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  Capela do Jaguaribe - Merim. Gravura de 1859, José Carlos dos Reis Carvalho, in História da Comissão Científica, Renato Braga, Fortaleza, 1962, UFC, IU.

 

 

 

  Por Francisco Augusto de Araújo Lima. Fortaleza, 18.09.2020. Cf. Francisco Augusto. Famílias Cearenses 8. Genealogia da Ribeira do Jaguaribe. Ed. Artes Digitais. Fortaleza, 2006. 1ª e 2ª parte. 949 p. Cf. Francisco Augusto.  Famílias Cearenses 6. Anotações Genealógicas. Ed. Artes Digitais. Fortaleza, 2006. 647 p. Cf. Francisco Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses Treze. Siará Grande - Uma Província Portuguesa no Nordeste Oriental do Brasil. Ed. Expressão Gráfica. Fortaleza. 2016. Quatro Volumes. 2.300 p.                                       genealogia@familiascearenses.com.br

   

Raimundo Girão e Antônio Martins Filho, apoiam-se  na opinião do Barão de Studart como a mais correta na interpretação do significado do topônimo: Jaguar = onça; e = água; be ou pe = no; ou seja, no rio da onça.

Jaguaribe - Mirim como inicialmente se chamou o núcleo, era denominação do riacho, braço do Jaguaribe (posteriormente Catingueira e Santa Rosa), transmitido ao sítio à sua margem, cuja construção e atribuída a os irmãos Francisco e Manuel Martins, vindos de Pernambuco.

As terras, devolutas foram mais tarde concedidas em sesmaria ao capitão João da Fonseca Ferreira, possuidor do sítio Santa Rosa desde 1697, tendo sido um dos primeiros povoadores da região.

Já em p princípios do século XVIII Fonseca Ferreira doou o Jaguaribe- Mirim a seu genro, coronel Manuel Cabral, que o vendeu ao padre Domingos Dias da Silveira, cura da vila do Icó.

Mais tarde, arrematada em leilão pelo padre João Martins de Melo, a propriedade foi doada a Francisco Eduardo Pais de Melo, por escritura de 25 de maio de 1786, para constituir seu patrimônio de ordenação. Com a morte deste, o sítio foi dividido entre 14 credores por despacho de 9 de fevereiro de 1813 do Ouvidor Antônio Manuel Galvão.

Com o desenvolvimento do povoado, que se estendeu pela margem direita do rio Jaguaribe, desapareceu de sua designação a partícula mirim. resultando o nome atual, que é o mesmo do Rio.”

Observação. Os pernambucanos, Francisco Martins c.c. Feliciana da Cunha Pereira e seu irmão Manoel Martins c.c. Ana C. Monteiro. O Coronel João da Fonseca Ferreira, sesmeiro, e uma mulher incógnita, pais de Cecília Joaquina da Fonseca, n. na Vila de Penedo, Alagoas, que se casou com Pascoal de Brito Maciel, nasceu na Freguesia da Vila Praia de Âncora, Caminha, Viana do Castelo. Manoel Cabral casado com uma filha do citado Coronel João da Fonseca Ferreira.  Domingos Dias da Silveira, Padre, Cura do Icó, 1719. Outro Domingos Dias da Silveira c.c. Sebastiana da Silva CD Li3-409, pais de Domingos Dias da Silveira Jr. f. Domingos Dias da Silveira e Sebastiana da Silva c.c. Maria Hilária da Silva f. Antônio da Silva Paes e  Catarina da Fonseca Moreira Li04-117. Pais de Ana Maria Santo c.c. José da Silva Luz Jr. f. José da Silva Luz e Maria Manoela Teixeira. José da Silva Luz faleceu a 04.05.1826, 40 anos, c.c. Joana Maria dos Santos. Russas CD8 L3 Ób 07  Russas CD8 L4 cas. 132. Padre João Martins de Melo nasceu em Jaguaribe, onde faleceu no ano de 1796, havendo oficiado no Icó, (1765) e em Jaguaribe. O Padre João Martins de Melo, dono das terras onde hoje se acha a cidade de Jaguaribe teve uma filha exposta a porta da sua casa, de nome Maria Francisca da Conceição que se casou com Bento Pacheco Sampaio nasceu aos vinte e um do mês de março de 1736, em Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores, filho de Inácio Pacheco e de Ana de Santiago, Ana de Oliveira, naturais e moradores no lugar de Capelas. O Padre Francisco Eduardo Pais de Melo, padrinho no ano de 1777, Padre em 1796. Faleceu em 1812.  

