Cunha, 28 anos de idade, casado, sabe ler, filho de Gonçalo Lopes da Cunha, com renda de 200$. Cf. Jornal Gazeta do Norte. Fortaleza. 13.08.1880.

   O Coronel Antônio Ivo de Matos nasceu a 21 de fevereiro de 1872, em Jaguaribe Mirim. Secretário da Fênix Caixeiral, Contador do Banco de Crédito Popular São José. Casou-se (1) com Maria Leite Mourão, n. 20 de janeiro. Casou-se (2) de idade 43 anos, a 04 de julho de 1915, às quatro horas da tarde, em sua casa particular, no Arraial das Damas, Paróquia da Parangaba, com Maria da Silva Leite, 27 anos, n. Maranguape, filha de Ernesto da Silva Leite e de Maria da Silva Leite. Cf. Livro de Matrimônios, Ceará. familysearch.org. A irmã do Coronel Antônio Ivo de Matos, Dona Adelaide Matos Rodrigues, c.c. Raimundo Rodrigues de Matos, filho do Coronel Laureano Rodrigues Celestino, falecido em São Benedito, Planalto da Ibiapaba, às cinco hora da manhã do dia 1° de junho de 1929. Cf. Jornal A Razão. Fortaleza, 02.06.1929.

“Aos 27 de fevereiro de 1922, nas Damas, em casa particular, Paróquia de Porangaba, Arcebispado de Fortaleza, o Reverendo Padre Francisco Lúcio Aderaldo, assistiu e abençoou o casamento de Bernardino Sales e Maria das Dores Gondim. Ele, encarregado do Posto Fiscal de Parangaba, de 36 anos, natural de São João do Arraial, (Uruburetama), residente na Paróquia da Sé (Fortaleza), filho legítimo de Manoel Francisco de Sales e de Josefa de Matos Sales. Ela de 27 anos, natural de Aracaty, residente nesta Paróquia (da Porangaba), é filha legítima de Manoel Garcia de Sá Barreto e Ana Gondim de Sá Barreto. Foram testemunhas, Arlindo Grangeiro Gondim e Sindulpho Freire Chaves. E para constar lavrei o presente termo que assino. O Vigário Padre Rodolfo Ferreira da Cunha.” Cf. Livro de Matrimônios, Ceará. familysearch.org. Jornal O Ceará. 11.11.1928. O Sr. Bernardino Sales, residente nas Damas, apresentou queixa contra um grupo que retornava às 19 h de um enterro acontecido na Parangaba.

Jornal O Cearense. 03.06.1881. Em Umari, termo de Lavras da Mangabeira, no dia 09 de maio de 1881, Raimundo José de Lima, armado de faca e espingarda tentou matar Manoel Garcia de Sá Barreto. Jornal O Cearense. 29.04.1885.  Manoel Garcia de Sá Barreto pede prorrogação no prazo para solicitar patente no posto de oficial do Batalhão de Infantaria n° 39, da Guarda Nacional do Município de Barbalha, para que foi nomeado.

   

      Jornal A República. Fortaleza. 18.11.1897

 

Joaquim de Souza Soares casado com Francisca dos Anjos de Souza, pais de Maria dos Anjos de Souza, n. 03.12.1924, no Bairro das Damas, e casou-se a 02 de julho de 1949, na Igreja da Parangaba, com Antônio de Paula Pinto, n. Pacatuba, 32 anos de idade, filho de José Ferreira Pinto e de Isabel Ferreira Pinto. Livro Batismos, Fortaleza.  Cf. Livro Matrimônios, Fortaleza. familysearch.org.       

               

    O Coronel José Façanha de Sá nasceu em Aquiraz, residiu na Povoação do Eusébio, 28.05.1905, e na Av. João Pessoa, 5521, Damas, Sítio Santa Isabel. Foi proprietário de Curtume e de uma Fábrica de Doces, produtor de goiabada, reconhecida e atestada pela Exposição Internacional de Alimentos e Higiene, Paris, maio de 1910. Faleceu vítima de atropelamento por um ônibus, nas proximidades de seu Sítio Santa Isabel, na citada Avenida João Pessoa. 

         O Coronel  José Façanha de Sá casou-se com Maria Façanha de Sá, filha de José Ciríaco Correia de Melo e Sá e de Isabel Bezerra de Melo e Sá, falecida no dia 12 de maio de 1907, em Fortaleza. Cf. Jornal do Ceará, 14.05.1907. Pais de:

  1. Pedro Façanha de Sá nasceu aos 12 de novembro de 1886, e foi batizado a 31 de dezembro do dito ano, na Igreja Matriz. Padrinhos, o Padre que o batizou Aprígio Justiniano Barbosa de Moraes e Idalina Correia de Sá. Cf. Livro de Batismos. Ceará. familysearch. org.
  2. Hilda Façanha de Sá, 20 anos de idade, n. Fortaleza, filha de José Façanha de Sá e de Maria Façanha de Sá, todos das DAMAS, casou-se a 19 de junho de 1926, na Igreja Matriz, com Clóvis Gaspar de Oliveira, n. Maranguape, 23 anos, filho de João Gaspar de Oliveira, Telegrafista da R.V.C., e de Ana Leite.  Clóvis Gaspar de Oliveira, eleito Diretor do Jockey Club Cearense. Jogou no Damasco, time de futebol do Bairro Damas. Presentes a cerimônia religiosa de casamento, o Padre Rodolfo Ferreira da Cunha, as testemunhas, o Dr. José Odorico de Moraes e Artur Albuquerque. Hilda e Clóvis, pais de 2.1.

     2.1. Margarida Maria nasceu a 21 de março.

  3Isabel Façanha de Sá nasceu aos 18 de janeiro de 1889, na Freguesia da Parangaba. Casou-se de idade 26 anos, a 10 de julho de 1915, pelas cinco horas da tarde, no Sítio Santa Isabel, residência particular do Sr. José Façanha de Sá, Bairro das Damas, Freguesia da Parangaba, com Fábio Francisco Soares de Brito, 39 anos, natural de Fortaleza, viúvo de Etelvina Barbosa Soares de Brito que faleceu precocemente a 10 de dezembro de 1904, em Fortaleza. Presentes a cerimônia religiosa de casamento, o Monsenhor João Dantas Ferreira Lima, as testemunhas, Joaquim Sá e José Façanha de Sá. Dona Isabel Façanha de Sá falecida aos 12 de maio de 1980. 
 
 Liceu do Ceará. Banca de latim. Aluno: Fábio Francisco Soares de Brito, filho do Desembargador Relação do Ceará, Doutor Carlos Francisco Soares de Brito, natural de Pernambuco, falecido de idade 66 anos aos 06.05.1904, e de D. Maria Joaquina Soares de Brito, falecida no mês de agosto de 1903Cf. Livro de Matrimônios, e Livro de Óbitos, Ceará. Igraja Católica Apostólica Romana. Jornal A Republica. 27.02.1895.  Fábio Francisco Praticante promovido a Amanuense, Correios. Fortaleza, 10.07.1907. 2º - 1º Oficial, Chefe de Secção, dos Correios Nacional. Rua da Misericórdia, Rua Floriano Peixoto, nº 02. Fortaleza. 11.11.1909 / 19.11.1914. Aposentado como Chefe de Secção da Administração dos Correios do Ceará. Fortaleza, 07.12.1930Carlos Francisco Soares de Brito (Júnior) Bacharel em Direito. Cf. Hemeroteca Digital, Biblioteca Nacional, RJ.

  4. Alice Façanha de Sá natural da Paróquia da Parangaba, Damas, 38 anos de idade, casou-se a 24 de abril de 1926, na Capela do Coração de Jesus, Parangaba, com Artur de Albuquerque, 30 anos de idade, natural de Fortaleza, filho de Fausto de Albuquerque (Sub Delegado e Juiz de Casamentos, de Guaiúba), e de Ana Lopes de Albuquerque. Presentes, o Padre Rodolfo Ferreira da Cunha, as testemunhas, o Doutor José Odorico de Moraes e Dagoberto de Albuquerque. Cf. Livro de Matrimônios, Ceará. familysearch.org. 

  5. José Façanha de Sá Filho nasceu 29 de setembro. Sócio proprietário da Fábrica Estrela. Bacharel em Direito, 1912, Fortaleza. Acadêmico de Direito, Ceará, 08.03.1909. Bacharel, 1912. Cf. Jornal do Ceará, 29.09.1905.

   6. Laura nove meses de idade, faleceu de "gastro enterite", aos 28 de novembro de 1890. Cf. Jornal do Estado do Ceará. 28.11.1890.

    7. Antônio Façanha de Sá de idade quatro anos, branco, faleceu de "acesso perniciosa", aos 13.03.1888, Eusébio, Aquiraz, Ceará. 

   8. Luís Façanha de Sá, cinco meses de nascido, faleceu de "interite". 25.04.1888, Fortaleza.

   9.  Francisco Façanha de Sá, agricultor, casado com Aurora Trielli Negrão, com geração. D. Aurora nasceu aos 02 Novembro 1912, SP, filha de Cypriano de Oliveira Negrão e de Aurora Leontina Trielli Negrão de Oliveira. Cypriano Dentista prático em Espírito Santo do Pinhal, SP. 14.12.1926. Cypriano faleceu no mês de fevereiro de 1957, SP, SP. Cypriano e D. Aurora pais ainda de Francisco Antônio Negrão, n. 16 de outubro de 1932, SP, SP, ator TV Tupi, 1952 / 1974, e falecido no ano de 1990. Era casado com Laura Coelho Negrão.

 Mário de Sá faleceu a 04 de julho de 1911, “de uma infecção palustre apanhada na mortífera região de Madeira Mamoré". Era cunhado do Coronel José Façanha de Sá. Cf. Jornal do Ceará, 05.07.1911.

                

 

“Aos treze de junho de 1926, na Igreja Matriz da Parangaba, Arcebispado de Fortaleza, assisti e abençoei ao casamento de Francisco das Chagas dos Santos e Maria Rodrigues da Conceição, em tudo habilitados segundo o Direito. Ele de dezoito anos, natural das Damas, onde reside, Paróquia de Parangaba, e filho legítimo de Luís Gonzaga dos Santos e Emília Maria da Conceição. Ela de dezenove anos, natural de Mulungu, residente nas Damas, filha legítima de Manoel Martins Rodrigues e Ana Clara da Conceição. Foram testemunhas, Eusébio de Souza Monteiro e  José Santiago Filho. Para constar lavrei o assento e assinei. O Vigário, Padre Rodolfo Ferreira da Cunha.” Cf. Livro de Matrimônios, Ceará. familysearch.org.

Antônio Lopes de Souza nasceu em Riachão, (Capistrano), Baturité, 22 anos, residente nas Damas, filho de José Francisco de Souza e de Maria da Conceição de Souza, casou-se a 26 de junho de 1926, na Capela do Santíssimo Coração de Jesus, do Asilo da Parangaba, Arcebispado de Fortaleza, com Maria José da Silva, natural da Serrinha, vinte anos, residente nas Damas, filha natural de Maria da Conceição e Silva. Cf. Livro de Matrimônios, Bom Jesus dos Aflitos, Parangaba. familysearch.org.

Pedro Lucas Advincula c.c. Maria da Rocha Lima Lucas, pais de Antônio Advincula Veras nasceu a 08 de novembro de 1921, residente nas Damas, Parangaba. Casou-se a 27 de dezembro de 1944, na Igreja Matriz, às 15 h, com Maria José Tinoco Gomes, n. 18 de setembro de 1920, Fortaleza, 24 anos de idade, filha de Francisco Gomes Filho e de Maria do Carmo Tinoco Gomes. Livro Batismos, Fortaleza.  Livro de Matrimônios, Fortaleza. familysearch.org. 

 

    

Jornal Pedro II. Fortaleza. 04.05.1859.     Jornal O Sol. Ceará. 14.12.1862  Jornal A Constituição. Ceará. 10.03.1866

 

Jornal O Sol. Ceará. 02.02.1862. Veremos. David de Tal (David Pereira da Assunção) acaba de pôr debaixo de cerca mais da metade da Lagoa da Damas e abriu-lhe o sangrador para uso particular seu, privando assim os moradores circunvizinhos da servidão das suas águas na mais conveniente parte da Lagoa. E não só a estes como a todos quantos aquela paragem se dirigem com animais. Os que estavam no gosto da servidão reclamam providências da Câmara Municipal, pois é da sua alçada observar o mal. Em outro tempo Francisco Caiçara tapou um caminho que ia ter a Lagoa, e foi aberto por haver apresentado a Câmara contra a tapagem o mesmo David, mas como agora ele é que tapa e é Inspetor de Quarteirão, talvez a Câmara obre diversamente neste ponto, e no mais fica relatado. O tempo nos convencerá da sua justiça. Veremos. 

Jornal O Cearense. 09.01.1863. Atenção. Chamamos a atenção da Câmara Municipal para o esgoto que está fazendo David Pereira da Assunção na Lagoa das Damas, pretendendo desta forma privar aos viandantes água para si e seus animais. A Lagoa das Damas fica à um lado da Estrada de Arronches, e é de muita serventia ao público em geral. Um Observador.

Gazeta Oficial, Ceará. 23.07.1862. Portaria. O Presidente da Província, sobre proposta do Dr. Chefe de Polícia, resolve criar um Distrito de Polícia de n° 3, na Povoação de Arronches, devendo ele limitar-se com o Distrito de Mecejana pelo desaguamento da Lagoa das Damas e Estrada de Mata - Galinhas, seguindo em linha reta até a Lagoa do Tapery. Com a de Maranguape com a mesma Lagoa do Tapery em linha reta até a ponte do Rio Maraguapinho; com a de Soure pelo mesmo Rio abaixo até a altura da Lagoa Girimbaú, e com o desta Capital pelo desaguamento da Lagoa das Damas na Estrada do Mata - Galinhas, e pela mesma Lagoa à de Aningas e a de Girimbaú em busca do Rio Maranguapinho; o que se comunicará a quem competir.