Fonte. IBGE, Site. História de Jaguaribe. Cf. Raimundo Girão, O Ceará. Ed. Instituto do Ceará. Fortaleza. 1966. p. 320. Cf. Aureliano Diamantino Silveira. Ungidos do Senhor. Ed. Premius. Fortaleza. 2004. Vol. II. p. 175. Cf. Francisco Augusto de Araújo Lima, Banco de Dados, segundo Livros da Freguesia de Nossa Senhora da Expectação do Icó, da Freguesia de Nossa Senhora do Rosário das Russas e da Freguesia de Santo Antônio do Quixeramobim. Copiados no ano de 1992. Francisco Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses 8, Genealogia da Ribeira do Jaguaribe. Ed. Artes Digitais. Fortaleza, 2006. 949 p. Francisco Augusto.  Famílias Cearenses 6 – Anotações Genealógicas. Ed. Artes Digitais. Fortaleza, 2006. 647 p.

 

 Jaguaribe Merim. Famílias Ancestrais. 

 

 Carneiro Leão.

João Batista Carneiro Leão nasceu a doze de novembro de 1715, na Aldeia de Pica Frio, Picafrio, Concelho de Paços de Ferreira, Porto, filho de Agostinho Ferreira Pinto e de Teresa Carneiro Leão. Neto paterno de Simão Fernandes e de sua mulher Águeda Ferreira Pinto. Neto materno de Manoel Ferreira e de Joana Carneiro Leão, da Freguesia de Carvalhosa, Paços de Ferreira. Cf. Francisco Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses Treze. Siará Grande - Uma Província Portuguesa no Nordeste Oriental do Brasil. Ed. Expressão Gráfica. Fortaleza. 2016. Quatro Volumes. 2.300 p. 

Termo de batismo de João Batista Carneiro Leão, que fez uso do sobrenome da avó materna,  e não o da tradicional família Ferreira Pinto, detentora da Casa de Picafrio.

Termo de batismo. João, filho de Agostinho Ferreira Pinto e de sua mulher Teresa Carneiro Leão, da Aldeia de Pica Frio, desta Freguesia, nasceu aos doze dias do mês de novembro de 1715, e foi batizado aos vinte e quatro do mesmo mês e era acima, nesta Igreja de Santa Eulália donde seus pais são fregueses, por mim o Padre Manoel de Figueiredo, Cura da dita Igreja; foram padrinhos, o Doutor Manoel Soares da Silva, de Santarém, e Maria, filha de André Ferreira de Brito, da Freguesia de Ferreira, e por procuração do sobredito Manoel de Soares da Silva, Antônio Carneiro Leão, de Pica Frio, desta Freguesia; tocou na criança e assistiu ao Batismo; foram testemunhas, Miguel Ferreira, de Cuqueda, desta Freguesia, e o Padre João Ferreira, clérigo in minoribus, de Pica Frio, da mesma Freguesia, de que fiz este assento era ut supra. O Padre Manoel de Figueiredo.”

Termo de casamento dos pais de João Batista Carneiro Leão.

Termos de batismo dos pais de João Batista Carneiro Leão.

Termo de batismo da avó materna de João Batista Carneiro Leão – Joana Carneiro.

Termo de casamento dos avós maternos João Batista Carneiro Leão.

Termo de batismo da avó paterna de João Batista Carneiro Leão - Águeda Ferreira Pinto, herdeira da Casa de Picafrio.

Termo de casamento dos avós paternos João Batista Carneiro Leão.

Termo de casamento do bisavó paterno João Batista Carneiro Leão – André Ferreira Pinto.

Irmãos anotados de João Batista Carneiro Leão.  Todos os Termos disponíveis no Siará Grande. Op. cit.

João Batista faleceu com 60 anos de idade, no início do mês de janeiro de 1775, na Fazenda das Aningas, Jaguaribe, Ceará, e a 09 de janeiro, é rezada missa por sua alma, na Igreja Matriz do Icó.