Jornal  O Cearense. 07.01.1865. David Pereira da Assunção, suplente de eleitor, proprietário de terreno à margem da Estrada empedrada de Arronches. Jorna Pedro II. Fortaleza. 05.05.1863. Denúncia feita a Assembléia Provincial, contra o valado e cerca feitos na Lagoa das Damas por David Pereira da Assunção.

Jornal O Cearense. 17.11.1863. Empedramento da Estrada de Arronches. José Paulino Hoonholtz, deve ter iniciado a 1° de fevereiro de 1862.

Jornal O Cearense. 02.08.1865. O Coronel João Franklin de Lima foi indenizado, por prejuízo no seu Sítio Munguba, pela construção da Estrada de Arronches, na quantia de 1:500$000 e não em 2:073.600 réis como pediu. Cf. Jornal O Cearense. 28. 111868. O Coronel Franklin Tesoureiro da Alfândega, Fortaleza, membro da Irmandade do Sacramento, produtor de aguardente no seu Sítio Munguba, faleceu a a 08 de junho de 1871 e era filho de Mateus Ferreira Lima, Concelho de Barcelos, Braga, e de Luzia de Oliveira de Gusmão, Sergipe Del Rey. Casou-se com Dona Desidéria Maria do Espírito Santo, (falecida a 12.04.1874), filha de João Cardoso Botelho e de Maria José, e foram pais entre outros de Ana  Franklin de Alencar Nogueira falecida às seis horas da tarde do dia 31 de maio 1888, “acometida de há muito de cruel enfermidade”. Era casada com o Doutor Paulino Nogueira Borges da FonsecaVer Siará Grande, op. cit.

Jornal O Cearense. 10.01.1866. Chácara. Vende-se um terreno com 1.480 palmos de frente, e 800 de fundo, com parte de alagadiço, próprio para fazer uma bonita chácara, na margem da Estrada empedrada de Arronches; quem o quiser comprar dirija-se a esta tipografia que se dirá quem vende.

Jornal O Cearense. 24.05.1868. Atenção. Vende-se 3.200 palmos de terreno, à margem da Estrada empedrada de Arronches, entre o cercado do Dr. Justa Araújo e o Sítio do Sr. H. Kalkmann; em lotes de 50, 100 e 200 palmos, a dois mil réis por cada palmo; terra foreira de Nossa Senhora do Rosário pagando somente de foro anual dois reais por palmo! Para tratar dirijam-se a Praça do Quartel, Sobrado n° 1. 

     

H. Kalkmann = Henrique Felippe Soduvino Kalkmann, Heinr Philipp Ludowig Kalkmann Alemão Kalkmann & Irmãos (Hermano Kalkmann) compram, moedas de ouro. Patacões 1866/1868; castanha de caju {1:600 rs a arroba (1866). Cia. de Água do Ceará. Henrique Kalkmann autor da ideia da fundação da Associação Comercial do Ceará, e seu 1° Presidente. Primeira reunião (13.04.1866, no sobrado do comerciante Francisco Coelho da Fonseca. Jornal O Cearense 14.04.1886. A Associação Comercial do Ceará, funcionou na Praça da Assembléia, n° 26. Presidente Henrique Kalkman. 30.05.1866. Dois escravos fugidos. 3° e 4° escravos fugitivos. Negociante de Fazendas, Miudezas e Ferragens, ingleses, franceses e alemães. Madeira, (linhas de 30 a 60 palmos (maçaranduba e sucupira), farinha de trigo ... pregos & tecidos, cimento (1869) ... Comunica roubo de peças de roupa, de seus filhos, Max,  Otto, Adolfo e George, 6, 7, 9 e 11 anos de idade, Sítio Benfica. 03.11.1867. Aufruf = Ligar. Anúncio em alemão. Jornal, O Cearense, Ceará, 20.03.1868. 06.06.1881. Vendem os Irmãos Kalkmann os seus três armazéns na Rua Major Facundo, n. 24, 25 e 26. Heinr Philipp Ludowig Kalkmann faleceu a 1° de maio de 1873, em Wiesbaden, Alemanha. Jornal Constituição. Ceará. 15.01.1875.

 

Jornal O Cearense. 23.06.1868. Por 2:000$000. Vende-se um terreno de alagadiço e olaria de tijolo, entre o Sítio do Benfica, e o terreno do Tenente Coronel Inácio Pinto de Almeida e Castro, (Porangabuçu), junto do pontilhão da primeira baixa (Riacho Tauape?) da Estrada empedrada de Arronches: este terreno foi desmembrado do Sítio Benfica de que fazia parte, e tem 636 palmos de frente e 1.800 de fundo, tem muitos cajueiros, mato para fazer lenha, para queimar mais de duzentos milheiros de tijolo. E barro para mais de mil milheiros, e baixa para seis tarefas de capim. Quem quiser comprar dirija-se a Praça do Quartel, Sobrado n° 1. 

Jornal O Cearense. 08.07.1868. Barro. Estrada empedrada de Arronches vende-se barro a 240 rs. cada carroçada e 40 rs. cada carga, já cavado e fora do barreiro, entre os Sítios do Benfica e o do Sr. H. Kalkmann. Ajuste em porção de mais de cem carradas, se fará abatimento. A tratar na Praça do Quartel, Sobrado n° 1. 

Jornal O Cearense. 26.09.1868. Por 1:000$000. Vende-se um terreno com 260 braças em quadro entre a casa do Sítio Benfica e o Sítio do Sr. H. Kalkmann, com algumas fruteiras, todo cercado de valado e cerca nova, tendo uma entrada com 50 palmos de frente na Estrada empedrada de Arronches, junto ao muro do Sr. Kalkmannm cancela verde. O mais bonito local para uma linda chácara, Para tratar à Praça do Quartel, Sobrado n° 1. 

Jornal O Cearense. 15.11.1868. Vende-se um terreno na margem da Estrada empedrada de Arronches, com frente para o nascente, tendo 118 braças de frente e 80 de fundo, terreno próprio para edificação e plantação. Quem pretender dirija-se a Narciso Antônio Vieira da Cunha. 

Narciso Antônio Vieira da Cunha nasceu em Portugal. Negociante na cidade de Fortaleza. Casou-se com Dona (Ursulina) Maria Rita Borges da Cunha. Pais de:

  1. Eduardo nasceu a 17.08.1875 e foi batizado a 03.02,1885. Data conferida. Padrinhos, Manoel Rodrigues dos Santos Moura e sua mulher Dona Carolina Borges dos Santos Moura. 
  2. Narcisa nasceu a 02.01.1880, e foi batizada em casa, a 04.02 do dito ano, pela Padre José Gurgel do Amaral Barbosa. Recebeu os Santos Óleos a 19.03.1885, na Matriz. Padrinhos, José Pio de Moraes Castro e Dona Angélica Borges de Castro. 
  3. . Narciso nasceu a 10.02.1874 e foi batizado em casa a 05.06 do dito ano, pelo Padre José Lourenço da Costa Aguiar. Recebeu os Santos Óleos a 22.03.1885, na Catedral. Padrinhos, Dário Teles de Menezes e Dona Emília Borges Teles de Menezes. Cf. Livro de Baatismos, Ceará. familysearch.org.

     

Jornal O Cearense. Fortaleza. 07.06.1866.   

Jornal O Cearense. Fortaleza. 09.03.1873. Luís Ribeiro da Cunha Vice Cônsul da Espanha e Rússia, declara que durante sua ausência na Europa para onde deve seguir brevemente, ficam encarregados destes Consulados, o 1° Luís Lopes da Cunha e do 2° o Sr. Narciso Antônio Vieira da Cunha, que se acham em exercício deste o dia 06 do corrente. Ceará 08 de março de 1873. 

Jornal O Cearense. Fortaleza. 04.05.1873. Associação Comercial. Diretor: Narciso Antônio Vieira da Cunha.

Jornal O Cearense. Fortaleza. 08.02.1874. Sociedade Beneficiente Dous de Fevereiro. Presidente, Luís Ribeiro da Cunha. Diretor Narciso Antônio Vieira da Cunha.

Jornal O Cearense. Fortaleza. 13.02.1876. Sociedade Beneficiente Dous de Fevereiro. Presidentes: Bernardino Plácido de Carvalho e Narciso Antônio Vieira da Cunha.

Jornal O Cearense. Fortaleza. 20.05.1877. Narciso Antônio Vieira da Cunha. Mediador na disputa jornalística entre o Comendador Luís Ribeiro da Cuna e o Tenente Coronel Antônio de Oliveira Borges.

Jornal O Cearense. Fortaleza. 25.01.1880. Reconhecimento Oficial de Narciso Antônio Vieira da Cunha, como Vice Cônsul do Chile. Ativo participante da Col^nia Orfanalógica Cristina e da Santa Casa de Misericórdia. Proprietário de sítios e prédios no município de Baturité.

Jornal O Cearense. Fortaleza. 30.07.1881. Convite Missa pela alma de José Antônio Vieira da Cunha, c.c. Francisca Carreira da Cunha (filha de Francisco Luís Carreira). O falecido a 28 de julho de 1881, José Antônio era irmão de Narciso Antônio Vieira da Cunha, primo de Luís Lopes da Cunha e Gaspar Lopes da Cunha e sobrinho do Comendador Luís Ribeiro da Cunha.

Jornal O Cearense. Fortaleza. 23.12.1888. Narciso Antônio Vieira da Cunha comunica o falecimento do seu tio Comendador Luís Ribeiro da Cunha e o fechamento da firma Luís Ribeiro da Cunha & Sobrinhos. Narciso Antônio Vieira da Cunha faleceu em Fortaleza no dia 04 de julho de 1882.

 

Jornal O Cearense. 29.12.1871. Vende-se Sítio nas Damas, perto do calçamento que vai para Arronches, com boa e grande casa de telha; tem muitos coqueiros e grande terreno de barro e terra preta com baixa. O motivo da venda é o dono estar doente e ter de retirar-se para o Sul. Trata-se com Carlos F. J. Reeckell. Reeckell fotografo volante, conhecido no Império do Brasil. Horário de trabalho: das seis e meia da manhã às treze horas, sendo preferível os dias sombrios. Praça Municipal, n° 42, Fortaleza.

Jornal O Cearense. 24.03.1872. Aluga-se casa muito limpa com bastantes cômodos, à Estrada empedrada de Arronches, contígua a Chácara do Sr. João Antônio Garcia. Quem pretender procurar João Antônio do Amaral & Filho. João Antônio Garcia natural do Reino de Portugal. Casado com geração. Faleceu a 21 de janeiro de 1874. Jornal O Cearense. 16.04.1861. A Tesouraria da Fazenda comunica haver aprovado pelo Governo Imperial o contrato celebrado com João Antônio Garcia para aluga a casa de sua propriedade (Rua Formosa, n° 92) para residência do Bispo desta Diocese, Dom Luís Antônio dos Santos, que tomou posse em 1861. (1° Palácio Episcopal do Ceará). Valor do aluguel: 2:000$ 000 anuais. Seu irmão Antônio José Garcia c.c. Maria de Vasconcelos, ele natural do Reino de Portugal, e filho legítimo de Antônio Alves Lázaro. Cf. Siará Grande op. cit. Cf Jornal Pedro II. Fortaleza. 21.06.1874.

Jornal O Cearense. 20.10.1872. Nas Damas existe uma ponte construída de bandas de carnaúba que está tão perigosa, que os animais que por ali transitam, recuam, estando as margens da estrada cheias de socavões. Quem por ali passa corre eminente perigo. Chame a atenção da Câmara Municipal para isto.

 

               

Jornal O Cearense. 02.09.1874.Sítio nas Damas, do Dr. Joaquim Felício de Almeida Castro, onde ocorreu a morte da Escrava Henriqueta. A casa sede do Sítio citado, e partes da ampla área, pertenceu em seguida ao Coronel José Façanha de Sá, (Sítio Santa Isabel, Damas), a Manoel SátiroFrancisco Gonçalves e a Antônio Augusto de Araújo Lima (Neto) ou seja localiza-se na Avenida João Pessoa,  n° 5521. Jornal Gazeta do Norte. Fortaleza. 07.07.1881. Vende-se uma excelente casa de campo, além do Sítio Benfica, arrabalde desta Capital, com 600 braças de terreno á margem da Estrada empedrada para Arroches, compreendendo metade da Lagoa das Damas, com baixios frescos e barro procurado para edificação, cujo fornecimento garante uma boa renda diariamente. Tratar com Joaquim Felício de Almeida e Castro. Observar que a propriedade a venda - ia do Beco da Lagoa das Damas / Rua Desembargador Praxedes, até ao Beco do Valdomiro Abreu Albuquerque / Rua Irmã Bazet, pouco mais ou menos 1.200 m.

Jornal O Cearense. 27.09.1874. Ainda o caso da morte da Escrava Henriqueta.

Jornal A Constituição. Fortaleza. 21.10.1871. Foi apreendido ontem no Sítio do Sr. Coronel Inácio Pinto de Almeida e Castro, nas Damas, uma novilha fusca com marca na coxa direita e sinal da Freguesia na coxa esquerda.   

  O Coronel Inácio Pinto de Almeida e Castro casou-se com sua tia Clara Joaquina de Almeida e Castro, 50 anos de idade, nasceu em Natal, Rio Grande do Norte e faleceu no Ceará. Jovem Clara residiu em Recife, onde se envolveu no movimento revolucionário de 1817, sendo presa no Recife e em Salvador, Bahia. Primeira mulher presa política no Nordeste brasileiro. http://rn-mulhercapital.blogspot.com.br/ O Coronel Inácio Pinto de Almeida e Castro, que viúvo, casou-se (2) com sua sobrinha Maria Joaquina, filha de Joaquim Felício de Almeida e Castro e de Cosma Rodrigues Veras. D. Maria Joaquina e sua família “vultos influentes na política e na sociedade cearense,” na década de 1881/1890, envolvida na morte de sua escrava Benedita, de “cor afogueada, tártara e gaga.” Cf. FAAL, Siará Grande. Op. cit.

José dos Santos Lessa casou-se a doze de janeiro de 1854, “pelas oito horas da noite, em casa do Capitão Joaquim Felício de Almeida Castro, com Maria Francisca de Almeida Castro, filha de  Joaquim Felício de Almeida Castro e de Dona Maria do Rosário de Almeida Castro. Presentes, o Padre José Jacinto Bezerra Borges de Menezes, as testemunhas, Hermenegildo Furtado de Mendonça e Menezes e Vicente dos Santos Lessa. Cf. Livro de Matrimônios, Ceará.   familysearch.org. Joaquina Maria de Almeida f. Joaquim Felício de Almeida Castro e de Joaquina Maria da Conceição, casou-se a 29 de maio de 1858, pelas cinco horas da tarde, na Fazenda Santa Úrsula, Freguesia de Quixeramobim, com Gonçalo Pinto de Magalhães, filho de Francisco Mário da Fonseca e de Francisca Maria de Paula. Cf. Livro de Matrimônios, Ceará.   familysearch.org. 

 

Jornal A Constituição. Fortaleza. 08.10.1872. Artigo do Sr. Manoel Francisco Barbosa, ex- feitor do Sítio nas Damas, do  Dr. Joaquim Felício de Almeida Castro, nas Damas. 06 de outubro de 1872.

Jornal A Constituição. Fortaleza. 28.10.1874. Morte da Escrava Henriqueta em casa nas Damas, de propriedade do Dr. Joaquim Felício de Almeida Castro.

Jornal O Cearense. 04.11.1875. Vende-se. Três datas foreiras de Nossa Senhora do Rosário Estrada empedrada de Arronches contíguas a Chácara do Sr. Manoel Nunes de Melo, medindo 360 palmos, achando-se 269 cercados, com fundos correspondentes e contendo duas casas de telha que podem render 20$000 mensalmente.

Manoel Nunes de Melo, nasceu aos vinte e um dias do mês de dezembro do ano de 1804, no Concelho de São Roque do Pico, Ilha do Pico, Açores, filho de Francisco José Teixeira e de Isabel Jacinta de Melo.  natural da Vila de Angra do Heroísmo, Ilha Terceira. Casou-se a 04 de novembro de 1835, na Igreja Matriz de N. Senhora da Assunção da Fortaleza, “pelas oito horas da noite,” dispensado no 2º Grau de consanguinidade, com Teresa de Jesus Nunes de Melo, n. na Freguesia da Fortaleza, filha de Antônio Nunes de Melo, “natural da Europa,” Portugal. Nada mais informa. Deve ser natural de Évora. Casou-se a 30 de outubro de 1827, na Capela de N. Senhora da Soledade, Siupé, São Gonçalo do Amarante, Ceará, com Ana Francisca Teresa de Jesus. As datas dos casamentos foram conferidas e confirmadas: 30.10.1827 e 04.11.1835, por estranho que seja. Cf. FAAL. Siará Grande, op. cit.

Jornal O Cearense. 12.05.1880. Vende-se: mil palmos de terreno, imediato ao sítio dos herdeiros do finado João Antônio do Amaral, antes de chegar a Lagoa das Damas, fazendo frente de um lado com a Estrada empedrada para Arronches e de outro com a via férrea. A tratar com o Dr. Joaquim Felício de Almeida e Castro, ou com qualquer dos herdeiros do finado Francisco Manoel Alves.

Jornal A República. 12.02.1884. O Sr. Coriolano Fiúza Lima, sexagenário, contínuo da Secretaria de Governo, residente nas Damas, foi espancado ao cobrar dívida a Carlos Bonfim e seu cunhado Antônio Domingues. Coriolano acusado juntamente com sua mulher, de maus tratos que levaram a morte a Maria, menina de oito anos de idade, sua criada, que residia em sua casa. Absolvido no primeiro julgamento. Jornal A  Constituição. 16.12.1871. O Sr. Coriolano Fiúza Lima requer a nomeação interina de Escrivão de Órfãos da cidade do Icó. 

 Jornal O Cearense. 21.03.1888. Presos nas Damas, Estrada de Arronches, os autores do roubo ao Sr. Antônio Coelho de Brito e Albuquerque, casado. Jornal Cearense. 28.08.1886. Antônio Coelho de Brito e Albuquerque, Coité, Aratuba. Jornal Cearense.044.07.1888. Na sessão de 03 de julho de 1886, foram submetidos a julgamento os réus Antônio dos Santos e o Catalão Serafim Grau y Ferrer, o mesmo Carlos Minardi, como autores do roubo de nove contos de réis de que foi vítima  a 09 de março de 1888, no Hotel Universo, Antônio Coelho de Brito e Albuquerque, fazendeiro em Coité, e comerciante em Mulungu, Serra de Baturité. Jornal Cearense. 10.01.1889. Antônio Coelho de Brito e Albuquerque vereador em Baturité.

Jornal A República. Ceará. 15.03.1896. Pic - Nic. Um grupo de gentis cavaleiros e distintas Senhoras da nossa sociedade, domingo 17 do mês que corre (17.03.1896) dão na aprazível chácara das Damas, na Estrada da Porangaba, um pic - nic que promete ser familiarmente delicioso e alegre. Cada um dos convidados entra com uma excelente parte para a festa campesina e todos terão de dirigir a casa do nosso querido amigo Major Guilherme Perdigão, à Rua Formosa, nº 20 até às 10 horas da noite de amanhã, a sua indispensável e cobiçada quota em excelentes manjares e outras coisas que sabem agradávelmente ao paladar. O ponte de reunião é na Praça do Ferreira onde os convivas encontrarão às cinco hora da manhã bonde a vontade até o Benfica daí ás Damas terão carros disposição.

Jornal do Ceará 22.07.1904. Antônio Duarte Passos. Faleceu seu filho Raimundo Duarte no dia 1007.1904, residentes nas Damas, Parangaba.

Jornal do Ceará 26.09.1904. O Sr. Antônio Diógenes Botão residente nas Damas, Parangaba, viajou dia 23 de setembro de 1904, para Manaus, Amazonas, em companhia de seu filho Artur Diógenes Botão. Jornal do Ceará 08.12.1911. Retornou da Europa, via Belém, Pará, no Vapor Pará, o Coronel Antônio Diógenes Botão.

Jornal do Ceará 19.04.1905. O Intendente da Parangaba Benjamin Gondim. Providências pedem os moradores das Damas contra cercado que o Sr. Arlindo Grangeiro Gondim está fazendo em frente ao aguado da Lagoa, tapando completamente a estrada pública  que vem do lado da Estrada de Ferro. O Major, Sub Delegado de Umari, (1866), e Juiz Municipal em Lavras da Mangabeira, (1868), residente em Aracati 1879, Franklin Barbosa Gondim, casado com Dona Maria Grangeiro Gondim, pais do Padre Joaquim Franklin Gondim, de Carmina Grangeiro Gondim que faleceu a 03.05.1904. E mais, pais de Arlindo Grangeiro Gondim, Afrodíssio e Antônio Grangeiro Gondim que mantiveram briga com o cunhado Sindulfo Freire Chaves, por herança gerente proprietário da Empresa Ferro Carril de Porangaba. O Tenente Coronel Arlindo Grangeiro Gondim (Popó, casado com Guilhermina Hermes Monteiro, n. 03 de novembro, com geração), foi gerente da empresa de bondes, Coletor de Renda Federal e Intendente Municipal da Porangaba (01.07.1904), Sub Delegado, membro da Sociedade Cearense de Agricultura. Jornal do Ceará. 01.07.1904 e 04.05.1904. 10.09.1907. FAAL, Siará Grande. Op cit.

 

              

  Jornal do Ceará 10.09.1907.                              Jornal A República. Fortaleza. 12.04.1894

Jornal do Ceará 04.07.1910. Faleceu a 02 de julho de 1910, na Chácara Nazaré, no Bairro Damas, Parangaba, vítima de uma congestão. a Senhora Cordulina dos Santos, 25 anos de idade, esposa do Sr. Manoel dos Santos. Deixa na orfandade quatro criancinhas.

 

Jornal do Ceará 04.12.1911.

 

      

Jornal A Razão. Ceará, 16.03.1929. 

Jornal A Razão. Ceará, 27.04.1929. O Sr. Santiago Pereira da Silva, morador no Bairro Damas, Parangaba, foi preso às 21 horas do noite de 25 de abril de 1929, pelo guarda Cícero Egídio, por embriaguez e desordem, no Benfica.

Jornal O Ceará. 08.07.1928. Ontem nas Damas, a residência dos Sr. Chagas Bezerra foi assaltada por Agostinho Apolinário de Souza.

 

        

Carlos Gondim. Fonte foto: Jornal A Nota. Fortaleza. 27.05.1917.

Jornal A Razão. Ceará. 13.03.1929. Na Estrada da Parangaba é misteriosamente assassinado o poeta Carlos Gondim, na madrugada de dez de março de 1930. O poeta nasceu no dia 06 de dezembro de 1886, na Vila do Coité, Santos Dumont, Aratuba, Serra de Baturité, filho de Vicente Gondim e de Maria Barbosa Gondim. Autor de Ânsia Revel,  Poemas do Cárcere e Reino de Ophir. Nomeado Praticante da Recebedoria Estadual. Assumiu a 02.07.1919,  a função de 3° Oficial do Colégio Militar do Ceará. Era casado em segundas núpcias com D. Maria Célia Gondim, pais de sete filhos. Entre eles, Yedda Gondim, que contratou casamento em 29 de setembro de 1942, na cidade do Rio de Janeiro, com o jovem funcionário do Jornal Correio da Manhã, Florival Rocha Guimarães. (Os pais da noiva já falecidos).  Carlos Gondim. Fortaleza, 15. Saiu o julgamento pela terceira vez no Tribunal do Júri o Poeta Carlos Gondim, que foi condenado (por crime de morte, defesa da honra), a sete anos de prisão. Carlos Barbosa Gondim,  a sua morte é informada como tendo acontecido no ano de 1929 ora no de 1930. Carlos Gondim teve uma vida de infortúnios. Como de costume esteve até altas horas da noite no centro da cidade da Fortaleza, quando  dirigiu-se para sua residência na Parangaba, e então foi covardemente assassinado a cacetadas e a punhaladas, "nas proximidades do pontilhão que fica pouco antes do terminal da linha de bondes do Benfica". O seu corpo foi encontrado cerca de uma hora da madrugada por populares que transitavam pela Estrada da Parangaba. O crime nunca foi solucionado, apesar de ser constatado não ter sido latrocínio e de todas as evidências indicarem haver sido vingança. Cf. Livro de Batismos, Aratuba, familysearch.org. Cf. Jornal A Lucta, Sobral, Ceará.16.10.1920. Almach Administrativo, Estadual. 1896/1902.

Jornal A Razão. Ceará, 26.09.1929. José Moreno da Silva requereu ao Prefeito Municipal licença para construir uma casa de taipa nos Barreiros, Estrada da Porangaba.

Jornal A Ordem, Sobral, 02.02.1930.

Jornal Diário da Manhã. Fortaleza. 30.11.1929. Aviação entre nós. Os campos escolhidos para os nossos aeródromo e aeroporto. Para campo de aterrissagem o Sr. Makenzie (Mr. M. S. Mackenzie, Engenheiro Superintendente da Nyrba do Brasil S.A.), achou um situado no Sítio Pecy, Pici, entre Fortaleza e o Asilo de Alienados, nas Damas, de propriedade do Coronel Daniel de Queiroz.  Jornal A Razão. Fortaleza. 28.11.1929. Construção de campo de aterrissagem de aeroplanos, em sítio do Dr. Daniel de Queiroz, situado entre o Asilo de Alienados e o Pecy, Pici, Damas, Parangaba. Obs. A sigla NYRBA significava: NY = New York, R = Rio de Janeiro e BA = Buenos Aires. A tal NYRBA, cujo dono era Ralph O'Neill, foi vendida para a Pan AM - Pan American World Airways. Na Pan AM o nome Nyrba foi mudado para PANAIR do Brasil, 1929/1931.

  O Dr. Daniel de Queiroz Lima nasceu na Fazenda Califórnia, Quixadá, Ceará, a 03 de fevereiro de 1886, filho do Dr. Arcelino Galdino de Queiroz Lima e de Raquel de Queiroz Lima.

         Termo de batismo do Dr. Daniel de Queiroz Lima.

                 

              “Aos sete de fevereiro de 1886, na Capela da Califórnia, desta Freguesia, batizou o Reverendo José Cândido de Queiroz, o párvulo Daniel, branco, filho legítimo do Dr. Arcelino de Queiroz Lima e Rachel de Queiroz Lima, moradores na Califórnia, que nasceu a três de fevereiro do mesmo ano, sendo padrinhos: João Batista Alves de Lima e Joana Batista de Queiros Lima: do que para constar mandei lavrar este termo em que assino. O Vigário, Antônio Alexandrino de Alencar.”  Cf. Livro de Batismos, Quixadá. familysearch.org.   

 O Dr. Daniel casou-se com Clotilde Franklin de Lima, filha de Rufino Franklin de Lima e de Maria Luíza Alencar de Saboia. Pais de 1.-5.

1Rachel de Queiroz (Rita de Queluz, por pseudônimo) nasceu a 17 de novembro de 1910, Fortaleza, tradutora, romancista, escritora, jornalista, cronista prolífica e importante dramaturga brasileira. Autora de destaque na ficção social nordestina. Foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Em 1993, foi a primeira mulher galardoada com o Prêmio Camões. Wikipédia. Raquel casou-se (1) no ano de 1932, com José Auto da Cruz Oliveira. Pais de CLOTILDE, que faleceu com um ano e meio de idade. O nome uma homenagem a mãe da Raquel. Separa-se em 1939. Uniu-se em 1940, ao Médico Oyama de Macedo, vivendo com ele até a sua morte, no ano de 1982. A filha considerada foi sua irmã Maria Luíza, a quem dedicou carinho especial. Raquel, nonagenária faleceu dormindo em sua rede, a 04 de novembro de 2003, na cidade do Rio de Janeiro. 

2. Flávio, n. 16 de agosto de 1916, batizado em casa particular, pelo Frei Marcelino a 05 de junho de 1917. Padrinhos, Adriano Santos e Beatriz de Queiroz Lima.