Aningas, do tupi a’nina, calafrio, arrepio da pele, arrepiar-se de frio ou de febre. Arbusto da família das Aráceas, Montrichardia linifera, Philodendron speciosun, que nasce às margens dos rios. Uso medicinal: seu suco é usado para curar úlceras e suas folhas, preparadas por cozimento, rendem chá indicado no tratamento do reumatismo. Coincidência: Aninga, calafrio, e Aldeia de Picafrio.

O Capitão João Batista Carneiro Leão casou-se com Maria Lins de Albuquerque nasceu em Sirinhaém, Pernambuco, filha de Carlos Fragoso de Albuquerque Jr., Capitão, n. Sirinhaém, Pernambuco, morou no Icó, e de Josefa Antônia da Silva, n. Olinda, Pernambuco. Neta paterna dos pernambucanos Carlos Fragoso de Albuquerque e de e de Joana Lins da França. Neta materna do Coronel João Batista da Silva, n. Pernambuco, e de Maria Lins da Assunção, n. Pernambuco. 

  Maria Lins de Albuquerque faleceu a 14 de abril de 1780, na sua Fazenda das Aningas, Jaguaribe.

Filhos: 1.-12.

  1. Antônio Carneiro Leão.
  2. Francisca Lins de Albuquerque.
  3. Pedro Carneiro Leão.
  4. Ana Lins de Albuquerque, n. 1761, em Jaguaribe, batizada a 16 de agosto de 1761, na Fazenda das Aningas. Dona Ana, faleceu com 19 anos incompletos de idade a 15 de abril de 1780, na Fazenda das Aningas, Jaguaribe, de propriedade do seu pai. Do mês de abril a setembro de 1780 faleceram nas Aningas, além de Ana, seus irmãos João Carneiro Leão, 17 de abril, Maria Lins de Albuquerque Filha, 14 de abril, e Ângela Lins de Albuquerque, 29 de julho, sugerindo um episódio atípico, uma epidemia, uma peste, pois em dias do mês de abril, morreram três filhos e em julho um quarto filho do Capitão João Baptista Carneiro Leão. Um quinto filho faleceu precocemente, Inácia Lins de Albuquerque, a 10 de dezembro de 1778. Tristeza na família. Ana Lins de Albuquerque casou-se a 24 de junho de 1779, na Igreja Matriz de N. Senhora da Expectação do Icó, com o Tenente José Fernandes da Silva Júnior, n. na Freguesia do Icó, filho de José Fernandes da Silva nasceu a 06.06.1704, no lugar dos Fornos,  Porto, e de Isabel da Silva Távora.
  1. Catarina Lins de Albuquerque.
  2. Inácia Lins de Albuquerque.
  3. João Carneiro Leão.
  4. Ângela Lins de Albuquerque.
  5. Maria Lins de Albuquerque Filha.
  6. José Carneiro Leão.
  7. Teresa Carneiro Leão.
  8. Francisco Xavier de Albuquerque. Todos os Filhos disponíveis no Siará Grande. Op. cit.

Cf. Francisco Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses Treze. Siará Grande - Uma Província Portuguesa no Nordeste Oriental do Brasil. Ed. Expressão Gráfica. Fortaleza. 2016. Quatro Volumes. 2.300 p. 

 

Cunha.

Manoel da Cunha nasceu no dia nove do mês de fevereiro de 1721, no lugar de Marrocos,  Concelho de Paços de Ferreira, Distrito do Porto, filho primogênito de José da Cunha e de Domingas Dias. Neto paterno de Gonçalo da Cunha e de Maria Gomes. Neto materno de Pedro Dias e de Maria João. Obs. Nos termos cearenses consta ás vezes, por engano, João da Cunha. Nada de SOUTO MAIOR como foi sugerido por autor antigo. Cf. Manoel Pinheiro Távora. Távora e Cunha. RIC. 1971. p. 60,93. Cf. Cf. Plínio Diógenes Botão, Genealogia das Famílias, Távora, Diógenes, Pinheiro. Ed. OTS, Fortaleza. S/d. p.67,141.

Termo de batismo de Manoel da Cunha.