3. Roberto. 

4. Luciano.

5. Maria Luíza. 

 

                 

Raquel de Queiroz em três momentos. Residiu no Pecy, então Damas, Parangaba. Fonte Foto: http:// www.google.com.br/queiroz+jovem&hl   

 

   E1870, o avô de Rachel de Queiroz, o Advogado e fazendeiro Arcelino Galdino de Queiroz Lima, deu de herança uma fazenda para um tio da escritora, que preferiu vendê-la para se aventurar nos barracões da borracha, na Amazônia. Quando o avô soube, conseguiu recuperar a terra e a devolveu para o herdeiro que voltou da Amazônia, pobre e doente. Mas o fez prometer que não sairia mais do local e batizaria de "Não Me Deixes". O proprietário da fazenda morreu e não tendo filhos, a terra voltou para as mãos do avô de Rachel que a deu de herança, a Daniel de Queiroz Lima, pai da escritora. Surgiu assim, também por herança do seu pai, o seu "Não Me Deixes", refúgio no semi árido, sertão central do Ceará.

    A notável escritora Raquel de Queiroz no seu belo Tangerine - Girl, lembrou e como do seu tempo morando no Pici,1920/1929. Depois, Base Aérea do Pici, Fortaleza, 1942/1945. Tangerina, (Citrus reticulata), também chamada de mexerica, laranja-mimosa, mandarina, fuxiqueira, poncã, manjerica, laranja-cravo, mimosa, bergamota, clementina, é uma fruta cítrica de cor alaranjada e sabor adocicado. 

Tangerine - Girl
 
De princípio a interessou o nome da aeronave: não "zepelim" nem dirigível, ou qualquer outra coisa antiquada; o grande fuso de metal brilhante chamava-se modernissimamente blimp. Pequeno como um brinquedo, independente, amável. A algumas centenas de metros da sua casa ficava a base aérea dos soldados americanos e o poste de amarração dos dirigíveis. E de vez em quando eles deixavam o poste e davam uma volta, como pássaros mansos que abandonassem o poleiro num ensaio de vôo. Assim, de começo, aos olhos da menina, o blimp existia como uma coisa em si — como um animal de vida própria; fascinava-a como prodígio mecânico que era, e principalmente ela o achava lindo, todo feito de prata, igual a uma joia, librando-se majestosamente pouco abaixo das nuvens. Tinha coisas de ídolo, evocava-lhe um pouco o gênio escravo de Aladim. Não pensara nunca em entrar nele; não pensara sequer que pudesse alguém andar dentro dele. Ninguém pensa em cavalgar uma águia, nadar nas costas de um golfinho; e, no entanto, o olhar fascinado acompanha tanto quanto pode águia e golfinho, numa admiração gratuita — pois parece que é mesmo uma das virtudes da beleza essa renúncia de nós próprios que nos impõe, em troca de sua contemplação pura e simples.
Os olhos da menina prendiam-se, portanto, ao blimp sem nenhum desejo particular, sem a sombra de uma reivindicação. Verdade que via lá dentro umas cabecinhas espiando, mas tão minúsculas que não davam impressão de realidade — faziam parte da pintura, eram elemento decorativo, obrigatório como as grandes letras negras U. S. Navy gravadas no bojo de prata. Ou talvez lembrassem aqueles perfis recortados em folha que fazem de chofer nos automóveis de brinquedo.
O seu primeiro contato com a tripulação do dirigível começou de maneira puramente ocasional. Acabara o café da manhã; a menina tirara a mesa e fora à porta que dá para o laranjal, sacudir da toalha as migalhas de pão. Lá de cima um tripulante avistou aquele pano branco tremulando entre as árvores espalhadas e a areia, e o seu coração solitário comoveu-se. Vivia naquela base como um frade no seu convento — sozinho entre soldados e exortações patrióticas. E ali estava, juntinho ao oitão da casa de telhado vermelho, sacudindo um pano entre a mancha verde das laranjeiras, uma mocinha de cabelo ruivo. O marinheiro agitou-se todo com aquele adeus. Várias vezes já sobrevoara aquela casa, vira gente embaixo entrando e saindo; e pensara quão distantes uns dos outros vivem os homens, quão indiferentes passam entre si, cada um trancado na sua vida. Ele estava voando por cima das pessoas, vendo-as, espiando-as, e, se algumas erguiam os olhos, nenhuma pensava no navegador que ia dentro; queriam só ver a beleza prateada vogando pelo céu.
Mas agora aquela menina tinha para ele um pensamento, agitava no ar um pano, como uma bandeira; decerto era bonita — o sol lhe tirava fulgurações de fogo do cabelo, e a silhueta esguia se recortava claramente no fundo verde-e-areia. Seu coração atirou-se para a menina num grande impulso agradecido; debruçou-se à janela, agitou os braços, gritou: "Amigo!, amigo!"— embora soubesse que o vento, a distância, o ruído do motor não deixariam ouvir-se nada. Ficou incerto se ela lhe vira os gestos e quis lhe corresponder de modo mais tangível. Gostaria de lhe atirar uma flor, uma oferenda. Mas que podia haver dentro de um dirigível da Marinha que servisse para ser oferecido a uma pequena? O objeto mais delicado que encontrou foi uma grande caneca de louça branca, pesada como uma bala de canhão, na qual em breve lhe iriam servir o café. E foi aquela caneca que o navegante atirou; atirou, não: deixou cair a uma distância prudente da figurinha iluminada, lá embaixo; deixou-a cair num gesto delicado, procurando abrandar a força da gravidade, a fim de que o objeto não chegasse sibilante como um projétil, mas suavemente, como uma dádiva.
A menina que sacudia a toalha erguera realmente os olhos ao ouvir o motor do blimp. Viu os braços do rapaz se agitarem lá em cima. Depois viu aquela coisa branca fender o ar e cair na areia; teve um susto, pensou numa brincadeira de mau gosto — uma pilhéria rude de soldado estrangeiro. Mas quando viu a caneca branca pousada no chão, intacta, teve uma confusa intuição do impulso que a mandara; apanhou-a, leu gravadas no fundo as mesmas letras que havia no corpo do dirigível: U. S. Navy. Enquanto isso, o blimp, em lugar de ir para longe, dava mais uma volta lenta sobre a casa e o pomar. Então a mocinha tornou a erguer os olhos e, deliberadamente dessa vez, acenou com a toalha, sorrindo e agitando a cabeça. O blimp fez mais duas voltas e lentamente se afastou — e a menina teve a impressão de que ele levava saudades. Lá de cima, o tripulante pensava também — não em saudades, que ele não sabia português, mas em qualquer coisa pungente e doce, porque, apesar de não falar nossa língua, soldado americano também tem coração.
Foi assim que se estabeleceu aquele rito matinal. Diariamente passava o blimp e diariamente a menina o esperava; não mais levou a toalha branca, e às vezes nem sequer agitava os braços: deixava-se estar imóvel, mancha clara na terra banhada de sol. Era uma espécie de namoro de gavião com gazela: ele, fero soldado cortando os ares; ela, pequena, medrosa, lá embaixo, vendo-o passar com os olhos fascinados. Já agora, os presentes, trazidos de propósito da base, não eram mais a grosseira caneca improvisada; caíam do céu números da Life e da Time, um gorro de marinheiro e, certo dia, o tripulante tirou do bolso o seu lenço de seda vegetal perfumado com essência sintética de violetas. O lenço abriu-se no ar e veio voando como um papagaio de papel; ficou preso afinal nos ramos de um cajueiro, e muito trabalho custou à pequena arrancá-lo de lá com a vara de apanhar cajus; assim mesmo ainda o rasgou um pouco, bem no meio.
Mas de todos os presentes o que mais lhe agradava era ainda o primeiro: a pesada caneca de pó de pedra. Pusera-a no seu quarto, em cima da banca de escrever. A princípio cuidara em usá-la na mesa, às refeições, mas se arreceou da zombaria dos irmãos. Ficou guardando nela os lápis e canetas. Um dia teve idéia melhor e a caneca de louça passou a servir de vaso de flores. Um galho de manacá, um bogari, um jasmim-do-cabo, uma rosa menina, pois no jardim rústico da casa de campo não havia rosas importantes nem flores caras.
Pôs-se a estudar com mais afinco o seu livro de conversação inglesa; quando ia ao cinema, prestava uma atenção intensa aos diálogos, a fim de lhes apanhar não só o sentido, mas a pronúncia. Emprestava ao seu marinheiro as figuras de todos os galãs que via na tela, e sucessivamente ele era Clark Gable, Robert Taylor ou Cary Grant. Ou era louro feito um mocinho que morria numa batalha naval do Pacífico, cujo nome a fita não dava; chegava até a ser, às vezes, careteiro e risonho como Red Skelton. Porque ela era um pouco míope, mal o vislumbrava, olhando-o do chão: via um recorte de cabeça, uns braços se agitando; e, conforme a direção dos raios do sol, parecia-lhe que ele tinha o cabelo louro ou escuro.
Não lhe ocorria que não pudesse ser sempre o mesmo marinheiro. E, na verdade, os tripulantes se revezariam diariamente: uns ficavam de folga e iam passear na cidade com as pequenas que por lá arranjavam; outros iam embora de vez para a África, para a Itália. No posto de dirigíveis criava-se aquela tradição da menina do laranjal. Os marinheiros puseram-lhe o apelido de "Tangerine-Girl". Talvez por causa do filme de Dorothy Lamour, pois Dorothy Lamour é, para todas as forças armadas norte-americanas, o modelo do que devem ser as moças morenas da América do Sul e das ilhas do Pacífico. Talvez porque ela os esperava sempre entre as laranjeiras. E talvez porque o cabelo ruivo da pequena, quando brilhava á luz da manhã, tinha um brilho acobreado de tangerina madura. Um a um, sucessivamente, como um bem de todos, partilhavam eles o namoro com a garota Tangerine. O piloto da aeronave dava voltas, obediente, voando o mais baixo que lhe permitiam os regulamentos, enquanto 0 outro, da janelinha, olhava e dava adeus.
Não sei por que custou tanto a ocorrer aos rapazes a idéia de atirar um bilhete. Talvez pensassem que ela não os entenderia. Já fazia mais de um mês que sobrevoavam a casa, quando afinal o primeiro bilhete caiu; fora escrito sobre uma cara rosada de rapariga na capa de uma revista: laboriosamente, em letras de imprensa, com os rudimentos de português que haviam aprendido da boca das pequenas, na cidade: "Dear Tangeríne-Gírl. Please você vem hoje (today) base X. Dancing, show. Oito horas P.M." E no outro ângulo da revista, em enormes letras, o "Amigo", que é a palavra de passe dos americanos entre nós.
A pequena não atinou bem com aquele "Tangerine-Girl". Seria ela? Sim, decerto... e aceitou o apelido, como uma lisonja. Depois pensou que as duas letras, do fim: "P.M.", seriam uma assinatura. Peter, Paul, ou Patsy, como o ajudante de Nick Carter? Mas uma lembrança de estudo lhe ocorreu: consultou as páginas finais do dicionário, que tratam de abreviaturas, e verificou, levemente decepcionada, que aquelas letras queriam dizer "a hora depois do meio-dia".
Não pudera acenar uma resposta porque só vira o bilhete ao abrir a revista, depois que o blimp se afastou. E estimou que assim o fosse: sentia-se tremendamente assustada e tímida ante aquela primeira aproximação com o seu aeronauta. Hoje veria se ele era alto e belo, louro ou moreno. Pensou em se esconder por trás das colunas do portão, para o ver chegar - e não lhe falar nada. Ou talvez tivesse coragem maior e desse a ele a sua mão; juntos caminhariam até a base, depois dançariam um fox langoroso, ele lhe faria ao ouvido declarações de amor em inglês, encostando a face queimada de sol ao seu cabelo. Não pensou se o pessoal de casa lhe deixaria aceitar o convite. Tudo se ia passando como num sonho — e como num sonho se resolveria, sem lutas nem empecilhos.
Muito antes do escurecer, já estava penteada, vestida. Seu coração batia, batia inseguro, a cabeça doía um pouco, o rosto estava em brasas. Resolveu não mostrar o convite a ninguém; não iria ao show; não dançaria, conversaria um pouco com ele no portão. Ensaiava frases em inglês e preparava o ouvido para as doces palavras na língua estranha. Às sete horas ligou o rádio e ficou escutando languidamente o programa de swings. Um irmão passou, fez troça do vestido bonito, naquela hora, e ela nem o ouviu. Às sete e meia já estava na varanda, com o olho no portão e na estrada. Às dez para as oito, noite fechada já há muito, acendeu a pequena lâmpada que alumiava o portão e saiu para o jardim. E às oito em ponto ouviu risadas e tropel de passos na estrada, aproximando-se.
Com um recuo assustado verificou que não vinha apenas o seu marinheiro enamorado, mas um bando ruidoso deles. Viu-os aproximarem-se, trêmula. Eles a avistaram, cercaram o portão — até parecia manobra militar —, tiraram os gorros e foram se apresentando numa algazarra jovial.
E, de repente, mal lhes foi ouvindo os nomes, correndo os olhos pelas caras imberbes, pelo sorriso esportivo e juvenil dos rapazes, fitando-os de um em um, procurando entre eles o seu príncipe sonhado — ela compreendeu tudo. Não existia o seu marinheiro apaixonado — nunca fora ele mais do que um mito do seu coração. Jamais houvera um único, jamais "ele" fora o mesmo. Talvez nem sequer o próprio blimp fosse o mesmo...
Que vergonha, meu Deus! Dera adeus a tanta gente; traída por uma aparência enganosa, mandara diariamente a tantos rapazes diversos as mais doces mensagens do seu coração, e no sorriso deles, nas palavras cordiais que dirigiam à namorada coletiva, à pequena Tangerine-Girl, que já era uma instituição da base — só viu escárnio, familiaridade insolente... Decerto pensavam que ela era também uma dessas pequenas que namoram os marinheiros de passagem, quem quer que seja... decerto pensavam... Meu Deus do Céu!
Os moços, por causa da meia-escuridão, ou porque não cuidavam naquelas nuanças psicológicas, não atentaram na expressão de mágoa e susto que confrangia o rostinho redondo da amiguinha. E, quando um deles, curvando-se, lhe ofereceu o braço, viu-a com surpresa recuar, balbuciando timidamente:
— Desculpem... houve engano... um engano...
E os rapazes compreenderam ainda menos quando a viram fugir, a princípio lentamente, depois numa carreira cega. Nem desconfiaram que ela fugira a trancar-se no quarto e, mordendo o travesseiro, chorou as lágrimas mais amargas e mais quentes que tinha nos olhos.
Nunca mais a viram no laranjal; embora insistissem em atirar presentes, viam que eles ficavam no chão, esquecidos — ou às vezes eram apanhados pelos moleques do sítio. 
Cf. Jornal Correio da Manhã. Rio de Janeiro.  03.09.1944. Tangerine Girl. Rachel de QUEIROZ. A DONZELA E A MOURA TORTA (Crônicas e Reminiscências). Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1948. PRIMEIRA EDIÇÃO. Capa de Luiz Jardim. O melhor da crônica brasileira. José Olympio Editora. Rio de Janeiro. 1997, p. 47. 

Jornal A Razão. Ceará, 26.03.1930. O Sr. Paulo Marinho c.c. Flora Saboia Marinho, moradores nas Damas, Parangaba, pais de Francisco que aniversaria dia 26 de março e de Mário que nasceu a 20 de janeiro.

Jornal A Razão. Ceará, 29.09.1930. Aluga-se. Quatro casas novas, nas Damas, Estrada da Porangaba. Tratar com o proprietário à Rua Floriano Peixoto, 267 Tinturaria Italiana.

Jornal A Razão. Ceará, 13.10.1930. A notícia informa que moradores da Avenida Washington Luís, Teodoro Ribeiro, Bolívar Ribeiro Pinto Bandeiran. 05 de março de 1907, em Cajazeiras , Paraíba, funcionário do Telegrafo Nacional e Eng. Agrônomo, Ceará, 1933, outros, e alunos do Liceu do Ceará, arrancaram as placas que denominava a Avenida de Washington Luís e colocaram nos postes placas de madeira, com o nome de João Pessoa. Estrada da Parangaba, Estrada de Arronches, Estrada da Porangaba, Avenida Washington Luís em reconhecimento a ele que como Presidente da República mandou concretar o piso, e a obra se estenderia até Guaramiranga, Serra de Baturité, via Palmácia. E mediante vontade e impulso popular Avenida João Pessoa principal artéria do Bairro Damas.

     João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque – Wikipédia, a ...

João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque nasceu aos 24 de janeiro de 1878, Umbuzeiro, Paraíba, e faleceu em Recife, aos 26 de julho de 1930. Advogado e político paraibano. Filho de Cândido Clementino Cavalcanti de Albuquerque nasceu em 23 de fevereiro de 1853, na Paraíba, e faleceu em 05 de agosto de 1924, na cidade da Parayba. E sendo sua mãe  D. Maria de Lucena Pessoa nasceu em 03 de setembro de 1858, em Escada, Pernambuco, e faleceu em 04 de fevereiro de 1924 na cidade da Parayba. Neto paterno de Romualdo Primo Cavalcanti de Albuquerque, Coronel, e de Filismina Bezerra Cavalcanti. Neto materno de Henriqueta Pereira de Lucena n. 1838, Bom Jardim, PE, e de José da Silva Pessoa, n.  1837, Nazaré, PE, e faleceu em Umbuzeiro, Paraíba.  Era sobrinho de Epitácio Pessoa, Presidente da República (1919/1922). Foi Auditor-Geral da Marinha, Ministro da Junta de Justiça Militar, Ministro do Superior Tribunal Militar e Governador da Paraíba (1928/1930).  Candidato em 1930 a vice-presidente da República, na chapa de Getúlio Vargas, havendo perdido para a coligação concorrente, governista, encabeçada por Júlio Prestes.


   O seu assassinato, na Confeitaria Glória na Rua Nova, em Recife, pelo Eng. Augusto Moreira Caldas e o Dr. João Duarte Dantas, {nasceu em Mamanguape, PB, 12.06.1888, Advogado, e ambos assassinados na Casa de Detenção do Recife, a 06.10.1930}, enquanto ainda era Governador, é considerado uma das causas da Revolução de 1930, que depôs o Presidente Washington Luís e levou ao poder Getúlio Vargas. Apesar de não ter sido por motivos políticos mas sim passionais, sua morte acabou sendo usada pelos apoiadores de Getúlio Vargas contra seu opositor Júlio Prestes, que havia ganho as eleições em março, deflagrando vários protestos políticos. Segundo Getúlio, as eleições haviam sido ganhas por Prestes de forma fraudulenta. Essa situação política, somada à crise financeira decorrente da depressão econômica mundial iniciada em 1929, terminaram por desencadear a Revolução de 1930. A moral da época: se João Dantas  solteiro tinha amores com a sua noiva solteira, Anaíde, Anayde Beiriz, João Pessoa tinha com a cantora soprano Cristina Maristany, cujas joias (compradas na Joalheria Krause, Rua 1° de Março, n° 06, esquina com a Rua do Imperador, Recife, Pernambuco), que iria receber de presente naquele fatídico dia, permaneceram no colo do falecido Dr. João Pessoa.

 

Cf. Hemeroteca Digital, Biblioteca Nacional, RJ.

 

         

Maria Luiza de Souza Leão Gonçalves e sua filha Iza Glz. Pessoa Cavalcanti de Albuquerque

 Contratou casamento o Dr. João Pessoa, aos 03 de outubro de 1904.  Primeira publicação: Proclamas, a 01 de fevereiro de 1905. A segunda publicação, Proclamas, aos 08 de fevereiro do dito ano de 1905. Casou-se a 23 de fevereiro de 1905, Recife, com D. Luíza de Sousa Leão Gonçalves, que nasceu aos 13 de setembro de 1879, Recife, PE, filha do ex-Governador de Pernambuco, {1899/1900}, Desembargador Sigismundo Antônio Gonçalves e de Maria das Dores de Souza Leão. Dona Luíza falecida a 18.02.1953, Rio de Janeiro, RJ. O noivo residente na Freguesia da Boa vista, e a nubente na Freguesia de Santo Antônio, ambas em Recife. Filhos: 1. Jório Pessoa Cavalcanti de Albuquerque nasceu a 25.10.1918, Rio de Janeiro, e faleceu a 29.06.1951 em Estocolmo, Suécia. O corpo do Dr. Jório, 33 anos de idade, Bacharel em Direito pela Faculdade de Niterói, RJ, 1939, Escrivão da 8ª Vara Cível, RJ, chegou em avião vindo de Estocolmo onde havia ido submeter-se a uma delicada cirurgia, e foi sepultado a 19 de julho de 1951, no Cemitério São João Batista, RJ, RJ. Era casado com Lina Viana do Castelo, Lina Cavalcanti de Albuquerque, filha de Augusto Viana do Castelo, Augusto de Azevedo Vianna, ex Ministro da Justiça e Negócios Interiores no governo Washington Luís, de 15 de novembro de 1926 a 24 de outubro de 1930 e de Carmen Viana do Castelo. Neta paterna de Felicíssimo de Souza Vianna e de Maria Sérgia Pereira da Costa. D. Lina e o Dr. Jório pais de Jório Pessoa Cavalcanti de Albuquerque Filho nasceu 28.04.1949, Rio de Janeiro, RJ. Comerciante. Casou-se a 27.04.1971, RJ, com Mariza Maurity n. no Rio de Janeiro, com geração. 2. Mariza Pessoa Cavalcanti de Albuquerque nasceu n. 13.07.1915, Rio de Janeiro, e faleceu 22.01.1977, Rio de Janeiro RJ, de idade 62 anos. Casou-se em 19.12.1936, no Rio de Janeiro, com Luís Carlos de Oliveira, 19.12.1913, Rio de Janeiro, RJ. 3.  Iza Pessoa Valente, a seguir, e 4. Epitácio Pessoa Cavalcanti de Albuquerque nasceu a 22 de junho de 1911, Rio de Janeiro, RJ. Eleito suplente de Senador, e exerceu o mandato entre os meses de novembro de 1950 e agosto de 1951. Epitácio Pessoa Cavalcanti faleceu de idade 40 anos, às 4.30 h do dia 24 de agosto de 1951, em sua residência à Rua Antenor Rangel, nº 210, Gávea, RJ. O atestado de Óbito do Senador Epitácio foi contestado. Envenenamento? Overdose medicamentosa? Realizada a exumação, procedido o exame das vísceras - ainda assim não se chegou a uma conclusão, continuando, pois, o mistério.  Era casado com  Ana Clara da Cunha Bueno Pepe Pessoa nasceu a 26.01.1911, São Paulo, SP, filha de José de Alcântara Pepe n. 05.04.1883, Sicignano degli Alburni, Província de Salerno, Campania, Itália, e de Maria Elisa da Cunha Bueno Pepe. Ana Clara Pessoa Cavalcanti de Albuquerque foi casada com Francisco Pinto Freire nasceu a 23.12.1900, São Paulo, SP, filho de Antônio Pinto Freire e de Francisca de Campos Freire. Francisco Pinto Freire, capitalista, representante da Ford Motor Company, em São Paulo, proprietário da Cia. Pinto Freire de Automóveis - Comercial e Importadora. Na noite do dia 04 de agosto de 1950, acompanhado da Sra. Olga Cunha Bueno, foi ao Club de Paris, boate do francês Jaan Pierry, à Rua Rua Major Sertório, 44, Pacaembu, Boca do Luxo, São Paulo, SP. Após ingerir bebidas alcoólicas, foi vítima de um mal súbito. Retirando-se do local e dirigindo o seu automóvel, na altura da Rua Colômbia, Jardim Paulista, SP, SP, desmaiou, sendo conduzido para a residência, à Rua Vicente de Paulo, nº 115, Santa Cecilia, São Paulo, SP. Disse para o seu filho Luís Henrique para o seu médico particular, que o assistiram, 'que havia sido envenenado'. Veio a óbito às quatro horas da manhã de 05 de agosto de 1950, de idade 49 anos.  Procedida o a necropsia e o exame toxicológico, foi constatado o 'derrame cerebral'. A pedido da família foi realizado um segundo exame, encerrando o caso: derrame cerebral.  Francisco Pinto Freire e Ana Clara, pais de Antônio Caio Pinto Freire, Luís Henrique Pinto Freire e Carmen Sylvia Freire Pepe Cinco anos decorridos da morte do Senador Epitacinho, a sua viúva, dama da sociedade carioca, Dona Ana Clara, matou-se com um tiro no coração, de idade 45 anos, logo após almoçar, dia 02 de novembro e de 1956, no solar onde residia, à Rua Antenor Rangel, nº 210, Gávea, RJ. D. Ana Clara e Epitacinho, pais de Henrique, moço do bem, e de João Neto, que eram diferentes. João Pessoa de Albuquerque Neto, contemplado com doença emocional, envolveu-se em sério imbróglio, com falsificação, estelionato. João Neto acusa o avô materno e mergulha no poço da desilusão.     

 

 

   

 

 

 

 

 

Ana Clara Cunha Bueno Pepe, Ana Clara Pessoa Cavalcanti de Albuquerque. !ª Mulher Brasileira a ser proprietária de um Cartório, dado por Getúlio Vargas. Fonte foto: Revista Feminina Joia.

Antônio Gurgel Valente nasceu a 03 de novembro de 1915, em Aracati, Ceará, filho do Coronel Argemiro Gurgel de Lima Valente {Advogado, 1º suplente de Juiz Substituto, Aracati, Ceará, falecido a 12.02.1944}, e de Júlia Gurgel do Amaral Valente. Neto paterno de Eduardo Gonçalves Valente e de Joana Joaquina da Costa Lima. O Dr. Antônio Gurgel de Lima Valente casou-se às 17 h do dia 1º de setembro de 1943, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, Rua Benjamin Constant, nº 48, Glória, Rio de Janeiro, com a Senhorita Iza Gonçalves Pessoa Cavalcanti Albuquerque nasceu a 25 de setembro de 1920, Rio de Janeiro, RJ, filha do falecido Presidente da Paraíba Dr. João Pessoa e de D. Maria Luíza Cavalcanti Albuquerque, sendo padrinhos na cerimônia civil o Presidente Getúlio D. Vargas e sua esposa Dona Darcy, o Comandante Ernani do Amaral Peixoto e D. Alzira Vargas. Antônio Gurgel de Lima Valente, Antônio Gurgel Valente Bacharel em Direito pela Faculdade Católica, RJ, 1946, Jornalista, Advogado, Funcionário do Ministério da Fazenda, Delegacia do Tesouro Nacional, Nova York, EUA, por vários anos. O Professor de latim, grego e literatura brasileira Antônio G. de L. V., Presidente da Fundação Rádio Mauá, RJ, Ministério do Trabalho. 11.07.1956 / 30.03.1957. Livro de sua autoria: E a Jangada Venceu. RJ, 1941. O Político Antônio Gurgel Valente faleceu de idade 54 anos, acometido de um mal súbito que motivou a sua queda do 16º andar do apartamento em que residia, Edifício à Rua Dias Ferreira, nº 49, Apt.º 1.604. Leblon, RJ. 21.11.1969. Era amigo particular do Presidente Getúlio Dornelles Vargas e de João Belchior Marques Goulart. Inimigo do Deputado Francisco de Almeida Monte e do seu genro José Parsifal Barroso. Autor das conhecidas "Falconárias" sátira contra Armando Ribeiro Falcão. Ainda irmão de Ernesto Gurgel Valente, Deputado Federal e de Nair Valente Caminha. D. Iza e o Dr. Antônio pais de um único filho, Arnaldo Gurgel Valente, n. 22.08.1944, graduado em Ciências Econômicas, piloto de rallye e Leiloeiro Sindicalizado. Casou-se a 19.10.1983, no Rio de Janeiro, com Ana Maria Farias Lemos, Advogada, n. 31.10.1956, filha do Coronel do Exército Brasileiro, Chefe de Gabinete do Ministro Antônio Delfim Netto, Sérgio Farias Lemos Fonseca e de Branca Sophia Seixas. Arnaldo faleceu, sem geração, de idade 51 anos, a 18.12.1995, na cidade do Rio de Janeiro. O suicídio do jovem Sr. Armindo Cardoso de Moura, pernambucano, concessionário da Ford do Brasil em Recife, político e empresário, às dez horas do dia 13 de agosto de 1954, no banheiro do apartamento nº 214, Hotel Guararapes, ocupado por Antônio Gurgel Valente, líder trabalhista, residente no RJ, RJ. Hotel Guararapes, Recife, PE. O falecido Armindo era filho de José Tavares de Moura e de D. Cândida Cardoso de Moura, e cunhado do Deputado Jarbas Maranhão.  Gurgel: descendentes de Tourem Gorgel, Toussaint Gurgel, Corsário, n. 1570, Le Havre de Grace, França, filho de mãe francesa e de pai alemão, e de Domingas do Arão Amaral, nasceu no ano de 1584, no Rio de Janeiro, filha de Antônio Diogo do Amaral e de Micaela de Jesus Arão. VALENTE sucessores de Manoel Gonçalves Valente nasceu aos trinta e um dias do mês de novembro de 1769, no Distrito de Vila Real, Portugal, e de Angélica Joaquina dos Anjos Lobo Lamego, casados a 30 de outubro de 1801, “pelas cinco horas da tarde,” na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário da Vila de Santa Cruz do Aracati, Ceará. Cf. Francisco Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses Treze. Siará Grande - Uma Província Portuguesa no Nordeste Oriental do Brasil. Ed. Expressão Gráfica. Fortaleza. 2016. Quatro Volumes, 2.300 p. Cf. Livros das Freguesias do Aracati e Icó. LA1-93. LA2-85. LA3-57,807. Li19-283. Li25-34v. Cf. Hemeroteca Digital, Biblioteca Nacional, RJ. Cf. Livro de Matrimônios, Ceará, familysearch.org. 