Manoel filho de José da Cunha e de sua mulher Domingas Dias, nasceu aos 09 dias do mês de fevereiro de 1721, e batizado no próprio dia em que nasceu na Igreja de São Tiago paroquial de seus pais, por mim Padre Manoel Coelho, Cura desta Igreja; foram padrinhos, João da Rocha, lugar de Marrocos,  Freguesia de São Tiago, e Francisca, solteira, filha de Pedro Dias, (e de Maria João), do lugar da Cal; foram testemunhas, João Coelho, solteiro, e seu irmão Antônio Coelho, desta mesma Freguesia de São Tiago de Modelos, de que fiz este termo que assinei com as testemunhas (que assinaram em cruz), era ut supra. Padre Manoel Coelho.” Cf. Francisco Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses Treze. Siará Grande - Uma Província Portuguesa no Nordeste Oriental do Brasil. Ed. Expressão Gráfica. Fortaleza. 2016. Vol. IV. 2.300 p. 

No livro citado Siará Grande, consta o termo de casamento dos pais de Manoel da Cunha, termo de batismo de José da Cunha, termo de casamento dos avós paternos, termo de casamento dos avós maternos de Manoel da Cunha e irmãs anotadas de Manoel da Cunha.

Manoel da Cunha morador na sua Fazenda Xique-Xique, margem esquerda do Rio Jaguaribe, situada acima 2 km da antiga Boa Vista, atual Mapuá, Distrito do município de Jaguaribe, é citado como sendo da família Souto Maior, do que se discorda. Nos assentos portugueses, seus pais e avós não usaram Souto Maior.

Nos quarenta e seis termos cearenses pesquisados é anotado sempre como Manoel da Cunha. Somente um termo é Manoel da Cunha Souto (sem o Maior). Registrados doze filhos do casal, um único filho, o Francisco da Cunha, usou esporadicamente o Souto Maior. O seu filho homônimo Manoel da Cunha (dos Reis) e os demais dez irmãos não usaram Souto Maior. De onde surgiu essa fantasia de Souto Maior?

Manoel da Cunha casou-se na Freguesia do Icó, com Rosa Maria de Jesus, Rosa Maria da Silva nasceu no Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco, filha de Amaro da Rocha Lemos, também conhecido como Amaro da Rocha Lavor, n. circa 1715, na Freguesia de Antônio do Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco, e de Maria Francisca da Silva, n. circa 1720, na Freguesia de Ipojuca, Pernambuco, e falecida no dia 11 de agosto de 1774, na Fazenda do Lobato, Freguesia do Icó, Ceará.

Amaro e D. Maria Francisca: um dos cônjuges é de ascendência portuguesa e o outro afro-  descendente, pois os filhos são anotados ora  branco ora pardo. Dona Rosa Maria de Jesus, neta paterna de Luís de Lima e de Margarida Gomes da Rocha e neta materna de Antônio Pereira de Carvalho e de Rosa Maria.

Termo de batismo de Margarida Gomes da Rocha (Neta) irmã de Dona Rosa Maria de Jesus.

“Aos dez dias do mês de setembro de mil setecentos e quarenta e um anos, nesta Freguesia de Nossa Senhora da Expectação do Icó, batizou de licença minha o Padre João Martins e Melo a MARGARIDA, parda, filha de Amaro da Rocha Lemos e de sua mulher Maria Francisca da Silva, e não lhes pós os santos óleos. Foram padrinhos Antônio Pereira e Maria Pereira, fregueses desta Freguesia de que fiz este acento, Diogo Freyre de Magalhães.” Cf. Fco. Augusto. Siará Grande. Op. cit.

Filhos por Rosa Maria de Jesus e Manoel da Cunha, tronco da ilustre família Fernandes Távora. 1.-12.  

  1. Cipriana da Cunha 7. Domingos.
  2. Joaquim Cunha 8. Josefa da Cunha da Silveira.
  3. Rosa 9. Maria da Cunha.
  4. Antônio 10. Teresa Maria de Jesus.
  5. Francisco da Cunha 11. Joana da Cunha.
  6. Catarina 12. Manoel da Cunha dos Reis.
  7. Domingos.
  8. Josefa da Cunha da Silveira.
  9. Maria da Cunha.
  10. Teresa Maria de Jesus.
  11. Joana da Cunha.
  12. Manoel da Cunha dos Reis.  Todos os Filhos disponíveis no Siará Grande. Op. cit.