          A partir do dia 04 de setembro de 1930, em sua homenagem, a capital do Estado da Paraíba, antes denominada de "Cidade da Parahyba", passou a se chamar João Pessoa.

   A Polícia estadual sob o Governo de João Pessoa, invadiu escritório de Dantas, à Rua Direita, 519, atual, Duque de Caxias, João Pessoa, e, além de outras coisas, apoderou-se de cartas íntimas entre ele e sua noiva, a professora Anaíde da Costa Beiriz, Anayde Beiriz, apontada como o estopim da revolução de 30, pela tragédia do assassinato de João Pessoa por João Duarte Dantas, com quem Anayde mantinha relacionamento amoroso.

         

   João Duarte Dantas nasceu aos 12 de Maio de 1888, Mamanguape, Paraíba, filho do Dr. Franklin Dantas Corrêa de Góis e de Júlia Veloso de Azevedo Dantas, e seu cunhado Engenheiro Augusto Moreira Caldas, foram assassinados aos 06 de outubro de 1930, na Casa de Detenção do Recife, (degolados com um bisturi) pelo soldado João da Mancha, assistido e orientado, pelo médico Luís de Góes, e pelo Tenente da Polícia Ascendino Feitosa. Tecnicamente é inviável saber quem matou João Pessoa: João Duarte Dantas ou o seu cunhado casado com sua irmã, Eng. Augusto Moreira Caldas, pois os dois atiraram. Os Dantas Corrêa, Correia, estudados por Francisco Augusto, Siará Grande, 2016, op. cit.

   Dantas do Dr. João Duarte Dantas é da mesma linhagem dos Dantas do Rio Grande do Norte e de Patos, Paraíba, procedentes do Concelho de Barcelos, Distrito de Braga, conforme trabalho apresentado por Francisco Augusto de Araújo Lima, no I° Encontro Nordestino de Genealogia, João Pessoa, Paraíba, no mês de fevereiro de 2014. Por conseguinte, constitui uma família distinta dos Dantas Rothéia e Gonçalves Dantas, irmandade natural de Paredes de Coura, Distrito de Viana do Castelo, norte de Portugal, que povoou Pombal, Paraíba e o Cariri cearense. Também estudados pelo Autor citado.
  José de Antas Correia, José Dantas Correia nasceu ano de 1652, na Rua Nova, Concelho de Barcelos, Distrito de Braga. Por engano citado como nascido na Paraíba ou Minho, e ainda, a 14 de dezembro de 1652. José de Antas Correia Sênior, filho de Antônio de Antas Correia, batizado a 26 de fevereiro de 1627, em Barcelos, Braga, faleceu a 16 de dezembro de 1686, e de Maria da Costa de Aguiar, casados a 20 de junho de 1649, em Barcelos, Braga, e ela falecida a 13 de junho de 1682. Neto paterno de Belchior de Antas Correia faleceu a 04 de dezembro de 1654, Barcelos, e de Catarina de Santiago da Silveira. Neto materno de Manoel da Costa e de Maria de Aguiar, naturais de Barcelos, Braga, ele falecido a 07 de setembro de 1644, e ela falecida a 16 de abril de 1652. Catarina de Santiago da Silveira, filha de Jerônima de Morais e cujo pai se não conseguiu ainda localizar. Termo de batismo de José de Antas Correia Sênior. Cf. Francisco Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses Treze. Siará Grande - Uma Província Portuguesa no Nordeste Oriental do Brasil. Ed. Expressão Gráfica. Fortaleza. 2016. Quatro Volumes. 2.300 p.

   O Dr.  Augusto Moreira Caldas, filho de D. Isabel Moreira Caldas e de Augusto César Pereira Caldas, Chefe de Seção, Secretaria da Justiça, Pernambuco. O Eng. Augusto, irmão de: 1. Mário Moreira Caldas, comerciante. 2. Beatriz Moreira Caldas, falecida no mês de outubro de 1924, na cidade do Rio de Janeiro, dias após melindrosa cirurgia. 3. Dr. Celso Augusto Moreira Caldas, médico, casado com D. Hermínia Caldas, pais de oito filhos, residentes em Natal, RN, ele falecido de idade 67 anos, aos 09.06.1927. 4. D. Maria Emília Caldas Miranda, esposa do Sr. João Sílvio de Miranda. Cf. Pesquisa FAAL, Hemeroteca Digital, Biblioteca Nacional, RJ.

  O Engenheiro Augusto estudou no Ginásio Pernambucano e Graduado Engenheiro Civil, pela Faculdade Livre de Engenharia do Recife, 1911. Carlos Caminha Sampaio, cearense, foi seu colega de turma. Colaram grau aos 03.05.1912. Casou-se Augusto Moreira Caldas, com Jacinta Felisbela Dantas Caldas, aos 26 de agosto de 1922, em casa particular, dos pais da noiva, Dr. Franklin Dantas Corrêa de Góis e Júlia Veloso de Azevedo Dantas, à Rua Marechal Floriano Peixoto, n° 118, Recife, Pernambuco, às 17 horas o casamento civil, e às 19 horas na Capela da Estância, a cerimônia religiosa. O casal Jacinta Felisbela e Augusto, pais de dois filhos e uma filha

      

   Anaíde BeirizAnayde da Costa Beiriz, Anayde de Azevedo Beiriz nasceu no dia 18 de fevereiro de 1905, na Paraíba do Norte. Diplomada Professora pela Escola Normal da Paraíba, 1922. Filha do empregado da Imprensa Oficial, Oficinas Tipográficas d' A União, José Beiriz, José da Costa Beiriz, {nasceu 21 de fevereiro} e de Dona Maria Augusta Azevedo Beiriz nasceu 21 de março, irmã do Major Antônio Pedro de Azevedo, falecido no dia 23 de março de 1905.

  Anayde participa da Comissão organizadora do Natal da Igreja das Mercês, 16.11.1923. Após a Missa do Galo, o buffet na Praça Comendador Felizardo Leite. 

   Lembrar que antes da preparação da festa natalina de 1923 - a pouco menos de dois meses, - havia acontecido uma desdita que comovera a gente paraibana. A Praça Comendador Felizardo e o Jardim Público, separavam então, o Liceu (masculino) da Escola Normal (feminino) da cidade da Parahyba. Proibida pelas autoridades a aproximação entre os alunos e alunas, culminou na trágica morte do jovem 'preparatoriano' Sady Castor Correia Lima, 27 anos de idade, (e não 23 anos como divulgaram) aluno do Liceu da Paraíba, filho do Coronel Emiliano Castor de Araújo Filho e de Vitória Castor Correia Lima, proprietários em  Soledade, Paraíba. Neto paterno do Dr. Emiliano Castor de Araújo, Juiz de Direito em Jaguaribe Mirim, Ceará, (filho do Capitão Manoel Joaquim de Araújo,  falecido no dia 28 de fevereiro de 1890, com a idade de 85 anos, no seu Sítio Cachoeira, Campina Grande, Paraíba).    Sady desconhecendo a proibição, ao chegar a calçada da Escola Normal, para acompanhar a sua noiva, de nome Ágaba Gonçalves de Medeiros, aluna do 3° ano da Escola Normal, é agredido e morto à bala, pelo Guarda Civil n° 33, Antônio Carlos de Menezes. O dia era um sábado, 22 de setembro de 1923. O corpo do falecido foi sepultado no Cemitério da cidade da Parahyba.

   A noiva Ágaba de idade 17 anos, filha do segundo matrimônio do Conferente da Alfândega, Coronel José Peregrino Gonçalves de Medeiros e de Maria Barbosa Gonçalves de Medeiros.  A tragédia aumenta com o suicídio por envenenamento praticado por Ágaba. Quinze dias após o assassinato em sua presença, do seu noivo, não suportando a dor, resolve ir ao encontro do falecido ente querido. Noticia do dia 08.10.1923  Repercussão nacional, com intensa solidariedade de estudantes mineiros, pernambucanos etc., aos colegas paraibanos. Comoção nos sepultamentos. Romaria aos túmulos do jovem casal. Perplexidade e tristeza. Inevitável não relacionar o caso Anayde & Dantas ao Ágaba & Sady e indagar por qual razão o destino foi tão cruel ... Cf. Hemeroteca Digital, Biblioteca Nacional. RJ.

              Termo de Óbito de Sady Castor Correia Lima.

          

                                           Cf. Livro de Óbitos, Paraíba, familysearch.org. 

 

     Anayde da Costa Beiriz, Professora e Secretária da Colônia de Pesca Z - 2, da cidade de Cabedello, Paraíba. 09.06.1929.   Anaíde faleceu aos 22 de outubro de 1930, no Asilo Bom Pastor, à Rua Benfica, Bairro da Madalena, Recife, onde deu entrada às 11 horas do dito dia 06 de outubro, supostamente por auto envenenamento e foi sepultada como indigente no Cemitério de Santo Amaro.

      Beiriz família oriunda da Freguesia de Beiriz, Concelho de Póvoa de Varzim, Distrito do Porto, Portugal continental. Manoel Gonçalves Casanova casado com Ana Brízida da Cruz, do lugar Beiriz, ele filho de João Gonçalves Casanova e de Maria Fernandes de Beiriz. Ela filha de Fabião Gonçalves de Oliveira, de São Cristóvão, e de Bernarda Maria da Cruz. Manoel Gonçalves Casanova e Ana Brízida da Cruz, pais de Manoel Gonçalves Beiriz nasceu aos 10 de novembro de 1794, e foi batizado aos 14 do dito mês e ano, pelo Padre João Carlos Pereira do Lago, Abade Beiriz. Foram seus padrinhos, seu tio Manoel Gonçalves da Cruz, de São Cristóvão, e Ana, solteira, filha de Antônio Gonçalves de Oliveira, de São Cristóvão. Cf. Livro de Batismos, Beiriz, Tombo. Apud, Francisco Augusto, Siará Grande, op. cit.

Irmã de Anayde: Zezita nasceu aos 15 de agosto e em 1919 era criança.

Zezita e Anayde netas paterna de Antônio Gonçalves da Costa Beiriz, natural da cidade da Paraíba, 68 anos de idade, falecido no mês de maio de 1897. Casado com Francisca Joaquina da Costa Beiriz, moradora na Rua 7 de Setembro, cidade da Parahyba. O falecido Antônio Gonçalves  era funcionário público aposentado. Anotado por FAAL: Os irmão Manoel Gonçalves da Costa Beiriz e José Gonçalves da Costa Beiriz, residentes e comerciantes nos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, no ano de 1899.


Tias de Anayde.

Esther Andréa Beiriz, aniversaria no dia 30.11 (1911, era senhorita) irmã do Sr. José Beiriz.

Aniversário da Senhorita Maria da Conceição Beiriz, irmã do Sr. José Beiriz distinto operário da A União. 20.04.1916.

Maria da Costa Beiriz aniversaria no dia 20.04. Madame no ano de1917. Irmã do Sr. José Beiriz, hábil tipógrafo da Imprensa Oficial. 20 de abril de 1917.

Proclamas Casamento Civil, 30.07.1898, Maria Leonilla da Costa Beiriz com Possidônio Ferreira Neves.

João Beiriz da Silva Lisboa, 1912.

Vendida em hasta pública a propriedade Mumbaba do Beiriz. 21.02.1913.  Apud Francisco Augusto de Araújo Lima. Siará Grande, 2016, Fortaleza. Op. cit. 

 

Fonte CPDOC: ALBUQUERQUE, E. João; BARBOSA, R. História; CONSULT. MAGALHÃES, B.; CORRESP. SUP. TRIB. MILITAR; Encic. Mirador; GABAGLIA, L. Epitácio; Grande encic. Delta; JOFFILY, G. João; LAGO, L. Conselheiros; LEITE, A. História; LEVINE, R. Vargas; LIMA SOBRINHO, A. Verdade; NÓBREGA, A. Chefes; PINTO, L. Fundamentos; REIS JÚNIOR, P. Presidentes; SILVA, H. 1930; VIDAL, A. 1930; Who’s who in Brazil. Cf. Hemeroteca Digital Bibliotecal Nacional. RJ.                      

   

 

O Preço das Passagens de Omnibus para Parangaba. O Senhor Oscar Jataí Pedreira & Cia Ltda. Preços das passagens dos auto - ônibus, Fortaleza para a aprazível e vizinha localidade de Parangaba, “que tiveram uma sensível e considerável baixa nos seus valores". Ida = $ 500 réis. Ida e Volta = $ 800 réis. Para Damas: Ida = $ 300 réis. Ida e volta = $ 500 réis. Cf. Jornal da Manhã, Fortaleza, 09.11.1929.