Cf. Siará Grande, op. cit.

 

Deógenes, Diógenes.

Diógenes Paes Botão, Manoel Diógenes Paes Botão, batizado a 20 de abril de 1698, na Capela de Gonçalo do Potengi, Rio Grande do Norte, por padrinhos, o Capitão João da Fonseca e Bernarda da Fonseca, filha da viúva Isabel Ferreira. Obs. Filho de Domingos Paes Botão e de Sebastiana da Assunção Fonseca Ferreira (Maria da Fonseca). Existe dúvida quanto a Diógenes ser o mesmo Manoel Diógenes ou se foi pai do Manoel, o que a cronologia justifica.

  Explicação necessária. O termo de batismo de DEÓGENES só foi encontrado pelo fato do Diretor de Patrimônio do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, Tácito Luiz Cordeiro Galvão, haver descoberto um antigo Livro Eclesial do Rio Grande do Norte, guardado no IAHGP. Galvão comunicou ao pesquisador Fábio Arruda de Lima e a Francisco Augusto de Araújo Lima, que realizou a leitura paleográfica. Em um Encontro de Genealogia de Caicó, RN, Francisco Augusto, disponibilizou a todos os presentes, o conteúdo do referido livro eclesial, final do século XVII e início do século XVIII, importante também para a genealogia cearense, inclusive por conter o termo de batismo da Mãe dos Frotas da Ribeiro do Acaraú, e do primeiro casamento de Gonçalo Ferreira da Ponte Sênior.   Ainda, os termos de batismos dos filhos de Alberto Pimentel de Melo casado com Francisca de Oliveira Banhos, ascendentes de Dona Fideralina Augusto Lima, das Lavras da Mangabeira.

   Aos 20 de abril de 1698, na Capela de São Gonçalo do Potengi, realizou-se o batismo de DEOGENE = Diógenes, filho de Domingos Paes Botão e de sua mulher Maria da Fonseca. Padrinhos, o Capitão João da Fonseca Ferreira e Bernarda da Fonseca filha da viúva Isabel Ferreira. Cf. Livro RN DSC03155. Cf. Francisco Augusto Famílias Cearenses 7 – IPUEIRAS dos TARGINOS. Ed. Artes Digitais, Fortaleza, 2006.  Cf. Francisco Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses Zero – Soares e Araújos no Vale do Acaraú. 2ª Edição. Ed. Expressão Gráfica. Fortaleza. 2011. p. 164. 1ª Edição, 1989.

  Deógenes, Diógenes faleceu a 25 de maio de 1769, viúvo, com todos os sacramentos, de idade 80 anos, (idade real 71 anos), e foi sepultado na Capela de Jaguaribe Merim, encomendado pelo Padre João Martins de Melo.

Diógenes Paes Botão deu origem à numerosa e ilustre família DIÓGENES na Ribeira do Jaguaribe. A tradição oral havia corrompido os fatos ora documentados. Maria da Fonseca  a mesma Sebastiana da Assunção Fonseca Ferreira, irmã dos sesmeiros: João Fonseca Ferreira e Antônio da Fonseca Ferreira, o primeiro aliado dos Feitosas na questão contra os MONTES.

Diógenes casou-se com Antônia da Rocha Tavares, n. na Freguesia do Icó, ora de Mamanguape, Paraíba, filha de Luís Paes Botão, natural do Reino de Angola, e de Josefa Ferreira da Rocha, n. na Freguesia do Icó. Pais de 2.1.-2.2.

2.1. Diogo Paes Botão. Sem registros nos livros eclesiais.

2.2. Domingos Paes Botão nasceu na Freguesia do Icó. Coronel da Cavalaria do Icó.

Cf. Francisco Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses Treze. Siará Grande - Uma Província Portuguesa no Nordeste Oriental do Brasil. Ed. Expressão Gráfica. Fortaleza. 2016. Quatro Volumes.2.300 p. 

 

Fernandes da Silva.