Jornal A Razão. Ceará, 10.11.1930. Faleceu quinta feira, 06 de novembro de 1930, às 09 horas da manhã, nas Damas, o estimável moço  Senhor Félix Fanjas abastado industrial e agricultor na cidade de Benevides, Estado do Pará. Fanjas Sub Prefeito de Benevides. Jornal Estado do Pará. 03.02.1917.  Jornal Estado do Pará. 16.07.1918. Fanjas vende em Benevides Alambique para álcool e uma casa situada em bom terreno. Félix Fanjás, filho de João Fanjás e de sua mulher, franceses. Residente na Vila de Benevides, Pará, à margem da Estrada de Ferro de Bragança, proprietário de Engenho de moer cana de açúcar, em Castanhal, Pará. 

Jornal A Razão. Ceará, 23.02.1931. Sítio Santa Isabel, nas Damas, Parangaba, do Coronel José Façanha de Sá. Foi encontrado morto o seu empregado João Grande, João Francisco Pessoa.

Rodolfo Barreto da Fontoura nasceu no Rio Grande do Sul, Major da Infantaria do Exército Brasileiro. Filho de Jacinto Barreto da Fontoura e de Francisca de Castro Fontoura. Casou-se aos 24 de dezembro de 1878, na Catedral de Fortaleza, com Emília Fernandes Rossas nasceu em Aracati, 23 anos, filha de José Fernandes Rossas e de Maria Francisca Diocleciana Rossas. Presentes, o Padre Antônio Pereira de Alencar. As testemunhas, o Coronel Alexandre Augusto de Farias Vilar e o Alferes Manoel Pinto da Silva. Cf. Livro de Matrimônios, Ceará, familysearch.org. A família ROSSAS oriunda da Freguesia de São Salvador de Rossas, Concelho de Vieira do Minho, Braga, norte de Portugal.  Dona Emília Fernandes Rossas faleceu de idade 74 anos, às 15 horas e dez minutos do dia 08 de novembro de 1931, em sua residência no Bairro Damas, e foi sepultada no Cemitério São João Batista, da cidade da Fortaleza. Deixou os filhos: Rodolfo Barreto da Fontoura Filho, estabelecido em Belém do Pará. Astrogildo Barreto da Fontoura, Cirurgião Dentista, Virgílio Barreto da Fontoura, funcionário da Alfândega, e Dona Liliana Fontoura casada com João Torres de Melo Saboia. O Major  Rodolfo Barreto da Fontoura era irmão de: 1. Alarico Barreto da Fontoura, faleceu às duas e meia horas da manhã, do dia 1° de junho de 1907, em Fortaleza, vítima de lesão cardíaca. Era casado a pouco mais de um ano com a Senhora Florinda Teixeira da Fontoura, e deixa um filho na orfandade. 2. Maria de Castro Barreto, no clero adotou Irmã Catarina, e por notícia de 22.03.1907, sabe-se que deixou o hábito, por motivo de doença, retornando aos seio da família. Cf. Jornal do Ceará. 01.06.1907. Jornal A Razão. Ceará, 09.11.1931.

José Fernandes Rossas c.c. Maria Francisca Diocleciana, pais de:
1. Ana Maria Rossas casou-se a 03 de dezembro de 1884, na Capela de São Bernardo, Fortaleza, com Antônio da Silva Braga, filho de Brasilino da Silva Braga e de Brasilina Teixeira Braga. Cf. Livro de Matrimônios, familysearch.org. 
2. José Fernandes Rossas Filho n. na cidade de Aracati, no dia 11 de junho de 1854, onde foi batizado pelo Padre Tito José de Castro e Silva Menezes, sendo seus padrinhos, (?) Rovisbal Raulino Pereira e por devoção Nossa Senhora. Cf. Livro de Batismos, Ceará, familysearch.org. 
3. Emídia Rossas c.c. Rodolfo de Castro Mena Barreto, Cadete, pais de:
3.1. Rodolfo, nasceu a 07 de novembro de 1884. Cf. Livro de Batismos, Ceará, familysearch.org. 
3.2. Leopoldo nasceu a 21 de novembro de 1886, e foi batizado a 29 de dezembro, do dito ano, Fortaleza. Padrinhos, o Doutor Manoel Ambrósio da Silveira Torres Portugal e Dona Joana Rossas. Cf. Livro de Batismos, Ceará, familysearch.org.

Jornal A Razão. Ceará, 23.09.1931. O moço Bráulio Amaral Peixoto, Bráulio Peixoto do Amaral, Secretário da Confederação Cearense de Pescadores, casado, foi atropelado  e morto, no dia 18 de setembro de 1931, na Estrada da Porangaba, por um veículo dirigido pelo comerciante  Sr. Antônio Augusto Alves, proprietário da conceituada firma Alves Medeiros & Cia, Fortaleza. No dia 19 de setembro de 1927, sua residência, na Rua da 'Aldeiota', Fortaleza, foi assaltada.

Jornal A Razão. Ceará, 02.12.1931. Horácio Crispim de Moraes, preso por embriaguez, residente nas Damas. 

Jornal A Razão. Ceará, 17.09.1936. Domingo 13 de setembro de 1936, nada de anormal no match entre o Damasco Esporte Clube e o Madureira Foot-ball Club. O acidente havido com os jogadores do time visitante, Madureira, foi após o jogo, e fora do campo.

Jornal A Razão. Ceará, 17.10.1936. Dona Amélia da Costa e Silva Ribas nasceu a 08 de abril de 1852, 84 anos de idade, moradora no Bairro Damas. Faleceu às duas horas da madrugada, do dia 16 de outubro de 1936. Filha de Pedro da Costa e Silva e era casada com o Jornalista Rodolfo Ribas nasceu a a 17 de outubro, e foi sepultada no Cemitério São João Batista, Fortaleza. Pais de: Thiago Ribas Sob° nasceu a 21 de fevereiro, e de Maria Amélia Ribas nasceu a 03 de novembro. Thiago Ribas (Sênior) n. no ano de 1880, em Granja, Ceará, Oficial do Exército, Arma de Artilharia, faleceu a 18 de agosto de 1895, no Estado do Pará. Era irmão do jornalista Rodolfo Ribas.

Jornal A Razão. Ceará, 24.11.1936. Joaquim Fernandes, 65 anos de idade, agricultor, residente no Bairro Damas, faleceu atropelado por um auto ônibus, fato acontecido nos Barreiros.

 

 

              

        Ver a seguir Noite Rosea. Ideal Club, Damas.

 

 

 

    

      Sede do Ideal Club, Av. João Pessoa, Damas, inaugurada a 03.10.1931. Fonte Foto: Nirez.

 

     

       Ideal Club, sede praiana. Fortaleza. 1957. Fonte foto: IBGE.

 

Jornal A Nação. Fortaleza. 09.01.1932. É hoje que o Ideal Club no belíssimo centro social da Avenida João Pessoa, Damas, o vitorioso e pujante grêmio divercional, o maior do mundo no Norte do Brasil, vai dar o grito de “Carnaval na Rua”.

Jornal A Nação. Fortaleza. 12.01.1932. Ao som retumbante do Zé Pereira e do Oh Abre Alas, Momo fez sua entronização na luxuosa sociedade do Ideal Club, na Avenida João Pessoa, Damas, na noite de sábado, 10 de janeiro de 1932.

Jornal A Nação. Fortaleza. 27.01.1932. A Companhia Atlantic Film firmou contrato de filmagem dos bailes de Carnaval no Ideal Club, o aristocrático centro divercional da Avenida João Pessoa, Damas, da entrada do corso de automóveis , naquele luxuoso grêmio.

                

Jornal A Nação. Fortaleza. 29.01.1932. O Baile Branco no Ideal Club. Na noite de sábado abre-se-ão os largos portões da vitoriosa sociedade elegante da Avenida João Pessoa, Damas, para a realização de uma belíssima festa carnavalesca. Essa festa denominada Baile Branco, será uma admirável parada de elegância pela apresentação faz mais luxuosas toilettes e fantasias todas confeccionadas em tecidos brancos.

Jornal O Povo. 12.09.1931. Jornal A Razão. Ceará, 20.08.1936. Ideal Club. Composição da 1ª Diretoria: Presidente. Pedro Sampaio, Secretário, Clóvis de Alencar Matos, e Tesoureiro Raul Conrado Cabral, e mais José Meneleu de Pontes Filho, Luís Gonzaga Flávio da Silva, Meton Gadelha, Otávio Menescal da Frota, Joaquim Markan Ferreira Gomes, Maximiniano Leite Barbosa Filho, Mirtil Meyer, João da Frota Gentil e Antônio da Fota Gentil. A sua primeira festa, de inauguração, realizada na sede da Avenida João Pessoa, Damas, foi um deslumbramento, e por muitos anos ainda a cidade guardará da noite em que teve lugar.

   

Jornal A Razão. Ceará, 20.08.1936. O Ideal Club comemora no dia 06 de setembro o seu quinto aniversário. A Diretoria daquela sociedade reunindo-se na filial da Praia de Iracema, se movimenta no afã de fixar um programa de festividades que esteja à altura da significação da data. Para esta festa que a Diretoria já se encontra anunciando a sede da Avenida João Pessoa, Damas, está recebendo suntuosa decoração. Desde o carnaval, desde a famosa         e inesquecível Festa das Quatro Estações com que o “Ideal” maravilhava a sociedade de Fortaleza, no tríduo do Momo, que o aristocrático pavilhão das Damas estava desocupado, sem que se realizasse lá nenhuma festa. A primeira vai ser a do dia 06 de setembro de 1936 e é para ela que conhecidos e competentes artistas de nosso meio estão dando ao recinto uma linda decoração aproximada  ao motivo da festa.

Jornal A Razão. Ceará, 09.01.1937. Homenagem a tripulação do navio alemão Schlesien. Às 22 horas Baile oferecido pelo Ideal Club na sua sede das Damas, ao Comandante, Oficiais e Cadetes. O Convite assinado pela Diretoria, composta, por Fernando de Alencar Pinto, Presidente, Dr. Pedro Augusto Sampaio, Secretário, Antônio da Frota Gentil, Tesoureiro, além dos Diretores, Raul Conrado Cabral, João da Frota Gentil, Maximiniano Leite Barbosa Filho, Joaquim Markan Ferreira Gomes, Luís Gonzaga Flávio da Silva, Meton Gadelha, Mirtil Meyer, José Meneleu de Pontes Filho.

Jornal A Razão. Ceará, 26.05.1937. Na sede do Ideal Club, Avenida João Pessoa, Damas, acontecerá às 20 horas um banquete comemorativo do 2° aniversário de governo do Dr. Francisco Menezes Pimentel, oferecido por amigos e admiradores do Governo.

Jornal A Razão. Ceará, 05.08.1937. Associação Cearense de Imprensa. Baile da Coroação da Rainha dos Jornalistas S. M. Margarida Holanda, acontecerá às 22 h de sábado, 07 de agosto de 1937, no Ideal Club, Avenida João Pessoa, Damas. J. M. Othon Sidou.

Jornal A Razão. Ceará, 01.10.1937. Noite Rosea. O Ginásio São João dará um grande baile à sociedade de Fortaleza, em comemoração ao termino do seu curso de Humanidades. A Noite Rosea será realizada na sede do Ideal Club, Avenida João Pessoa, Damas, às 22  horas de 13 de novembro de 1937. Ver relação de alunos em recorte, acima.

Jornal A Razão. Ceará, 28.12.1937. Baile da 1ª Turma de Peritos Contadores da Fênix Caixeiral será às 22 horas de 28 de deze,bro de 1937, na sede do Ideal Club, Avenida João Pessoa, Damas.

Jornal A Razão. Ceará, 16.01.1938. Jantar Dançante no Ideal Club, Avenida João Pessoa, Damas, em homenagem ao Senhor Ministro da Viação, Coronel Mendonça Lima, às 20 horas de 17 de janeiro de 1938. Traje - Smoking.

Jornal A Razão. Ceará, 29.03.1938. Na proximidade do Ideal Club, Damas, virou um ônibus da Empresa São José, que vinha da Parangaba rumo Fortaleza. O Senhor Gadelha funcionário do Ideal Club, socorreu e conduziu no ‘side – car’ da sua motocicleta, o Sr. Euclides Maciel que saiu lesionado. 

Jornal A Razão. Ceará, 27.04.1937. Voz do Povo. Grande foi a satisfação causada no seio da população de Damas, pelo assunto focalizado na Câmara Municipal, pelo Vereador Sr. Luís de Oliveira, sobre o prolongamento da Linha de Bondes do Benfica até esta localidade. O projeto beneficia o Bairro Damas e os lugarejos que o circundam como sejam: Pirocaia, (Itaoca), Coqueirinho, (Parquelândia), Grossos, Aningas, Nossa Senhora de Nazaré, etc.

Jornal A Razão. Ceará, 28.04.1937. O jovem Edson Carvalho, aluno do 2° ano ginasial do Ginásio São João, atropelado pela ambulância da Assistência Municipal, quando se dirigia para a sua residência nas Damas, entre a Vila Damasco, Damas, e a Pirocaia, Parangaba. Socorrido pelo Dr. José Frota que viajava no carro sinistrado. O aluno Edson Carvalho faleceu na noite do dia 27 de abril de 1937.

Jornal A Razão. Ceará, 11 e 13.05.1937. Transporte para o povo. Abaixo assinado de moradores a margem da Avenida João Pessoa, Damas, reclamando por transporte. São aproximadamente 700 assinaturas.

 

 

                       Damas, o retorno   

 

   Por quarenta anos a família Araújo Lima residiu na Av. João Pessoa, nº 5521, Damas. No ano de 1984, aconteceu a mudança para a Av. Desembargador Moreira, Bairro da Estância, atual Dionísio Torres. O vínculo com os antigos vizinhos foi desaparecendo, com a distância, a dinâmica da vida e a mania cearense de migrar. Poucas as notícias que passei a ter do Bairro Damas.

   Em meados de 2017, por indicação de um amigo rio-grandense-do-norte fui procurado por uma jovem Senhora cearense, residente na cidade de São Paulo e cuja mãe mora na Vila Miguel Gonçalves que agora pertence ao Montese, (dizem), e não mais Damas. Resolvida a questão genealógica, o bate-papo foi alongado em função da coincidência de domicílio da família da amiga cabeça-chata ora ‘paulistana’ e a proximidade do ex - domicílio da viúva Ana Esteany Soares de Araújo. Apesar da amenidade da conversa em um alpendre de uma casinha na Praia do Futuro, na relaxante visão do verde mar, e no silêncio que alimenta a cuca, ficou o travo do desgosto face ao descuido com o patrimônio, pelo poder público e o trato das nossas tradições. Damas agora é Montese, a Lagoa das Damas virou LIXÃO, decadência, a casa da família Romcy Pereira demolida, o Sitio dos Sátiros, (com área de 60.885 m², quase sete hectares), riquíssimo em plantas nativas, foi invadido por pequenas casas de utilidade dita pública. Estranho ninguém a sugerir a preservação da opulenta e antiga reserva florestal, parque de lazer, refúgio e socialização, banco de sementes para formação de mudas, com legítimo potencial genético. Construíram casas soltas, ao invés p. ex. de prédios pequenos de quatro pisos, que impermeabilizam quatro vezes menos o solo e evitaria a destruição da mata nativa. Isso em um Bairro sem praças. Existe uma, no limite norte a Praça Nazareth, atual Praça Presidente Roosevelt, Bairro do Jardim América, e outra, no extremo sul a Praça da Matriz do Senhor Bom Jesus dos Aflitos da Parangaba. E só. Os Sítios do Fonseca, do Horácio Bezerra de Menezes e do Xara Barroso, (José Liberato Barroso) todos destruídos. Onde estavam os sucessores de Paulet, de Herbster? Por que nada viram e não indenizaram a preço justo estas propriedades e a legaram ao povo para seu usofruto? Nem um benemérito que articulasse uma intervenção particular salvadora e supridora da ineficaz ação pública? Qual a razão de sermos tão de diferentes de Curitiba - p. ex. - com mais de dez Parques, bem zelados, lindos? Culpa do representante do Município, do Estado, da União e de moradores do Bairro Damas que na ocasião oportuna não se manifestaram contra a total falta de planejamento e o consequente uso inadequado do solo. A irregularidade no tamanho das quadras ao longo da Avenida João Pessoa, na contra - mão das quadras regulares de 100 m x 100 m, predominante na Fortaleza, já denunciam que veio de muito longe a ocupação desordenada das Damas. Herança cultural: nós construímos uma casa com o quintal voltado para uma lagoa. Os germânicos constroem uma casa com a fachada voltada para a lagoa.

                                                                                     

  Em frente a esta desgraça acontecida no antigo Sítio do Dr. Manoel Sátiro, Av. João Pessoa, nº 5609, Damas, hoje IMPARH, outra desgraça, a demolição do lindo sobrado situado em um terreno alto, tamanho de 14.400 m² e edificado (1900/1913), pelo Doutor Álvaro Otacílio Nogueira Fernandes, restando uma parte degradada do majestoso portão em ferro trabalhado e a biblioteca, livros raros, salva anos antes pelo Dr. Antônio Álvaro Fernandes.

   Diante de tantas notícias negativas e depois de olhar nos mapas digitais que tudo ou quase, mostram, desisti e não mais visitaria a minha amada pátria de adoção, as Damas da infância, juventude e homem maduro, pois voltou a me acolher (temporariamente) após um casamento terminado.

   O homem põe e o Deus dispõe. No mês de março de 2019, quando do nada me vejo duas vezes, no mesmo dia na Avenida João Pessoa. Segui da citada Praça da Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus dos Aflitos até o Benfica, espiando tudo e reunindo em uma só mente a alegria de um menino que reencontra seus amores e a tristeza de um velho que constata os maus-tratos sofridos pela amada.  O alvoroço no coração é passageiro. Aos pouco sinto que maior que o desleixo das autoridades é a minha obrigação de deixar este testemunho na tentativa de conservar a verdade, sem polemizar, sem revisionismo e/ou crítica aos trabalhos publicados ou editados via internet, todos merecedores de elogios e aceitos como contribuição sadia. Rogaria apenas que estes trabalhos priorizassem a FONTE da informação dando assim mais comodidade e segurança ao leitor e cumprimento às normas. Toda fonte é válida, (embora a fonte primária seja a de maior crédito). Fonte secundária, conversa de mesa - de - bar, oralidade. Documentá-las, eis a questão e a necessidade.

                    

   Esquecer não se esquece um lugar - Bairro das Damas - que lhe proporcionou alegrias, amizades duradouras, o primeiro amor, fez adolescentes viverem um sonho, (o Aírton, o Eduardo, o Nailton, o Elias, o José, o FAAL), tipo ganhar na loteria, ajudar aos necessitados...Comprar o sobrado do Dr. Álvaro, transformá-lo em centro de convivência de crianças e idosos, jovens e adultos, mistura fina sábia, de idade e gênero, coisa de primeiro mundo tupiniquim, criação nativa, já que sonhar é individual e ao evoluir para coletivo se torna mais duradouro. Um devaneio juvenil embasado na nossa realidade. O sobrado muitas vezes por nós ‘ocupado’ para brincadeiras tantas teria cozinha e biblioteca comunitária, lazer para as faixas etárias de um a cem anos, terapia ocupacional e mais e mais... As árvores frutíferas (exóticas) a fornecerem a merenda, mangas, sapotis, sirigoelas. Amar e respeitar o encantamento que a CASA sempre exerceu sobre quem a vivenciou de mirar ou de penetrar nos seus segredos. Uma atração mágica e um bem-querer que sabe alguém explicar que ‘fale agora ou cale-se para sempre’. Amor não se decifra, se consome lentamente. Todos a zelarem cada canto do imóvel, todo cm² do terreno mais alto da Avenida pessoense, os vegetais, as aves. A casa pertenceria a todos por todo o tempo. Na rotina, hora de abrir e de fechar, respeito, tradição conservada, imoralidade nem pensar. Tudo no seu tempo certo.  Felicidade.

      E aí fada Madrinha, por qual razão os sonhos bons se não realizam?  

                              

 

   No retorno, relembro o sem-pressa, do tempo lúdico. Não havia televisão, celular, iphone, smartphones, note book, redes sociais, e-mail, facebook, instagram, whatsapp. Faltava energia elétrica com frequência, então a solução era a criatividade, saber usar o grandioso espaço disponível. O universo suburbano tinha dono, era das crianças, dos jovens, nada de medo de ser assaltado, desrespeitado, agredido. Medo somente dos vigias pagos pelo Senhor Fonseca, que atiravam ‘tiros de sal’ nos invasores, diziam, pois a entrada era proibida no Sítio do Fonseca, repleto de frutíferas e árvores nativas, jucá, jenipapo, bacupari, sabiá, aves, abelhas silvestres, cobras. E medo de alma penada

   Crianças perversas. Após um motociclista de prenome Leopoldo, morrer à noite, ao se chocar com a traseira de uma carroça - pipa com água da Pirocaia, sem sinalização, na Av. João Pessoa, os meninos aproveitavam a escuridão provocada pela falta de energia elétrica do SERVILUZ, para contarem com voz emitida de forma gutural que ele, o Senhor Leopoldo, aparecia naquelas horas sombrias, falando “oremmm pela alma do LEOPOLDOOO” o que deixava os mais sensíveis, arrepiados, com sono repentino, modo honroso de encerrar a maldita brincadeira. Brincadeira sem graça, como diria Dona Umbelina minha avó. Ainda lembravam a morte de dois pilotos militares estadunidenses, também em choque com carroça - pipa, na Avenida da morte, Av. João Pessoa. Os acidentes, ambos próximos ao nº 5521.                            

      Não esquecendo o nada a fazer nas noites ‘sem luz’, recordamos que diariamente antes do cair do sol até a boca da noite, havia as peladas de futebol  no Campinho, o campo escolhido dentre outros, quase sempre gramado, verão / inverno, por haver sido o ‘porão’ de um açude da família Façanha, que represava as águas do Riacho da ItaocaO Campinho a leste  começava após um denso marmeleiral e tendo por marco um imponente jenipapeiro. No rumo nascente / sul, demorava a Boate da Gaguinha, a Rua Álvaro Fernandes e o campo do Damasco Futebol Clube. Ao Norte, o Sítio do Fonseca. Ao poente, o Campinho era limitado pelo Riacho da Itaoca, que nasce no antigo Bairro da Pirocaia, atravessa a área dos agora inexistentes sítios dos Senhores - Horácio Bezerra, Xara Barroso, Manoel Sátiro, e deságua na Lagoa das Damas. À margem direita do citado Riacho da Itaoca, havia uma bela árvore, o Pau Pombo,Tapirira guianens, em cuja sombra se reuniam  os jogadores a espera do “sol esfriar” e/ou a chegada dos demais amigos para formar o número ideal para cada time. 

      

     Com time completo jogava-se mais ou menos o futebol ‘soçaite’ de hoje. Com poucos malandros só a ‘meia-linha’, o equivalente à defesa contra o ataque. Com menos meninos ainda a brincadeira era do João bobo. Interessa lembrar a formação da equipe: Um goleiro, dois defensores, três meio de campo e cinco atacantes, assim nominados. 1. Goleiro. 2. Beque direito e 3. Beque esquerdo. 4. Half direito.  5. Centro Half (sempre um craque). 6. Half esquerdo. 7. Ponta direita. 8. Meia - direita. 9.  Center foward. 10. Meia - esquerda. 11. Ponta esquerda. O piso do Campinho tinha um leve declive no sentido nascente / poente. Importante no par ou ímpar inicial, escolher jogar o primeiro tempo do poente para o nascente, vento contra e aclive, para no segundo ter o vento a favor e o declive. Neste mesmo sentido nascente / poente, lado norte, era perigoso jogar por haver uma cerca com sete fios de arame farpeado, limite do intocado Sítio do Fonseca. Ao terminar a pelada o banho coletivo na cacimba do Sítio dos Sátiro, onde havia um pedaço de sabão escondido. Bendito banho para poder chegar mais limpo na casa paterna, pois futebol era jogo de caboclo, ‘o tempora! O mores’! Anos depois vi a esdrúxula cena de garotos jogando bola, em uma espremida calçada de um prédio residencial, na Rua Barata Ribeiro, Copacabana, Rio de Janeiro. Inevitável pensar quão rica havia sido minha infância suburbana e quão pobre era a desses meninos ricos da badalada Copacabana de então. Obs. Ver fotografia do CAMPINHO e Sítio do Fonseca, no início da 8ª parte de Um Bairro Chamado Damas.     

Bola de meia feita de meia de seda roubada da irmã.  Técnica esmerada para enchimento, camada a camada, com panos em trapos, bem socados, com nó, virava a meia e recomeçava o enchimento. Usada mais para brincar de gol a gol, no alpendre que dava para a então Rua morta Álvaro Fernandes. Ambos os jogadores eram goleiro e atacante ao mesmo tempo. Um chute, para cada participante. Chute direto tipo pênalti, até atingir o placar combinado. Jogado em espaço pequeno.

Futebol de Salão, futsal. Francisco Lorda Sênior nasceu em Montevidéu, Uruguai, a 04 de outubro de 1883, e faleceu em Fortaleza a 29 de maio de 1944, com 61 anos de idade. Proprietário do Grande Curtume Cearense, morador na Av. Filomeno Gomes, Jacarecanga, onde construiu a pioneira Quadra de Futsal, e introduziu no Ceará o Futebol de Salão, com campeonatos iniciando no ano de 1956.       Saindo da casa nº 5521, via citado alpendre aberto para a Rua Álvaro Fernandes, pulava a cerca do Sítio dos Sátiro e a poucos passos encontrava a quadra de basquete com tabelas de madeira, (oficial) um luxo, de voleibol onde jogavam juntos meninos e meninas, e a improvisada quadra da novidade no Brasil, o futebol de salão. Obs.: Introduzido no Brasil, no ano de 1940, na cidade de São Paulo. No começo dos anos cinquenta em Fortaleza, sendo popular e tendo campeonatos destacando o SUMOV único Clube cearense com seis títulos nacionais, (adulto) Taça Brasil, mais três juvenil, e dois títulos Sul Americano. Francisco Lorda acionista maior do Grande Curtume Cearense, casado com D. Helena Crescio Lorda, pais de Francisco Lorda Filho. Residiram no Jacarecanga, onde instalou a primeira quadra de FUTSAL do Ceará. Termo de casamento. “Aos seis de julho de 1932, na (Igreja) Matriz da Arquidiocese de Fortaleza, compareceram em minha presença Francisco Lorda Filho e Salomita de Melo Arruda, ele filho legítimo de Francisco Lorda e Helena Crescio Lorda, ela filha legítima de João Arruda e Laura de Melo Arruda, em tudo habilitados, segundo o direito para se receberem como marido e mulher, com palavras de presente; e lhes foi dada a Bênção Nupcial, Foram testemunhas, Francisco Lorda, João Arruda e Senhora. Em testemunho da verdade assino. O Vigário, Cônego José de Lima Ferreira.” Livro de Matrimônios, Fortaleza.  Cf. Leonardo Mota. Datas e Fatos para a História do Ceará. RIC. 1963. p. 239.

Futebol de botão, com o tabuleiro, campo. Botões, trabalhados, modificados, raspados, para dar ‘efeito’ na bola, e chamados por prenomes de jogadores. Palheta que podia ser uma ficha de plástico (ônibus). A bola feita de tampa de pasta dental. Regras estabelecidas, tudo muito organizado e fabricado pelos artistas donos dos times, cujo nome o garoto escolhia ou adotava o mesmo nome do time que torcia. Vasco Futebol Clube da Parangaba. Depois veio o Totó uma imitação do futebol de campo em uma mesa, como bonecos rígidos, imitando os jogadores.

    Continua 8ª e última parte.  http://www.familiascearenses.com.br/index.php/2-uncategorised/113-um-bairro-chamado-damas-genealogia-8-parte