José Fernandes da Silva nasceu aos seis dias do mês de junho de 1704, no lugar dos Fornos, Distrito do Porto, filho de João Fernandes e de Maria dos Santos, ambos do lugar dos Fornos. A tradição familiar, o tinha como da família de Montes e Silva. Outra versão era parente dos Fernandes Pimenta, o que também é engano de João Bosco Fernandes, autor do excelente Memorial de Família. Cf. Fco. Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses – Um. Ed. Premius, Fortaleza. 2001. 460 p.  Cf. Francisco Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses Treze. Siará Grande - Uma Província Portuguesa no Nordeste Oriental do Brasil. Ed. Expressão Gráfica. Fortaleza. 2016. Quatro Volumes. 2.300 p. 

Termo de batismo de José Fernandes da Silva.

José filho de João Fernandes e de sua mulher Maria dos Santos, desta Igreja dos Fornos, nasceu em seis de junho, e foi batizado aos oito do dito mês do ano de (mil) setecentos e quatro, por mim o Padre Manoel de Borges Teixeira, Coadjutor desta Freguesia; foram  padrinhos, José de Castro e Catarina de Castro, deste lugar (de Fornos); testemunhas, Manoel Nogueira e o Reverendo Manoel de Beça que assinaram comigo o Padre Coadjutor Manoel de Borges Teixeira.”

O Sargento Mor do Jaguaribe José Fernandes da Silva faleceu no mês de setembro de 1770, na Ribeira do Rio Jaguaribe, Ceará, e foi rezada missa por sua alma na Igreja Matriz do Icó, a 14 de setembro, com esmola costumada dada pelo Capitão Mor Bernardo Nogueira, presentes oito padres.

José Fernandes casou-se com Isabel da Silva Távora, filha de Genoveva da Assunção n. Rio de São Francisco, e de Manoel Peixoto da Silva Távora, n. Porto, PT.

Filhos: 1.-10.

  1. Domingos Fernandes da Silva Peixoto.
  2. Bernarda Fernandes da Silva.
  3. José Fernandes da Silva Júnior.
  4. Inácio Fernandes da Silva.
  5. Manoel Fernandes da Silva.
  6. Raimundo Álvares Fernandes da Silva.
  7. Maria Francisca Fernandes da Silva.
  8. Antônio Fernandes as Silva.
  9. Alexandre Fernandes da Silva.
  10. Maria, filha exposta.  Todos os Filhos disponíveis no Siará Grande. Op. cit.

Cf. Francisco Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses Treze. Siará Grande - Uma Província Portuguesa no Nordeste Oriental do Brasil. Ed. Expressão Gráfica. Fortaleza. 2016. Quatro Volumes. 2.300 p. 

 

Pacheco Sampaio.

   Bento Pacheco Sampaio nasceu aos vinte e um do mês de março de 1736, em Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Açores, filho de Inácio Pacheco e de Ana de Santiago, Ana de Oliveira, naturais e moradores no lugar de Capelas. Por engano citado como filho de Antônio Pacheco e de Luzia dos Santos, ou ainda filho de João Rodrigues Sampaio. Neto paterno de Manoel Pacheco e de Maria de Macedo. Neto materno de Silvestre de Oliveira e de Catarina de Souza.

  Termo de batismo de Bento Pacheco Sampaio. Bento, filho de Inácio Pacheco e de sua mulher Ana de Oliveira, naturais deste lugar de Capelas, nasceu em vinte e um do mês de março de 1736, foi batizado em vinte e cinco do dito mês, nesta Igreja de Nossa Senhora da Apresentação, paroquial de seus pais, por mim Manoel de Medeiros e Almeida, Vigário dela; foram padrinhos, Manoel Pacheco, alfaiate, casado, morador neste lugar, irmão do pai do batizado, Josefa da Apresentação, filha famílias de Manoel Pacheco, Tesoureiro desta Igreja, e foram testemunhas o mesmo Manoel Pacheco, Tesoureiro e o mesmo padrinho, fiz e assinei o Vigário Manoel de Medeiros e Almeida.”

  Bento Pacheco Sampaio casou-se (1) com Maria Francisca da Conceição, filha exposta a porta da casa do Padre João Martins de Melo, n. Jaguaribe, dono das terras onde hoje acha-se a cidade de Jaguaribe. Bento casou-se (2) a 12 de maio de 1776, na Capela de São Vicente, Lavras da Mangabeira, com Verônica Maria da Conceição, Venância, n. na Freguesia do Icó, filha do Capitão Antônio da Silva Marques, n. na Freguesia de São Julião, e de Teresa Maria de Jesus, n. na Freguesia do Icó. Presentes, o Padre Francisco Calado Bitencourt, as testemunhas, Domingos Gonçalves Torres, José de Coito Ferreira, e outros. Cf. Livros da Freguesia do Icó. Li1-137v – Li3-45,49v,93,105 – Li7-71v,152,184v. Cf. Siará Grande. Op. cit.

       Filhos por Maria Francisca da Conceição e Bento Pacheco Sampaio. 1.-5.

  1. José nasceu a 02 de setembro de 1768, e batizado a 12 do mesmo mês e ano.
  2. João nasceu a 1º de novembro de 1769, batizado a 19 do dito mês e ano, na Capela do Jaguaribe Merim. Padrinho o Capitão Mor Antônio Correia de Araújo Portugal.
  3. Ana nasceu a 07 de fevereiro de 1773, e foi batizada a 02 de março do dito ano, na Igreja Matriz de N. Senhora da Expectação do Icó, pelo Padre Félix José de Morais. Padrinhos, Manoel de Melo, solteiro, tantum. Cf. Li04-111.
  4. Sebastiana nasceu a 08 de abril de 1775, e batizada a 19 do dito mês e ano, na Igreja Matriz de N. Senhora da Expectação do Icó, pelo Padre André da Silva Brandão. Padrinhos, o Capitão Manoel da Cunha, casado, e D. Inácia Francisca, solteira.
  5. Maria, batizada a 28 de junho de 1776, na Capela de N. Senhora das Candeias, Jaguaribe Merim, pelo Padre João Martins de Melo. Padrinhos, João Feijó e Joana Maria, todos moradores na Freguesia do Icó. Maria: de cujo parto deve ter falecido a sua mãe Maria Francisca da Conceição.

       Filhos por Verônica Maria da Conceição e Bento Pacheco Sampaio. 6.-7.

  1. Alexandre, batizado a 22 de abril de 1777, na Capela de São Vicente Ferreira, Lavras da Mangabeira, pelo Padre Francisco Calado Bitencourt. Padrinhos, Domingos Gonçalves Torres, solteiro, e Ana Rita de São José, casada.
  2. Vicente nasceu a 22 de janeiro de 1778, e batizado a 18 de maio, na Freguesia do Icó, pelo Padre Frei Manoel de Santa Maria. Padrinhos, o Capitão José Antônio, solteiro, e Rita Francisca, casada. Cf. Francisco Augusto. Siará Grande. Op. cit.

 

Paes Botão.

Domingos Paes Botão nasceu no ano de 1671, no lugar do Passo, Freguesia de São Mateus de Botão, Concelho de Coimbra, filho de Antônio Francisco, o Novo, e de Ana Fernandes.

Termo de batismo de Domingos Paes Botão.

Aos vinte e nove de junho da era de 1671, batizei Domingos, filho de Antônio Francisco, o Novo, e de sua mulher (Ana Fernandes), moradores no lugar do Passo; foram padrinhos, Manoel Vicente e sua filha Maria, do lugar da Larçam, desta Freguesia, de que fiz este assento que assinei. O Padre Vigário Manoel Diniz Brandão.”

Irmão anotado de Domingos Paes Botão.

  1. João foi batizado a 13 de agosto de 1665, padrinhos Manoel De Niz, Diniz, o Novo, e Maria Fernandes, viúva, do lugar do Passo. O Padre João de Souza, o batizou. João consta o nome de seus pais, Antônio Francisco e Ana Fernandes.

Domingos Paes Botão, sesmeiro, casou-se com Sebastiana da Assunção Fonseca Ferreira, irmã de João da Fonseca Ferreira e de Antônio da Fonseca Ferreira. Domingos vendeu a Fazenda do Riacho ao seu parente Licenciado Cirurgião Miguel da Silva.

Domingos teve uma enteada Isabel de Eça filha de .?. não se logrou esclarecer.

Domingos Paes Botão e D. Sebastiana da Assunção Fonseca Ferreira, pais de 1.-2.

1. Genoveva da Assunção natural do Rio de São Francisco. Casou-se com Manoel Peixoto da Silva Távora. Ver o título Manoel Peixoto da Silva Távora.

2. Diógenes Paes Botão, Manoel Diógenes Paes Botão, batizado a 20 de abril de 1698, na Capela de Gonçalo do Potengi, Rio Grande do Norte. Cf. Francisco Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses Treze. Siará Grande - Uma Província Portuguesa no Nordeste Oriental do Brasil. Ed. Expressão Gráfica. Fortaleza. 2016. Vol. IV p. 2.300 p.

 

Peixoto da Silva (Távora).

  Manoel Peixoto da Silva Távora nasceu no ano de 1685, batizado na Igreja de São Miguel, do lugar Entre - os - Rios, Porto. Residente na Fazenda Curralinho, Freguesia do Icó. No ano de 1754, já viúvo é testemunha no processo de bigamia contra Manoel Fragoso de Albuquerque. Cf. Francisco Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses Treze. Siará Grande - Uma Província Portuguesa no Nordeste Oriental do Brasil. Ed. Expressão Gráfica. Fortaleza. 2016. Quatro Volumes. 2.300 p. 

  O Manoel Peixoto da Silva Távora chegou ao Ceará na primeira década do século XVIII, e muito significativo, nos livros eclesiais, todos os registros são: Manoel Peixoto da Silva, sem o Távora, de origem toponímica. Usou Távora nos documentos públicos, não em todos, pois aparece ora como Manoel Peixoto da Silva 1706, e Manoel Peixoto da Silva Távora, 1723. Das suas quatro filhas, somente Isabel da Silva, usa o Távora. As demais, Teresa de Jesus Maria, Maria Francisca Peixota e Ana Maria Peixotta, não usaram o Távora. E isso nos idos de 1725 / 1730, muito antes dos acontecimentos de 1759. Premonição?

  Outro registro importante: João Carlos Augusto de Oyenhausen - Gravenburg, 1º Marquês de Aracati, nasceu a 12 de outubro de 1776, em Lisboa e faleceu a 28 de março de 1838, filho de Carlos de Oeynhausene Gravenburg, germânico, casou-se com Leonor de Almeida Portugal. Ou mais preciso: João Carlos Augusto, filho de mãe ainda desconhecida e enteado de D. Leonor, com quem conviveu e recebeu refinada educação. Neto paterno de Frederica Guilhermina de Lorena e de Frederico Ulrico, Conde de Oyenhausen .

Távora: ver título Manoel da Cunha n. a 09  de fevereiro de 1721, no lugar de Marrocos,  Freguesia de São Tiago de Modelos, Concelho de Paços de Ferreira, Porto. Cf. Siará Grande. Op. cit.

Manoel da Silva Peixoto Távora casou-se com Genoveva da Assunção n. Rio de São Francisco, filha de Domingos Paes Botão, Sesmeiro no Rio Choró, n. na Freguesia de Botão, Concelho e Distrito de Coimbra, e de Sebastiana da Assunção Fonseca Ferreira, irmã de João da Fonseca Ferreira e de Antônio da Fonseca Ferreira.

Filhos: 1.-4. Todos os Filhos disponíveis no Siará Grande. Op. cit.

  O Documento mais antigo encontrado nos Livros eclesiais (no ano de 1992), pelo pesquisador Francisco Augusto de Araújo Lima:

  No dia 12 de fevereiro de 1712, na Fazenda Curralinho, Jaguaribe Merim, ocorreu o batizado de Antônio, filho de Francisco Pais e Mariana Pais, escravos do Sargento Mor Manuel Peixoto da Silva (Távora). Batizado pelo  Padre Domingos Salgado Mota, Cura e Vigário do Icó. Cf. Li7-90. Cf. Francisco Augusto Famílias Cearenses 7 – IPUEIRAS dos TARGINOS. Ed. Artes Digitais, Fortaleza, 2006. Cf. Francisco Augusto de Araújo Lima. Famílias Cearenses Treze. Siará Grande - Uma Província Portuguesa no Nordeste Oriental do Brasil. Ed. Expressão Gráfica. Fortaleza. 2016. Árvore de Costado. Família Morais Fernandes Távora. http://www.familiascearenses.com.br/index.php/2-uncategorised/89-arvore-de-costado-familia-morais-fernandes-tavora